Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 1

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Nos dias 09 e 10 de Abril rolou aqui em Brasília o evento Jam Nerd Festival. O mesmo evento o qual fui 2 anos atrás e sai reclamando da similaridade com outros do gênero e a falta do tema principal, os jogos.

Era algo simples, mal organizado e num espaço não muito adequado. E ao invés de seguir o rumo de tantos outros e produzir ano após ano a mesma mixaria os responsáveis pela Jam resolveram pular 1 ano para organizar o evento seguinte.

Nesse ponto vocês devem estar pensando o mesmo que veio a minha mente com tal escolha “pulou um ano, o primeiro foi ruim, então este deve estar péssimo”. Ainda assim eles tinham uma cartada na manga, os Youtubers.

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Ok, isso é comum pacas – gíria antiga que aqui demonstra quantidade, não de roedores gordinhos, mas de algo que acontece com frequência em eventos do Brasil – Vocês que vão muito nestes devem saber que na programação sempre tem 4 coisas. Banda cover japonesa, loja local de HQs, freeplay e convidado especial.

E o que existe hoje em dia de comum entre os jovens? Sim, que todos passam horas do dia vidrados no YT, seja em grande estilo como eu numa (quase) full hd ou na torturante telinha de um celular de algumas gerações passadas.

O problema é que sempre escolhem os caras de cache baixo, como fulano vlogeiro, cicrano raivoso ou beltrano dos gameplays, muitas vezes representando o grupo local. Ai para minha surpresa meu irmão, o qual é fanático por esse tipo de conteúdo, me fala que quer ir novamente ao evento devido as atrações, é olha que ele detestou o primeiro ano.

Sr._Wilson

É, eu precisava sair um pouco, então porque não? No mínimo eu iria encontrar algum HQ legal na Sebinho e daria para falar com o pessoal dos jogos indie na BRING, que na minha cabeça seria entre 4 a 5 stands.

Oh,Boy! Diria o Mickey surpreso ao saber que Sr. Wilson estaria presente no evento. Eu acompanho poucos canais, so uns 99+, e esse é um cara que eu certamente gostaria de conhecer. E bem, o evento chamou minha atenção, o suficiente para dar uma conferida no resto da programação.

Omelete, Jovem Nerd, MRG, Zangado, so para citar alguns. E meu amigo, se eles tão lá foi posta grana nessa bagaça. Eu não tenho tanto interesse neles, me desculpe os fãs, mas isso me abriu uma centelha de esperança. Será que o JNF mudaria da água de esgoto ao vinho?

CICB, 67.000m², 5 andares, instalações modernas, amplos auditórios, parceria com a capcom, 8 torneios, valendo ponto em rank, milhares de games, de console, árcade e tabuleiro para freeplay, comida de restaurante (sem zuera), e mais de 40 estandes de games indie.

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Maluco, a parada foi foda! Podem até dizer que não se equipara aos de SP, mas eu já fui em muito evento lá que a Jam botou no chinelo pela qualidade e organização. E eu, como um bom gamer e dono de canal no YT resolvi ir em cada stand fazendo um mercham básico e garantindo conteúdo para o canal, e já dou uma dica, vai ter até entrevista!

Agora, vamos com mais detalhes ao ponto alto do evento, ao menos para mim, a BRING, ou em outras palavras a Mostra nacional de Indie Games.


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O primeiro stand que olhei foi o da Behemutt, um nome chamativo, com um jogo de palavras bem criativo e que por um segundo confundi com a The Behemoth, desenvolvedora do game Castle Crashers e que em hipótese alguma estaria num evento de games nacionais.

Lá o programador Douglas Oliveira me apresentou ao Mana Spark, um rogue like, entre muitos do dia, com uma pegada bem interessante ontem você deveria sobreviver utilizando de apenas arco e flecha, uma arma rudimentar que exige plena concentração do jogador para se adaptar ao delay da preparação e do tiro, além de saber a hora de desistir e correr para um melhor posicionamento.

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Outro fator que me impressionou bastante foram os lobos. Enquanto os outros inimigos pareciam genéricos a besta canina se destacava pela maneira de agir. Ela se movia lentamente, fitando a presa e atacava alternando entre dashs e corridas, mas o mais impressionante, e digo isso pois vejo muito pouco essa situação, e que os ferimentos se acumulam no inimigo e ele recua quando está em nível crítico.

Por fim, numa sacada brilhante, os NPCs podem se ajudar combinando esforços, fazendo com que o “capanga” inútil se torne algo digno de medo ao usar uma fera como montaria.

