Indie-A-tom: Grimsfield – Uma Aventura Beatnik!?

Ultimamente me senti insatisfeito com o rumo do universo, literalmente. Vejo as ações de outros indivíduos e desdenho elas ao mesmo tempo que inflo meu ego para momentos depois atacar a mim mesmo e desejar uma morte rápida, uma escapatória, mesmo eu sendo um ser guiado pela lógica que jamais optaria por este caminho.

Uma alma frustrada, sem rumo, que coloca todos os seus esforços num trabalho mal reconhecido, não por ser talentoso, jamais, isso seria narcisismo, mas por não saber como prosseguir, o que alterar, por que erros deve aprender.

E assim numa enquete em rede social acabei por notar que mesmo tendo preferência por jogos talvez eu deva abandona-los, ou produzir menos, para dar lugar a conteúdo voltado a animação. Algo que parece ser uma tentativa fútil de agradar a todos, mas que faz sentido não so por isto mas por todo trajeto do canal e diria que até mesmo do blog.

Um escritor mudar o foco do roteiro para se adequar a uma nova demanda ou se encaixar melhor num público alvo é algo normal, diria que até saudável, mas são raras as mudanças mais drásticas, como um crítico investir no YouTube, ou um animador produzir um jogo, agora mudando o foco para Grimsfield e Adam Wells.

Conheci o trabalho de Adam anos atrás com The Circle Line e me considero até certo ponto fã de sua arte voxel minimalista que acompanha seus vídeos, os quais normalmente possuem um clima de slice of life beatnik e um enredo surrealista, porem poético.

Algo que foi transmitido de forma fantástica para a mídia dos games por meio de um point and click tridimensional, com câmera rotatória e diálogos bem diferentes do comum, sendo algumas conversas internas com a própria mente. Um autismo introvertido que conquista o player por emular extroversão. Piadas internas, literalmente, ditam o ritmo, e você se sente confortável, se encontra ali no meio, mesmo esse fato sendo um dos motivos de chacota.

Infelizmente a transição não é 100% perfeita. O jogo é curto mas lento, com foco nos males da administração e privação de liberdade. Algo que você sente na pele, talvez não tão intensamente quanto na citação real, mas o suficiente para incomodar alguns e alongar o gameplay.

Já para outros a experiência pode se fazer curta, assim causando frustração devido a soma investida, ou pior que isso, fazer com que solicitem reembolso mesmo após o fechamento.

Grimsfield tem duração média de 1 hora e se encontra disponível para Windows e Mac, por 8 reais.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 16/12/2016, em Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Galera o início do vídeo / texto é apenas uma brincadeira com a temática do jogo. Não vamos parar de fazer reviews de jogos indies. Porem a afirmação de que vamos investir mais em vídeos sobre animações é verdadeira.

    Errata: Falamos Vexel, mas o correto é Voxel.

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