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On the Screen: Hataraku Saibou

Hataraku Saibou foi… algo. E não digo isso no sentido de que eu não gostei da série. Esse foi o anime que eu usei para me acalmar depois de um dia estressante, e isso particularmente e um ponto positivo, por mais que essas coisas sejam pessoais. Afinal muita gente faz o mesmo vendo animes moe, daqueles de garotas fofas fazendo coisas fofas, e que rola mais nada. Acabou, essa é a premissa. Muitos gostam, eu detesto.

Porém, dá para se fazer uma comparação dessas também com Hataraku Saibou, e muitos outros animes que fogem da tag moe, diga-se de passagem. Mas vamos nos focar no review. Hataraku encaixaria num exemplo similar aos animes de monstro da semana, ao menos em boa parte da série. Eu trocaria por algo mais abrangente, como problema da semana, mas o argumento não mudaria tanto.

A cada novo episódio de Hataraku nós acompanhamos uma célula vermelha e uma célula branca, ambas sem nome, apenas uma espécie de número de série que não vale mencionar. Isso pois tudo ocorre dentro de um corpo humano, numa premissa similar a Ozzy & Drix, onde vemos um mundo fictício muito curioso, mas ainda assim com aspectos reais. Existe um certo fator educativo, mas no fim o que fisga o telespectador e a curiosidade de ver como cada função do corpo, germes, vírus, remédios, doenças e afins vão ser reinterpretados nessa visão mais altruísta e voltada para ação e comedia.

“Bem, para chegar aos pulmões eu devo ter de virar bem aqui”

E aí eu volto naquilo de problema da semana. Nos episódios iniciais, por ter de deixar as 2 células mais próximas e apresentar simultaneamente suas funções, o anime mostra vermes e vírus invadindo o corpo. Os tais “monstros da semana”. E isso se repete sim diversas vezes. Porem existem diversos episódios focados em doenças que não são ocasionadas por outros “seres”, mas sim por algum outro fator externo ou interno, como hemorragia por exemplo. E dependendo da doença, aqui exemplificando o que quis dizer com “problema da semana”, os germes e vírus invadem o corpo também devido a fraqueza do organismo. Aquele lance de baixa no sistema imunológico.

E apesar de esse ser o maior ponto a favor de Hataraku, também é o seu maior problema. O que eu falei do Moe lá no começo ser chato não é regra, obvio, e cai muito no meu gosto pessoal. Se eu colocar de uma forma mais fácil de se entender e que eu não gosto de repetição, e tem muito show moe que é episódico com cada episódio sendo quase que um ctrl+c / ctrl+v do anterior, ao menos no estilo, tema, etc. Estão compreendendo onde quero chegar?

Hataraku é isso. Um anime episódico que com o tempo parece uma grande repetição. Pois apesar do tema ser interessante e muito abrangente, muitas doenças vão acabar sendo interpretadas de uma forma similar. Um germe invadiu, um vírus invadiu, qual a diferença se ambos são monstros apenas com design diferente? E é nesse ponto que eu digo que faltou ação num anime de ação. Holy shit.

A célula branca é um ótimo personagem, diria que o melhor da série. Mas quando se trata de combate ele se utiliza quase sempre de um golpe letal rápido ou então fica lá sofrendo até chegar um novo tipo de combatente que representa outra célula que vence num único golpe. Pois infelizmente o anime se importa d+ em tentar mostrar o lado educativo da coisa.

Nada contra você dar explicações para deixar algo dentro do contexto, ainda mais quando isso contribui para a construção de um mundo rico em “lore”, que é o ponto forte tão falado aqui. Mas ao mesmo tempo existem algumas explicações muito grandes, em sequência, que atrapalham o ritmo. Isso sem contar quando o texto se repete em outro episódio, o que considero tremendamente desnecessário. Ocupa d+ o tempo em tela que já é limitado. Fizeram um ótimo trabalho colocando esses elementos do mangá, mas faltou ser melhor.

