Minha semana (Ou, desculpa para uma postagem) #2

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Ilustração de Blookarot. Confiram o trabalho do cara. http://blookarot.deviantart.com/

Andei pensando e porque não deixar esse tipo e postagem como algo fixo, semanal? Talvez falar um pouco mais de coisas que virão ou obras as quais não resenharei por diversos motivos, seja por eu não conseguir acertar no tom do texto ou simplesmente por não ter espaço aqui.

“Ah, mas Raphael, não era mais fácil ocupar seu tempo escrevendo as reviews?” Eu não vou abandonar essa parte do blog e torná-lo mais um covil de trivialidades. Se eu escrevo todo domingo e porque não me toma mais do que 30 minutos.

O que considera mais fácil, analisar cada centímetro de um mangá buscando por algo interessante, tangível, ou descrever o seu dia-a-dia de maneira despreocupada? Eu certamente diria que o segundo. Fora que, devido à crise, cortei gastos com psicólogo. No fim isso me servira de terapia, mesmo sem entrar demais em certos aspectos, coisas mais pessoais.

Minha semana começou com aflição, agonia, inquietação. Havia meses que tentávamos em vão marcar uma cirurgia bariátrica, o plano de saúde e o hospital pareciam conspirar a cada nova solicitação e perda de documento.

Foi então que, dia 4 acredito eu, recebemos a confirmação final. O tempo passou, estava tudo agendado para segunda, 14, e isso deu uma aliviada enorme na mente dos familiares, isso é, até domingo. Eu expressei meus sentimentos nesse dia, falando da possível volta de sintomas que conheço tão bem, mas de alguma forma isso irritou meu irmão, o que mexeu com minha mãe, assim começando um ciclo vicioso progressivo.

Cada interação, fala, gesto, resultava em um nervosismo sem igual. Conclui que não foi de tudo minha culpa, afinal eu não falei nada, so como me sentia. Era a véspera mexendo com as pessoas, tecendo preocupações, e eu fui vítima também.

Acordei cedo, acompanhei minha mãe até o hall do hospital e me pus a esperar no quarto que haviam reservado. Era um local amplo mas com pouco espaço sendo ocupado. A cama padrão, o armário embutido, uma mesinha minúscula com rodas, frigobar sem conteúdo e um sofá cinza que suspeitei ser asfalto de tão duro. Coitado de quem passar a noite ali.

Demorara duas horas para receber notícias. Nesse meio tempo tomei coragem e me ralei no asfalto tentando me posicionar de maneira confortável, se possível. Abri a sacola de roupas e dela tirei Dracula. Li metade do livro, passando de Jonathan para Mina.

Minha tia que trouxe as notícias, oh fantásticas boas novas! Minha mãe entrara para sala de cirurgia apenas naquele instante. O tedio tomava conta. Dividimos o asfalto, um com um livro, outro com revistas. Silencio eterno, demora imensurável.

Quebrei o gelo comentando sobre um episódio de House, minha tia não poderia estar mais interessada. Me achou estranho. Bateu aquela fome, saímos para comer algo, e logicamente não tinha produtos sem lactose even in the damn fucking hospital. Tomei uma coca, ferrei meu estomago.

Saímos para fumar, passivamente no meu caso, entorno de 50 vezes e na 27ª mais notícias. O cirurgião foi ao nosso encontro informar que tudo ocorrera bem e dentre 3 horas (já tinha se passado 4) ela seria liberada do pós-operatório e encaminhada diretamente para o quarto.

Saímos novamente. Busquei nos confins do Lago algo que não me faça produzir enxofre pela cauda enfim encontrando um quiosque vagabundo onde o hambúrguer não era de micro-ondas. Pedi um completo, tamanha minha fome, mas sem queijo. Arrisquei minha primeira mordia, pouco ligando se era carne de cachorro ou se eu viraria Hannibal Lecter. Não era nada excepcional, mas juro que escorreu uma lagrima. Saciei minha fome, mas não a preocupação.

