Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 4

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Parte 4. Me sinto cansado por passar horas escrevendo, tentando não deixar um buraco se quer, fazendo dos posts da cobertura algo ininterrupto, e por mais que meu corpo diga não eu empenho cada fibra nessa tarefa, pois no fim do dia o dever se transforma em alegria.

Eu guardo um prazer imenso na escrita, e algo ainda maior no momento da publicação. É uma sensação que se estende por todo corpo, parecendo adrenalina, e que no fim faz com que eu tenha orgulho do trabalho apresentado.

O mesmo passa por cada um dos desenvolvedores desse evento, os quais deram o suor em seus projetos. Então vamos encarar mais um texto, porém não o último, para homenagear o trabalho desses caras.


 

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Depois de uma intro brega como essa nada mais justo do que compensar falando do meu jogo favorito do evento, mas com um pequeno porem. Essa minha afirmação, de este ser o melhor, se deve a um único fator. Sou super viciado em Binding of Isaac.

Quando o jogo de Edmund McMillen deu as caras no PC eu ainda não tinha uma powerhouse, pelo contrário. Era mais fácil descrever a minha máquina como uma caixa de papelão a qual eu usava de imaginação e vídeos do YouTube para poder tentar tirar algum proveito dos triple A.

Ok, talvez eu esteja exagerando um pouco. Eu tinha acesso a jogos de gerações anteriores e sempre tive conhecimento da emulação, porém não tinha uma placa de vídeo capaz de rodar as novidades do mercado, limitando bastante aquilo ao qual eu tinha acesso.

Então surgiram os Indie Games, e você deve estar achando que melhorou pro meu lado. Cara, Limbo não abria no meu PC. Tinha de ser algo bem leve e de gráficos mais simplórios, o que Isaac me entregou de bandeja.

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Resumindo, por alguns anos este foi o ponto alto da minha vida gamer. Acordar, fazer o que quer que seja que eu fazia na época, e ir me divertir naquelas insanas dungeons geradas aleatoriamente. Assim nascendo uma paixão quase que doentia por Rogue Likes.

Gênero o qual categoriza Satelite Rush, um top-down dual stick shooter onde você controla um humano abduzido por aliens e que deve lutar pela sobrevivência não numa arena… ou melhor, sim, você está em uma, mas existem plateias e câmeras e seu char e o astro de um reality show cujo as apostas são 100 contra 0 de que você vai morrer.

Para alterar as chances a seu favor o jogador deve agradar ao público matando os inimigos sem receber muito dano, com agilidade ou se utilizando de elementos da arena, assim garantindo novas armas, as quais infelizmente possuem munição limitada e devem ter o proveito tirado ao máximo.

Como arma padrão você conta apenas com uma pistola laser de distância e velocidade reduzidas. Para piorar, quando se mantem o botão de tiro pressionado, isto se aplicando a qualquer projetil, nosso medroso herói (?) se move mais devagar. Isto por vez acaba tornando o posicionamento mais tático e a movimentação o seu maior recurso.

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Como de costume cada sala é gerada aleatoriamente e um chefe se encontra no final, o qual tende também a sofrer rotação, mas não é regra. Não posso afirmar se aqui e realmente o caso pelo limite do demo, o qual apresenta apenas um dos bosses.

Destruída a ameaça temos uma surpresa. Ao invés de se receber logo um item, normalmente nesses casos sendo um poder passivo, o jogador tem de escolher presentear uma das 3 facções. Ainda não sei no que isto vai influenciar, mas vemos claramente aquela situação sem explicação que consta na maioria dos jogos do gênero e que provavelmente causa um grande impacto.

Tendo como tema um reality show eu diria que é possível, ao agradar uma das 3, que os inimigos do grupo presenteado diminuam, ou talvez sumam, enquanto o restante recebe um upgrade. Outra possibilidade será isso aumentar as chances de receber armas de um determinado grupo.

Mas vamos deixar isso de lado, já que a verdade é que eu não tenho ideia, e isso é bom. Esse suspense acaba gerando ansiedade para saber que surpresas nos aguardam no restante do game, e juntando isso ao tema bem construído e o excelente visual diria que este concorrente veio pra final.


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E apesar de ser o máximo falar bem daquilo que gostamos também existe a hora de tacar o pau. Não, não falo de crítica construtiva, mas de uma bronca bem merecida pois apesar de estarmos na terra da zoeira existe um certo limite o qual não devemos passar, ao menos se tratando de algo profissional e apresentado em evento.

