Indie-A-tom: Shantae Half-Genie Hero + Franquia

Você já ouviu falar de Shantae? Se não, vamos a um breve passeio pela história dos games.

Em 2001 surgia o tão aguardado Game Boy Advance, o grande sucessor do Color. E apesar do ideal ser criar jogos para a nova plataforma ou portar os antigos a Capcom resolveu seguir um caminho inverso, assim lançando um game inédito para GBC em pleno 2002.

Este era Shantae. Criado por Matt Bonzo, um nome que vocês devem conhecer por Contra 4 e Mighty Switch Force. O jogo saiu impecável e foi aclamado pela crítica, porem logo caiu no limbo do esquecimento devido a seu lançamento tardio e num periférico inferior, assim saindo das prateleiras da Capcom e perdendo seu status de triplo A.

Neste primeiro título já somos apresentados a muitos dos personagens recorrentes da série, como Risky Boots e Mimic, além de sua principal mecânica, a transformação em animais. Fora isso, apesar de ser um game do Color, temos um sistema de tempo que altera o as cores para representar dia e noite, animações incríveis para a época e cenário que emula distancia, apesar de não ser 3D. Sem contar o brilhante level design com características de metroidvania.

Desde então o game so foi relançado para o Virtual Console do 3DS, em 2008, mas nem por isso deixou os fãs da franquia órfãos. Entre 2002 e 2016 foram lançados outros 3 jogos, começando por Shantae: Risky’s Revenge em 2010, para o Nintendo DSi. Sim, 8 anos após o primeiro.

Isso ocorreu pois ouve um período de transição nesse tempo devido ao surgimento dos estúdios independentes. Sem o apoio de grandes distribuidoras como a Capcom investir num formato indie era a escolha certa, assim aumentando a importância da desenvolvedora e proporcionando o tão aguardado retorno da gênia.

Assim como o primeiro game, Risky’s Revenge foi bastante aclamado, se posicionando como o jogo de portátil mais bem avaliado em 2010 e posteriormente sendo incluído em diversas listas como um jogo essencial para IOS, ao receber um port em 2011. Posteriormente também ganhado versões para PC, PS4 e Wii U.

O jogo traz novamente todos os elementos do clássico cult, porem com gráficos muito mais detalhados e um foco ainda maior na emulação do 3D, assim criando um level design mais complexo e explorando muito mais suas raízes de metroidvania, além de remodelar diversos personagens e trabalhar melhor o enredo.

Já o terceiro jogo, Shantae and the Pirate’s Curse, lançado para 3DS e Wii U em 2014, busca um modelo diferente, assim substituindo as danças transformativas por itens de piratas devido a acontecimentos do game anterior. Algo que poderia dar errado, mas que na visão de muitos críticos se mostrou um acerto.

O único ponto em que realmente caíram em cima foi na remoção do mundo conectado, similar a tantos metroidvanias, por ilhas que representam cada level. Algo que facilita a locomoção e localização, porem que remove em parte a diversão de se explorar os locais. E coloco ênfase no parcialmente, pois ainda existe backtracking para side-quests.

Infelizmente não posso comentar mais, pois é o único game da franquia que não tenho a disposição. Logo finalizo a parte sobre Pirate’s Curse informando que este também foi portado para PC e PS4, além de Xbox One e curiosamente para Amazon Fire TV, seja lá o que isso for…

E por fim, chegamos ao ponto mais importante deste review, o quarto jogo da série, Shantae: Half-Genie Hero, o qual foi proporcionado ao Mangatom pela própria Wayward. Uma agradável surpresa que me deu a chance de criar um vídeo mais elaborado sobre uma franquia que amo e tinha muito o que falar. Mas estaria este jogo a pé dos anteriores?

É obvio que sim. A essa altura você certamente já se tocou que Shantae é sinônimo de qualidade e críticas positivas, incluindo está, pois o game é tão fantástico que entrou de imediato em meus favoritos, sendo o melhor da série.

Half-Genie Hero apresenta um visual completamente 3D, inédito a franquia, retoma as carismáticas transformações, indo mais além do que poderia, e junta em seu repertorio tudo que deu certo nos games anteriores, incluindo os personagens, além de manter o sistema de ilhas de Pirate’s Curse, porem com um design mais arrojado que facilita o backtracking.

Uma experiência única, nostálgica em diversos pontos e sem dúvida de muita qualidade. Um desfecho épico para esta quadrilogia, se assim os desenvolvedores decidirem, pois acreditem quando digo que não poderia existir um final melhor. E ainda assim, mesmo que seja um The End, é impossível não dizer que está é a melhor entrada para os novatos. Se não conhece Shantae vai fundo, que a escolha é certa.

Shantae: Half-Genie Hero está disponível para PS4 e Vita por 71, 50, para Xbox One por 39 e para PC por 36,99. E eu, obviamente, recomendo o jogo a preço de lançamento. Exceto no play que tá caro pra caceta!

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 19/02/2017, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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