Indie-A-tom: One Upon Light – Luzes que matam!

One Upon Light foi fornecido ao canal Mangatom pela Rising Star Games, uma das grandes editoras desse mercado emergente de indies, a qual completou 10 anos em 2016. Porém, será que este jogo faz jus ao catalogo da gigante?

Bem, comecemos pelos gráficos.

O game apresenta personagem e cenários em 3D com câmera top-down, o que a primeira vista, principalmente se tratando de tumbnails e outras pequenas imagens, pode fazer com que o jogador pense que se trata de algo 2D. Nada com o que se preocupar, porem.

A grande parte negativa cai mesmo sobe a paleta de cores, a qual é composta apenas por tons de cinza, assim indicando uma tentativa dos desenvolvedores de tentar criar algo mais chamativo por cima de algo genérico.

O lance é que games que buscam esse estilo tentam trazer o jogador para o lado nostálgico ou remetem a games que utilizem de um visual similar. Porem One Upon Light acaba se posicionando entre Limbo e Lost in Shadow, assim se mostrando sem rumo. Sem realmente entender a que público deve agradar.

Não é surpresa que por conta disso o game tenha tido um lançamento fraco, onde a própria Rising Star admitiu sem medo o fracasso, culpando veemente o desenvolvedor novato por trás do projeto, o qual aparentemente é um entre muitos outros que evoluíram de ideias criadas a partir de jams.

Mas seria isso o correto?

De um ponto de vista de empresarial sim, pois me lembro de propagandas na época. Eles tentaram fazer o marketing render, mas o produto simplesmente não era apelativo, o que ocasionou o acumulo de Keys, onde no meio eventualmente estaria está que utilizei para o review.

Mas enfim. Por outro lado temos o jogo em si. O visual não é grande coisa, mas as mecânicas sim. Você controlar um personagem com fotoalergia é algo interessante. Mover-se pelas sombras evitando a luz. Uma completa desconstrução dos conceitos de bem é mal.

Porém o restante não se incorpora tão bem ao gameplay, como é o caso do enredo, praticamente nulo, não fossem os jornais obtidos ao termino de cada fase. Os quais por vez possuem passagens incompletas, erros de gramatica e diversas informações inúteis. Logo não existe uma urge de prosseguir, exceto talvez o divertido level design.

Como jogador você realmente espera ver o que lhe aguarda no nível seguinte, e isso é ótimo, não fossem mais problemas… além da mecânica de luzes o restante do gameplay se resume a empurrar caixas no melhor estilo Sokoban e se movimentar a um ritmo muito lendo, complementado por uma música tão insossa que faria alguns Walking Simulators parecessem animados.

No geral One Upon Light e um jogo criativo, porem que exige paciência. E apesar deu não gostar dele pessoalmente, em parte por não ter capacidade de solucionar os puzzles, eu certamente o recomendo. Sim, independente dos diversos pontos negativos. Pois querendo ou não é uma ótima diversão casual.

Para mais informações, como onde comprar, veja a descrição do vídeo.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 23/01/2017, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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