Os Melhores Jogos Indie de 2016

E ae galera, Zigfrid na área, e dessa vez com o TOP INDIE 2016!

Para muitos o ano se resumiu a tretas políticas, terrorismo, desastres e ser xingado por não passar na escola, o que é muito pior que tudo isso. Brincadeiras à parte, eu sempre detestei essas retrospectivas, que parecem ditar que so acontece merda na vida.

Para mim o ano de 2016 se resumiu a fortalecer vínculo com editoras e autores, poder participar de alguns dos eventos mais legais do país e criar este canal, assim adentrando o mundo dos YouTuber, e mais do que isso, conhecendo títulos independentes fantásticos.

Pois bem, então vamos listar esses jogos, por que não?

Mas antes so gostaria de deixar claro que esta é uma lista pessoal. Se o seu jogo favorito não estiver presente por favor deixe-o listado nos comentários para que possamos ir atrás do mesmo futuramente, além de servir como indicação para outros viewers.

Agora, vamos ao número 10.

No fundo de nossa lista se encontra Dead Age, um jogo de sobrevivência com elementos de visual novel, RPG e Rogue Lite o qual já resenhamos no canal e que tem seu link disponível na descrição deste vídeo.

O motivo dele ser o 10º está no gráfico, o qual não me agrada tanto, e na dificuldade absurda em que ele coloca o jogador. Basicamente toda decisão aqui deve ser feita com cautela, e um simples erro ou ganancia podem resetar por completo o seu progresso.

Em contra partida é possível escapar dessa permadeth dando load antes do dia acabar. Um exploit que pode ser utilizado sem riscos, e que apesar de facilitar a jogabilidade acaba sendo mais um ponto negativo, ao menos a meu ver.

No geral Dead Age é um jogo fantástico, exemplo perfeito de um Early Acess bem administrado e marco histórico por criar um novo gênero, o Survivor RPG. Sem dúvida, um dos games imperdíveis de 2016.

Número 9

Na sequência temos Enter the Gungeon, outro jogo saído de Early Acess que infelizmente não entrou no nosso Atom 5 de Rogue Likes, mas que sem dúvida é um dos indies mais relevantes do ano, graças a sua temática expressada visualmente e ao seu gameplay arrojado.

Assim como Dead Age um dos motivos deste se encontrar numa posição baixa é a dificuldade, a qual se agrava pela relevância dos itens desbloqueados. Ao jogar eu não senti que as novas armas acrescentavam algo novo, e isso acaba deixando o jogo com um aspecto meio repetitivo.

Eu realmente gostaria de dar uma colocação melhor ao game, pois ele de fato é divertido, e em alguns momentos me vi viciado neste, porém não posso ignorar essa sensação de dejavu que sinto aumentando a cada novo gameplay.

Número 8

Blitz Breaker foi um dos primeiros jogos que eu trouxe para o canal, o terceiro que obtive key, e um dos reviews que mais deu errado. Talvez pelo gênero, ou quem sabe pela descrição… eu realmente não considero o vídeo ruim, e até sugiro olharem o mesmo para um review mais detalhado.

O motivo dele estar acima de Dead Age e Enter the Gungeon, jogos infinitamente mais complexos, se deve pelo fator diversão. Eu realmente passei horas e horas tentando zerar e tive uma experiência agradável fazendo isso.

Sem contar que se tratando de jogos puramente de plataforma este é o melhor que joguei em anos, reanimando um sentimento que não sentia desde novo. Uma espécie estranha de nostalgia pelo gênero, talvez por a maioria dos jogos atuais o incorporarem de maneira deplorável.

Número 7

A TinyBuild é uma daquelas publishers que presam por jogos que fujam do convencional, e por tanto boa parte de seus “experimentos”, digamos, acabam resultando na publicação de jogos estranhos, meia boca, e eventualmente alguma gema rara que ultrapassa todos os limites.

Enquadro o jogo The Final Station, outro dos muitos analisados no canal, nessa última categoria, devido a… diria que todos os elementos presentes. É realmente difícil achar algo que estrague este game, mas também seria impossível colocá-lo como o melhor do ano.

Não por este ter um desempenho fraco em comparação. Músicas, cenário, enredo, gameplay. Para mim tudo aqui é perfeito, muito bem encaixado, incluindo a mescla de duas sessões completamente diferentes. A administração de recursos das viagens e a ação presente nas cidades infestadas.

Ele fica como 7º apenas por eu ter curtido mais os jogos seguintes.

Número 6

Eu detesto jogos de ritmo e acho sem graça a maioria dos jogos de corrida, e ainda assim aqui estou colocando Neon Drive como o 6º da lista. Um jogo curto que mistura ambos os gêneros e os coloca num cenário temático de anos 80.

O motivo disso é a criatividade. Além de juntar corrida e ritmo o jogo apresenta diversos cenários diferentes, variando entre jatos com movimento em 360 a infinite runners com literais transformers.

