Indie-A-FREE: Rogue Light

roguelight

Rogue Light, como o nome bem sugere, e um jogo pertencente ao gênero rogue like, imortalizado em 1980 pelo clássico Rogue. Para aqueles que não entenderam vou descrever melhor o gameplay.

Um rogue like é basicamente um dungeon Crawler, ou seja, um game que se passa dentro de uma masmorra, caverna, labirinto, enfim, uma dungeon. Nesse cenário, geralmente voltado para a fantasia medieval, contamos com elementos de RPG, tais como o aumento de status e armas com atributos.

O grande diferencial se encontra na geração procedural dos níveis, sendo esta muitas vezes aplicada no personagem, armas, entre outros. Basicamente temos um cenário gerado de forma randômica que pode vir ou não acompanhado de elementos de role playing gerados também de forma aleatória.

Para completar o pacote tudo que foi adquirido durante sua seção será perdido após a morte do personagem, o qual não possui ponto de respawn. O jogo não conta com save, seja este automático, quick ou em um local especifico. Fora isso a dificuldade tende a aumentar no decorrer do jogo. Quanto mais avançar, mais hard será.

Sem Título-5

Recentemente este gênero teve o termo like substituído por light, ou seja, se tornou um novo modelo de jogo mais leve. Para facilitar a jogabilidade muitos desenvolvedores retiram parcialmente a perma death, colocando uma espécie de evolução do personagem após a morte.

Isso contribui bastante para o replay, mas foge completamente da proposta inicial de se ter um jogo extremamente difícil com horas afim de gameplay. Seja isto um downgrade ou um up, o que importa é que o gênero foi adaptado para os dias atuais.

O jogo Rogue Light, como dito inicialmente, faz jus ao nome e apresenta um quadro onde se pode comprar recompensas após o game over, assim fazendo o jogador se sentir satisfeito quando outrora poderia abandonar por completo o jogo por frustação.

Porém o nome não está ai apenas para que possamos identificar facilmente o gênero atribuído, mas também para indicar a principal mecânica aplicada, a luz. Apesar de não ser a única, pois existe física nessa delicada mistura.

Sem Título-1

Você começa o jogo em um cenário 2D sobe uma chuva de confete (?), onde uma garota se encontra imóvel. Não existe tutorial, nenhuma indicação dos comandos básicos, mas isso não se torna um problema. Antes de adentrar a dungeon é possível testar os comandos sem gastar recursos.

As setas do teclado movem o personagem, Z pula e X atira as flechas. Cada flecha emite uma certa quantidade de luz que se estingue ao decorrer do tempo e pode ser segurada ao manter pressionado o botão de tiro, assim funcionando como uma espécie de tocha.

Manejar a quantidade de flechas é algo fundamental, visto que ao invés de se aumentar o dano dos inimigos a cada novo nível o lugar se torna mais escuro, até chegar no completo breu.

Para se manter vivo basta seguir o caminho formado por tochas, acender uma lanterna utilizando de suas flechas ou acertar uma parede. As flechas emitem uma quantidade mínima de luz quando presas em um objeto.

Sem Título-3

Para realizar tais feitos, e matar os inimigos, devemos nos habituar a gravidade exercida nos projeteis. A distância e a velocidade estão proporcionalmente ligadas ao tempo que se segura o botão X, logo é algo um pouco difícil de se pegar, visto que você ira alterar constantemente esse fator com os upgrades.

Ainda se tratando das flechas vale mencionar que elas podem ser atiradas de forma rápida, quase que um golpe melee, evitando o contato com inimigos próximos. Podem ainda atravessar vários corpos, sem um limite fixo, e ricochetear nas lanternas e crânios pendurados nas rochas.

As pedras que formam as plataformas possuem arte variada, porém não se pode dizer o mesmo do resto do cenário, o qual é inexistente. Não existe um fundo propriamente dito, apenas preto, assim contribuindo para a sensação de escuridão.

Os obstáculos são relativamente fáceis, se não fosse a vida limitada. Existem apenas dois inimigos, um ser sombrio coberto com um robe e um anjo feito de ossos. O primeiro possui movimento continuo de ida e volta, enquanto o segundo voa sem um padrão fixo, até que o personagem se aproxime e comesse a perseguição.

Sem Título-2

Não existe dano por queda, porém é bom prestar atenção nos espinhos. Muitas vezes eles ficam escondidos em uma queda longa ou atrás da grama, podendo tirar quase toda a vida do jogador com um simples toque.

Acredito eu que o jogo seja infinito, sempre gerando novos calabouços durante as quedas entre um nível é outro. Juntando todos esses fatores temos a formula perfeita para algo extremamente viciantes, se não fosse a falta de variedade.

Após um dia, ou talvez algumas horas, você ficara cansado de passar por locais parecidos e enfrentar sempre os mesmos inimigos sem um objetivo final ou upgrades visuais. Ainda assim recomendo que deem uma olhada, pois garanto que será uma atividade prazerosa, enquanto sua paciência permitir.

 


UPDATE: Existe sim um objetivo final, ao contrário do que eu pensava. Chegando no último LV você deve enfrentar o que parece ser o anjo da morte. So não tinha afirmado isso anteriormente pois não havia encontrado informações sobre o final do jogo. As 20:00h cheguei nessa parte, pouco depois de postar, e obviamente morri. Duh! >.<


 

Como não encontrei um trailer fiquem com o gameplay do canal TheKazvon.

O jogo pode ser comprado pela quantia que desejar no site dos desenvolvedores, podendo inclusive ser adquirido de graça. Para isto basta clicar na imagem abaixo.

SuI1lSW

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 19/05/2015, em Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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