As 3 horas de espera viraram 5 e nada de minha mãe chegar no quarto. Demorou tanto que quando ela apareceu tive apenas de lhe dar um beijo e me despedir. Ao menos fiquei aliviado. O cansaço do dia foi tanto que dormi como um bebê.

Na terça fui o acompanhante diurno. Teria ficado mais tempo se não fosse o curso a tarde. Eu adoro o grupo do inglês. Apesar de que já termos certificado de proficiência e até emprego na área combinamos e fazer o último, e não tão necessário, ano da Wizard.

Quarta eu deveria ter ido novamente de manhã mas minha tia insistiu que seria a vez dela. Minha mãe foi liberada no início da tarde, com algumas restrições, obviamente. Ela deveria tomar líquidos de 2 em 2 minutos e andar. Ficar deitada, por mais estranho que pareça, poderia gerar problemas graves.

O mínimo deveria ser 1 litro de água ou água de coco e o máximo de 1 litro de outros líquidos, sendo estes Gatorade e chá. Sábado a dieta mudou, agora inclui caldo de legumes. Minha mãe diz que são horríveis, mas segue à risca os indicados pela nutricionista. Em breve haverá outra mudança, provavelmente substituindo o caldo por sopa batida.

Até o momento anda tudo bem, e estou bastante agradecido por isso. Se ocorresse algo com ela justo em época de crise e comigo sem emprego… eu não sei o que faria. O sofrimento, felizmente, duraria pouco, já que minha irmã passou para uma vaga no ministério da defesa. Recebemos a notícia sexta.

Ufa, acho que contei tudo. Como podem ver eu estive bastante ocupado cuidando de minha genitora, logo peço desculpas pelo “falso” aviso no texto anterior de que eu estaria postando sobre Young Terrorists. Ainda vai sair, mas peso paciência. Se der falo de Mayday e Ballistic também, devo isso a Black Mask. No caso de Space Riders planejo falar do volume completo, e estou pensando em fazer o mesmo com We Can Never Go Home.

Como hoje e dia 20 logo também peço perdão pelo atraso a Stratum Comics. Eles entraram em contato comigo a pouco tempo, acho que 2 dias antes da cirurgia, para um review de volume com menção a uma campanha no Kickstarter que acaba dia 27. Se puderem deem uma olhada, vou deixar o link abaixo. Faltam apenas 300 dólares.

https://www.kickstarter.com/projects/619440447/the-threat-issue-1-reboot?ref=nav_search

Por fim, o que eu fiz de interessante? Vejamos. Testei o game 1954 Alcatraz, um point and click mais sério que trata da fuga da prisão mais famosa da história. Gostei da utilização de 2 personagens, mas não tenho muito mais o que falar, por agora.

Também joguei mais Randal’s Monday e nossa, agora sim estou curtindo o game. Depois do longo e um tintinho chato dia 1 embarcamos num loop temporal! Cara eu sou muito fã de Sci-Fi e viagem no tempo e sem dúvida o tema que mais me deixa empolgado. A não ser que apareça o Cable

De mangás eu so li um capítulo de Boku no Hero Academia e um de One Piece. Estou muito acostumado com ler tudo de uma vez, sabe, deixar acumular para fazer aquela maratona. Acabei estranhando. Não li nenhum outro tipo de HQ, infelizmente.

Minha maior diversão essa semana se deu pela fantástica serie original do Netflix, Marco Polo. Cansei de House, fazer o que, a série é longa e eu precisava de um tempo, ainda mais visto a situação… não queria encher minha cabeça com bobagens.

Agora me deem licença que preciso ver os 3 últimos episódios da temporada. Caralho, eu to num hipeeeeeeeeeeeeeeeee que você não tem noção. SoTY!11!111!!!!!!!!!!!11!! (é de 2014)

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 20/09/2015, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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