Melhores de 2012!

2012

Eae, fala ai galerinha gente boa. Pra quem não ta sabendo, este e um post especial de Ano Novo, Natal, e seila mais o que XD

Convidei vários amigos para vir aqui e falar quais os animes e mangas que marcaram o ano de 2012, seja este um manga/anime lançado nesse ano ou não.

Os textos estão bem pessoais, então por favor nada de “Ain, não gostei desse, X e melhor, Ain”. Isso aqui e so uma brincadeira entre amigos.

Mas nada impede de você comentar e falar quais foram para você os melhores de 2012 (apesar que ninguém nunca comenta…)

Então vamos logo aos melhores de 2012 começando pelo gostosão aqui (podem vomitar)

Zigfrid – Mangatom

Anime do Ano: Gungrave

Essa já ta manjada, todo mundo que le o blog sabe que vou falar de Gungrave. Um anime antigo que não recebeu tanta atenção se comparando ao seu predecessor. Falo da famosa obra de faroeste Trigun, escrita por Yasuhiro Nightow.

Gungrave pega ainda alguns detalhes de Trigun como os tiroteios e os personagens baseados no character design de Spawn, porem nem de longe e um anime de pura ação.

Gungrave fala sobre miséria, vingança, máfia, entre outros assuntos e passa muito tempo sem nem ao menos recorrer a cenas de ação longas. Diria que este e um anime que facilmente poderia se dividir em 3.

No inicio temos um grupo de jovens pobres que participam de uma gangue e se metem onde não devem, logo em seguida evoluindo para uma “escada” de poder para se chegar ao topo da máfia e terminando numa vingança em meio a um “apocalipse mutante”

Manga do Ano: Solanin

Inio Asano com certeza é um nome que acredito que muitos vão comentar nesse post pois o cara e realmente um gênio, apesar deu ter lido pouco suas obras se comparado a alguns amiguinhos que vão escrever aqui no post XD

Escolhi Solanin por 3 motivos, pois esta obra me marcou em mais de um sentido.

Primeiro, obviamente, por ser uma excelente historia sobre o cotidiano e sobre a passagem para a vida adulta, algo que me marcou na obra pois eu estava passando por uma situação parecida. Estava sem emprego, desisti da faculdade e não sabia o que fazer da vida. Digamos que Solanin me ajudou nesse momento difícil pelo qual passei.

O outro motivo e que Solanin me fez entrar em um novo gênero de leitura que eu meio que deixava de lado, mas que por algum motivo agora é algo que não consigo ficar sem. Nunca subestimem um bom slice-of-life, deixem se levar pela historia e façam esse sentimento adormecido se soltar. Chorem, Riam, se identifiquem com os personagens e suas historias, isso não fará de você menos másculo ou adulto.

E por ultimo, algo que marcou muitos, e Solanin ter saído no Brasil. Cara eu jurava que era algo impossível de acontecer e agora eu tenho essa obra fantástica na minha estante. Sabem como e bom ter essa sensação? XD Cara não da pra explicar, eu so abri um sorriso de um canto ao outro e falei “take my money”.

Revelação do Ano: Over the Rainbow

Primeiramente pensei em falar sobre Assasination Classroom, sucesso inegável da revista Shounen Jump, mas então pensei, é provável que a galerinha que curte mangas vá indicar AC, quase uma certeza, melhor trocar o indicado.

Nisso me lembrei de um manga desconhecido por muitos, apesar deu já ter falado sobre ele no blog, que merece estar aqui tanto quanto um arrasa quarteirões da Jump.

Over the Rainbow é um manga de um autor brasileiro que conseguiu tirar um merecido segundo lugar na Morning International Comic Competition. Mas não é so isso que o torna fantástico.

O manga é todo colorido e vibrante, com uma alegria misturada a melancolia, e engloba temas pesados como falsa utopia e escravidão. Tudo isso com um belo traço, algo que pode parecer inviável na mente de muitos, mas que realmente funcionou.

Parabéns Manquinha, pra mim Over The Rainbow e o melhor de 2012.

