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Gameplay: Diehard Dungeon – Não tão hard assim…

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Primeiras Impressões: Gigantic Army – Jogando CONTRA com mechas!

On the Nanquim: RIO 2031

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Recentemente fomos reapresentados a serie O Homem do Castelo Alto, um dos originais da Amazon Prime, o qual adapta o clássico livro de Philip K. Dick e que apresenta uma história alternativa onde os nazistas venceram segunda guerra mundial guerra. Os heróis brasileiros ganharam um pouco mais de destaque nacional, com obras como Alfa e Dias de Horror. E o ilustrador Gabriel Picolo fechou contrato com a DC comics para fazer uma serie dos Jovens Titãs. E apesar disso tudo, porque ninguém fala da Shockdom?

Sei que nada disso parece ter ligação, mas vou chegar lá. Primeiro deixe-me apresentar vocês a Shockdom. Uma editora italiana, que para a alegria dos brasileiros, chegou ao Brasil em 2017. E logo de cara já foi publicando obras nacionais, como a serie em tiras Razão e Emoção, além da inédita série de heróis Timed.

E é justamente de Timed que vamos falar aqui, começando com Rio 2031. Um ponto de partida para toda uma linha de histórias fantásticas, a qual vamos resenhar título por título aqui no Mangatom.

CAPA RIO

Mas o que tem de tão especial em Rio 2031. E a resposta está justamente no parágrafo inicial desse texto. Num futuro não muito distante o mundo vê um súbito surgimento de super seres, porém não naquela ideia de Marvel e DC onde poucos são dotados, e sim algo que se assemelha a My Hero Academia, fazendo assim com que super-humanos superem em número os sem poderes, porem com um twist.

Em My Hero Academia quando os primeiros poderosos surgiram existiu conflito, mas é algo pouco mencionado, pois não diz respeito ao enredo, o qual mostra um mundo de heróis muito depois do surgimento. Enquanto em Rio 2031 os heróis, aqui chamados Timed, surgiram a pouco tempo, e em números alarmantes, o que acabou encadeando na Guerra Fria. Pois no mundo de Timed esse evento nunca havia ocorrido, e quando surge vem de maneira similar ao ocorrido no já mencionado O Homem do Castelo Alto, assim criando uma linha de história alternativa.

A Guerra Fria de Timed é um conflito pela supremacia entre os Estados Unidos e a Rússia, com a visão de ser a guerra para acabar com todas as outras guerras. Porem ao invés de se focar em investimentos na tecnologia, se trata de uma corrida para ver quem tem os melhores super-humanos e que pode utilizar das forças deles para mudar cenários ao redor do mundo, e assim assimilar tais localidades como aliados.

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E na frente dessas duas superpotências temos duas megacorporações, a Newstate, nos estados unidos, e a Thenation na Rússia. Sendo assim não temos um embate entre capitalismo e comunismo, e sim entre duas formas distintas de capitalismo. Algo que infelizmente é mal explorado na trama, e acaba caindo mais como uma ferramenta para o autor discutir problemas sociais, assim fazendo de Rio 2031 mais uma ficção social do que cientifica, mesmo tendo mechas e carros voadores em segundo plano.

Uma perda imensa, mas que acaba destacando o ponto alto da trama. Apesar do HQ ser de heróis, eles não são lá essas coisas. As personalidades são legais, mas não temos tempo de nos sentirmos atraídos por eles, e os poderes são basicamente o seu típico time dos X-Men, com algumas mudanças interessantes que logo falo. Menciono eles, pois é justamente essa abordagem social que dá charme a trama e não os poderosos.

Para alguns isso vai soar como algo escroto, mas pense nos Timed como recursos narrativos para se passar não uma mensagem, mas um questionamento. Com dois grupos em conflito, mesmo tendo um lado vencedor e um perdedor, acabamos acompanhando por igual a visão de ambos, junto do ponto de vista de cada personagem, por mais ínfimo que seja, assim nos fazendo tomar um lado, mesmo que inconscientemente. Ou seja, temos uma rara história sem protagonistas, com um enredo bem trabalhado e uma boa construção de mundo, daqueles que faz você querer mais ao final da trama.

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E nesse momento acho que me precipitei, pois já deixei bem claro que gostei imensamente da proposta de Rio 2031 e da série Timed, porem a resenha não acabou, pois chegou a hora de tocar no porque esse é um HQ interessante sobre heróis, mesmo eu tendo posto eles meio que de escanteio. O que obviamente complementa boa parte do que falei.

Enfim, Timed. Porque Timed? Sim, existe um motivo por trás do nome. Conhecem o Homen-Hora ou anime Tiger & Bunny? Se não, deixa eu explicar. Em ambos os exemplos o herói possui um poder incrível que pode ser utilizado por apenas uma hora. Mas e se, após essa uma hora de ativação, o herói morrer? Esses são os Timed. Heróis que tiveram seus poderes despertados e que desde então sabem o tempo que tem nesse mundo. Porem nada de 1 hora, e sim espaços como 5 ou 7 anos de vida.

É muito? Sim e não. Esse é o tempo que nos é apresentado em Rio 2031. Porém é deixado claro que esse tempo vai variar de pessoa para pessoa, sem contar que você não precisa ser um gênio para saber que isso pode ser usado para afetar a psique de um personagem. Algo que não foi explorado em Rio #1, mas que pode causar um impacto fantástico em edições futuras ou em outras series da linha Timed. Sendo este, ao menos para mim, um chamariz imenso para ir atrás dos outros títulos da Shockdom.

