O Mundo Experimental de Usamaru Furuya (Parte 1)

furuya

Inicialmente a ideia do Resenha em Massa era falar de one-shots, de preferência de uma coletânea, mas ai eu pensei, por que não ampliar isso?

Nisso me surgiu a ideia de escolher um autor com diversas obras e analisar uma por uma, mesmo que eu acabe revelando um lado mais “negativo” meu ao me expressar sobre algo que talvez eu venha a não gostar, afinal é praticamente impossível um autor possuir apenas obras acima da media.

O primeiro autor escolhido foi Usamaru Furuya, por possuir diversas obras curtas, o que facilitaria a saída deste post inicial. Sim, admito que a escolha foi por pura preguiça minha. =x

Como nunca li algo do autor, estou escrevendo tudo a “primeira vista”, e já aviso que existem obras que eu detestei, contracenando com outras que eu simplesmente amei. Como os textos são de opinião pessoal, peço des de já desculpas aos fãs do autor, mas como eu já disse, e impossível gostar de tudo.

(Não, sinto muito mas não terá “biografia” do autor =.=)

Então chegou a hora difícil, por que obra começar? varias tinham sinopses interessantes, algumas ate já avia lido resenhas fantásticas, mas no final a preguiça reinou novamente, e resolvi começar pela obra mais curta.

Nisso separei as obras e resolvi começar por um one-shot, porem algo subitamente me fez mudar de opinião. Eu estava olhando a arte das capas, e como qualquer outro designer faria, fiquei apaixonado pela capa de Plastic Girl a primeira vista.

Senhoras e senhores, aqui começa nossa “aventura” pela “mente” do Furuya, com uma obra digna de uma entrada triunfal. Com vocês, Plastic Girl!

Plastic Girl

capa
Ano:
1998

Gêneros: Drama

Existem certas historias que não são feitas para serem descritas, mas sim lidas. Plastic Girl se encontra nesta categoria.

Citando bem por cima, e uma historia que cada pessoa pode tirar uma interpretação diferente, mas que no fim acredito que muitos vão concordar comigo, que esta é apenas uma historia sobre a vida.

Mas se e assim, o que a faz ser tão interessante? É difícil descrever. So lendo, e observando atentamente, para entender o que digo.

Sim, observar e uma palavra chave para essa leitura, pois e necessário “ler” as imagens e não apenas o texto. Preste atenção em cada pequeno detalhe, em casa mudança de estilo, em cada sentimento e sensação apresentados.

Não desgrude os olhos nem dos mais mínimos detalhes, pois esta e uma obra lotada de simbolismos. Sempre que possível, pare, respire, e tente entender, refletir, sobre o que esta acontecendo, para desvendar o que aquilo quer passar, o que despertou ou não em você.

Narrado de forma fantástica e acompanhado de uma arte diversificada (similar ao estilo de Dave Macbean) esta e uma obra para poucos, mas que mesmo assim acredito que todos deveriam ler.

Quero terminar apenas dizendo: Vão ler, são so 32 paginas. No mínimo a arte os agradara, acredito eu.

Ao terminar de ler Plastic resolvi pegar o one-shot que tinha separado. O escolhido foi At Na-chan’s por possuir apenas 8 paginas.

A essa altura vocês devem estar me achando o rei da preguiça, não é? XD

At Na-chan’s

001


Ano:
?

Gêneros: Drama

At Na-chan’s conta a curta historia de uma garota que vive com seu pai, um homem velho com aparência de mendigo e que fala palavras sem nexo. Ate que um dia, com a morte de seu pai, a garota e adotada.

Quando esta prestes a ir para sua nova vida, ela lembra de seu pai e sai correndo, falando na linguagem que apenas ele pronunciava, e dizendo que o mundo vai acabar.

Mas seriam eles realmente um loucos? Uma casa de um “colecionador” de lixo deve ser destruída, ou seria ele um reciclador que mantém o balanço do mundo?

Ate eu pareço um pouco doido falando isso XD mas deem uma lida, e tirem suas próprias conclusões.

Apesar que, por mim, esta obra e quase que descartável =x Se a ideia fosse melhor aproveitada, teríamos algo fantástico.

Para compensar essa preguiça toda resolvi pegar uma obra mais longa, e também mais conhecida.

Fiquei atraído pela sinopse de Litch Hikari Club e logo fui ler, sem nem ao menos saber que tinha cenas yaoi kkkkkkkkkk

Litchi Hikari Club

capa
Ano: 2005

Gêneros: Drama, Horror, Romance, Yaoi

Sim, este é um manga parcialmente Yaoi. Existem algumas cenas entre 2 personagens, coisa explicita mesmo, mas são bem curtas. Porem, ate isso é justificado na historia, e na minha opinião se você for deixar de ler apenas por isso estará deixando passar um bom manga.

Infelizmente, este não é o único fator que afasta o publico, realmente Litchi e para poucos. Logo no inicio vemos palavras em alemão, gore e abuso sexual. Uma barreira que deve ser rompida para apreciar esta obra.

