Indie-A-tom: An Octonaut Odyssey

Atenção: O texto presente aqui é um roteiro de gravação, então, apesar de ser perfeitamente possível ver minha opinião através deste, sugiro assistir ao vídeo pois ele possui leves alterações.

A primeira vista An Octonaut Odyssey parece um jogo relaxante e psicodélico, nos moldes de algo como Dreaming Sara, onde o jogador se move por cenários interligados tentando descobrir um mistério, ou no mínimo um enredo, através do desbravamento e solução de puzzles.

E não é para menos. O visual do game grita algo alternativo, até mesmo para os indies, e de fato existe uma certa viagem por parte dos desenvolvedores ao se criar os mundos, porem as semelhanças param ai, dando lugar a um… walking simulator?

Ok, sei que depois dessa afirmação perdi metade dos viewers. Alguns por odiarem o gênero mencionado e outros por acharem que fiquei maluco, porem eu juro que existe uma explicativa.

A verdade é que não temos um enredo, mas também falta um objetivo ou obstáculo nos minutos iniciais, tornando o começo do game um passeio entediante por leveis lineares de visual estranho, com objetos crescendo e decrescendo sem motivo, isto é, quando você mesmo não altera a estatura do relevo por meio de comandos mal elaborados.

Ou seja, você passa cerca de 30 minutos andando, e tudo que pode lhe impedir são pedras e montanhas. Algo que eu certamente definiria como walking simulator. Um setor inteiro onde o mais agradável é a trilha sonora, um ponto que reforça ainda mais o sentimento errado de que temos algo visa o relaxamento em mãos.

Mas espera, se Octonaut Odyssey não é algo experimental e apenas seu início e da forma descrita, qual o verdadeiro gênero do título? Plataforma de precisão. Ou em outros termos, algo similar a Super Meat Boy ou N+, porem num ambiente calmo, que não gera adrenalina, tornando o que era tedioso insuportável.

A medida em que se progride no jogo o polvo que controlamos redescobre seus poderes, os quais incluem saltar, planar e se mover mais rapidamente pela água. Algo que seria ok, não fosse a curva de dificuldade falha, a qual como já explicado se inicia como algo casual, indo simplesmente do nada para o hardcore, mas sem carregar a alma dos títulos desse estilo.

Você se vê morrendo constantemente em saltos que exigem comandos precisos demais, logo após atravessar uma sequência de plataformas básicas. Não existe consistência, e por isso as mortes parecem baratas. Ao mesmo tempo que progredir não se mostra recompensador.

Fora isso, o jogo conta com a possibilidade de fazer backtracking, caso você seja maluco, e possui um bizarro mundo secreto que deve ser visitado 16 vezes para destravar algo provavelmente inútil, tal qual a mutável tela inicial.

A verdade é que eu detestei o game. Ele é tão medíocre em seu começo que quase me veio o sono, e logo em seguida se torna um desafio, sendo que nesse ponto eu so queria me ver livre para partir para outro review. E adivinha? Eu desisti.

Eu nunca deixei de zerar um game para o canal, salve algumas exceções onde o jogo tem cenários gerados aleatoriamente ou apresenta uma dificuldade muito elevada, até mesmo para mim. Porem aqui… eu apenas me vi cansado, sem ânimo. E isso diz muito sobre o título.

No geral An Octonaut Odyssey é um game que aparenta ser interessante, mas se mostra genérico em diversos pontos, os quais se complementam por decisões falhas de design. Sendo assim, eu não recomendo o produto da Octo Studio nem mesmo com desconto, pois mesmo com miseras 2 horas de gameplay isso é uma tremenda perda de tempo.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 02/08/2017, em Indie-A-tom, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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