Indie-A-tom: Mr Shift – Ação desenfreada!

Atenção: O texto presente aqui é um roteiro de gravação, então, apesar de ser perfeitamente possível ver minha opinião através deste, sugiro assistir ao vídeo pois ele possui leves alterações.

Quando eu era menor os super-heróis eram uma constante na minha vida. Vi muito feira da fruta, flash e mulher-maravilha ao lado de meu pai. Curti as manhãs recheadas de Hanna-Barbera, com Quarteto Fantástico e Homem Elástico, e posteriormente me vi num hype atrás do outro pelo próximo episódio de X-Men e Homem-Aranha.

Eventualmente os mascarados chegaram ao cinema, como nos longas do Batman de Tim Burton, e a medida que foram crescendo nesse meio se tornaram cada vez mais um fenômeno global. Vingadores na telona, Arkham nos games, Demolidor na TV. Sem dúvida uma força a ser reconhecida.

E com isso o imaginário das crianças e daqueles de coração jovem se elevaram a outro patamar. Nunca foi tão relevante questionar um amigo de que poderes ele gostaria de ter na vida real. E enquanto correr a velocidades absurdas ou manipular o tempo soem de forma realmente atrativa para mim, nada supera o bom e velho teletransporte.

Sim, saltar de um local para o outro num piscar de olhos como se fosse um passe de mágica. Apenas imagine as possibilidades, que locais poderia visitar, o tempo que seria poupado. E logico, não podemos esquecer de que isso garante um status de fodão imediato.

Tem como algo bater isso? Porra, so se juntar esse dom fantástico a habilidades de espião a lá 007 ou tentar a sorte num mega roubo no estilo 11 Homens e um Segredo. Ou melhor, junta logo tudo num pacote e taca uma pitada de Hotline Miami, né não? E assim temos Mr. Shift.

É, dei essa volta toda pra apresentar um dos jogos mais empolgantes que pude por as mão esse ano, tendo zerado numa sentada so, pois cara, é pura adrenalina, não da pra parar. Afinal, olha so as coisas com a qual eu to comparando esse título vei!?

Em Mr. Shift você controla um ladrão / agente especial que deve utilizar de seus poderes de teletransporte para invadir uma corporação maligna extremamente bem protegida e frustrar os planos de Dr. Stone roubando o Mega Plutônio. Porra, olha so essa sinopse?

A partir daí amigo, já sabe, é ação desenfreada. Você vai atravessar paredes constantemente, desviar de dezenas de balas, e golpear cada inimigo no momento exato e com o objeto certou, se não se utilizando do próprio cenário a seu favor.

Da até mesmo para confundir o povo e deixar eles se matando, mas apesar de você ser O CARA, não adianta, é one hit kill, seus poderes têm limite, existem milhares de armadilhas e como todo bom plot de ação você está constantemente em desvantagem numérica. Literalmente na merda.

Assim é necessário planejar bem cada ação, memorizar o ambiente e padrão de cada um dos inimigos, para então agir de forma rápida, sempre levando em conta inconstantes e se preparando para fazer aquele teleporte de emergência no ponto H. Flanqueando, enganando, atraindo e abatendo cada um dos capangas. Uma tarefa árdua, que pode exigir diversas tentativas, mas que nunca se mostra impossível ou causa um sentimento de injustiça.

Mesmo perdendo você é o fodão, e isso conta muito. Contribuindo para esse sentimento temos um cast de NPCs bem variados, incluindo uma narradora de personalidade forte e o antagonista, Dr. Stone, o qual é inteligente, temível e certamente carismático. Mais importante que eles? Somente as armas e explosões.

No início o game lhe apresenta bastões e esfregões, porem rapidamente amplia o arsenal branco para cabeças de estatuas, escudos, tridentes e até mesmo raios de ouro puro, assim trazendo variedade ao título e criando situações similares ao popular Super Hot, onde player deve arremessar um item, teleportar, golpear um inimigo, pegar uma viga, detonar um grupo e assim vai. É como se você fosse o coreografo de uma cena de ação, e isso é simplesmente fantástico.

Pra melhorar, chamem Michael Bay. Explosões. Sim, muito fogo e ondas de color. Não a nada que deixe um game mais empolgante, como já sabemos desde os barris explosivos de Doom. Um efeito ali, outro aqui, e temos a formula certa para algo incrível, ou um lag do capeta.

Acontece que por mais que Mr. Shift pareça perfeito, apenas seu personagem é na real. O jogo por outro lado apresenta lags constantes quando ocorrem muitas explosões, inimigos demais surgem num período curto de tempo ou quando utilizamos de uma única arma para matar um grupo grande de capangas. Sendo este efeito agravado por longos períodos de gameplay.

Quanto mais coisas acontece na tela pior a situação, é se insistir em continuar jogando é pane certa. Portanto esse simples elemento que impede o aproveitamento ininterrupto acaba se tornando o ponto mais negativo do game.

Fora este so posso reclamar da AI dos inimigos que em certos momentos parece estupida demais enquanto em outros prevê seus movimentos com uma precisão absurda. Porém é algo mais raro, sendo em sua maior parte é uma inteligência artificial muito bem trabalhada e com certos toques que prometem surpreender o jogador.

Deixando isso de lado, o visual cel shading que imita HQs combinado com a câmera top-down complementam bem a experiência, o som dá um belo impacto, enquanto a música cai como uma luva, mas nunca se torna um ponto memorável. Por fim, o final é um pouco desanimador, não se mostrando tão intenso e criativo como o restante do jogo.

Ainda assim recomendo Mr. Shift para todo fã de ação que se preze. Apenas sinta o hype e caia na porrada. O game se encontra disponível para PC por 27,99, é já deve estar na lista de muitos como o melhor do ano, apesar de eu achar ainda um pouco cedo para isso.

Ah, e antes que eu esqueça, semana passada teve sorteio de jogo aqui no canal, do árcade de bombeiros Flame Over. É, eu sei, parece um conceito estranho, mas dá uma olhada no link ai embaixo na descrição que vai ver o porquê que esse jogo é daora.

E sem mais delongas, o vencedor foi… Victor Haratani! AGORA VEM LOGO PEGAR ESSA KEY PRA NÃO MORRER TORRADO NO INCENDIO E SALVAR SUA CASA, AAAAAAAAAAAAAH! Sério, deixa aí nos comentários o meio de contado de sua preferência que logo envio a key.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 02/06/2017, em Indie-A-tom, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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