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Voltando rapidamente aos heróis de Rio 2031, apesar deu ter comparado a X-Men, existe um outro detalhe, além do tempo de vida, que separa este da série da Marvel. E por incrível que pareça também tem ligação com os poderes. Pois aqui um personagem com super velocidade não tem apenas super velocidade. Ele possui um poder complementar de super resistência para aguentar o atrito durante a movimentação. E na mesma ótica uma heroína com intangibilidade também possui levitação, assim evitando que ela atravesse o chão indeterminadamente. Ainda são Mercúrio e Lince Negra, porem com uma lógica maior aplicada em cima dos poderes.

E eles ganham vida graças ao Brasileiro Gabriel Picolo, o qual mencionei no começo. Um ilustrador de mão cheia, super gente fina, que tem ideias incríveis, como desenhar os Titãs em roupa casual, o que lhe garantiu o trampo na DC, desenhar a famosa série 365 Days of Doodles e criar o “romance moderno” Ícaro e o Sol. Uma serie de ilustrações que coloca o mito clássico como dois jovens apaixonados. Um favorito pessoal meu. Mas que não menciono atoa. Pois a personagem Sol serve claramente de base para a heroína Magick. O que me leva a pergunta, onde ele enfiou o gato preto em Rio 2031? Vou deixar essa solta para os fãs do Picolo responderem.

E junto dele temos o italiano Giuseppe Andreozzi, o que torna essa uma obra Ítalo-brasileira. Você provavelmente ouviu pouco dele, pois é um cara focado mais em estudo, sendo fundador e professor de roteiro da Creativ Art School, e antes de ir para a Shockdom trabalhou apenas em um projeto, a série de zumbis Mors tua. Sua primeira obra na editora foi Black Screen, a qual ainda não tem previsão de sair no Brasil.

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Com isso temos juntos 2 quadrinista bem experientes, que vieram polindo suas habilidades ao longo dos anos, mesmo que não fazendo HQ em si. O que não é um demérito, pelo contrário. Falo de um ilustrador fantástico de longa data e um roteirista que ensina milhares sua arte. Um time extremamente competente que trouxe uma das HQs de heróis mais interessantes dos últimos anos.

É algo excepcional? Não. Mas é um quadrinho de herói muito bom! E isso que vale as vezes saca. Ignore os clichês de um gênero saturado e busque enxergar o diferencial. Eu tenho certeza que você verá isso em RIO 2031, e quem sabe nas outras series da Timed. Tá curioso? Pois bem, já dou uma canja. Pois nos dias seguintes eu vou resenhar aqui justamente os títulos que dão continuidade a ideia desse mundo, os quais são Vidas de Papel e O Canto das Ondas. Ainda não li essas, mas estou empolgadíssimo!

E você, o que achou de Rio 2031? Animou para ler? Achou uma ideia batida? O que acha que é necessário para um HQ de herói decolar? Comenta aí para a gente nos comentários. Ah, é não deixa de curtir! Tem dessas no WordPress também. =P

Indie-A-tom: Plasma Puncher – Game de porrada BR!

Neste vídeo falamos sobre Plasma Puncher (PC), um jogo de beat ‘em up brasileiro com um twist. Aqui você luta num planetoide, e por isso não a caminhos, apenas uma grande arena em loop.

Indie-A-tom: 1982 – Homenagem aos Clássicos

Neste vídeo falamos sobre 1982 (PC), um jogo de schmup, ou jogo de navinha, que homenageia os clássicos da era de ouro dos videogames, pré-crise de 83. Em sua maioria títulos da Atari.

Indie-A-tom: Downfall – Hotel dos Horrores (+ Sorteio de The Cat Lady)

Atenção: O texto presente aqui é um roteiro de gravação, então, apesar de ser perfeitamente possível ver minha opinião através deste, sugiro assistir ao vídeo pois ele possui leves alterações.

Último review do ano! Porém não o ultimo vídeo. Algo que vou entrar em mais detalhes no final do Review de Downfall. Mas antes de prosseguirmos, tenho de parar e falar um pouco a respeito de The Cat Lady, último jogo resenhado. Afinal um é meio que sequência do outro.

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Indie-A-tom: The Cat Lady – Gatos, Suicídio e escolhas difíceis + Sorteio de key

Atenção: O texto presente aqui é um roteiro de gravação, então, apesar de ser perfeitamente possível ver minha opinião através deste, sugiro assistir ao vídeo pois ele possui leves alterações.

Jogos de Point and Click, ou aventura se preferir, são normalmente bem coloridos, muitas vezes cartunescos e repletos de comedia. Até mesmo aqueles de temática um pouco mais séria, como Primordia, tendem para esse lado light ao menos no enredo.

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Indie-A-tom: Shio – Vida, morte e lanternas de papel

Sem roteiro dessa vez pois esse é um vídeo especial feito no improviso. Espero que gostem. ^^

Indie-A-tom: A Bloody Night – Gore pixelado!

Atenção: O texto presente aqui é um roteiro de gravação, então, apesar de ser perfeitamente possível ver minha opinião através deste, sugiro assistir ao vídeo pois ele possui leves alterações.

Jogos violentos. Quem não gosta, não é? Tem quem curta atropelar pedestres em GTA, dar uma de psicopata em Postal ou simplesmente ver aquele gore maroto em Dead Island. Mas seria isso o suficiente para se vender um jogo? Leia o resto deste post

Resenha: Fragmentos do Horror

Fragmentos do Horror

Atenção: As imagens do post não refletem a qualidade Darkside. Vou troca-las posteriormente. Apenas tive um problema com minha câmera na hora das fotos.

Antes de começarmos, gostaria de agradecer a DarkSide Books por ter nos enviado o Fragmentos do Horror, uma coletânea de one-shots do mestre do terror Junji Ito. Sem dúvida um dos meus autores prediletos dentro do gênero, possuidor de um estilo único, tanto de narrativa como ilustração.

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