É uma adaptação, e podem até falar que eu to sendo um chato aqui, não ligo. Mas como tal deveria ser feita certas mudanças para que a obra se encaixe melhor em outro formato. E fizeram, obvio. Mas eu não consigo deixar de lado esse pensamento de que sim, podia ter sido melhor. E a parte das lutas, da ação, entra bem no meio disso.

Se fosse apresentada toda a “lore”, e desse mais tempo para que os invasores e as células entrassem em combate, em algo mais shounem mesmo, criando uma grande diferenciação entre poderes, tirando o lance de sempre ser um ataque mortal, o anime se beneficiaria tremendamente. Tanto que o melhor episódio é o do Câncer, pois foram 2 episódios seguidos e com um grande foco nessa parte que era tão ausente. A criação de uma luta boa de se assistir.

Isso que a gente está falando apenas da célula branca e do mundo. Ainda tem a célula vermelha, que é a real protagonista da série. O único personagem que passa por alguma evolução que não seja algo mostrado em flashback. Ela começou agora o seu serviço, e eu entendo que é por isso que existe uma evolução substancial, mas ainda assim você limita muito a obra colocando que apenas a célula nova, inexperiente, que passa por algo que a molde. Afinal porque não fazer a célula branca ter algum conflito maior com experiências como morte, derrota, inferioridade, etc? Fica a pergunta, pois vendo o anime isso claramente era possível.

E talvez seja. Talvez ocorra mais à frente. Eu falo muito aqui de anime isso, anime aquilo, mas sempre vale lembrar que Hataraku surgiu nos mangás. E eu obviamente não conferi tudo antes de vir escrever esse texto. Um bom episódio que mostra uma evolução, apesar de não ser da célula vermelha, e um que mostra o treinamento do Killer T por meio de um Flashback. Pois, apesar das doideiras, e com certeza o mais crível dentro dos episódios. Você consegue se conectar de certa forma com os personagens. E talvez esse seja outro ponto negativo no contexto geral da série, visto que isso nunca se repete.

“Vou treinar até conseguir derrotar qualquer inimigo com um único golpe!”

E voltando as células vermelha e branca. A vermelha no começo da série é muito dependente e isso dá margem de mostrar o restante dos personagens, ao mesmo tempo que a faz evoluir, como já bem mencionei. E o lance dela ser desatenta é fantástico. Isso faz com que ela não circule apenas nas veias seguindo sempre o mesmo trajeto, e acaba sendo um recurso para mostrar o restante do corpo humano.

Já a célula branca, devido ao seu exagero, entusiasmo e lado brutal nas lutas, mais o completo oposto na hora das conversas, gera algumas situações bem engraçadas. Ele e a célula vermelha fazem uma ótima dupla. Porem com a evolução da vermelha, a branca, justamente o melhor personagem, vai sendo posto para escanteio, e o tempo de cena passa todo a vermelha.

Isso nos últimos episódios transformam o anime numa espécie de slice of life bem maçante. Fica chato, repetitivo, e inclusive muitas animações são reutilizadas nesse ponto, o que me fez inclusive ter de pausar e ver se eu realmente estava no episódio certo. Foi algo tão ruim que o impacto do último arco, que é legal até, foi quase que nulo para mim.

No geral Hataraku Saibou é um anime com ótimas ideias e ótimos personagens, mas que não soube se utilizar bem de seus próprios recursos, o que por fim resultou numa experiência extremamente maçante ao se ver maratonando. É aquele caso de serie a qual é melhor ver um episódio por semana e aproveitar ao máximo aqueles que se sobressaem.

Acima da média, mas nem tanto para ser algo relevante. Quem sabe em outra temporada ou lendo o mangá.

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Primeiras Impressões: The Paladin’s Tale

Tem dias que nos sentimos derrotados. Seja porque algo de ruim aconteceu, ou por termos nos frustrados, ficado agoniados, ou no meu caso, ao menos hoje, por estar cansado. Ter de repor horas num emprego que já me toma um tempo excessivo. Uma mudança de rotina brusca, mesmo que previsível. Afinal só ocorreu por eu não ter cumprido com minhas obrigações.

