Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 2

jnf2
Começamos então a segunda parte da cobertura do evento Jam Nerd Festival, agora num ponto que eu admito já não saber qual a ordem em que visitei os estandes, e certamente posso ter errado a mesma na postagem anterior.

Mas chega de papo, e vamos ao que interessa, os jogos indie!


mr-Logo

Você já ouviu falar de Magic Rampage? Sendo um dos únicos jogos presentes com versão comercial disponível o carismático action platform de guerreiros, magos e esqueletos está prestes a dar as caras no PC, o dito domínio da Master Race.

E vejam so, por ser um jogo criado para dispositivos moveis, além do falecido console OUYA, eu normalmente nem me daria o trabalho de mencionar no blog. Não por achar que produtos desse meio sejam indignos, inferiores, mas simplesmente por não ter os recursos para roda-los.

Basicamente minhas economias, ao menos atualmente, são investidas no computador com a aquisição de hardwares, além é claro dos jogos que nunca podem faltar. Logo, ao saber que existiria uma versão a qual eu poderia pôr as mãos eu tinha de conferir o produto.

machine 2014-09-25 15-35-07-05.avi_snapshot_01.01_[2014.09.25_15.47.39]

Em Magic Rampage você controla um guerreiro, ou uma das classes já mencionadas, vou chegar lá, em uma espécie de castelo o qual e navegado por fases. Dentro destas áreas o jogador deve chegar a saída, sem esquecer de coletar tesouros e derrotar inimigos, estes com as mesmas mecânicas que o principal, salve os elementos de RPG.

O dinheiro coletado e utilizado para se comprar melhoramentos na forma de roupas, sendo estas capa, elmo, armadura, luvas e botas, além de obviamente as armas. Independente da escolha entre um cetro ou um martelo são todas projeteis, e isso acaba gerando um gameplay bem interessante.

Algo tão dinâmico que ainda existe muito potencial a ser explorado, ou assim garante os desenvolvedores da Asantee Games. Por esse motivo não se trata unicamente de um port, mas sim de um jogo reformulado em certos aspectos e com a adição de novos modos.

Tive o prazer de conferir dois desses modos no evento, sendo o primeiro o clássico survivor. Basicamente escolha o seu personagem e encare uma leva de inimigos que chovem do céu e tem a tendência de cair em locais inoportunos, sempre aumentando em número e se equiparando aos poucos a habilidade do jogador, e as típicas armadilhas fulminantes.

versus-mode-ss01

Um ponto bom desse modo, e diria que do restante do game, é que o corpo do inimigo não causa dano ao entrar em contato com o player, facilitando a movimentação sem diminuir a periculosidade.

Mas o grande ponto alto sem dúvida é o multiplayer. E algo engraçado como o competitivo sempre fala mais forte. Pude jogar dois rounds, o suficiente para pegar as mecânicas enquanto tinha minha bunda vaporizada pela magia de meu irmão, e logo isso atraiu mais jogadores. E o mais fantástico disso tudo é que não importava a derrota ou a vitória, cada um saia satisfeito do stand.

Isso provavelmente se deve a facilidade dos comandos junto a dificuldade de se dominar as citações apresentadas, além dos personagens bem equilibrados, que a primeira vista são todos usuários de um mesmo poder mas que no fim realmente possuem diferenças cruciais.

Eu compraria so por esse modo, tamanha a diversão.


ScreenSelector

E agora vamos a um jogo que se você estava na Jam resolveu passar direto, julgando pelos gráficos e possivelmente por conta de um ou outro jogador dando rage quit. Falo de Bloody Eagle!, um nome singular que descreve perfeitamente a frustração de um britânico raivoso.

Nesse jogo de plataforma você controla um grão de milho, com um tremendo visual hipster que sem motivo algum deve atravessar cenários naturais, relaxantes, não fosse a maldita águia, daí o nome, e diversos insetos que dão piruetas ninjas.

Cada objeto e personagem, com exceção de elementos de fundo, possui um contorno branco e nenhuma profundidade, fora uma leve sombra, o que deixa tudo num estilo Paper Mario, mas com o diferencial do realismo, afinal a maioria dos elementos são fotos.

Sem Título-1

Juntando isso a dificuldade e algumas troladas, como diriam alguns, o jogo realmente não parece algo atrativo. Porem devemos sempre dar uma chance. Não se deve julgar algo pela capa, já dizia aquele antigo ditado.

Porém devo admitir, isso tudo combinado assusta, e muito! Você começa, o tutorial cai em sua cabeça e lhe trava, precisando reiniciar no momento mais básico de qualquer jogo. Avança e do nada uma águia surge, aparentemente sem motivo, explodindo o grão. Sem contar as abelhas que escondem seus ferrões e atacam em determinada proximidade.