Fenris Lupus – Calibre Cultural

E aí lindões beleza? A pedido do meu grande ~miguxinho do kokoro~ Zig venho aqui junto com meus outros ~coleguinhas~ para fazer uma postagem de ano novo (ou natal)…. vamos lá!

Anime do Ano: Nisemonogatari

Nisemonogatari continuação de Bakemonogatari ambos feitos pelo DIVINO estúdio Shaft, adaptação das Novels de mesmo nome escritas por Nishio Isin  e ilustradas pelo artista VOFAN, Nisemonogatari foi adaptado no formato de 11 episódios (o que para alguns foi curto demais, para mim foi tranquilo) tivemos Koyomi/Karen/Tsukihi Araragi em sua mais nova aventura, dessa vez as irmãs do Koyomi foram vítimas de um “enganador” (Kaiki Deishuu ) e de certa forma resta ao irmão ir atrás do “Kaiki”… Como o próprio nome diz é uma “NISEmono” uma história “falsa”, sobre acima de tudo que o “falso muitas vezes é mais real, do que a coisa verdadeira.”

Manga do Ano: Oyasumi Punpun!

Esse ano foi um ano de descobertas, digo, descobertas de um lado mais “mangá” da minha parte, graças ao ~Ninta~  me deparei com o nome  “Inio Asano” e um mangá que mudou meu modo de ver mangás, a história que de tão comum poderia ser a sua “Oyasumi Punpun” (Boa Noite, Punpun), seja nos quadros/traços/personagens EU nunca vi nada parecido com os mangás de Inio Asano (após descobrir ele, corri atrás de todos os mangás), suas histórias são tocantes e ao mesmo tempo “normais” como quando Punpun descobre a mastubarção por acaso e fica desesperado por isso… Mas algo nessa história me toca, porque Punpun é infeliz e eu torço pela felicidade dele como torço pelos meus amigos… Inio Asano mudou meu modo de ver mangás.

Revelação do Ano: Hyouka

Um anime pelo estúdio Kyoto Animation (K-ON/Lucky Star) que teve uma prévia de 3 minutos tediosa… como eu me enganei! A história de Oreki e seu lema de “vida cinzenta” (sem o mínimo de esforço), como seu modo de ver a vida vai de encontro ao da Chitanda (animada/alegre) e de forma lenta envolvendo mistérios (Sim, Hyouka é um anime “investigativo” até certo ponto) tudo ao redor se desenvolve, seja nas “caras e olhos” que a Chitanda faz, o modo como o Oreki reage a tudo isso… Trabalho primoroso da parte do estúdio KyoAni!

Mark – Xtreme Divider

Como vão, jovens? Eu sou o Mark, também conhecido como @MT_virus lá no twitter, e dono do blog Xtreme Divider. Como o Zigfrid me implorou de joelhos (rs) para que eu desse minha humilde opinião, cá estou eu. Sem muita enrolação, vamos ver para quem vão os “Vírus Award” (prêmio inventado por mim nesse exato momento):

Anime do Ano: Fate/Zero

  Vocês não sabem o quanto eu sofri para escolher nessa categoria. Estava em dúvida entre Jojo’s Bizarre Adventure, Kuroko no Basket e Fate, mas esse último definitivamente tem um espaço maior no meu coração.

A história gira em torno de sete magos que invocam espíritos de heróis do passado para lutarem entre si a fim de encontrarem um único vencedor que poderá realizar qualquer desejo  perante o Santo Graal. O anime se passa cronologicamente antes de Fate/Stay Night, anime de 2006 que, apesar de ter a mesma premissa do mais recente, foi  extremamente mal executado.

Fate/Zero possui uma arte linda, bem detalhada, e que consegue mudar de tom nos momentos mais críticos. A trilha sonora é bem condizente com os momentos da trama, sendo em geral mais voltada para músicas de suspense com aquele tom épico. As lutas são muito bem mostradas e fazem a adrenalina ir a mil, além, claro, do ótimo e coerente roteiro. O único pesar é o começo, que para mim ficou muito parado e com excesso de informações, apresentadas de maneira muito expositiva. Mas passados 3 episódios o anime entra nos eixos e só melhora.  Mais do que recomendado.

