Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 6

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Mais um dia, mais uma parte da cobertura da BRING. É hoje trazemos 3 jogos bem diferentes que você certamente deverá checar.


 

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Talvez o mais incomum dessa leva seja Blast Cubes, um jogo de multiplayer de sofá com uma proposta similar a Mount Your Friends onde o jogador deve tentar alcançar o topo a qualquer custo com a ajuda de seu oponente.

“Mas espera, como assim?” Basicamente você tem a sua disponibilidade um único poder, a criação de blocos, e deve escolher bem como posiciona-los pois tanto seu personagem quanto o inimigo podem se utilizar dos mesmos recursos.

Segure a tecla de ação e solte no limite máximo, num esquema similar a Mega Man, para se posicionar as plataformas. Ou pressione rapidamente o gatilho para soltar um projetil que ao atingir outro player o transforma num cubo.

Fora isso só existe o comando de salto, totalizando dois botões e se enquadrando mais no esquema multijogador da era 8 bits. E apesar de ser algo maneiro o jogo apresentado no evento ainda possuía algumas “falhas”, ou melhor dizendo, pontos que me incomodaram.

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Um destes é o respawn que ocorre após você ser atingido. Ele é dado pelo ponto mais alto visível, fazendo o char cair num dos cubos já posicionados. É uma boa forma de continuar o game sem ter de iniciar pelo fundo da arena, porem notei que as vezes ele não ocorre de forma prevista e você acaba caindo para a morte ou se posicionando muito à frente de seu oponente.

Por fim, a falta de um VS online acaba sendo um ponto baixo, capaz de limitar e muito as vendas, enquanto os novos modos que futuramente serão implementados garantem uma vida mais longa. Resumindo, boas ideias mas falta execução, o que deve ser feito no decorrer do desenvolvimento, e uma melhor visão mercadológica.

Sei que bancar um servidor é caro, por isso não digo ser a jogada certa. Talvez para esse tipo de game o ideal seja apenas dar a possibilidade do próprio jogador ser o host a partida, assim possivelmente aumentando o número de vendas, como é o caso de Castle Crashers.


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O segundo jogo do dia é aquele mencionado na parte anterior, isto é, caso você não tenha esquecido de eu ter mencionado um coelho ninja atirando cenouras kunai, o que não é só épico mas daria um bom meme nível Kung Fury.

Para mim esse tema oriental foi o que chamou mais atenção, mas para outros eu tenho certeza que foi o gritante visual kawaii, ou fofo para os leigos. Falo de Ninjin: Clash of Carrots, um jogo da Pocket-Trap que esbanja cores e continua o legado da versão anterior de IOS, com gráficos e mecânicas mais refinadas, além da possibilidade de aquisição por meio de PC ou consoles.

A primeira vista o game parece ser uma mistura entre Shmup e Endless Runner com um elemento clássico de Tower Defense, ondas de inimigos. Mas a medida em que se joga é fácil perceber que se trata de muito mais.

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Enquanto os projeteis caracterizam a parte do Shmup não se enquadram como sendo as únicas armas, assim existindo a possibilidade de combate corporal, puxando para uma ideia similar a Astebreed.

Já o mencionado Endless Runner não está presente de fato, pois cada fase possui sim um final, apesar de parecer mais longo que o normal devido ao efeito de movimentação e a rápida troca de inimigos durante as ondas.

Sendo que estes podem aparecer tanto na parte frontal como na inferior do cenário, assim exigindo reflexos rápidos e boa percepção, tornando o já frenético jogo em uma dança elaborada de estratégias de combate, o que por fim garante a sensação de realmente se incorporar um ninja.

Não se engane pelos gráficos, pois aqui temos algo bem trabalhado e que com certeza vai garantir horas de diversão, tanto para os casuais como para os jogadores mais hardcores.


 

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Agora vamos voltar um pouco no passado, ao menos o meu. Caso não saiba, o que é bem provável, eu tive uma pequena editora e logo de início licenciamos o título Godzilla: O Despertar. Um prequel do filme de 2014 que não fez tanto sucesso quanto o esperado, mas que atestou uma coisa muito importante para essa matéria.

Eu sou apaixonado por kaijus, os monstros gigantes japoneses, e querendo ou não tanto eu quanto todos os outros fãs do lagartão estamos órfãos de bons jogos, sendo possivelmente os melhores exemplos o árcade Rampage e o game de luta Godzilla: Kaijuu Daikessen.

No restante do tempo somos bombardeados com merdas como o Godzilla de PS4, o qual parece um game de PS2 e representa uma leva imensa de licenças de filmes compradas apenas para lucrar em cima de um nome.

Estamos cansados disso, mas onde estão os desenvolvedores para escutar nosso pedido de um jogo ao menos decente? Diria que na South Box, uma equipe já experiente no mercado de dispositivos moveis e que agora vem trazendo City Crush.

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Como o nome bem diz o objetivo e a destruição, alterando apenas o alvo dependendo da fase, mas sem realmente restringir o caos. E logico, você controla um fucking monstro gigante para realizar estas ações, as quais muitas vezes dependem do uso estratégico de poderes devastadores e de quantidade limitada por level.

Assim nosso tão esperado jogo de ação toma um rumo um tanto quando inesperado e adentra o reino dos quebra-cabeças, algo que soaria bem monótono mas que em pratica funciona muito bem.

Meu maior porem fica por conta dos gráficos, não por serem ruins, mas por talvez afastar os fãs da monstralhada. As cores são muito vivas, não existe nenhuma textura mais detalhada e o voxel art, apesar de ser legal, acaba por lembrar games não muito apelativos a esse tipo de público.

Por outro lado tudo isso acaba puxando a atenção de jogadores casuais, que são a maioria se tratando de celulares e tablets, o que obviamente justifica tal aproximação.


Estamos cada vez mais próximos do fim da cobertura, que deve se encerrar em cerca de 2 ou 3 posts, mas não se desesperem. Sigam nosso blog e canal para ficarem por dentro das novidades do mundo indie.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 17/04/2016, em Indie-A-tom, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

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