Nova Coluna: Indie-A-tom

intro

Bem vindos a mais um post da épica se…não, pera, é isso ai não. Dessa vez eu resolvi criar uma coluna mais elaborada!

Quem apenas lê o meu blog ou me conhece a pouco tempo deve achar que os mangas são a minha grande paixão, porém é ai que entra o plotwist! Eu na verdade sou apaixonado por jogos desde pequeno e queimaria toda minha coleção se com isso eu pudesse jogar pelo resto da vida.

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Ok, talvez eu tenha exagerado um pouco, pois como tudo na vida com o tempo você acaba ficando mais seletivo e procura experiências únicas e inovadoras. (Ou busca sempre a mesma formula de gráfico + tiros =x).

Eu venho jogando videogames desde pequeno quando eu olhava meu pai jogar sem deixar eu nem chegar perto… Ok, isso não foi um bom começo. Quando meu pai queria jogar o Atari dele eu ficava sempre enchendo o saco, ai ele acabou me dando um portátil de um único jogo e eu passei anos jogando apenas isso.

Atari2600

Esse jogo era bem simples, gráfico pixelado, esquema de cor B&W e apenas 2 botões. O objetivo era utilizar um helicóptero que andava eternamente em loop, mas que possuía o incrível movimento de pause e uma quantidade ilimitada de misseis “bala” que iam lentamente para baixo, para destruir um grupo de tanks “siris” protegidos por barricadas flutuantes. Era o máximo.

Infelizmente hoje em dia guardo um pouco de rancor por conta desse jogo. Ele representava pra mim o início da minha vida gamer e ao mesmo tempo era um grande presente que me foi dado pois de acordo com o meu pai ele comprou este jogo quando minha mãe estava gravida de mim, e ele estava jogando exatamente o mesmo quando recebeu a notícia que seu garotinho loiro estava pra chegar. (Sim, eu era loiro quando menor, mas isso não vem ao caso).

Porém a pouco tempo, alguns anos para ser exato, eu e meu pai tivemos uma briga feia. Ele nunca foi um bom exemplo e não existem muitos momentos bons que me lembro de ter com o cara, porém nesse fatídico dia eu resolvi acabar com um dos mais precisos e atirei com força o jogo enquanto gritava que ele não era mais o meu pai…

Obvio que todo mundo ficou arrasado, mas acho que eu e meu velho ficamos no pior estado pois foi como quebrar um forte elo construído a anos atrás. Devido a isso até hoje eu guardo uma fita de Atari dele, o Yars’ Revenge, que apesar de eu nem saber como e o jogo passou a representar a minha infância e os momentos que passei com meu pai.

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Mas chega de drama. Acho que só quis comentar isso pois meu pai esteve presente em boa parte dessa minha jornada no mundo dos jogos, tanto que com o tempo eu acabei ganhando o Mega Drive dele (Nunca cheguei a encostar no Atari) e apesar deu ter um número grande de jogos da época me apaixonei por 3 deles.

Sonic e Chaos era algo fantástico, gráficos refinados de última geração, eu não conseguia tirar os olhos daquele “porco espinho” gordinho que corria a mil por hora. Inclusive este foi o único jogo que zerei na época pois não tinha “save state” e aqueles 4 mundos pareceram durar uma eternidade.

games

Logo depois eu conheci o jogo Asterix e Obelix, que apesar de eu não ter me saído muito bem nas fazes (só conseguia fazer 3) me levou a comprar meu primeiro gibi do Asterix que acabou se tornando esta minha paixão pela literatura em quadrinhos. Hoje em dia eu exibo com orgulho todos os volumes do Asterix expostos como uma obra rara em minha estante, apesar das constantes reimpressões.

E por fim temos o jogo que mais me marcou, e que por coincidência foi o último que ganhei, foi o Shooting Gallery. (Nome tão genérico que sempre tenho de buscar o correto no Google). Era MUITO bom segurar aquela arminha de ficção cientifica vagabunda e atirar na tela da TV. O jogo ficava com as fazes em loop sempre colocando uma dificuldade maior e eu passava o dia inteiro jogando aqui, era uma diversão sem fim e sem igual.

