Indie-A-tom: The Search – Uma busca pelo artista interior

The Search é uma daquelas ideias onde fico sem saber se realmente devo ou não considerar um jogo, pois apesar de possuir elementos que considero fundamentais para tal, como liberdade de movimento e obstáculos, pontos que em parte definem o que é gameplay, o apresentado e tão único que é impossível não entrar nesse dilema.

Um ponto interessante de se abordar aqui, pois essa experiência narrativa trata exatamente sobre esse ponto, a busca pela verdadeira identidade, guiada por um rio de descobertas. Algo que cai como uma luva no gênero point-and-click, assim já colocando o jogador imerso fazendo-o pensar que busca aquilo por conta própria.

Mas o que é aquilo, isso ou este? Me refiro ao enredo, ou deveria dizer interseções filosóficas? A imersão conseguida faz com que o player passa a achar que busca os bilhetes, pequenos trechos poéticos ou que analisam o próprio jogo, dando dicas ou sendo analisados pelo avatar que guiamos e ao mesmo tempo nos guia, por fim citando nomes como Jung e Plato.

Tudo isso culmina em algo que me apetece, a busca pelo que é arte e o que é um artista. Afinal sou designer. Ao mesmo tempo que culmina em algo mais geral, destrinchado, com diversos elementos que podem ser inseridos em diversos aspectos de nossa vida, principalmente profissional, seja os colocando como simbolismo ou simplesmente aceitando apenas aqueles de cunho mais amplo.

Paralelo a isso The Search serve como um espelho para o portfólio e pensamentos do artista Jason Godbey, assim mostrando vividamente seus cenários fantásticos ao mesmo tempo que mostra criatividade e o inclui num círculo mais intelectual, o que pode vir a sair pela culatra com críticas que o coloque como narcisista, mas que ainda assim não deixa de ser uma ideia interessante que atinge os propósitos de ser um jogo, exposição artística, discussão filosófica e guia de autoajuda.

Por fim, devo mencionar que a narrativa de Cissy Jones, a voz de por trás Delilah em Firewatch, entre outros, junto da OST criam um clima perfeito e relaxante, porem o último falha algumas vezes pois a trilha não continua seu loop, assim parando por alguns minutos de silencio frustrante, interrompidos apenas pelo som irritante das inúteis dicas.

E sempre bom ver um sistema de ajuda em jogos desse tipo, mas quando ele repete coisas básicas do tutorial, seja por erro ou intencionalmente, tal ponto acaba sendo não so ineficaz como dispensável.

No geral The Search e uma jornada interessante, que toma alguns minutos de seu dia, mas que ainda assim pode se tornar o ponto alto trazendo um momento relaxante e intelectual, assim nos tirando da rotina estressante do cotidiano

Logo, se você se interessa por tudo que apresentei e não se incomoda de gastar um pouco pela experiência, vá de cabeça. The Search se encontra disponível para PC por 8,39, um valor que considero justo pelo obtido, pois realmente foi o ponto alto do meu dia.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 30/04/2017, em Indie-A-tom e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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