Indie-A-tom: Kung Fury Street Rage – Hype, hype, hype!

Atenção: O texto presente aqui é um roteiro de gravação, então, apesar de ser perfeitamente possível ver minha opinião através deste, sugiro assistir ao vídeo pois ele possui leves alterações.

Se existe algo mais exagerado no mundo dos curtas, eu não sei. Mas tenho certeza de que Kung Fury e um ótimo candidato para melhor comedia nonsense de ação. Um policial fodão combatendo nazis chega nem perto de descrever o quão épico é a porra toda.

Sério, olha isso? Deu vontade de assistir né não? Beleza, então pausa esse vídeo e dá uma olhada, por aqui mesmo no YouTube. O link está na descrição e tu vai tomar spoiler se não for atrás AGORA! Ah, é assiste também o clipe musical do David Hasselhoff. Não é obrigatório, mas… Go, we need… go, we need… some ACTION!

Eita, voltaram mesmo? Eu vi em loop umas 5 vezes quando saiu. Kkkkk Mas enfim, tudo isso foi pra dar uma entrada no tema do review de hoje, o do advergame Kung Fury: Street Rage. Para quem não está familiarizado com o termo, advergame não é um gênero, mas uma classificação. Basicamente algo que indica que o jogo foi criado para promover outro produto, nesse caso o curta que acabaram de assistir.

Ainda assim vale frisar que não é o mesmo de um jogo baseado em outro produto. O estúdio pode muito bem comprar a licença para produzir algo por puro investimento na marca, ou a própria dona da marca pode encomendar um game para ter lucro extra, da mesma forma que vemos tantos bonecos saindo após a estreia de um filme.

Ao mesmo tempo nada impede de a empresa esconder o fato de ser um advergame, exatamente por existirem essas semelhanças, sendo a maioria dos games classificados nesse viés simples versões grátis que rodam direto do navegador, ou browser games.

Certo, dito isso temos de primeiramente parabenizar a Hello There, desenvolvedora do game, por ser tão transparente, e em seguida analisar o jogo não apenas de forma tradicional, mas vendo se condiz com o apresentado na obra a qual tenta promover, sendo aqui fatores chaves o hype, a caracterização e a indicação de que existe mais conteúdo em outra mídia.

Comecemos pelo segundo. Afinal, este não pode ser chamado de um game de Kung Fury sem um visual totalmente estilizado. Ao darmos play nosso moderno monitor widescreen se transforma na tela de um árcade. Aquela típica Imagem de tubo e vários filtros que remetem aos anos 90. Algo fenomenal e incrível ao mesmo tempo. Fenomível! É, eu vou patentear isso.

Enfim, junto ao já mencionado temos um cenário de cidade muito bem trabalhado, que remete vagamente ao filme, mas que jamais é alterado, assim pecando pela falta de variedade. O ponto que realmente traz alguma mudança são os 4 personagens jogáveis, os quais possuem estilos de combate bem diferentes, animações únicas e muito, mas muito estilo.

Aqui o gameplay exala hype, e um tanto de frustração, mas já chegamos lá. Vamos separar rapidamente cada um dos personagens. O próprio Kung Fury, principal absoluto da trama, apresenta um combate mais corporal e rápido, enquanto Barbariana demonstra todo seu poder carregando uma minigun a qual pode obliterar levas de inimigos como se fossem nada. Já Hackerman e a absoluta arma de destruição a distância, mas tem um pouco de lag… e Triceracops completa o time de forma inusitada com seus tiros no saco.

O que une cada um desses estilos de combate e o fato de o personagem ficar parado e ir se movimentando apenas por meio de golpes em momentos específicos.

Logo se buscarmos nos clássicos do passado um game similar, o que talvez chegue mais perto e Kung Fu, do nintendinho. Um game também focado nas artes marciais, porem que exige movimentação e apresenta elementos que diferem muito de Kung Fury.

O que nos deixa com uma comparação mais moderna dessa vez, com One Finger Death Punch. Um game indie de 2014 que pode ser dito como o criador desse novo gênero emergente, ainda sem nome, mas que por enquanto é tratado apenas como um subgênero de Beat ‘em up. È se minha opinião valer algo, na boa, deveria chamar isso de jogo da tendinite.

