Indie-A-tom: Gone Home

gonehome

Seria este mais um “simulador de caminhada” ou outro desses milhares de jogos de horror moderno, tão dependentes do jump scary? Bem, já eliminamos a primeira opção limitando o ambiente a apenas uma casa.

Sem dúvida é um local grande, com muitos quartos, salas e corredores, porem a jornada em nenhum momento se torna desgastante graças ao auxílio de atalhos que conectam boa parte do mapa.

Outro fator que ajuda a eliminar essa sensação de vazio são os diversos objetos os quais o jogador deve interagir em ordem de desvendar os pedaços restantes da história, apresentada em forma de narrativa.

Então, pode-se disser que existe uma certa similaridade ao gênero Point and Click, com toda essa investigação, porem está longe de possuir os elementos básicos para tal. Ao invés disso Gone Home se entrega mais ao terror.

Será que estou sozinho? Ouso trovões, ranger de taboas e me deparo com sombras misteriosas, porém não tenho ideia do que está por vir. Já adianto que não e nenhum susto. Ao invés de trabalhar com monstros pavorosos, perseguições e “saltos”, os desenvolvedores preferiram utilizar a “estranheza”.

Em outra palavras, o terror psicológico e o alvo da vez. Assim como certos animais aprendem a temer o fogo, nos passamos a temer certos elementos, os assimilando ao perigo. Mais precisamente nesse caso, coisas fora do comum, estranhas, que vem gerando medo no homem desde que a literatura do horror surgiu.

Mas o que torna isso tão envolvente e ao mesmo tempo eficaz? Já pararam para pensar como jogamos certos jogos, tomamos um susto com algum tipo de zumbi ou alien, e depois ficamos tranquilos? Isso se deve ao fato de já estarmos acostumados a separar o real do imaginário.

Porem um clima bem construído, com luzes piscando e portas que se abrem ao vento, fica marcado como um indicio de que algo ruim está por vir. Agora pegue isso e torne um fator constante, longo, e que evolui aos poucos, levando o jogador ao desconforto.

Esse e o real medo do desconhecido, pois você não sabe o que está por vir. Sua única certeza é de que vai piorar. É como entrar no buraco do coelho e parar dentro da sua própria casa, porem com pequenas mudanças.

O jogador já começa nesse ponto, mesmo assim essa sensação vem a tona, e so resta prosseguir guiado pela curiosidade e teimosia. Levando consigo essa questão inquietante, “será que o mal ronda essa residência?”

Para saber a resposta e desfrutar dessa interessante história, a qual não vou lhes contar, a única opção e mergulhar de vez nas sombras de Gone Home.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 05/02/2015, em Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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