A trilha sonora obviamente é fantástica, os jogos de luzes espetaculares e o jogo possui o tempo certo de diversão, além de dificuldade ajustável e outros modos. Uma experiência única e muito, mas muito divertida.

Número 5

Agora vamos a algo polemico, That Dragon, Cancer. Uma experiência que coloca você na pele da família Greens, vivenciando o sofrimento deles enquanto o filho Joel encara o mais terrível de todos os males.

Tem quem diga que este não é um jogo, e sim um filme interativo, e em boa parte é correto afirmar isso. Porem ele possui obstáculos para o avanço em determinados momentos, e para mim esse único fator o define como tal.

Se dependesse apenas do emocional ou da importância do título, That Dragon, Cancer ganharia o 1º lugar da lista por ter me feito chorar e por ser uma homenagem, ainda que pesada e tendo efeito que varia entre jogadores, não apenas ao jovem Joel mas a todos que já passaram por isso em algum momento.

Infelizmente não levo esses fatores como definitivos em minhas analises, e o jogo possui alguns problemas que vou mencionar no próximo vídeo. Portanto, 5º lugar está de bom tamanho.

Número 4

Não me xinguem por favor, serio. Mas em 4º lugar temos Firewatch. Um jogo que lhe coloca no papel de um guarda florestal que deve viajar por um complexo enorme em ordem de realizar seu trabalho e descobrir um mistério.

Novamente esse tem potencial para ser o melhor do ano. Eu acho o game muito bonito, envolvente, e ele ter sido o primeiro que eu recebi key acaba me fazendo gostar dele talvez até mais do que deveria.

Porem eu não curti o final….

E nisso acabo saindo de um motivo pessoal para outro. Mas sério, não me xinguem. XD Eu amo games imersivos e com enredo envolvente, mas esse ano foi o gameplay que mais me chamou atenção, como podem ver a seguir nos 3 melhores.

Número 3

O que pode ser melhor que Firewatch? Um jogo que emula Portal e ainda assim apresenta algo novo e muito bem trabalhado, porém sem conseguir alcançar o mesmo carisma e que acaba apresentando outro final ruim. Chromagun.

Falando assim nem parece que esse é o terceiro da lista, mas eu realmente achei os puzzles bem trabalhados e o suficiente para colocar este em 3º, talvez por ser um gênero que me agrade mais. Afinal é muito difícil por quebra-cabeça e aventura lado a lado e dizer qual ganha.

Basicamente Chromagun se utiliza de corres primarias para gerar desafios com uma mecânica simples que se torna cada vez mais complexa a medida que avançamos graças ao level design das fases. O que torna este inevitavelmente uma das gemas raras de 2016.

Número 2

Segundo lugar, prata, e novamente mais uma colocação decidida por conta da dificuldade. Rive chega em segundo mesmo eu tenho deixado no fundo jogos como Dead Age e Enter the Gungeon simplesmente por eu considerar este mais equilibrado.

Além é claro dele ter diversos fatores que marco como excelentes. Desde o visual sci-fi mais puxado para o realismo ao fantástico level design que emula com perfeição um Metroidvania, apesar deste ser um platform shooter / shmup bastante linear.

Um tributo aos hardcore gamers com varios easter eggs, uma vilã icônica a nível de GLaDOS e um protagonista másculo, sem ser machista, que quebra constantemente a quarta barreira fazem desta uma experiência hilária e cheia de adrenalina.

Agora antes de irmos ao primeiro colocado, vamos as menções honrosas. 8 games que podem não ser os melhores, mas garanto terem me divertido este ano.

Satellite Rush

Iron Impact

Beholder

Gremlins Inc.

She Wants Me Dead

Grimsfield

Duskers

Clustertruck

 

Número 1

Ghost 1.0 é o melhor exemplo atual, ao menos em minha opinião, de um Metroidvania que toma mais o lado de Samus Aran. Ou seja, com o foco no futuro. E a inspiração de um no outro é bastante clara. Uma protagonista mulher de personalidade forte que deve invadir uma instalação espacial.

Porém o game não fica apenas nisso, assim misturando o gameplay já clássico com elementos de Rogue Lite, dando uma cara única ao título ao mesmo tempo em que evoca nostalgia. De um lado salas de desafios semi-randons com mais de 100 itens que se alteram e do outro um level design arrojado, labiríntico, com inimigos muito bem posicionados e quantidade certa de backtracking.

É tem como ficar melhor? Logico! O enredo do jogo é muito bom, tendo o foco mais centrado nos protagonistas. Além de Ghost, a principal, temos 2 nerds que contracenam perfeitamente com ela, cada um representando uma personalidade oposta.

Eu simplesmente não consigo descrever mais o quanto esse game é perfeito. Simplesmente, o melhor indie de 2016!

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 24/12/2016, em Atom 5, Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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