Resenha: Hideout – O Ápice da Loucura

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No segundo dia de nosso especial de Halloween damos de cara com o maior de todos os monstros. Inteligente, cruel, vingativo, audaz e o maior vilão de The Walking Dead. Zumbis? Quem disse isso? Falo do ser humano.

Temos medo de figuras ocultas, animalescas, amórficas, mas nada assusta mais do que aquelas que se assemelham ao homem. Fantasmas, lobisomens, aliens. Todos modelados a nossa imagem, pois tememos nossa própria capacidade para o mal.

Anjos ou demônios? Não existe isso na vida real, apenas seres perturbados por eventos diferentes os quais o definem ao decorrer de sua vida, e isto é mostrado perfeitamente em Hideout, uma obra pesada, crua, que não visa agradar o leitor, mas propõe um pensamento e presenteia com uma magnifico enredo.

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Similar ao ocorrido no fantástico Kokou no Hito, e no recém resenhado Wytches, o autor alterna entre passado e presente, se utilizando deste para aos poucos apresentar a história, aumentando a tensão de ambas as épocas ao mesmo tempo, porém em intensidades diferentes, com o presente sempre se sobressaindo. Inicialmente um ponto de alivio para o leitor, mas que vira um complemento psicológico ao terror físico.

E apesar de ser brilhante a comparação com as duas obras citadas, acredito que está se assemelhe mais a Batman: A Piada Mortal, pois o enredo gira em torno de um homem que e moldado pela vida até atingir o limite, quando no passado, e se eleva ao máximo para poder sobreviver, no presente.

Literalmente um conto de insanidade a qual pode também ser vista em todo é qualquer personagem do mangá, e que culmina num final fantástico, digno da descrição de um detento num sanatório.

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Tudo isso é complementado pela arte absurda do Masasumi Kakizaki, o qual também assina o enredo e é responsável por outras obras fantásticas, como Green Blood e Rainbow, sendo possivelmente sua característica mais marcantes as linhas brancas para designar tensão.

Talvez não a melhor das histórias. Quem já leu é vê esse texto deve logo pensar nisso. Porém não menos uma adição fundamental para qualquer coleção, seja pela arte, seja por tentar trazer ao terror algo mais realista, seja por simplesmente ser divertida e bem trabalhada.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 25/10/2016, em Resenha e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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