Indie-A-tom #02 – Shadowrun Returns

shadow

Eu nunca joguei o primeiro Shadowrun mas fui atraído até esta obra pela necessidade de jogar um jogo de estratégia que não fosse em tempo real e muito menos comandando exércitos. Gênero este que acredito já estar saturado.

Mas enfim, eu gostei muito do clima dark apresentado e de início o jogo me empolgou bastante com um esquema tático que me lembrava muito a série XCOM e todo o esquema de RPG de papel e lápis, além e claro das escolhas de diálogo. Pena que a medida que fui jogando minha opinião mudou.

Logo de inicio me irritei um pouco com a criação dos personagens por alguns motivos que vocês provavelmente irão considerar bestas. O primeiro foi eu não entender o sistema apresentado por não conhecer as classes e diversos outros elementos. O segundo foi o fato da criação do visual ser limitada a escolha de raça e o fato do bonequinho que você controla nem ao menos refletir o visual apresentado nos avatares.

O quantidade de alguns itens também e muito limitada nas lojas, sendo que alguns inclusive possuem um visual similar, e isso acarreta num aumento de dificuldade quando se trata de preparação para as batalhas.

Mas o que me irritou mais foi o fato de que não existem missões extras e a inconveniência de não poder salvar durantes os capítulos. O primeiro acarreta em um aumento absurdo de dificuldade para jogadores que assim como eu entram desavisados nesse mundo e acabam por gastar todo o dinheiro em armas ou medicação para então notar que os seus companheiros de missão tem de ser contratados.

Obviamente que isto pode ser resolvido através de um controle de gastos por parte do jogador, mas eu ainda iria preferir a existência de missões extras para tornar o jogo mais variado, ou no mínimo um aviso para que o jogador não gaste todos os seus ganhos de maneira ineficiente.

Por sorte a falta de side quests e de uma certa forma resolvida através do download de mods com novas histórias. Inclusive existe um chamado Shadowrun Unlimited que adiciona um jogo ao estilo sandbox com diversas inovações. Para os mais “puristas” ainda existe um Mod que recria o primeiro jogo da série com os gráficos refeitos de Returns.

Quanto a história o jogo mente para você dizendo que todas as escolhas alteram o seu caminho, pois eu bem que testei esta opção me utilizando de muita paciência e diversos loads, porem sempre tive o mesmo resultado. A única coisa que parece ser alterada e a forma com que o personagem ira lhe responder. Mas deixando isso de lado eu achei o enredo muito bom e os personagens bem trabalhados.

Na história seu personagem e um detetive incumbido de descobrir o assassino de um antigo companheiro de trabalho e com o avanço na história ele acaba contando com a ajuda de membros de uma espécie de bordel. Não vou entrar em muitos detalhes pois prefiro não dar spoilers.

Mas devo ressaltar que o clima dark ajuda muito na execução da mesma uma vez que o mundo de shadowrun e exibido como algo podre, onde parece que nenhum personagem e 100% inocente e um clima mórbido paira no ar.

Já o gameplay possui alguns elementos bem legais como covers, habilidade de sumonar monstros, entrar em mundos virtuais para hackiar um turret ou simplesmente extrair informações. Porem nem tudo e perfeito. Você constantemente ira notar que certas fases dão mais vantagem a certos tipos de habilidade e por causa do problema com saves que mencionei previamente não a como você retornar ao bordel e escolher novos mercenários ou pegar aquele equipamento que você iria necessitar. Isso se torna um problema ainda maior uma vez que o chart de habilidades também permanece salvo e não lhe é dada a opção de realocar os pontos de skill.

Sem mais, agora segue o trailer.

https://www.youtube.com/watch?v=DPBW_MFqeRs

No próximo post teremos UM ROMANCE NUMA CABANA.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 28/02/2014, em Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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