Nessas horas o melhor remédio e buscar diversão rápida. Algo que já lhe deixa com um sorriso instantâneo no rosto. E isso para mim sempre foi ir atrás de uma séria longínqua que acompanho a um bom tempo e que sei que vai me divertir ou então buscar dar aquela risada. Algo raro, que hoje em dia acho que só Gintama me tira, mas enfim. Ainda existe uma terceira opção, meio arriscada, que é buscar algo novo dentro das atividades que eu gosto, sendo a mais certeira aboa e velha leitura.

Nisso, lembrando de um pedido que me veio pelo Facebook eu abri o leitor online Tapas e lá fui eu ler o teaser de The Paladin’s Tale. Um mangá medieval com atualmente 12 páginas, que me foi descrito por seu autor, Raphael Carvalho, como algo épico que surgiu em meio a uma mesa de Tormenta, logo após eu comentar que a arte da ilustradora Karolyne Rocha me lembrava muito aquilo que se via nas páginas da antiga Dragão Brasil. Que, diga-se de passagem, voltou nesses últimos tempos.

E a primeira coisa que se nota nesse capítulo 0, ou teaser como se chama na gringa, é a fenomenal capa com dois combatentes. Logo ali o hype já é setado. O velho, forte, corajoso e persistente leão contra a víbora peçonhenta, sagaz, determinada, mortal. Adjetivos que cabem como uma luva aos dois cavaleiros e os descrevem perfeitamente, como logo se vê nas páginas seguintes.

E aqui vale uma pausa, para colocar em contexto o que direi em seguida. Eu li o teaser duas vezes, primeiramente no celular via app, por ser onde a maioria dos usuários acessam o Tapas, e então depois acessei o site por meio do navegador. Parece irrelevante mencionar isso, mas a minha experiência inicial tem muito a ver com a tela do celular.

Não sei exatamente qual a resolução do meu aparelho, mas é claro que The Paladin’s Tale não foi feito pensando num aplicativo de leitura em celulares, como seria o caso de Tower of God por exemplo. E isso fez com que eu tivesse uma experiência negativa a princípio achando a luta confusa em quadros menores e por ter tido de ampliar a página para ler balões, assim estourando a imagem e perdendo parte da imersão.

Ainda assim o restante da leitura foi super agradável, e a segunda vez foi ainda melhor (ui) visto que eu pude ler num local mais propício. No caso o já mencionado navegador. Não que o mangá tenha sido pensado 100% para o digital em monitor, não. Eu diria que é bem claro que a ideia aqui e posteriormente tentar uma publicação física. E pessoalmente, acharia isto algo fantástico.

Falo assim pois o mangá de fato me conquistou. O que se dá realmente nas páginas seguintes e uma luta épica, que sozinha já faria muito marmanjo ficar apaixonado pela construção de ritmo, movimento e suspense criados pelo traço e enquadramento de Karolyne. Mas Paladin’s não estaria completo sem a narração primorosa de Raphael, que entrega algo tão afiado quanto a espada de Ingroh.

O texto de The Paladin’s Tale é tão épico quanto seu conceito. Poético até, eu diria. E sem medo de usar de termos menos coloquiais, assim presando por algo mais voltado ao medieval. Quase literário. E que cai como uma luva numa situação de batalha. Sem descrever d+. Apenas ilustrando pensamentos e dando o contexto necessário para tal introdução.

No final da leitura eu me senti empolgado e com aquele gostinho de quero mais. Me lembra RPG, Tormenta, Berserk, e tantas outras coisas que gosto tanto. Mas o que realmente me prendeu foi essa correlação com o meu dia. O sentimento de derrota, e cansaço, que superei para escrever essa resenha.

Eu vejo assim Ingroh, o personagem principal. Um cara que se vê derrotado, pelas circunstâncias de seu mundo, e cansado devido as incontáveis batalhas. Mas que ainda assim não desistiu e busca seguir em frente mesmo que contra todas as probabilidades. Um espirito de herói nato. Ou ao menos espero que se de dessa forma a construção do personagem.