Mangá do Ano: Onani Master Kurosawa

  Acho meio complicado escolher um “mangá” do ano porque a maioria dos que eu leio ainda está em publicação, o que dificulta coloca-los em pé de igualdade com mangás que já foram encerrados, por exemplo. Quem me conhece sabe da minha quedinha por Bleach, e em 2012 a obra de Tite Kubo conseguiu sair do fundo do poço chamado Fullbringers para se reerguer aos poucos.

MAS o escolhido foi outro: Onani Master Kurosawa. O mangá feito para a internet possui uma arte bem diferente (finalizada com grafite) e um roteiro igualmente inusitado. Ele conta o dia-a-dia de Kurosawa, um menino anti-social cujo hobby é… se masturbar no banheiro feminino. De fato a sinopse soa um tanto bizarra, mas o desenrolar da trama vai muito além disso e muda completamente de foco. Some isso ao fato de que o mangá possui apenas 4 volumes e ele se torna uma leitura extremamente  recomendada (apesar de que certamente não irá agradar a todos).

Onani Master Kurosawa é o Nirvana dos mangás: o underground que se tornou popular. Para mim o grande foco da obra é relatar “o primeiro amor de um menino”. Sim, eu sei que parece meio desconexo com a sinopse acima, mas que tal você (é, você mesmo) ler e tirar suas próprias conclusões? Destaque para as páginas duplas que, apesar de não muito recorrentes, são todas muito impactantes.

Revelação do Ano: Assassination Classroom

  Olha, eu sou contra a existência dessa categoria já que, imagino eu, a maioria vai responder a mesma coisa, rs.

AssClass (como foi carinhosamente apelidado) foi um mangá que estreou nas páginas da Shonen Jump em 2012 e chegou arrasando quarteirão. Nas enquetes de popularidade ele nunca saiu do top 5 e os números de venda do primeiro volume superaram muita série já consolidada no mercado.

Eu classificaria a história como “non-sense”. Um alienígena, que explodiu mais da metade da lua, decidiu firmar um acordo com o governo: ele seria professor por um ano e apenas os seus alunos poderiam tentar assassina-lo. Caso algum deles conseguisse, iria levar uma bela quantia em dinheiro, mas, caso ninguém o matasse nesse período, ele irá explodir a Terra. Simples assim.

O grande atrativo do mangá não é seu enredo inusitado, mas sim o humor muito bem empregado que abusa das características bizarras do alien e da sua interação com os estudantes, que se mostra bem mais comovente do que aparenta ser no início. A arte não é lá muito bonita, mas está de bom tamanho para a obra e não interfere em nada na experiência de leitura. O scan brasileiro Shin Sekai Scans está traduzindo o mangá para português, uma ótima alternativa para aqueles que não manjam muito da língua do Tio Sam.

Nintakun – Mangas Cult

Olá, Nintakun falando. Não tenho muito o que dizer aqui, mas digo que 2012 foi um ano bem legal para minhas interações com animes e mangás, conheci bastante coisa interessante esse ano e acompanhei mais as novidades desse mundo do que nos anos anteriores, MAS… para as minhas seleções de melhores que conferi esse ano, escolhi uma que foi lançada esse ano, outra que não foi e uma jovem promessa que mostra ter muito potencial. Falarei delas a seguir….

Anime do ano: JOJO’S BIZARRE ADVENTURE

Se você me conhece, duvidaria que eu o colocaria aqui? Pois bem, em comemoração aos 25 anos da famosa franquia criada por Hirohiko Araki, os fãs (eu incluso) vibraram com o anúncio da adaptação animada da bizarra saga da família Joestar, apesar de que uns ficaram com o pé atrás (confesso que fui desses), mas… o anime fez bonito e a produção até agora vem caprichando fortemente na série. Está sendo ótimo revisitar o maravilhoso universo criado por Araki e ver que a animação está conseguindo fazer justiça ao mangá original, o que me deixa muito feliz, pelo fato de Jojo ser o meu mangá favorito e uma das principais obras que serviram de introdução para que eu me interessasse entrar nesse mundo dos quadrinhos nipônicos.

