Primeiras Impressões – We Can Never Go Home

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Caso não tenha ouvido falar desse HQ a explicação é simples, ainda não foi lançada nos Estados Unidos. Recentemente entrei em contato com a Black Mask Studios, editora fundada por Matt Pizzolo, Steve Niles e Brett Gurewitz, e fiz um acordo para receber lançamentos em ordem de escrever previews.

Por que exatamente uma empresa norte americana? A oportunidade estava a vista e como muito do material o qual resenho se encontra disponível apenas em inglês achei ser uma decisão obvia de se tomar.

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Mas chega de enrolação, vamos direto ao assunto. “Nós não podemos voltar para casa” é uma obra escrita por Matthew Rosenberg em coautoria com Patrick Kindlon, dupla que vem trabalhando a um tempo na excelente webcomic MENU. (Recomendo)

Vale lembrar que Matthew será um dos nomes responsáveis pelo vindouro arco da Marvel Guerras Secretas, onde estará encarregado dos “Jornais”. Acredito que será algo similar as edições Frente de Batalha do arco Guerra Civil.

Completando o time temos o ilustrador Joshua Hood, responsável por JLA: Scary Monsters e Venom, e a colorista Amanda Scurti. De início não me convenci quanto aos dois, porem tanto a arte como as cores estão fantásticas nesse comic. Provavelmente o melhor trabalho de ambos.

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“Até agora sem comentar o enredo?” você me pergunta. O que posso dizer, to querendo montar um post com uma melhor construção aqui, mais informativo saca. Não me venham dizer que o tio tá sendo chato.

Bem, como descrever uma história que mesmo sendo inusitada nos apresenta algo tão simples, tão comum? Acredito que essa seja a magia dos Slice of Lifes, contar o cotidiano com maestria, independente dos aspectos bizarros que possa existir em determinado mundo.

We Can Never Go Home se encaixa perfeitamente nisso ao contar nesse primeiro capítulo a vida escolar de dois jovens de grupos sociais completamente opostos. De um lado se encontra Madison, uma jovem popular, e do outro Duncam, o nerd.

Seguindo os clichês da vida escolar americana esses dois jamais se cruzariam, não fosse por Duncam estar no lugar errado, ou certo (chegaremos lá), praticando tiro ao alvo. Quem em sã consciência leva uma arma para um ponto de encontro?

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Local onde Ben e Madison logo chegam e são abordados por Duncan, que ao contrário do mencionado não parecia querer espiar o casal. Se notarmos a sua movimentação ele claramente tinha outras intenções.

Porém o Tailback avista o “pervertido” e logo uma briga começa… que termina em instantes. Da pra acreditar que a garota e algum tipo de mutante com super força? Sim, daí o inusitado. Ela simplesmente arremessou o sujeito na direção do veículo, atravessando dois vidros, o interior, e caindo a alguns metros de distância. Bota força nisso.

O jogador obviamente sai correndo de medo e proclamando ameaças enquanto o Geek se mantem calmo e puxa conversa com a garota mostrando todo o seu “nível de poder” ao mesmo tempo que se declara “silenciosamente” um stalker. Anotem isso.

O resto do quadrinho, obviamente, são pedaços do cotidiano. O legal aqui e ver como a patricinha aos poucos percebe que todos ao seu redor são uns babacas e como o esquisitão da cidade e o cara mais legal que ela já conheceu.

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Parte disso se deve as ações do rapaz, sempre provocativo e com respostas inteligentes. Diria eu que até certo ponto manipulador. Estão entendendo onde quero chegar? A simples presença do garoto deixa um “Q” de suspense no ar, e isso é sensacional.

Uma relação claramente se forma e o plot, pelo menos dessa parte, chega ao climax com um inusitado assassinato. Agora os protagonistas devem fugir, deixando tudo que eles tinham para traz, caso contrário o governo tomara posse de seus corpos para experimentos secretos.

Parece algo que saiu das páginas de um Sci-Fi barato, mas a maneira como tudo e colocado de forma tão realista, tão crível, transforma essas páginas em ouro puro. Se estava à procura de uma nova série para importar esse é o momento.

We Can Never Go Home será lançado nos EUA dia 25/03. Para aqueles que desejam economizar, ainda mais levando em conta a alta do dólar, o material estará disponível em versão digital na loja da editora.

BM

Agora só pra preencher espaço fiquem com o trailer de We Can Never Go Home e a opinião de alguns autores. Se eu não consegui, eles certamente irão te convencer. Enquanto isso não deixe de comentar, compartilhar nas redes sociais e dar aquela favoritada no post.


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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 18/03/2015, em Lançamento, On the Nanquim, Primeiras Impressões e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

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