Pior que não é piada. Seja em One Finger ou Kung Fury, a ação é tão frenética que fica difícil ter um momento de pausa. O game exige uma concentração e memorização absurdas, reflexos insanos e seus dedos correndo pelo teclado até quebrarem.

Ok, um pouco menos, mas nem tanto. Eu realmente tive dois amigos que ficaram com tendinite jogando esses jogos, logo fica o aviso. E necessária moderação, e você vê que os desenvolvedores pensaram nisso. Jogar o modo de história é o mesmo que encarrar leveis bem curtos, e o modo infinito e tão difícil que você vai durar so alguns poucos minutos.

Porem a intensidade do gameplay e a necessidade de progressão ou de ser o melhor acabam tornando o produto viciante, e nesse caso infelizmente categorizo como algo negativo. Já sabem o porquê.

E já que entramos nos pontos baixos, a dificuldade do modo infinito parece extremamente injusta. Enquanto na história você tem levas de inimigos com ordem fixa e um mínimo de randomização, no infinito tudo inverte. Você nunca sabe o que vem, e isso é mais maléfico do que benéfico para o jogo.

As situações que vou descrever também podem ocorrer no modo história, porem são mais raras. Imagine 3 inimigos de cada lado, porem todos necessitando de mais de um golpe ou tendo algum gimmick de movimentação. Se você demora a matar todos, e provavelmente vai, eles se agrupam em cima de você. Um verdadeiro Gang Bang. E nisso ou você ficara impossibilitado de se mover ou alguém ira lhe golpear do nada. Literalmente. Você não verá o golpe pois os NPCs se sobrepuseram na tela. E pior ainda. Não pode golpear todos pois apenas o da camada mais alta, o que aparece para você, que leva o dano. Resultando assim em situações impossíveis, e que me fazem voltar a reafirmar. Injustas.

Sendo assim é obvio que o modo história é superior, mas não perfeito. De história mesmo ele tem nada. Enredo extremamente vago, como eram os jogos de árcade. Um ponto que a gente releva. Ao menos os personagens são dublados pelos atores do filme e existem alguns diálogos bem legais.

O que não gostei mesmo foi o Hackerman e o vilão, Arcade Machine. O primeiro talvez seja questão de gosto ou de eu ser um imbecil. Sério, tipo, eu não entendi como ele funciona, mas ai fui apertando tudo que é botão como um louco e consegui perfect. Eu literalmente dei rage, comecei com o button smash e passei da parte dele de primeira. Tenho até medo de quanto tempo eu ficaria no modo infinito assim. Não, e o pior, com o score zerado já que sempre que erra você perde ponto.

Já o Arcade Machine realmente é algo que me deu raiva, por ser um vilão preguiçoso. Não em questão de atitude, pois me direciono aqui aos desenvolvedores. Acho legal mesmo ter um boss no final de cada arco, mas ele sempre ser o mesmo e se reutilizar de golpes antigos é podre. Sério, era melhor remover ele. Alguns dos seguimentos de batalha inclusive são muito pouco responsivos, tornando este um obstáculo tedioso e falho, ao invés de um chefão de verdade.

O que coroa o modo história como algo passável, ao menos para mim, e eu ter vencido com os 4 personagens e o game continuar. Tipo, chegou num ponto que eu cansei. Eu não queria mais ver o Arcade Machine ou memorizar as ordas de inimigos. Deu. O simples pensamento de eu ter de fazer novos leveis com os 4 personagens, incluindo o Hackerman, me deixou exausto.

Assim termino esse review falando que desisti. Não zerei o game por falta de vontade. E acreditem, até isso conta. Mas mesmo assim, não deixa de ser pessoal sabe? A arte e Fenomível, assim como as animações e vários outros elementos. Querendo ou não Kung Fury proporciona sim algumas horas de diversão, e por isso o recomendo com desconto.

O game se encontra disponível para PC por 6,29, para PS4 e Vita por 12,50 e de graça, com possíveis transações, para Android e IOS.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 01/07/2017, em Indie-A-tom, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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