Indie-a-Tom: Dreaming Sarah – Mergulhe no desconhecido

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Quando falamos de Dreaming Sarah a primeira coisa a se dizer é que não busque informações.  Pera lá, isso também não quer dizer que se deva comprar o jogo às cegas, apenas que ele é melhor aproveitado sem entrar a fundo no enredo, ou suposições do que seria um.

O final é claro, revela o porquê de Sarah estar sonhando, mas por mais clichê que seja deveria o jogador conhecer o motivo antes de embarcar na aventura? Eu não iria resenhar este jogo, pretendia apenas ver o que as outras pessoas entenderam sobre esse passeio “Alice”, cheio de confusões fantasiosas exuberantes da mente de uma jovem.

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Nisso eu olhei outros reviews, quase todos entregando o final, geralmente no início, como se fosse algo comum, e talvez seja. As pessoas clamam por spoilers. O problema e que este game faz o jogador avançar na base do desconhecido, chamando ele para ver que mudanças ocorreram no mundo a cada nova ação. Se tirarmos isso, a sensação de descoberta, teremos um jogo vazio de se andar de um lado para o outro fazendo tarefas sem sentido.

No jogo você deve viajar por dimensões, cada uma contendo um item necessário para prosseguir. Uma mistura entre plataforma, metroidvania (mapa) e point and click, porem beirando ao básico. O exemplo mais próximo que consigo chegar e um dos primeiros adventure games a dar as caras no PC, o clássico Dizzy.

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Nele o jogador controle um sujeito com aparência de ovo e deve coletar itens para uma poção mágica, além de alguns outros que servem para passar locais de difícil acesso. Dreamming Sarah pega essa mecânica, retira o limite de um item por inventario e acrescenta um gameplay mais elaborado, porém não muito, e com dificuldade reduzida. Afinal, quem morre num sonho?

Não tem como perder, mas e possível ficar preso. O jogo mal te dá dicas, então em um lugar complexo onde se deve ir e voltar a toda hora e bem comum que se entre num loop sem saber o que esqueceu, onde ainda não verificou… isso desanima muito. Fica aquela sensação de estupidez pairando, mesmo que seja uma questão de memória.

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O lance e não se deixar desanimar. Por mais que se sinta desnorteado no fim isso vai acrescentar a experiência, mas caso te frustre muito desligue o jogo, vá relaxar e depois volte para concluir o game. Ele é rapidinho, dura nada, e garanto que você vai se surpreender a cada doideira que encontrar pela frente.

Assim, não sei se pra ti isso é um bônus, mas o jogo foi feito pelo carioca André Chagas Silva. Então se você é daqueles que curte apoiar a indústria tupiniquim dá uma força comprando, seja na sale ou não, e entre nesse sonho de tornar o Brasil um lugar cada vez melhor para os desenvolvedores nacionais. (Não é propaganda, é que eu curti pra caralho o jogo)

 

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 08/11/2015, em Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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