Arquivo da categoria: Crônica

Essa coisa chamada tempo

Existem escritores com um volume de obras conhecidas, obscuras e as que ainda estamos por conhecer, e os escritores que escreveram uma novela e dois romances meio novela, como Kafka, Juan Rulfo, ou até Joyce, dos quais toda a sua obra é isso, cinco, quatro ou três livros. Eu não quero ser como eles, nenhum deles. Mas também não quero ser como um Robert A. Heinlein, Philip K. Dick, ou meio que o Alan Moore, cujo têm uma obra extensa que, no entanto, te faz perguntar: vale a pena ler tudo isso?   Leia o resto deste post

Mito do Inferno

Ali, muito, quase tudo, era vermelho; exceto o rio de fogo cujas vezes cuspia pro alto e o homem que conversava com o demônio; bom, ele não era, mas gradativamente ficava vermelho conforme os dois desciam numa estrada em círculo. Leia o resto deste post

“A verdade vos libertará”

Se tivesse de ser professor, seria de Filosofia. A matéria mais difícil de ensinar; como explicar que a Filosofia estuda isto e aquilo igual se diz que Química ou Física estudam os átomos, suas reações e movimentos na natureza? Diferente da Matemática, História ou Química, Filosofia é o único estudo com verbo: filosofar. Para entender o que faz a Filosofia é preciso saber o que faz quem filosofa e quais áreas da natureza ele está preocupado em explicar.  Leia o resto deste post

Cada um no seu quadrado

quadrado

Cedo ou tarde me confrontam com tal pergunta: “Você é ateu?” Pergunta boba, e esconde um recheio de implicações.  Leia o resto deste post

Empreende®dor

empreendedor

O mundo está acabando e tem duas crianças chorando. Eles estão na sua frente, uma menina e um menino. O menino chora como uma menininha, isto é, “chora” no sentido eufêmico de escândalo. A menina chora só do olho esquerdo, e você, bem, você, meu camarada, você olha a cena e a vive com tanto pesar — o choro fere a tua alma, e você quer matar o menino por isso — como se a culpa do mal na Terra fosse sua. Mas tem um detalhe, detalhe ínfimo, fatídico: você tem um lenço na mão.

Leia o resto deste post

Ritual prático para invocação da musa

ritual

Toda vez que escrevo sem estar bêbado, ou seja, naturalmente criativo, me analiso da ponta à cabeça e corro a registrar todas as sensações, pensamentos e afins no instante desse milagre para que ele possa ser repetido.

Leia o resto deste post

Ser justo não é saudável

justo

É foda, viu? Que que é foda? Não é foda de bom, de maneiro, é foda porque me fode no sentido negativo da palavra. É foda que eu não seja foda o suficiente — agora no sentido positivo — para escrever e criar simpatia ou empatia. É foda, viu? Vir aqui todo sábado como um trabalho não remunerado dizer nada com nada a fugir do formato de diário e não alcançar uma poesiazinha da vida, nenhuma verdade cabal escondida lá na física do cotidiano, no rosto das pessoas, nas narrativas de nossas vidas… E ainda me vêm e falam que a crônica pode ser tudo, porque qualquer coisa é crônica, e graças a Deus que elas sejam; se uma pedra pudesse falar comigo sabendo que a pus num texto talvez agradecesse “Obrigado por ter feito de mim uma crônica”.

Leia o resto deste post

Crônica: Eterna questão

eterna

Para resolver uma questão. Um infundamento cujo qual ninguém bate a cabeça, pois são príncipes textuais, e teclam como não se teclava. Que escritor, no entanto, foi autoconfiante? Um monte, quem sabe; até penso em um. Porém apesar do perfeccionismo, a autodúvida e sabotagem pertençam uma época alheia à modernidade, são as principais características de uma alma conturbada pela arte. Eis a questão: digitado ou à mão?
Leia o resto deste post

Crônica: Um problema chamado Overwatch

over

É incrível como algo tão simples como um evento de halloween num jogo, o qual eu não tocava a meses, me faria perder a noção do tempo e quebrar a minha promessa de post com no máximo 4 dias de diferença, mesmo que por uma margem tão ínfima. Leia o resto deste post

Suicídio Pensado

suicidio

Vocês já pararam para pensar como é a vida de um ser depressivo movido pela lógica? Parece uma pergunta estranha, mas é assim que me sinto constantemente. Um homem adulto sem emprego, amores ou amizades, e uma urge tremenda de acabar com este sofrimento.

Leia o resto deste post