Indie-A-tom: One Finger Death Punch

ofdp

Por ser um jogo de uma empresa considerada por muitos terrível, emplacando um fracasso, tanto em vendas como técnico, a cada novo lançamento, so poderíamos esperar mais um fiasco da Silver Dollar Games.

No entanto, OFDP, sigla digna de um causador de tendinite, acabou se mostrando um título de peso. Possuidor de mecânicas simples, o jogo inova trazendo ao jogador a sensação única de se participar de um filme de kung-fu.

Coisa que muitos jogos AAA não conseguem, apesar dos gráficos realistas e combos complexos. Mas porque será isso? Como que algo com apenas dois comandos pode transmitir tamanha perfeição em cena?

O segredo está na velocidade e perícia de cada golpe. Você deve apertar dois botões, sendo estes referentes a esquerda ou a direita, e a cada acerto uma animação diferente ocorre. Corações são arrancados em câmera lenta de um lado enquanto do outro pessoas estão sendo empaladas pela força da gravidade.

Tudo isso ocorre sem o fator gore, pois estamos falando de gráficos remanescentes do início da internet. Mais precisamente de animações simples, porém fodas, como os já clássicos Shock 1 & 2. Quem nunca ficou estupefato com a quantidade de ação nesses vídeos?

Mas a chave do sucesso ainda se encontra na velocidade, como disse anteriormente. Os inimigos não param de vir de ambos os lados de maneira insana, sendo que a cada acerto a proporção da coisa parece aumentar de nível, quando em fato so estamos observando uma mudança na aceleração.

Ao mesmo tempo que o sistema congratula o perfeccionismo ele o pune, aumentando o ritmo. Isso faz com que em determinados momentos a melhor estratégia seja levar um chute por traz apenas para gerar uma desaceleração, assim tornando o cenário mais fácil.

Porém, apesar de levar um golpe ou outro não gerar desconforto, pelo contrário, até acentua o realismo, esse jogo nos leva a um estado onde errar se torna inaceitável. Caso contrário não nos será conferida aquela brilhante medalha e um troféu imaginário.

Mesmo eu, que não vejo tanto prazer em adquirir tais premiações imateriais, acabei sendo fisgado. Isso logicamente levou a horas de jogo, visto que cada fase tem curta duração, o que gera uma rápida e repentina satisfação.

O mesmo vicio que vemos diariamente sendo causado por tantos mobile games. Algo alcançado pela simplicidade, duração e variedade. Sim, apesar das aparências, Finger Punch se mostrou bem criativo quanto a cada área de combate.

Sejam locais onde se deve quebrar uma quantidade de objetos, derrotar uma horda, refletir ataques ou se tornar um mestre jedi em pleno período feudal japonês. Até mesmo chefes estão presentes.

A medida que se avança no mapa novas mecânicas são apresentadas, ou melhor, novos vilões. Cada um dos personagens coloridos possui um padrão diferente de desvio o qual evoca bem aqueles secundários que demonstram saber lutar.

E se isso não for o suficiente tente ir contra os “reis”. Sub-chefes que se encontram presentes em cada nível, sem exceção. Para derrotar a realeza e necessário apertar os botões na ordem que eles vem descendo a tela. Uma espécie de mini game que lembra jogos como Rock Band.

Enquanto em certos momentos o melhor e evitá-los, jogando uma bomba ou similar para causar uma morte rápida, em outros o confronto se mostra uma ótima opção, visto que os inimigos que sobrarem na tela se afastam durante o tempo do embate.

Como podem ver, apesar de gráficos e mecânicas simples One Finger Dead Punch se mostra mais um daqueles jogos fáceis de se aprender, mas difíceis de se “masterizar”. (Serio, não sei de onde surgiu esse termo, mas vejo muitos usarem. Isso é referente a edição de áudio. lol)

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 10/02/2015, em Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

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