Quanto ao futuro da série, eu espero que se mantenha o visto nesse começo. Ação e narrativa. Mas também espero mais diálogos, enredo, desenvolvimento de personagem e lore. Quero ver um mundo que atraia leitores, personagens carismáticos e aquele enredo de guerra ou fantasia bem fodas mesmo, sem deixar cair para o lado infantil. E nisso novamente me vem aquela lembrança de Berserk. Afinal, quem não desejaria um Guts BR?

Eu acho que tanto o Raphael Carvalho e a Karolyne Rocha estão de pé para esse trabalho, e eu so espero coisas boas vindo dessa dupla que tanto me surpreendeu. Que venha logo 2019, e com ele o real capitulo 1 da série e o começo dessa incrível jornada.

Você pode ler o teaser nesse link, bastando se registrar no Tapas e clicar em Show Me para ver a obra na integra. A mensagem que aparece no caso é referente a ter conteúdo maduro, focado em adultos. Porem esse começo não tem nada de pesado, e acredito que qualquer um consiga ler sem problemas. Ah, e caso você prefira ler em inglês, no mesmo link tem a versão americana traduzida por João Mazzei.

Retro Bits: Bomberman Quest (GBC)

Nesse vídeo apresentamos o game Bomberman Quest, um dos muitos clones de Zelda criados pela Hudson Soft, porem aqui com seu mais icônico personagem no papel principal. O inconfundível Bomberman!.

Atom 5: Os melhor jogos indie estilo Zelda!

Nesse vídeo separamos para você 5 jogos indie no estilo Zelda! São action adventures cheios de puzzles, inimigos interessantes, ótimos chefes e aquele gostinho de Hyrule.

Resenha: Gamma – E o porquê fanservice nem sempre é a escolha certa

gamma

Esse review foi solicitado por shoucobo, um dos membros do nosso grupo no Discord. Segue a gente lá também! LINK: https://discord.gg/pr2Uhu

No início Gamma me deixou com uma pulga atrás da orelha. Eu não sabia se lia, se não lia. Pois veja bem, por mais que seja indicação de alguém, e por mais que eu deva respeitar tal indicação por ter solicitado ela, o mangá tem um traço que não me agrada muito, além de gêneros que eu não tenho o costume de ler, e existe fanservice na obra, algo pelo qual eu tomei um certo desgosto com o passar dos anos. Fora ter poucos volumes e cara de cancelamento. Leia o resto deste post

Review: Hakata Tonkotsu Ramens – O novo Durarara!?

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Review: Juuni Taisen – O battle Royale de Nisio Isin

Curte animes? Tá atrás de um novo canal sobre esse assunto? Então confere ai no link o primeiro review do ! Espero que gostem. ^^

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Os Melhores Jogos Indie de 2017 (Part 2)

Começo de 2018, e nada melhor para começar o ano com chave de ouro do que a segunda parte do Melhores Jogos Indies de 2017! Confira aqui alguns dos melhores indies lançados nesse período.

Atom 5: Jogos para fugir do Natal

Não curte o Natal ou está de saco cheio de reuniões de família? Então se prepare, pois está lista é para você! Uma fina seleção dos melhores games para poder passar o feriado trancado no quarto, so você e teu amado computador. Diz se esse não é o significado do Natal?

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Resenha: Enen no Shouboutai – O novo Soul Eater?

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Atenção: Texto com base nos capítulos de 01 a 89. Nada após isso foi levado em conta para a criação da resenha e assim que o mangá acabar, se necessário, faremos um novo review completo.

Enen no Shouboutai é um daqueles mangás que é impossível não dizer “fica legal depois do capitulo X”. Obvio, você gostar ou não do começo vai depender de seus gostos e experiências, mas não custa informar que é um início lento e repleto de clichês. Algo que não chega aos pés de Souls Eater, grande comparativo utilizado para justificar a qualidade do título, pois muitos o posicionam como obra prima de Atsushi Ohkubo.

Não digo que está errado comparar as duas obras, ainda mais sendo estas do mesmo gênero e do mesmo autor. Mas falar isso lendo cerca de 5 capítulos não é um pouco injusto? Não falo de dizer que é inferior, mas sim afirmar que se trata de algo extremamente ruim. O início de fato não ajuda, mas isso pôr o autor ainda não ter se decidido sobre o rumo do mangá.