Abaixo você pode conferir um gameplay do jogo (em inglês), ainda numa versão anterior a qual eu joguei no evento, ou assim parece.

Eu entrei em contato com eles e estamos discutindo se será possível me cederem uma das builds para apresentar no canal. Fiquem ligados.


Icone Muvuca

Depois fui numa das grandes sensações do evento, o stand da Muvuca Games o qual apresentava o primeiro protótipo do jogo  e admito que me decepcionei um pouco.

Talvez o grande atrativo fosse a presença de Diego Braga, do MRG, o qual por coincidência esbarrei já diversas vezes aqui na capital. Um cara meio doido, divertido e gente boa pra caramba, mas acima de tudo entusiasmado.

A parte que não gostei foi o gameplay. Eu esperava algo maior, concreto, mas eles ainda engatinham no desenvolvimento. Algo previsível quando se trata de um projeto nesse viés. E do outro lado, como mencionei, você via o entusiasmo de Didi e de membros do grupo, endeusando aquele sentimento de ver o jogo rodando pela primeira vez.

Nele você controla um casal, cada um com suas mecânicas, algo que por agora se resume a distância e velocidade, e que devem percorrer um cenário de estilo clássico, lembrando muito o River City Ransom de NES.

E apesar de eu não ter curtido a demonstração, por achar ser muito cedo para isso, gostei muito o modelo de projetos deles o qual conta com uma comunidade de desenvolvedores, os quais possuem as mais diversas idades, backgrounds e experiência. Basicamente qualquer um com boa vontade pode se juntar ao projeto, e caso queira apenas dar uma conferida fica tudo aberto ao público no Trello.

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Deem uma passada lá e confiram o que o pessoal anda fazendo. Eu mesmo estou no projeto dando uma contribuída.


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O terceiro jogo visto, ou assim acredito, pois tinha realmente muito stand, foi o Tiny Little Bastards, da Overlord, um grupo fundado inteiramente por vikings de barbas monumentais. E como todos sabem, os senhores do norte deixaram a guerra para virar gamers, ou assim reza a lenda.

Você inicia escolhendo entre três bárbaros, cada um com suas habilidades e diálogos exclusivos. Um ponto interessante, dependendo da quantidade de mudanças, para se estender a re-jogabilidade (neologismo ftw).

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Infelizmente so pudemos testar um dos personagens e tivemos de encarrar nossa jornada, a qual já era árdua, sem itens de vida pois não estavam implementados. Ainda assim meu irmão conseguiu chegar mais longe que troçentos jogadores, deu até um orgulho.

O resto do gameplay me pareceu um action platform com um level design lembrando metroidvania, mas sem ser de fato, e com mais armadilhas que inimigos, além de um sistema de roupagem estilo RPG. Ainda bem básico, mas mostrando um tremendo potencial.


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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 11/04/2016, em Indie-A-tom, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 10 Comentários.

  1. Post grande, e ainda tem CONTINUA … quer dizer que o evento e que muito foi observado, captado, e que há merecimento para estar num texto longo.

    Eu já fui, por longos anos aqui em casa, denominado de o “rei dos jogos”. Perdi o cargo para os filhos. Hoje, Kaio e Pedro me tratam como um grande ignorante dos jogos, mas, sou uma referência sobre que jogos são bons, quais são legais, quais merecem comentários e debates.

    Então, é isto, se você tem tudo isto e ainda tem mais… o evento foi um sucesso, mas, pode ser que outras pessoas, prefiram os eventos dos anos passados. Vai entender.

    Por fim, faltou uma letra na palavra hipótese no texto; Deve ter sido a pressa!

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    • Obrigado pelo comentário, e pela observação. Realmente acabei deixando passar esse e outros erros. Por sorte notei vários ainda ontem, mas não diria que foi presa, mas sim sono devido ao horário da postagem.

      Quanto ao evento, ele realmente merece. Não é brincadeira quando os caras afirmaram que seria o maior do centro-oeste. Espero eu fazer jus ao que foi apresentado.

      Talvez eu tenha exagerado na parte de “água de esgoto”, e certamente teve quem curtiu. Eu queria era deixar visível que o anterior foi genérico, similar a todos os outros eventos da capital, os quais eu já fui diversas vezes para atestar.

      Quando não existe um diferencial, um chamariz, a gente tende a chamar de ruim. Acho que é apenas um lado do ser humano.

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