Na verdade, todos esses exemplos que citei surgem no jogo primeiramente não para trolar, mas sim como um aviso. Se trata de um pequeno tutorial, intuitivo, que aos poucos faz você pensar pela lógica do game.

Quando o perigo está próximo o personagem muda de expressão facial, e mesmo que não note isso e possível prosseguir decorando os caminhos fatais. O resto e pura habilidade do jogador, sendo este um game que exige bastante precisão, lembrando um pouco a seria N+.

1546

É algo desafiador, muitas vezes irritante, mas justo. Você não tem de passar por estágios absurdamente longos ou zerar sem um checkpoint. Cada desafio é curto, uma tela, e se perdeu, digamos, no level 20, nele você continuará até passar ou resolver tirar um descanso.

Por fim, outro ponto que ajuda, e que certamente passa despercebido e o cachecol. Ele demarca o arco dos seus pulos momentaneamente e isso acaba mostrando ao jogador como o percurso poderia ser feito em uma segunda tentativa, mesmo que inconscientemente.

Se quer um desafio, ou um bom chamariz para o seu canal do YouTube, Bloody Eagle! E para você.


Sem Título-2

Poxa Zig, mas cadê os jogos 3D?

De fato games 3D não são o forte dos desenvolvedores brasileiros, ou não são a primeira escolha, possivelmente pelo custo de produção e trabalho extra. Algo que posso bem afirmar por ser especializado em modelagem.

Aqui temos uma das exceções da feira, que assim como o já conhecido Toren resolveu optar por gráficos mais detalhados. E devo dizer que pelo apresentado poderia ser rodado facilmente num console da geração passada, talvez até anterior na mente de quem passou no estande, e novamente vem aquela frase do texto anterior.

Se não devemos julgar pela capa também não devemos comparar o desenvolvimento independente com os AAA. Apenas pare e tente entender o que os caras passam no processo, além de refletir um pouco no custo de produção. Sei que vocês leitores possivelmente não são da área, mas acredito que qualquer um possa entender o dito aqui.

img10

É cara, o nível de jogo aqui apresentado, apesar de visualmente e até em parte no gameplay, lembrando que ele não foi finalizado ainda, parecer um retrocesso, e um tremendo avanço para a indústria dos games nacionais.

Basicamente a equipe de Eternity está tentando criar um Dark Souls brasileiro com foco na mitologia nórdica, tal qual foi a proposta de Lords of the Fallen, e ainda tiraram da manga um dos pontos fortes de The Witcher, sendo a história do jogo baseada em um livro.

A proposta é excelente, os modelos e animações bem refinados, e o art work fenomenal. Ainda assim, não posso deixar de reclamar da falta de música, algo típico da série souls mas que não sei se realmente combina aqui, e a câmera fixa, que atrapalha na movimentação.

Porem devo deixar claro que esses são pontos bem pessoais, uma vez que eu nunca gostei desses elementos em games, sendo Resident Evil um bom exemplo, e ainda assim a serie conquistou legiões de fãs.

O que realmente incomoda, e que provavelmente será implementado, e a dificuldade de saber o próximo objetivo. Digo, se você tem uma corda obviamente que deve descer um buraco, porem em certo momento, após a luta com o chefe, eu mal notei algo que deveria ser bem visível.


E ainda não acabou! Siga o blog para ficar por dentro da cobertura da Jam Nerd Festival / BRING!

CLICK AQUI PARA LER A PARTE 1! | CLICK AQUI PARA LER A PARTE 2!
CLICK AQUI PARA LER A PARTE 3!CLICK AQUI PARA LER A PARTE 4!
CLICK AQUI PARA LER A PARTE 5! | CLICK AQUI PARA LER A PARTE 6!
CLICK AQUI PARA LER A PARTE 7! | CLICK AQUI PARA LER A PARTE 8!

propaganda

Anúncios

Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 12/04/2016, em Indie-A-tom, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 9 Comentários.

  1. Os jogos em 3D no Brasil, e, os jogos que utilizam “aquela coisa” que foi promessa na Xbox, aquilo lá que captura os movimentos dos jogadores… bem… não deslancharam.

    Talvez no futuro!

    Curtir

    • Fala do Kinetic? Sim, ele foi mais um fracasso que uma inovação no fim das contas. Acredito por ser mais fácil produzir apenas para o console uma vez que inicialmente o Kinetic não estava presente no bundle, como ocorreu ao final da era 360.

      Curtir

  1. Pingback: Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 3 | Mangatom

  2. Pingback: Mangatom

  3. Pingback: Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 5 | Mangatom

  4. Pingback: Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 1 | Mangatom

  5. Pingback: Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 6 | Mangatom

  6. Pingback: Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 7 | Mangatom

  7. Pingback: Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 8 [FINAL] | Mangatom

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: