Indie-A-tom: A Bloody Night – Gore pixelado!

Atenção: O texto presente aqui é um roteiro de gravação, então, apesar de ser perfeitamente possível ver minha opinião através deste, sugiro assistir ao vídeo pois ele possui leves alterações.

Jogos violentos. Quem não gosta, não é? Tem quem curta atropelar pedestres em GTA, dar uma de psicopata em Postal ou simplesmente ver aquele gore maroto em Dead Island. Mas seria isso o suficiente para se vender um jogo?

Eu acho que não. Gráficos importam, mas nunca foi fator decisivo. Então algo como sangue e tripas, ai sim que não importa mesmo. É um toque legal, e se bem utilizado dá uma puta imersão, mas jamais vai ser algo que venda um jogo sozinho.

Levanto essa questão pois esse é o maior chamariz de A Bloody Night, um autointitulado Souls Like que investiu muito nas animações de morte, mas pecou ao não se focar tanto nos outros elementos, assim apresentando um jogo que tinha potencial, mas que no fim é apenas mais um produto medíocre.

Não me levem a mal, o visual realmente chama a atenção. Pode não ser o melhor pixel art do mundo, mas tem seu charme. O cenário de fundo mesmo é fenomenal, possuindo itens que são afetados pelo combate, é não são apenas as animações de morte que ficaram bem-feitas, mas também a dos combos.

O problema aqui é que o desenvolvedor parece ter gasto um bom tempo nesses elementos, se cansou e então deu o foda-se. O level design é amador, chegando ao ridículo. Você apenas anda e espameia o mesmo golpe, de novo e de novo, matando a maioria dos inimigos com facilidade e morrendo geralmente para armadilhas. Algo que não torna o produto de fato difícil, mas sim frustrante. E que sem dúvida o afasta de um Souls Like.

A Bloody Night na verdade e um Beat ‘em Up dos mais básicos. Não tenho como negar que nesse quesito ele se sobressai a muitos títulos do passado, se levarmos em conta apenas os de visão lateral, mas também é impossível negar que nos dias de hoje existem muitas opções melhores para quem busca esse gênero.

E essa inferioridade está mais ligada ao combate do que ao level design. Sim, reafirmo, as fases SÃO ruins. Mas o que realmente pesa e você não ter variedade na hora de enfrentar os inimigos. Você tem um mini combo, e dois movimentos inúteis que nem cheguei a usar. O ataque aéreo e a defesa. Enquanto os inimigos variam apenas em resistência e alcance e possuem uma inteligência artificial das mais básicas.

No resto, música e efeitos quase nulos e um enredo bem mongol. Sério, simplesmente mataram sua irmã e você jura aniquilar o exército de um reino inteiro. Nada muito diferente do seu típico herói clichê que parte em busca da princesa sequestrada. Com exceção de que aqui você realmente tem de matar todo mundo, se não o nível nunca acaba.

Sendo assim, A Bloody Night e um beat ‘em up precário, cheio de falhas e alguns pontos positivos que simplesmente agregam em nada, e, portanto, não recomendo o título. Pagar 10 reais apenas por um gore pixelado bonitinho no PC? To fora…

Anúncios

Sobre Zigfrid

Administrador e redator do blog Mangatom. Viciado em games, amante incondicional de quadrinhos e cinéfilo enrustido.

Publicado em 31/08/2017, em Indie-A-tom, Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: