Por que ainda vou ao cinema?

por que ainda vou ao cinema

Nessa quinta, dia 11/02/2016, resolvi que iria ver o filme do DiCaprio, sem nenhuma informação sobre, apenas que ele estava no elenco, havia especulação sobre um possível Oscar e que se tratava de um homem tentando sobreviver.

Durante o filme temos uma série de eventos agoniantes, propositais, e enquanto eu apreciava a sutileza de Iñárritu as pessoas riam ou se sentiam incomodas com aquilo que não deviam. No começo Hugh Glass, personagem interpretado por Leonardo, é atacado por um urso.

Admito que dependendo do olhar, e também devido a duração, certas coisas podem ser consideradas como engraçadas, vide o chacoalhar do ator. Ainda assim a plateia permaneceu calada, imersa na cena de ação, até o momento do golpe final, uma facada na jugular, cena que ocorre próxima a um declive.

Aparentemente o urso cair em cima do personagem e algo hilário a níveis de se explodir a caixa de risadas. E eu achando engraçado o fato das pessoas ligarem tanto para isso. Por acaso eu desconheço as leis da física e aquele corpo massivo não possuía atrito? Ele há de cair, é algo natural, mas não é natural ao meu ver rir disso, ainda mais em algo sério.

Será que as pessoas estão tão acostumadas com filmes D de comedia pastelão e Zorra Total que aquilo e algo novo, nunca feito antes, e por tal um non-sense repentino? Ou quem sabe os filmes Marvel que misturam ação com comedia tenham estragado a mente dessas pessoas a ponto delas acharem que toda coisa séria tem um momento de descontração. Mais uma regra besta escrita pelas mentes que ditam o normal perante a sociedade.

E então durante um flashback, com pilhas de ossos e destruição, uma mulher aparece flutuando acima de Glass. A mesma esposa que apareceu diversas vezes, em meio a delírio e memoria, agora causa espanto. Um salto repentino e me viro. Não, eu não me assustei, mas sim a mulher na fileira da frente, a mesma que encarou como normal um cavalo sendo aberto, tendo os órgãos retirados e, logo em seguida, ser adentrado por um homem.

Afinal, qual é o problema dessa gente? Que grita com dedos humanos decepados numa clássica cena de ação mas não esboça uma reação para o claro gore de animais, lembrando que alguns ali eram a coisa real, ou você não leu que Leozinho comeu carne crua direto da fonte?

O filme acaba, as luzes se apagam, e as pessoas vão embora contentes. Feliz que acabou. “Eu dormi o filme todo.” “Não entendi nada.” “Nunca mais venho no cinema com você, ó mal gosto.” “Valeu pra dar uns pegas.” “Quero meus 24 reais de volta!” “O urso caindo foi a melhor parte.”

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 19/02/2016, em Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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