On the Nanquim: A Morte do Superman

A Morte do Superman

Quando menores brigamos por tudo, mas quando nerds vamos mais além. É briga de Nintendo contra Sony, de fã de comic com fã de mangá, Marvel vs DC, e assim vai. Se algo se torna popular, essa é uma das tendências, por mais inútil que seja. Queremos mostrar que o que gostamos é o melhor que há. E foi no meio de uma discussão dessas que acabei resolvendo ler A Morte do Superman.

Não, nada de Marvete e DCnauta nessa história. A gente, a equipe do Mangatom, estávamos reunidos gravando um episódio do podcast que sucederia aquele da Evolução dos Zumbis. O tema? Batman VS Superman. Não o eterno embate de quem é o melhor herói, mas sim o filme de 2016, o qual na época tinha acabado de sair em versão estendida.

Foi algo árduo. Todo mundo curtiu assistir ao filme, mas tinha quem defendesse mais, quem defendesse de menos. Discutimos por horas, entrando até mesmo em esquadrão suicida. Nem quero lembrar dessa parte… E no fim a gravação FICOU MUDA! Aquele momento de desespero total.

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Mas no meio disso trocamos informações sobre que obras influenciaram o filme, não apenas no meio das HQs, e de tudo A Morte do Superman foi o que me chamou mais atenção. Sai revoltado, mas com uma lista enorme de coisas para ler, e logo no dia seguinte fui pegar os encadernados da Panini. Um misto de “isso parece ser bom”, com “tenho de tirar algum proveito do dia anterior” e “se eu não comprar logo vai esgotar mais uma vez!”.

E lá fui eu ler algo que provavelmente não era para mim. Nunca fui muito fã das grandonas dos EUA. Se me conhecem sabem que eu prefiro mil vezes a Image ou algum trabalho mais alternativo, underground. Logo todo meu conhecimento do Super vem mais dos desenhos e filmes, e uma ou outra história em quadrinho. Resumindo, li as famosas. Grandes Astros, Reino do Amanhã, e assim vai.

O traço provavelmente foi o que mais me impactou. Não era algo feio, pelo contrário. O problema é que as roupas e conceitos eram anos 90 demais para mim. E eu nasci um pouco antes dos 90, vi tudo o que tinha para se ver na década, mas mesmo assim não dá. Pelo menos não temos o Superman de Mullet

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Depois disso não tem como eu não mencionar a Liga e os heróis e vilões que aparecem aqui e ali. Todos eles tinham trejeitos e visual que me eram estranhos, ou eu simplesmente os estava vendo pela primeira vez. Alguns como o Guy Gardner eu só conhecida de nome e reputação, já outros como o Guardião eu não tinha nem a mínima ideia de que existiam.

Normalmente isso não atrapalharia, pois, o foco é o Superman, certo? Vi muito o homem de aço lutar na série Unlimited que passava no Cartoon Network lado a lado com os maiores coadjuvantes da liga, com todo o respeito. Sei que são heróis, mas nunca dei muita bola para a maioria. O foco era outro e eu não precisava conhece-los.

Já em A Morte do Superman eu não diria que é preciso conhecer todos, mas dá para notar durante a leitura que é necessário um conhecimento um pouco maior e ter acompanhado a run original para tirar um melhor proveito do enredo. Supergirl é um clone, a base do Projeto Cadmus é destruída e a liga tenta descobrir quem é o misterioso herói Bloodwynd. No fim nada disso é relevante, e se quiser saber mesmo, Bloodwynd era o Detetive Marciano disfarçado.

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Tirando esses acontecimentos e ignorando aqueles que estão presentes apenas por simples cameo ou para prolongar ou terminar um plot paralelo, e perfeitamente possível ler a obra sem se incomodar muito ou ficar perdido. Sendo que o restante dos personagens, a maioria eu diria, está ali presente para dar ênfase ao poder de Apocalipse, o grande vilão do enredo.

Voltemos um pouco ao início do HQ. Lá vemos uma criatura misteriosa, presa, dando murros contínuos numa parede. Boom… booom… booooom! Um atrás do outro, sem parar, com uma força tremenda, representada pela brilhante forma de como toda essa cena é montada. Quadros largos com ênfase só no membro e nas distintas alterações na região da mão e no ponto de impacto. A luva se destroça no mesmo ritmo da parede, e logo o monstro atravessa o chão e chega a superfície.

Toda essa sequência e para mostrar que Apocalipse e de fato um vilão, pois fugiu, e uma ameaça, por ser forte. Mas estamos falando do carrasco do Superman aqui. Isso não basta. Então o confronto com a liga, vilões, outros heróis e todo o caos causado e apenas um aquecimento. Um prologo. Uma grande e arrastada, porem divertida e brilhante, monstruosa ênfase no assino do maior de todos os heróis.

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Apocalipse é o personagem principal. Essa é sua estreia, sua origem. E ele caminha, sempre em frente, derrubando a tudo e a todos, com um braço amarrado nas costas. Não, é sério. Estou falando literalmente. Boa parte do HQ se passa com ele parcialmente incapacitado e chutando bundas.

Quando ele finalmente se solta começa o real embate contra o homem de aço. Dois titãs indo com tudo, numa luta épica. A mais épica de todas. Você sente o impacto que isso vai causando ao mundo. Você nota o super se vendo recuado, desconhece o herói. Isso é fantástico.

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Mas nada supera o final, a pose, os ângulos. Lois e Jimmy, Superman e Apocalipse. As últimas páginas têm um impacto fulminante. E apesar do resultado ser obvio, o caminho e a maneira como este é apresentado fazem de A Morte do Superman um quadrinho imperdível.

Não vou recomendar para fãs, pois na boa, esses já devem ter visto faz tempo. Esse meu review é uma recomendação para você que sabe pouco sobre o herói, assim como eu, e quer conhecer um de seus momentos mais históricos. Nesse caso, boa leitura.

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Esse seria o ponto perfeito para encerrar a resenha, mas ainda falta falar de O Retorno do Superman. Arco que compreende o segundo volume da Panini, e que eu recomendo pegar apenas se você quiser saber como se deu a continuação ou se for fã de carteirinha, pois não é nem de perto tão bom quanto o primeiro.

O retorno, aqui me referindo ao HQ, ocorre após um time skip que pula o funeral e algumas consequências da morte do super, e agora o mundo se vê com não um, mas 4 supermans! Suberboy, Homem de Aço, Cyborg Superman e Erradicador. Além de uma Supergirl que não vira pudim. Quem leu o anterior vai entender…

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Novamente a obra é de fácil compreensão, mas parece que um conhecimento maior, ou leitura do que ocorreu no tempo de um encadernado para outro, se mostra interessante para quem queira aproveitar ao máximo a história. Porém não se mostra tão fundamental quanto parece ser para quem leu A Morte.

E é isso. Não vou entrar em mais detalhes pois ao contrário do primeiro, o qual é previsível até mesmo pelo título, esse guarda algumas surpresas e possui um enredo mais focado. Prefiro evitar dar spoilers. E reafirmo, e uma leitura mais para fãs e quem queira ir atrás da continuação. Saber como o homem de aço volta. Pois em minha humilde opinião o roteiro e fraco, cansativo e agora sim o Mullet rouba a cena.

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Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 04/08/2017, em On the Nanquim, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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