Parabéns, David Production, seu trabalho com Jojo está excelente e conseguiu deixar um homem que assiste poucos animes empolgadíssimo a cada episódio toda semana, mesmo já conhecendo a história original.

Mangá do ano: Lobo Solitário (Kozure Ookami)

Eis algo que eu já conhecia há muitos anos, mas só fui, efetivamente, ler esse ano, e olha, me arrependi de ter demorado tanto tempo para encarar tal obra-prima de tão perto com meus próprios olhos.

Com um casamento perfeito entre uma arte incrível e um roteiro extremamente bem elaborado e lapidado, A saga de Itto Oogami e seu filho em busca de vingança foi uma das mais selvagens odisseias que já tive o prazer de acompanhar em todo o meu contato com as mídias de entretenimento desde que me conheço por gente.

O mais surpreendente é que após o fim da leitura, cheguei à conclusão de que existem poucas coisas que podem, de fato, ser consideradas obras-primas no sentido mais puro da palavra, e Lobo Solitário foi um desses casos. Durante a leitura, não houve um momento sequer onde eu achasse algo pecável no mangá, nada mesmo, foi uma verdadeira jornada de imersão na história conduzida maestricamente por Kazuo Koike, um dos escritores mais respeitados do mundo dos quadrinhos, e Goseki Kojima, um dos artistas mais talentosos que o mundo dos mangás já teve a honra de abrigar.

Parabéns, Koike e Kojima, conseguiram criar um trabalho de mestre que conseguiu entrar pro meu top 1 de melhores mangás que já li e por lá ficará por um bom tempo até que eu conheça algo no mesmo nível. Leitura obrigatória para qualquer um que goste de quadrinhos. Se ainda não leu, procure corrigir isso o quanto antes.

Revelação do ano: Onepunch-man

Yusuke Murata, o talentoso desenhista por trás da arte do ótimo Eyeshield 21, está de volta, e acompanhado de ONE, um promissor escritor, e juntos, eles nos presentearam com um dos mangás mais divertidos desse ano: ONEPUNCH-MAN!

Começando despretensiosamente, Onepunch-man surpreendeu a todos com sua boa dose de humor, ação e roteiro empolgantes na medida certa, sem falar na excelente arte de Murata, que dá um belo charme à obra.

OPM mal chegou e já mostra que é cheio de potencial, e o considero como uma das maiores revelações desse ano. É um mangá que dá gosto de ler a cada capítulo novo.

Sharingandac – Roul

Oi, eu sou o Dácio, e vou premiar vocês com a minha opinião, que vale menos que um doritos, sobre os melhores do ano de 2012.

Anime do Ano: Space Bros / Uchuu Kyodai

É inegável a qualidade desse anime. Acima de tudo, a historia e adaptada de maneira absurda e fantástica, e ganha muitos méritos por ser algo realista, pois e algo que pode realmente  acontecer. A historia de dois irmãos que querem ir para o espaço é incrivel.

Mangá do ano: Hajime no Ippo

Podem falar que o mangá tem mais de 20 anos, mas esse foi o ano de Hajime. Chegando em seu capitulo de numero 1000, um marco histórico, ele se torna uma obra que em nenhum momento perdeu qualidade.

Coisa que poucos mangas atingiram.

Revelação do Ano: Assassination Classrom

Diferente de hungry Joker, e muitos outros mangas da Jump, este teve uma estréia ótima. Tem uma historia bem construida e esta vendendo quantidades absurdas.