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Nem preciso dizer que este jogo que gerou minha paixão por shooters (que hoje em dia e quase nula, infelizmente) e me levou a próxima etapa desta saga, os fliperamas. Cara ate hoje eu jogo os de tiro…bem, na verdade acho que hoje em dia eu só jogo esses XD

Mas fliperamas não mudavam de cartucho (Obvio) e com o tempo eu me cansei e implorei por um videogame. Então meu pai me comprou um Playstation de aniversario e disse que eu poderia escolher não só todos os jogos, mas 15 jogos de uma vez! Eu nunca tive tantos jogos. Imagina a emoção de uma criança assim?

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PS1 pra mim foi a época da lutinha. (Era como minha mãe chamava os jogos). Eu joguei Tekken 3 até ficar com os dedões em carne viva, mas infelizmente só tive este jogo de luta pois minha mãe achava os jogos muito violentos pro garotinho dela.

E então chegou a hora deu virar Nintendista (não sou fanático, ok). Eu ganhei meu Nintendo 64 no lançamento! Eu fiquei todo cheio de mim pois os outros garotos não tinham haha. Como eu amava meu N64, até hoje guardo as fitas do mesmo intactas.

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Super Mario 64, Star Wars: Shadow of Empire, Mario Kart 64, 007 Goldeneye, Pokemon Stadium, etc. Eu só tinha os jogos considerados os mais tops da época, mas um nome se sobrepôs a todos os outros, até mesmo a Nintendo. Falo da RARE.

Acho que todo mundo concorda que esta foi a época de ouro da empresa cujo logo já dourado representava a qualidade máxima com seus exclusivos que ficavam anos em desenvolvimento constante ate atingir a perfeição (Ok, que ela “faliu” por isso, but…). Star Fox 64 ate hoje e o único jogo de nave 3D que acho suportável, Conker tinha um humor pastelão “refinado”, os Kongs detonavam geral (Apesar deu preferir a época Country) e Banjo Kazooi simplesmente ganhou um lugar reservado em meu coração, que logo foi invadido pelo meu jogo de plataforma 3D favorito, Banjo Tooie.

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Se o 64 me fez vislumbrar pela primeira vez um 3D quadradão de alta qualidade, além de me permitir descobrir o meu vicio extremo por jogos plataforma, o PS2 me fez enxergar que gráficos piores não significam nada e me fez entrar para o lado Hardcore da força.

Irei pular os jogos de PS2 pois eu tive + de 150 (não to zuando), e regredir um pouco a época do PC e dos emuladores. Eu só tive esses games durante minha infância (e todos os portáteis que você imaginar =x) e por isso sempre tive vontade de jogar os outros jogos, principalmente da Nintendo.

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Infelizmente isso foi mais difícil do que devem estar pensando. Quando eu era menor meu Pai comprou um PC de ultima geração, com 8GB de HD e o caramba, era um puta trambolho e a tela era no clássico tubão. No início eu não jogava nada por não saber mexer no DOS. Aquela tela preta cheia de “giz” me assustava inclusive.

Ai meu Pai perdeu o interesse no aparelho e deixou eu mexer. Obvio que ele guiava até o jogo, mas ainda assim eu gostei muito de poder sentar naquela cadeira alta e encostar meus dedinhos num item de Sci-fi. Me senti o dono da casa, como se meus choros incessantes tivessem dominado as feras gigantescas que me cercavam.

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Eu joguei nessa época vários Point and Clicks sem nem entender nada. Tinha ate um que eu chamava de Binga Burra Estone por não saber ler em inglês LOL. Mas teve 2 jogos que guardei na memória por causa do visual, e como foi bom me lembrar disso. Os jogos eram Monkey Island e Sam & Max.

Ai com o tempo meu PC ganhou um Windows “sei lá qual o número da vez” e voltou a ser de uso exclusivo del papa. Só que como o sistema era mais fácil e eu ia mexer sempre que ele saia pro trabalho e acabei aprendendo muita coisa sozinho, principalmente como fazer lindos quadros de galeria usando o spray no Paint. (ou quase isso, minha mãe gostava de imprimir).

