Primeiras Impressões: Shokugeki no Souma

souma

Shokugeki começa contando a historia do jovem souma trabalhando com seu pai num restaurante local. La eles possuem muitos fregueses, alguns da escola de souma, e tudo parece perfeito. Ele vai se formar e melhorar seu conhecimento na culinária, superar seu pai, e continuar na rotina refrescante de sempre.

Esses personagens são apenas jogados, sem impacto, e mal aproveitados. Parece que começou com a historia já meio caminho andado, e com o souma tentando vencer seu pai na culinária dia após dia, como uma desculpa barata de seguir uma historia incompleta.

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Bem, realmente era isso, nenhum desses personagens e importante, esqueça eles, ignore. Ignore ate mesmo o fato de Souma ter salvado o restaurante de ser vendido. No final do capitulo, seu pai diz que o restaurante será fechado. É isso, tudo que você leu serviu pra nada, apenas pra mostrar que se trata de comida, ou talvez ate menos.

Porém, foi essa bela trollagem me fez continuar a ler o manga XD E eu gostei muito do que vi.

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A verdadeira historia começa quando o pai de souma revela que era um chefe famoso, que já trabalhou em diversos países, e que estará ajudando um amigo a cuidar da cozinha de um hotel famoso em Nova York.

Sim, o famoso clichê dos pai irresponsável que deixa o filho sozin…não, espera, passa bem longe disso. O filho realmente fica sozinho no Japão, mas ele tem idade para se cuidar e demonstra muito bem isso.

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Mas porque digo que ele não é irresponsável? Ele colocou o filho que tinha o sonho de ser chefe para estudar na escola mais famosa de culinária no Japão, pois so assim um dia ele poderá superar o pai. Além disso ele recebe uma quantia em dinheiro por mês, sem contar que pagar uma escola dessas para o filho não e mole.

A escola possui um exame de entrada rigoroso, onde praticamente ninguém passa. Porém o fato de conseguir adentrar neste lugar não significa uma vida fácil, mas sim aulas com medias astronômicas, desafios culinários, clubes de pesquisa culinária, entre muitas outras coisas.

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Nisso Souma passa a morar na escola, no dormitório polar, um lugar abandonado, mas que possui um luxo acima do normal e hospedes extravagantes. Dentre eles temos Todokoro, uma garota tímida do interior, que não consegue se firmar sozinha como chefe, e acaba por formar uma dupla com souma.

Ambos os principais, e também a maioria dos coadjuvantes, possuem muito carisma. Souma é determinado, não se curva a ninguém, não tem medo, e vai sempre seguindo em frente. Todokoro e tímida, meiga, desastrada, e aparenta ser uma ótima chefe fora da sala de aula.

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O resto do elenco são personagens passageiros, mas a algo incrível neles. Todos parecem ter seu proposito na historia muito bem exercido, mesmo aparecendo em poucos capítulos. Poucos pois o ritmo do manga e bem acelerado, não deixando você respirar, e dando um certo clima de battle shounen a um manga que fala unicamente de culinária.

Deixando o enredo e os personagens um pouco de lado, temos uma arte que realmente impressiona. Os pratos dão agua na boca por mais absurdos e/ou inovadores que sejam. A criatividade rola solta nos desenhos, e isso ajuda muito na obra.

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A maneira usada para descrever as sensações, utilizando não apenas de palavras mais imagens, foi uma das ideias mais bem sacadas que eu já vi. E um fanservice que agrada visualmente os mais diversos públicos, apresentando des do recorrente ecchi típico dos shounens, ate cenas de nudismo de homens, sendo que para ambos os sexos não a preocupação de so mostrar corpos detalhados e rostos bonitos. O autor não se mantem a um tipo físico ou idade definida para fazer estes desenhos.

Mas não pense que tudo remete a nudez, pois muitas dessas cenas são usadas de maneira cômica ao apresentar sensações descritas de maneira muito absurda, como por exemplo um cantor de opera vestido de pato. E algumas ate remetem ao passado, mostrando um curto, porem bom, plano de fundo para os personagens.

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Shokugeki e empolgante, da fome e sempre segue sem rodeios rumo a conclusão, talvez por causa do medo de cancelamento da jump, mas não me importo com tal fato, pois estou apostando todas as minhas fichas nesse manga. Esse sim, deveria ser um dos tops da revista.

E para finalizar, so um aviso, estou incluindo Shokugeki no Souma no Atom Weekly, onde teremos uma análise de seus capítulos novos todo Domingo.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 19/05/2013, em Primeiras Impressões e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 7 Comentários.

  1. Bom, pelo menos na primeira impressão e análise, o mangá não parece ser bom. O uso excessivo de ideias batidas e um aparente fanservice vai me deixar longe dessa obra, apesar de ter um bom traço.

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    • Não acho o fanservice excessivo, e não quis passar essa impressão. Acho que ele e bem utilizado, e não atrapalha no desenvolvimento.

      Quanto as ideias, elas são batidas no inicio, mas o autor da a volta por cima, e demonstra saber ultizar muito bem certos cliches. O forte do manga, no entanto, e o personagem principal que consegue ser mais carismatico que os tops da jump, na minha opnião.

      Porem entendo que não se intereçe, existem falhas como em qualquer outra obra, e com certeza e um manga de nicho.

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      • Bom, precisaria dar uma lida para ver a quantidade do uso das ideias batidas e dos cliches pra avaliar melhor, mas no caso, a temática também não me agradou. Vou acompanhar o Atom Weekly quando possivel para entender um pouco mais. Tive a impressão que o autor deu uma boa olhada nos mangás com a mesma temática e incluiu tudo o que os outros não fizeram. Pensando friamente ele está certo e é bem capaz de fazer um sucesso enorme, para ele isso vai ser ótimo, ponto pra ele. Analisando como mangaká, penso que essa é uma estratégia válida para o sucesso, apesar de particularmente eu evitar este tipo de ideia. Como leitor, não me senti atraido pelas ideias como me atrai por ideias mais recentes como Mutou Black e o novo mangá do autor do Beck que a temática é “cliche”, mas muito bem executada em uma primeira impressão.

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