Resenha: Baka to Gogh

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Apesar do traço diferenciado apresentado na capa e da sinopse pouco informativa eu resolvi ler a obra pois a mesma era indicada para quem gostou de Solanin e hoje eu entendo perfeitamente o porquê disso.

O traço em si não tem absolutamente nada a ver com a capa pois considero o mesmo muito bem feito e extremamente detalhista em alguns momentos como a exibição das roupas de Gogh ou das “telas” mostradas antes de cada capitulo. O próprio traço parece mudar e crescer junto com os personagens, o que da um tom bem legal a obra, apesar dela ser bastante curta.

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No primeiro volume nos são apresentados Shoji e Sakai, os “idiotas”, dois amigos que tiveram sua banda desmanchada próximo a maior oportunidade que tinham de poder seguir a carreira musical, nesse caso este sendo o festival escolar feito para comemorar a entrada dos formandos na sociedade adulta.

Ambos se mostram revoltados com o abandono dos ditos amigos e então uma nova pessoa surge em suas vidas. A jovem Gogh, uma garota calada que tem o sonho de se tornar estilista, que após ser salva por Sakai de uma gangue de garotas acaba aos poucos virando amiga dos dois e despertando uma devastadora paixão em seu “herói”.

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Interessante notar que todos os atos dos personagens geram consequências reais, apesar do tom de dramaticidade e das piadas, e logo as ações impensadas desses jovens fazem a vida dos mesmo repleta de reviravoltas. Porem eles sempre se erguem e seguem em frente até o fatídico dia em que seus caminhos começam a divergir.

Eu realmente odiei o segundo volume pois estragou tudo o que eu esperava da obra, e então eu me toquei que eu esperava um clichê, eu esperava que fosse aquele momento pré-determinado que vemos em tantas obras por ai, mas não, o que eu recebi foi um texto fantástico e frustrante ao mesmo tempo que dilacerou por completo o meu coração, e o mesmo prosseguiu assim até o final arrancando de mim toda e qualquer alegria.

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Meu sentimento foi transformado em ódio aos poucos e eu tive vontade de largar o manga, buscar outra coisa para ler, eu realmente fui fraco pois atingiu uma ferida que eu tenho a anos com relação a questões de amizade e romance.

E sim, isso e fantástico, isso torna o manga algo muito bom, pois fugiu completamente dos padrões e apesar do ódio que eu tinha agora eu olho para o mesmo e penso como essa experiência foi enriquecedora, pois eu presenciei na pele o poder que as palavras podem ter em um ser humano.

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Existem outros assuntos que gostaria de falar aqui, como por exemplo a casa de travestis, o magnífico cenário, os sonhos surrealistas ou o uso de um terremoto como símbolo de mudança drástica. Porem vou deixar o texto como esta, acredito que acrescentar algo a mais so estragaria o mesmo e me desculpem pelo tamanho do texto e a demora para ele sair aqui no blog. Com isso dito espero que gostem do que escrevi, se puderem compartilhem ali em baixo, deixem um comentário e sigam o blog (to parecendo Youtuber LOL). Prometo que vou tentar não demorar tanto para o próximo post.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 15/11/2013, em Resenha e marcado como , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Não achei esse mangá em pt T.T

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