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Quando o PC voltou pra mim foi por um bom tempo. Pude jogar vários jogos tops, como Tomb Raider, Doom e Duke Nuken 3D. Mas foi uma alegria curta pois meus pais pararam de me comprar jogos e nem sei se existia internet lol. Mas se existisse duvido eu conseguir baixar algo.

Minha experiência com a discada foi horrível. Era mais fácil fazer trabalhos no PC quando era em grupo e la ia eu pro ICQ, ai se minha mãe escutasse o chiado da internet ligando ou o sonzinho estilo Worms do programa eu apanhava tanto T_T Internet era muito caro.

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O problema mesmo e que eu tive internet discada até os 17 anos! Todo mundo já tinha banda larga mas minha mãe não contratava pois na cabeça dela saia mais caro mesmo quando dava 300 reais as contas da discada. (E dava mesmo em época de trabalho).

Ai só quando eu fiz 19 (tenho 25 agora) ganhei um PC decente com 500 de HD. Ate então eu tinha aquela coisa arcaica de 8 (A tela sobreviveu mais tempo ate que certo dia ela encheu meu quarto de fumaça branca). Depois disso eu virei otaku, gamer, tradutor de scan, sedutor de MSN, fapeiro de Redtube e… Acho que falei d+ =X (nota do hit: É acho que falou =x)

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Pensando bem agora eu consegui em 6 anos virar muita coisa, até mesmo Designer Gráfico, sendo que eu só tinha contato com Paint! É lógico, nesse tempo eu joguei jogos emulados de tudo que e coisa que você imaginar!

E ai chegou a era “negra”. Eu parei de jogar TANTANTAAAAAAAAAM! E virei animefag por causa de um amigo por 2 anos inteiros. Ai bateu aquela puta vontade, deixa eu ir la jogar um Fallout 3 (adorava os 2 joguinhos top-down) e meu PC não rodava =D Me contentei com uns jogos mais antigos e mais uma vez com os emuladores.

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Foi somente em 2012 que eu tive condições de comprar um PC descente para jogar o tão aguardado Fallout 3 (que não rodou, falando nisso) pois recebi a herança deixada por meu Pai (outro motivo para me arrepender da briga) e pude comprar um PC top do top do top, e também um PS3 e um Wii.

Só que com o tempo eu notei que os jogos de gráfico baixo mas ótima jogabilidade que brilharam durante a minha infância e adolescência haviam se transformado em máquinas de “sobrecarga gráfica”. Alguns inclusive ainda tinha o mesmo esquema de jogabilidade de quando eu era pirralho ou tinha ficado infinitamente piores.

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Obvio que existe exceções, mas tudo isso me fez chegar ao meu destino final e ao motivo deu criar uma nova coluna no site, os jogos Indies. Como não amar jogos indie?

São jogos desenvolvidos com pouco orçamento e equipe reduzida cujo objetivo principal, assim como em qualquer empresa, e gerar lucro. Mas como fazer isso nessas condições quando está concorrendo com empresas gigantescas como EA, Ubisoft, Square Enix, entre outras? A resposta se encontra na dedicação e criatividade destes desenvolvedores que entregam um produto final fantástico e cheio de paixão.

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Se não fosse por eles eu acredito que teria parado de jogar games, então porque não criar uma coluna para criticar estas obras? Por muito tempo eu fiquei com medo de fazer isto, mas já que estou tomando decisões difíceis em minha vida (estou abrindo um negócio próprio) pensei “que diferença vai fazer eu publicar isso ou não?” e cheguei a conclusão que só arriscando pra ver.

Dito isso declaro que a partir de hoje, toda sexta sem falta, eu estarei postando um texto sobre jogos indies, começando por um MUTANTE CAOLHO! Quero ver quem acerta essa =P

Ate o próximo Indie-A-tom!

Se você curtiu o post aproveite e de um “Like” ai em baixo, deixe seu comentário (com sua vida gamer, se preferir), siga o blog, compartilhe nas redes sociais e não deixe de jogar jamais!

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 14/02/2014, em Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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