Beta Blood – Elfen Lied Brasil

Mangá do Ano: The Music of Marie

The Music of Marie. É o Usamaru Furuya em um momento de pura genialidade e criatividade, onde roteiro e arte se complementam de uma forma magnifica. O que é real, e o que é ilusão? Um enigma pedindo para ser decifrado em uma sociedade pós-apocalíptico feita de engrenagens e maquinas. É o melhor mangá que li no ano, sem dúvidas, e o que mais me instigou a decifrá-lo.

Anime do ano: Uchuu Kyoudai

Escolha complicada. Por um lado, Fate/Zero foi aquele que mais me tocou, me fazendo vibrar. Por outro, Uchuu kyoudai é um anime com execução muito mais regular, e igualmente envolvente. No final das contas, acredito que Uchuu Kyoudai mereça a coroa – em meio a um ano tão atribulado, nos permitiu descolar os pés do chão e alçarmos um voo rumo aos nossos sonhos. Em Fate/Zero vemos o quão dura é a realidade, e se não estivermos preparados para ela, seremos sumariamente esmados e quebrados. Porém, às vezes também é bom se permitir fantasiar um pouco. E Uchuu Kyoudai trouxe essa leveza consigo. O mundo é cruel, mas também há coisas belas nele.

Revelação do ano: Hyouka

Hein? Revelação do ano? Não consigo pesar em nenhum mangá que mereça essa posição. Então vamos de anime. Hyouka. No início ninguém dava nada por ele, por demérito próprio, mas no fim das contas, acabou se tornando um anime incrível. Principalmente para quem curte estruturas metafisicas e estudo de narrativa. E claro, seus personagens tornam tudo muito divertido.

O Judeu Ateu – Mangás Undergrounds

Mangá do Ano: Annarasumanara

Como sei que mangás clássicos do ano de 2012, como OnePunch-Man e Assassination Classroom, já serão certamente escolhidos pelos membros participantes deste post, tentarei trazer uma perspectiva um pouco mais diferente para as categorias. Por isso, para o Melhor Mangá do Ano, escolho Annarasumanara, uma web manhwa de 2010, mas que só foi terminada este ano.

O história trata dessa inocente e trabalhadora menina, Yoon Ah-ee, órfão de seu pai que abandonou ela e a irmã pequena para sobreviverem neste mundo. A garota consegue viver seu cada dia, mesmo que de forma miserável, onde mal consegue comprar um par de meias novas pra usar na escola, até o dia em que as coisas se complicam, em vários sentidos, e um jovem e misterioso mágico que vive no parque de diversões abandonado da cidade aparece para salvá-la… ou será que não?

É uma arte-sequencial muito inteligente, com vários momentos marcantes, simbologias muito interessantes e um ótimo manuseamento com a forma vertical dos web-manhwas. Certamente uma das coisas mais relevantes a terminarem em 2012.

Revelação do ano: Regarding Death

Para Revelação do Ano, vou continuar com essa perspectiva diferente e recomendar mais uma web manhwa, Regarding Death. Essa web-tira trata das experiências pós-morte de várias pessoas, assim que acordam se encontram com Deus, fazem uma conversa rápida com ele e então decidem o que fazer dali em diante.

O interessante da história é que nunca é exatamente revelada pro leitor qual a experiência que a pessoa teve antes de morrer, ou que tipo de coisa ela fez, o leitor tem que deduzir até mesmo se o personagem está contando a verdade durante a conversa e então chegar numa conclusão, as vezes não-conclusiva no final. Outro grande fator é que a tira sempre é acompanhada de uma trilha sonora original, que acompanha a leitura, crescendo e parando nos momentos corretos, certamente uma experiência única pra mim no ano de 2012.

Mary Vanucchi – Across The Starlight e Chuva de Nanquim

Olá a todos! Sou a Mary Vanucchi, dona do blog Across the Starlight e redatora do Chuva de Nanquim, e fui convidada para participar desta postagem especial. Vou falar um pouco de algumas coisas do universo de animes e mangás que me marcaram este ano.

Anime do Ano: Chihayafuru

Essa é uma escolha difícil, levando em conta que este ano pude acompanhar vários lançamentos bons e realizar ótimas maratonas de animes mais antigos, mas acho que fico com Chihayafuru – baseado num mangá josei sobre um jogo tradicional japonês chamado karuta, foi um dos poucos animes deste ano que conseguiu mexer fortemente com a parte emocional e me deixar tão ansiosa pelo próximo episódio.

Chihayafuru tem dois grandes pontos fortes: o primeiro é conseguir transformar um jogo como o karuta, aparentemente tedioso de se assistir, em algo cheio de energia e ainda passar bem todo o raciocínio estratégico por trás das partidas sem parecer cansativo; e o segundo é ter personagens bem caracterizados, com ótimas relações, desenvolvimento e emoções e sonhos que atingem o espectador sem parecerem forçados. É como se esses personagens fossem pessoas próximas pelas quais você tem grande admiração.

E que venha a segunda temporada este ano, com muitas emoções em partidas de karuta!

Mangá do ano: Hoshi no Samidare

Serei honesta: não leio muito mangá. Primeiro porque não ando em boas condições ($$$) de comprar nos últimos tempos, e segundo porque não me sinto confortável lendo scans em computador ou notebook. Mas este ano encontrei uma pequena pérola de ação e aventura que mais pessoas deveriam conhecer: Hoshi no Samidare.

Hoshi no Samidare, de Satoshi Mizukami, é uma história sobre doze pessoas (e uma princesa) escolhidas para proteger o mundo da destruição pelas mãos do mago Animus e seu poderoso Biscuit Hammer. E é também algo que coloco no mesmo patamar de Fullmetal Alchemist – um mangá de ação com personagens altamente memoráveis, bem desenvolvidos e cenas intensas com um verdadeiro senso de perigo a cada luta – em resumo, uma história épica e cheia de ideias sobre amadurecimento. Vários capítulos me deixaram presa lendo sem piscar, outros chegaram até a me emocionar (acreditem, é difícil um mangá conseguir me fazer chorar xD). É um título que merecia ser publicado aqui no Brasil – é algo que agradaria aos fãs de ação e a quem procura uma história mais elaborada.

Revelação do Ano: Hyouka

Sabe quando você julga um anime prematuramente e para de assisti-lo por considerá-lo fraco, mas depois resolve dar uma segunda chance e descobre que ele melhora muito? Foi o que aconteceu comigo em relação a Hyouka. Nunca um anime mudou tanto na minha perspectiva com o passar dos episódios.

Hyouka é um anime de mistério do estúdio Kyoto Animation que estreou em Abril de 2012 e desanimou muita gente em seus primeiros episódios: eram parados, os mistérios eram muito banais e os personagens pareciam estereotipados demais. Mas (a meu ver) a partir da conclusão do arco sobre o tio de Chitanda, o anime mostra a que veio: trata-se de uma história focada no desenvolvimento dos seus personagens – que interagem de forma mais interessante com o passar do tempo – e em lidar com temas da juventude como romance, descoberta de talento próprio e auto-confiança. Tudo isso com uma narrativa excelente que chega a ser viciante em alguns momentos. Um dos slice-of-life mais bem elaborados que conheço.

Shiro Madao – Mayonaka Zone e Chuva de Nanquim

Anime do Ano: Uchuu Kyoudai

2012 não foi um ano onde eu vi muita coisa, mas eu dou destaque para a grande estreia de Abril, Uchuu Kyoudai, também conhecido como Space Brothers. Quem nunca teve um sonho ou batalhou para para conquistar algo que sempre quis? Digamos que esse é o foco de Uchuu Kyoudai, dois irmãos que quando crianças fizeram uma promessa de que iriam para o espaço e isso foi uma das coisas que mais me chamou a atenção, animes onde os personagens lutam para conquistar seus sonhos são algo tão clichê mas por que será que esse ficou tão diferente? Isso eu ainda não consigo dizer, não sei se são os personagens carismáticos que aparecem durante a série, ou o tema, já que eu sou um pouco apaixonado por várias coisas do espaço, ou se foi o cabelo do Mutta [?]