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Veja bem, Enen no Shouboutai começa como um shounen de luta genérico, e sobe ele o hype de um autor que acabara de finalizar um sucesso mundial, sem contar o tema diferente da obra. Bombeiros com poderes de fogo que lutam contra humanos que entram em combustão e nisso se tornam um ser monstruoso de fogo e cinzas.

Eu tive esse hype, eu me decepcionei. Não sou imune a isso. Aceito dizerem que o inicio é uma merda. Começa com esse pretexto de “purificarem” seres de fogo, explora muito pouco os poderes e as lutas são medianas. Diria que boa parte do início e um tempo excruciante de construção de personagens. E o típico torneiro “levanta defunto” surge no capítulo 5, dando a impressão de fracasso eminente.

O próprio torneio tem pouquíssimas lutas, servindo mais como pretexto para mostrar cenas de ecchi. Mas ali já começa a surgir ideias que vão ser bem utilizadas no futuro. Temos a apresentação de diversos capitães e comandantes, alguns outros membros de brigada e o enigmático personagem Joker. Também nesse ponto que aflora o interesse no passado de Shinra, o principal.

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Porem aí vem o que considero o pior problema de Enen no Shoubotai, os interlúdios. Tanto antes como após o torneio existem capítulos de “pausa”, digamos. Um momento para aliviar o leitor da tensão. E esses são péssimos… Arthur e Shinra brigando, Maki ficando brava, Tamaki perdendo as roupas, Hinawa assustando os novatos, e assim vai. Isso combinado ao resto que falei do início e quase insuportável, não vou mentir.

Depois disso temos um arco chato de combate entre 2 brigadas, e perto do capítulo 20, final do arco, que finalmente recebemos um real feedback sobre o que se trata o mangá. Existe uma pessoa, ou grupo, criando combustão artificial. O evento que transforma humanos em feras de fogo. Além disso a brigada 8, a principal, tem a missão secreta de juntar informações das outras brigadas. Assim criando uma certa conspiração.

Ou seja, aquilo que afirmei no começo, “fica legal depois do capitulo X”, basicamente sou eu me referindo que do 20 em diante Enen no Shoubotai realmente mostra a que veio, se tornando no mínimo interessante, e desse ponto em diante só melhora. Logo podem ver o porquê eu acho injusto afirmar que se trata de um mangá ruim sendo que a pessoa argumentando nem deu chance.

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Ainda assim o que falei anteriormente é verdade. O começo é maçante ao ponto de parecer que você leu muito mais do que realmente teria consumido, e infelizmente os interlúdios continuam. O que realmente muda e o foco do autor, que agora investe muito mais nessa conspiração e ao final do arco que se inicia no capítulo 21 temos finalmente vilões e lutas dignas.

Diria que nesse ponto Enen no Shouboutai começa a tirar proveito de elementos que fizeram Soul Eater um sucesso, o que deveria ter sido o caso desde o começo. Mas ainda assim a obra mantem sua identidade inicial, aflora seus conceitos únicos e entrega um personagem cativante atrás do outro. Sem contar que os chars iniciais se destacam cada vez mais.

Desenhos que extrapolam, ligação entre o bem, o mal e o sobrenatural, poderes criativos e personagens insanos são apenas alguns dos destaques dessa “reconstrução”. Mas diria que o ponto alto são os inimigos de branco, os demônios e o fucking uso de relatividade quântica, multiverso e viagem no tempo. E isso sem ficar confuso ou ferrar toda a timeline.

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Literalmente Enen no Shouboutai parte de um início genérico para algo que mistura sobrenatural e ficção cientifica, cria um mundo único, acrescenta personagens e poderes fantásticos e de quebra chega num nível de apelação que vai agradar muitos fãs de shounen de porrada. E é por conta disso que digo, não julgue so pelo começo. De uma chance e aproveite enquanto o mangá estiver nesse constante salto de qualidade.