Não me dei nem o trabalho de pegar o cartão do sujeito, por isso vamos chamar este de Jogo do Demo. Neste jogo de celular você deve administrar o inferno, e apesar da ideia ser interessante e a animação do satanás bem feita, um detalhe me deixou bem chateado.

O cara utilizou imagens roubadas da internet, isso em suas próprias palavras. Então se caíram em cima de The Tiny Bang Story, um game que considero bom, mas que contém artes utilizadas sem permissão, o mesmo deveria ser aplicado a este.

Sei que os aplicativos de celular são uma terra sem lei, onde o copyright e infligido constantemente, mas não é por isso que devemos virar a cara. E tudo isso que falo é por conter fotos bobas, como o rosto de Justin Bieber entre outros. Uma zoeira engraçada, mas que eu considero desnecessária e que sugiro ser retirado do game para não causar nenhum problema.

O fato de eu excluir o nome da empresa e do game dessa matéria e para não causa-los maiores danos, pois acredito que o desenvolvedor a esta altura já deve ter se tocado de como pega mal tal ação, ou ao menos espero que alguém passe meu recado para o mesmo.


 

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Por fim vamos encerrar com aquele que de fato foi o primeiro. Rune Chase foi o único, e digo isso ignorando o stand da Behold, game saído direto da capital. Ou ao menos o único que descobri ter a sede aqui em Brasília.

Digo o primeiro pois no meio de tanto game eu acabei esquecendo que o primeiro stand que visitei foi o da Grotto, até pegar o cartão, entrar no site deles e me deparar com a carismática feiticeira desse fenomenal jogo de plataforma. O que rolou as 1:39 da madrugada do dia desta postagem.

Mas enfim, o que os Brothers do cerrado estão aprontando? Duas palavras, ou melhor, a junção de dois clássicos eternos em uma, Metroidvania. Enquanto a maioria dos jogos apresentados apenas tomava inspiração no design de castelos vampíricos eles realmente quiseram entrar de cara naquilo que popularizou Samus Aran.

Já fiz aqui uma matéria, a muito perdida sobre o gênero, mas não custa explicar novamente, afinal, o que o define? Para muitos e apenas a junção de plataforma com RPG, mas o ponto central desses games e o mapa ramificado cujo certos caminhos so podem ser acessados através da aquisição de um poder.

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Em Rune esse poder é a magia. Apesar de os hits iniciais serem num quase combate corporal todos os ataques de Mirah, a principal, são feitiços projetados, ou seja, se ela encontra um machado ela não o impunha, mas o invoca um pouco à frente do corpo, assim gerando um movimento similar ao de um guerreiro.

Pode parecer um detalhe inútil, mas essa mecânica está presente não apenas para se adequar ao contexto da história mas também para tornar mais crível e dinâmica um dos elementos do gameplay, o golpe carregado.

Similar a Mega Man e possível carregar o golpe, com a diferença de isto ser possível independente do que estiver equipado, e este não aumenta apenas o dano como pode atingir uma área maior ou se movimentar por outro ângulo.

Junto de Mirah temos seu mestre Hagan, o qual foi capturado, dando início a história, e morto, porém não banido da existência. O que fora antes um grande mago e mestre de Mirah agora atende por uma forma incorpórea. Sim, um fantasma, e como tal ele deve também aprender a dominar seus recém adquiridos poderes.

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O resto é o esperado. Gráficos pixelados, masmorras e armadilhas, mas não se engane quando digo que este pode vir a ser, num futuro não tão próximo, um grande jogo. Deixo isso do tempo de produção em destaque pois apesar de bem construído ele possuía alguns problemas no pulo e colisão, tanto que teve de ser alterado na programação em pleno evento.

Logico, isso não tira nenhum mérito do time, afinal imprevistos acontecem e assim como a maioria do apresentado na BRING estes são jogos ainda em produção. Se temos bugs após o lançamento, inclusive de empresas grandes, imagine então um build em alpha ou beta? Acontece né gente.

 


E com isso encerramos a parte 3 da cobertura. Se curtiu deixe um like, compartilhe, comente, e não esqueça de nos seguir para ficar por dentro do evento.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 14/04/2016, em Indie-A-tom, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 11 Comentários.

  1. Gostei até agora da cobertura!

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  2. Opa! Parabéns pela cobertura!

    Só para te ajudar, além dos que você mencionou, tinham outros jogos do DF: Alkimya (Bad Minions), Dog Duty (Zanardi & Liza), Change Chunks (Oniric Pixel)

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