Litchi Hikari Club conta a historia de 9 garotos que estudam em um colégio masculino num setor industrial, onde a maioria dos habitantes são velhos, e o ambiente e sujo, repleto de fumaça e outros detritos.

Isso faz com que o Hikari Club seja “criado”. Um culto que preza a beleza, e tem como objetivo erguer seu líder, Zera, a estrela negra. Para isso Zera conta com muitos súditos leais, mas existe um traidor entre eles, e isso acaba por gerar uma serie de acontecimentos mórbidos.

Em paralelo a isso, temos a criação do robô Litchi, que inicialmente tem o objetivo de trazer belas garotas para o clube. Kanon, a primeira garota trazida, acaba se apaixonando pelo robô, que parece demonstrar o mesmo.

De longe Litchi e o melhor personagem em minha opinião, pois ele evolui no mesmo ritmo da obra. Obviamente isso não tira o mérito dos outros personagens, pois todos são bem carismáticos.

Agora vão la, rompam esta barreira “invisível” e leiam esta “tragédia grega” fantástica, cheia de violência e reviravoltas.

Depois de tanto drama, resolvi para algo mais light e fui atrás dos mangas de comedia do autor, começando por Palepoli, uma obra que a primeira vista e muito curta, mas que parece que levei séculos para ler…

Palepoli

capa
Ano: 1996

Gêneros: Comedia

Este e um manga 4koma. Para quem não sabe o nome 4 koma se deve ao fato de que são historias curtas de 4 painéis apenas.

Não irei falar de cada um dos curtas, pois muitos eu já me esqueci. Em uma obra com tantos 4 komas, cada um com uma historia diferente, o cara precisaria ser um deus (não falo do tezuka, nem ele conseguiria) para fazer com que tudo fosse bom.

Existem curtas como dos empresários, o do vendedor de coisas absurdas, e muitos outros que eu simplesmente desejei que não aparecessem mais durante a obra.

Muitos chamaram atenção, obvio, como as parodias de clássicos, os dias de coleta, as imagens “3D”, entre outros.

Mas no geral, apenas 2 curtas me chamaram realmente a atenção. O primeiro foi um em que ele desenhou pessoas transando, e ao se afastar formava os rostos dos personagens de Doreaemon. XD

Agora o melhor mesmo, é o de um garotinho com uma imaginação muito fértil, e que foi o único que me fez realmente rir, ou melhor, gargalhar, durante toda a leitura.

No geral, pra mim foi uma mistura de muitas ideias interessantes, e outras que eu realmente cuspiria em cima

Infelizmente o humor de Palepoli não e para todos, e certamente não é para mim.

No final de Palepoli avia um pequeno one-shot que não tinha sido publicado anteriormente. Sabe, aqueles extras que geralmente colocam em final de volume pra encher linguiça e fechar com numero certo de paginas =x

Resolvi ler, pois o que poderia ser pior do que o estado de tédio em que eu estava? Não deveria ter lido >.<

Proof of Love

157

Ano: …seila

Gêneros: …ignorem

Proof of Love conta a historia de um triangulo amoroso, onde os 2 homens resolvem disputar pela mulher dando a ela a melhor transa.

Ate ai ok, parece um hentai comum, não e? Mas logo vemos os dois demonstrarem seu amor de forma grotesca (afinal e um ero guro) queimando ela com cera quente e ate arrancando a própria orelha para derramar sangue sobre a amante.

Na boa, eu realmente não ligo para esses fetiches, MAS TINHA DE CAGAR EM CIMA DELA? ok, cada um faz o que gosta na hora do sexo, mas eu tenho um nojo tremendo quando envolve merda.

E sinceramente, essa não e a única merda da historia, pois Palepoli pelomenos me manteve acordado, enquanto eu quase dormi lendo isso. Os personagens são sem sal, o traço e ruim, etc.

Vou parar de escrever por aqui, antes que eu xingue alguém =x

Após terminar Palepoli (e o one-shot em que surtei bonito) resolvi deixar short cuts, que seria a próxima leitura, de lado por um tempo, pois não estou afim de ler “comedia”.

Acho que vou escolher outro manga pela capa XD Pelomenos deu certo da primeira vez lol

Porem isso fica para a parte 2 do post. E lembrando mais uma vez, isso é apenas a minha opinião, se não gostaram do que escrevi vão atrás de outros blogs. (ou vão a merda, vocês escolhem)

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 22/03/2013, em O Fascinante Mundo dos Mangas, Resenha em Massa e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Leia Marie no Kanaderu Ongaku desse mangaka. As únicas palavras que me veem a cabeça sobre essa obra é genial, fantástico e magnifico.

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    • Eu irei ler, so que preferi deixar as 2 obras mais famosas (Jisatsu Circle e Marie) pro final.

      Eu escuto sempre falarem que a obra é genial.

      Curtir

  1. Pingback: Resenha em Massa: Furuya, Usamaru (Parte 2) | Mangatom

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