Resenha em Massa – Franquia Digimon

digimon

Finalmente! Após incontáveis meses Digimon Tri deu as caras, negando qualquer boato sobre seu cancelamento e surgindo num formato ainda não tocado pela mídia. Nisso convido vocês, caros leitores, a embarcarem numa jornada pelos incontáveis digimundos da franquia, culminando numa rápida análise da nova série.

A terceira serie canônica de Adventure foi uma novela para sair. Em meados de Agosto de 2014 a Toei anunciou que Digimon ganharia uma serie no início de 2015 para comemorar os 15 anos da franquia. Anteriormente, na real data do aniversário, 7 de março, a Toei negou os boatos de que havia algo em produção e comemorou com um evento a chegada dos digiescolhidos.

Desde a época do falso boato os fãs dos monstros digitais estavam agitados. O motivo? Nostalgia, pois marcou a infância de muitos e traçou o caminho para se tornarem otakus, tal como Speed Racer, Dragon Ball e até com seu concorrente mais próximo, Pokemon.

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Não é como se a franquia tivesse sido esquecida. Até então teve 8 series, 11 filmes, 5 mangás, 5 Manhua (quadrinho chinês), 1 livro, 1 revista exclusiva e incríveis 23 jogos. Coisa pra caralho, se me permitem o termo vulgar. Não fez sucesso, mas marcou história e continua ai, sempre surpreendendo com uma serie nova e diferente.

Nesse ponto que muitos fãs desgostam da franquia. 02 continua seguindo o estilo da primeira de forma bem fiel, mudando apenas no visual e adicionando novas formas de digievoluir. Perto do final da série existe até um cameo de Tai e companhia — algo esquecido por muitos mas que define boa parte de Tri.

Em Tamers a coisa muda um pouco. No início, para promover o TCG da Bandai, os escolhidos se utilizam de cards para dar buff aos digimons. Para a alegria de muitos Isso dura pouco e logo voltamos ao estilo tradicional. O maior diferencial, em minha opinião, ficava por conta da história mais madura. Talvez uma tentativa da empresa de manter os fãs, agora um pouco mais velhos, ainda vidrados na telinha.

tammers

Frontier, a quarta “temporada”, é a que geralmente dizem arregaçar tudo e afastou muita gente. Não há parceiros, agora os digiescolhidos se transformam nos digimons, levando a lutas que lembram em parte DBZ, ao menos próximo do fim. O enredo continua seguindo o “vamos amadurecer” sem retirar muito do estilo clássico. Meu único problema foi com a repetição, outro fator que infelizmente lembra os guerreiros Z.

Quem sobreviveu a fronteira conhece a agonia da espera. Outrora tínhamos algo continuo, serie após serie, um ano atrás do outro, e do nada “puff”, ficamos órfãos. Se passaram 4 anos desde então, mostrando que o descontentamento dos fãs afetou a Toei. Eis que surge Savers (Data Squad), até o momento o mais próximo que tivemos de Tri.

A ideia para resgatar a franquia foi de trazer de volta os fãs antigos, colocando em ação uma organização que protege a terra de ataques digitais e que conta com 3 digiescolhidos adultos, além do retorno de Agumon e contrapartes de Gabumon e Palmon. Os principais remetem muito a Tai, Matt (Yamato) e Sora em versões maduras. Completando o grupo temos Noguchi, uma criança que remete aos tempos antigos da série.

savers

Acredito que não tenha dado certo pois ouve mais um “hiato”, dessa vez 3 anos, até o surgimento da série seguinte. Muitos atribuem o fracasso ao fato de os fãs não engolirem Masaru socando digimons gigantes no melhor estilo Deus Ex Machina. Realmente foi forçado, mas acho triste julgarem algo apenas por conta disso. No restante da série esse “poder” e deixado de lado e temos o “clássico” novamente, fechando com chave de ouro o que chamo de “Digimon Original”. Isso também marca o abandono da localização de jogos para os EUA.

O que veio a seguir foi Xros Wars (Fusion). Um anime mais infantil, voltado para o público jovem, e vendido como um retorno as origens. Dois públicos tentando ser atraídos, basicamente uma cartada ampla que poderia dar muito errado, certo ou pender para um dos lados, sendo este último o que acabou ocorrendo.

Existia uma esperança do retorno de personagens e digimons clássicos, mas isso foi incluído na forma de chips que invocavam digimons populares, os quais não continham dublagem. E quando me refiro a populares falo de terceiros, excluindo por completo qualquer integrante das equipes anteriores. Para piorar esse poder e pouco utilizado, e provavelmente caiu no “esquecimento”.

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Melhor dizendo, foi removido. Por ser algo voltado para crianças o público anterior, agora adulto, provavelmente não se sentiu confortável ao acompanhar o anime. Juntando isso ao estilo vilão do dia e a digievolução megazord até mesmo eu fiquei com butthurt, parando de acompanhar quando começou a segunda temporada.