Eu simplesmente tive um sorriso resplandecente no meu rosto durante todos esses episódios que eu venho assistindo desde Abril, fiquei nervoso durante todos os momentos de tensão pelos quais o Mutta passou, fiquei com alívio depois de algumas partes, isso foi uma sincronia que eu pensei que não conseguiria passar com um anime e sem contar com  as aberturas, Feel So Moon é uma música linda e a segunda abertura então? Que te da uma vontade de dançar enquanto esta passando, sim, são momentos bobos mas isso é algo que só um anime desse tipo pode passar.
Mangá do Ano: Oyasumi Punpun

Eu tenho certeza que muito dos outros que estão escrevendo isso vão colocar esse mangá, mas fazer o quê, foi uma das melhores obras já criadas. Inio Asano é realmente um gênio, conseguiu transmitir em uma só obra vários dos sentimentos ou tragédias que acontece com uma pessoa passa durante sua vida. Eu consegui ver muitas coisas que já aconteceram comigo refletidos nessa obra, realmente um mangá pra te deixar com depressão, mas ao todo pode ser considerado o melhor mangá da atualidade.

A arte do cara é magnífica, ele desenha os cenários com perfeição, os personagens são esteticamente lindos, acho que não via uma arte tão magnífica assim faz tempo. Uma das coisas que tenho a reclamar é só sobre as scans traduzirem por volumes e não por capítulos, mas isso até que é um lado bom.
Revelação do Ano de 2012: Onepunch-Man

Eu poderia falar sobre Biorg Trinity que teve o primeiro capítulo mais “irado” de todos, ou Assassination Classroom, que trouxe algo inovador para a Jump, mas eu escolhi Onepunch-Man pelo fato de eu ser fã do Yusuke Murata e rir muito com essa série. Uma história de um herói nada convencional, que de tanto treinar agora derrota os seus oponentes apenas com um soco, isso chega a ser hilário só pelas expressões do protagonista, que procura uma “emoção” nas suas lutas.

Sem falar nas artes sequenciais, é normal nesse mangá ver vários quadros seguidos formando uma animação contínua, quando você coloca isso em forma de gif fica perfeito. A série está no início ainda, mas espero que ela continue por um bom tempo, sentia falta desses mangás que me fazem descontrair.

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E assim se encerra nosso post especial, um feliz ano novo para todos (ate você judeu), e que 2013 seja um ótimo ano, não so para nossos blogs, como tambem para vocês visitantes que fazem com que continuemos sempre seguindo em frente com o nosso duro trabalho so para ver vocês no fim dizendo: PUTA MERDA, QUE COISA FODA, TO URRANDOOOOOOOOOOO! XD

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 02/01/2013, em Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Cadmus-Senpai

    Anime do Ano: Uchuu Kyoudai

    Indiscutível a qualidade da obra. Mesmo o anime não tendo um grande investimento em animação, ela recompensa com seu protagonista, roteiro e trilha sonora. Simplesmente fiquei cantando a ending por semanas seguidas.

    Mangá do Ano: Real

    Esse não é um mangá de 2012, mas foi nesse ano que finalmente conheci a obra. Ela me tocou por vários motivos pessoais. Principalmente na situação de um personagem com sérios problemas com o pai. Essa obra foi a que me marcou mais em 2012, me fez refletir bastante, apertou meu coração, foi uma ótima experiência.

    Revelação do ano: Onepunch-man

    Essa me pegou já no finalzinho do ano com seu humor altamente diferenciado e original. Só pelo protagonista a série já te ganha. Um herói japonês careca já é um bom motivo pra se acompanhar Onepunch-man. Sem falar na arte do Murata que já é algo excepcional.

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    • Pelo jeito Uchuu Kyoudai e Onepunch-man e quase q unanimidade XD

      Tenho muita vontade de ler Real por causa do autor e da situação diferente que o manga apresente. Acho que nunca vi uma HQ sobre atletas “paraolimpicos”. Não sei c esse e o termo certo XD

      Curtir

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