Indie-A-tom: Bye-Bye, Wacky Planet

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Eae galera, Zigfrid na área, com mais um indie-a-tom. Sem vídeo dessa vez pois não conseguimos gravar o gameplay. Ainda assim peço que leiam o texto, é coisa rápida, e eu tenho certeza que vocês vão curtir. ^^

Hoje vamos falar de Bye-Bye, Wacky Planet, um side-scrolling shooter que lembra uma versão moderna de Alien Hominid.

É como sempre, primeiro gráficos.

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Quando tenta o jogo apresenta um mundo bem colorido e com belos detalhes, porem estraga facilmente a imersão com a repetição de cenários, isto quando não está apresentando versões simples que destonam completamente ou um aglomerado de objetos jogados sem propósito em corredores lineares.

Alguns personagens apresentam design arrojado, sendo a maioria em estilo chibi, porem aqueles que se diferem costumam ter um aspecto bobo e destoante, como as esferas roxas laminadas que por algum motivo possuem uma tesoura no meio.

Basicamente temos aqui um jogo que se apresenta como infantil, tanto no estilo gráfico como sons e enredo. Sendo as músicas e efeitos sonoros até que empolgantes e apelativos, possivelmente o ponto alto do título.

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Ao contrário da história que se mostra simplória demais, chegando até mesmo a insultar a capacidade dos mais novos e que se resume a “estou preso e preciso voltar para casa”, onde todo o resto apresentado são apenas diálogos que fazem a ligação entre um cenário e outro.

Podendo tudo ser ignorado sem retirar muito da experiência do jogador e tendo como momento mais baixo a conversa apresentada ao final, a qual deixa um ponto em aberto para uma continuação. Algo que sinceramente não era necessário, mas que pode servir de ligação para o conteúdo bônus que será lançado posteriormente.

Mas chega disso, e vamos ao gameplay.

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Além da temática extraterrestre e o uso de projeteis o que me veio a lembrar de Alien Hominid são os grandes leveis lineares e curva de dificuldade, o que faz ambos os jogos parecerem um beat ‘em up de tiro onde em muitas ocasiões os inimigos surgem de todos os lados. O suficiente para tornar a vida do jogador um inferno.

Porém, obviamente, não são nem de longe o mesmo game. Bye-Bye, Wacky Planet além de não possuir o mesmo carisma começa com algo mais tradicional, se assemelhando a um platforme shotter e tentando emplacar fases melhor trabalhadas e que enganam o player, apesar de lineares. Algo que com o tempo é completamente abandonado, dando lugar a fases beeeeem chatas.

No começo, e até mesmo em alguns pontos do segundo mundo, a parte que irrita é sem dúvida o re-spawn, dado não pelas laterais, mas por meio de teleportes ou atravessando portas, algumas que inclusive caem do céu. Não me pergunte o porquê.

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Algo realmente injusto, com tempo impreciso, que juntando a detecção e tiros off-screen, acaba gerando uma dificuldade muito alta logo de início, a qual vai diminuindo a medida em que se avança devido a habilidade adquirida, armas desbloqueadas e falta de genialidade nos níveis seguintes.

O mundo 3 é basicamente uma longa série de corredores chatos e inimigos repetidos as dúzias, a qual pode ser atravessada sem suar com o uso da arma teleguiada ou um pouco mais de atenção. Um ponto que sugiro simplesmente tentar correr, se possível, pois os checkpoints são muito longe um dos outros, e apesar dos inimigos não renascerem o tempo de caminhada se mostra sofrível.

E por fim temos o mundo 4, o qual muda por completo o game, assim apresentando um verdadeiro side-scroller shooter, o que sinceramente deveria ser o jogo desde o começo, pois da para observar claramente diversas melhoras, além de ter uma ideia genial que eu ainda não tinha visto em nenhum indie.

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Se você deixar o inimigo passar, com exceção das bombas, ele se autodestrói e um pedaço da fuselagem volta, explode, e solta tiros para todos os lados, transformando algo simples num bullet hell e fazendo com que o objetivo seja destruir literalmente todas as naves.

Resumindo então, Wacky Planet é um game que busca agradar o público mais jovem, se mostrando uma diversão descompromissada, mas que peca numa dificuldade desnecessária, se tornando então algo mediano.

Eu até recomendo a compra, mas com um desconto na faixa de 60 ou 75%, e apenas para quem curte algo similar a Alien Hominid, pois ao menos é algo curto e tem lá seus momentos.

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O jogo se encontra disponível apenas na Steam, por 11,99, juntamente de seu soundtrack, por 4,29, e promete sair para aparelhos moveis em meados de 2017.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 19/11/2016, em Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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