Indie-A-tom: Mini-Ghost – Realmente Mini

Atenção: O texto presente aqui é um roteiro de gravação, então apesar de ser perfeitamente possível ver minha opinião por este sugiro ver o vídeo pois este possui leves alterações.

Lembram de Ghost 1.0? Se não, saiba que este é um dos meus jogos favoritos. Um metroidvania carismático e inovador que tive o prazer de fazer um review ano passado e que me conquistou tanto que acabou levando o primeiro lugar no meu top de 2016.

Agora em 2017 Ghost volta em um novo game, um preludio intitulado Mini-Ghost, que além de contar brevemente como se deu o surgimento do plot seguinte também serve como uma homenagem aos games de MSX, um padrão de microcomputadores da década de 80.

Logo já devem notar que é daí que vem os gráficos, tornando este não um demake mas uma literal engine. Uma espécie de programa que pode ser utilizado para criar jogos de estilo similar com facilidade, sendo este o principal motivo do downgrade.

Mas não pense que por conta disso este é um produto voltado inteiramente para desenvolvedores, pelo contrário. A ideia de simplificar o conteúdo e acresce-lo a um criador de fases serve para engajar melhor os jogadores, seja dando liberdade criativa de se fazer seu próprio metroidvania ou baixando mapas e personagens para ampliar o gameplay.

Fora isso se não tiver interesse algum em editores o jogo possui um modo singleplayer feito pelo desenvolvedor, o qual conta com um level design muito bem trabalhado e intuitivo, assim gerando um felling de old school e servindo como exemplo do que a engine é capaz.

Neste você controla Ghost numa missão de desligar um computador que ficou maluco, assim tornando as maquinas de uma estação em hostis inimigos que variam desde simples robôs-alarmes de movimentação lenta até mechas com misseis de alto dano.

Para sobreviver nossa heroína conta com uma simples pistola lazer e upgrades que podem ser adquiridos destruindo caixas especificas ou por meio de compra, o que acaba gerando backtracking e corta um pouco a linearidade, pois muitos dos caminhos, apesar de serpentiosos, obrigam o jogador a seguir uma rota especifica, ao menos nas zonas destinadas aos chefes.

E por falar neles, estes com certeza são o ponto alto do jogo, gerando um desafio prazeroso que se mostrara fácil ou difícil dependendo dos itens obtidos, habilidades do player e quantidade de vida restante, sendo este último o maior dos empecilhos.

Veja bem, em Mini-Ghost não existem itens de vida, apenas um ponto especifico próximo ao centro do mapa e a chance de se recuperar um ponto deste cada vez que se aumenta de level, assim mascarando uma antiga mecânica de pontuação de árcades como elemento de RPG.

Algo quase que inútil, criado apenas para instigar o player a continuar em frente em situações de risco. Mas ainda assim uma parte importante do gameplay, pois é através dessa insistência que aprendemos a ser mais cautelosos e aperfeiçoar nossas habilidades em ordem de se desviar dos inimigos e buscar a oportunidade perfeita para o contra-ataque.

Dito isto, esse seria um momento perfeito para encerrar o vídeo, mas vale algumas ressalvas. O sistema de respawn e um pouco estranho, as vezes deixando a sala anterior limpa por completo, outras com um inimigo ou outro, o que seria normal, mas em certas vezes o jogo simplesmente recria o ambiente por completo, assim dificultando o retorno.

E não falo de algo como fazer um longo backtracking e a sala que você fechou 5 minutos atrás está cheia de obstáculos. Não, eu falo de uma transição de poucos segundos após eliminar cada inimigo. Um ponto que so se torna realmente grave quando incluímos objetos a equação, assim recriando caixas e barris em pontos inoportunos, obrigando o jogador a ter de dar voltas imensas. Algo que pode ser ativado inclusive apenas dando load no mesmo local em que se salvou, o que torna esse defeito extremamente frustrante.

Falando nisso, o sistema de save talvez seja a parte menos intuitiva do conjunto. No início da jornada temos uma sala cuja parede possui os comandos descritos. Sem dúvida algo fundamental, mas que pode passar despercebido devido a facilidade de se pegar os controles, extremamente intuitivos, até você ter de deixar o joystick de lado para ativar um save state com o teclado, única forma de se manter o progresso.

Tirando isso, existem algumas coisas no editor que não me agradam. Eu entendo a ideia de simplificar o produto para atingir um público mais amplo, mas sinto falta de um kit mais avançado, sem contar a impossibilidade de se criar seus próprios objetos, itens, inimigos e chefes, assim limitando a criatividade do jogador.

No geral, Mini-Ghost e um game bem feito, que apresenta um excelente metroidvania, apesar de simples, mesclado a um editor intuitivo que promete trazer à tona sua criatividade, assim criando um conjunto inusitado e perfeito para fãs old shool.

Logo se você viveu a época do MSX ou é fã de Ghost 1.0 e jogos similares, recomendo o game a preço de lançamento. Ele se encontra disponível para PC por apenas 4,29, um preço que realmente não dá pra deixar passar.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 05/05/2017, em Indie-A-tom, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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