A Toei, por outro lado, amou o resultado pois a audiência foi tão grande que Xros conseguiu superar Adventure, fechando com 3 temporadas, o que totaliza 79 episódios de história sequencial.

Chegamos a agosto de 2014. Dia do anuncio que faria fãs mundo a fora pularem de suas cadeiras. Depois de tanto prometo mas não cumpro em breve teriamos um anime que daria continuação as duas primeiras series, com foco em 01. Digimon Tri.

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Ledo engano. Ouve atrasos, desinformação, recolhimento das notas previamente arremessadas na tela. Primeiro veio o adiamento, depois boatos de cancelamento, anuncio de um filme e por fim, em Novembro de 2015, são lançados ovas.

Enfim, Digimon Tri! Logo no começo temos os personagens com o visual da face escondido, como numa tentativa fútil de surpreender o telespectador. Em meio a esse suspense temos quadros vermelhos com sombras caindo, assim mostrando a derrota do grupo do 02, com exceção de Kari, primeira a aparecer no anime, e TK.

Um pouco antes somos apresentados a origem do digimundo, ou de um mundo similar, e do provável vilão da série, Demiurgo. Saímos da zona do Mega e entramos no pilar dos deuses, uma forma de dar continuidade a algo cujo o pico já foi atingido, similar ao que vem ocorrendo em Dragon Ball Super.

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E quanto a vida escolar? É algo que eu não entendo. Digimon sempre foi sobre a luta entre o bem e o mal, um típico clichê shounen, mas as pessoas parecem estar mais interessadas em quem namora quem. Parece que a nostalgia se transformou na busca por mais um anime escolar. Os elementos estão ali presentes, mais para caracterizar a adolescência do que realmente se dizer tema. Formulários do que se fazer no futuro, provas finais, atividades extra curriculares. E interessante ver como cada um mudou nesse período de tempo, mesmo com o já apresentado em 02, sendo a maior surpresa vinda de Izzy (Izumi), que agora apresenta um background internacional, tal como Mimi.

No restante pouco das personalidades foi alterada. Kari e TK estão mais maduros, sendo que este último passou a apresentar características de Matt, que por sua vez se encontra idêntico a versão apresentada em 02, com banda e tudo.  Sora parece estar presente apenas para retirar a dúvida “Matt ou Tai?“, tendo como rival a novata Meiko. Joe deixou de ser medroso e continua antissocial, afastado por decorrer dos estudos. Tai foi o que mais sofreu com as mudanças deixando de lado seu espirito aventureiro e cheio de energia, agora encarando a vida como um formulário em branco o qual não sabe responder. Isso faz com que ele tome decisões mais voltadas para o emocional e sem um pingo de logica, como evitar lutar para não ser o culpado pelos danos colaterais.

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O maior diferencial vem com char design de Atsuya Uki (Tsuritama e Cencoroll), o qual cai como uma luva, mantendo as características dominantes na maioria dos personagens, com exceção de Joe, o qual se me permitem merecia uma repaginada. Os digimons em suas formas originais continuam com o mesmo aspecto, mudando para modelos 3D durante suas digievoluções e apresentando forma levemente diferente em suas evoluções subsequentes.

Se tratando do 3D, ao invés de optar por texturas realistas aqui se presou por materiais simples com cores vivas que integram bem o modelo ao cenário, sem destoar tanto e sem tentar esconder com o uso de Cel shading. O cenário quase branco, não só ajuda como remete ao de Demiurgo e os modelos pouco diferem de suas contrapartes 2D.

Infelizmente a Toei ataca novamente com seu famigerado corte de gastos, claramente visível na passagem do primeiro para o segundo episódio. O melhor exemplo é Kuwagamon, que durante a luta com Tai podemos ver sua figura aumentando e diminuindo de forma não condizente com a distância em que se encontra, fora os membros que sofrem do mesmo efeito e ainda se esticam sem motivo. O cenário não chega a ser espetacular, mas não tenho muito o que falar aqui. Simples e eficiente seria uma boa descrição. Tal como o enredo.

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Similar ao ocorrido no arco de Myotismon o mundo e invadido, mas em menor escala. Dessa vez os digimons se encontram infectados e nada se sabe a respeito. A única pista dos digiescolhidos se encontra numa organização secreta fundada por Gennai. As semelhanças a Savers são claras, ainda assim o plot consegue se manter único e sem fugir do estilo clássico

Depois desse reencontro nostálgico nos cabe torcer para que as datas subsequentes de lançamento, Fevereiro e Maio de 2016, permaneçam fixas para que possamos continuar acompanhando as aventuras dos digicrescidos. Cara, eu odeio esse prefixo…

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 23/11/2015, em On the Screen, Resenha em Massa e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. esse anime já morreu faz tempo

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