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On the Screen: Infinity Train (Temporada 1) – Surpresas infinitas

Eu normalmente não falo de temporadas aqui e raramente escrevo sobre series em andamento, mas Infinity Train é uma exceção. Isso pois esse cartoon seque uma estrutura similar a series como True Dectetive onde cada temporada é um enredo, com a diferença de que a temporada 2 puxa elementos e personagens da primeira, até porque se passa no mesmo mundo. O tal trem infinito.

Mas como se deu isso numa serie do Cartoon Network? Bem, Infinity Train surgiu como um piloto de uma serie em meados de 2010, então em 2016 foi publicado como um curta no aplicativo VOD do Cartoon Network e no canal do YouTube, de maneira similar ao que faziam no Cartoon Cartoons, um antigo bloco de curtas que anteriormente eram pilotos. E que foi de onde surgiu clássicos do canal, como O Laboratório de Dexter, Meninas Super Poderosas, A Vaca e o Frango e Coragem, o Cão Covarde.

So que o Cartoon Cartoons já tinha o intuito de ver a popularidade e então dar sinal verde para a produção das series. Enquanto Infinity Train foi disponibilizado apenas para preencher vaga, se não porque ele ressurgiria 6 anos após a concepção? Era pra ser apenas mais uma opção dentre tantas outras para se assistir.

Porém, o curta de Infinity Train chegou a ultrapassar a marca de 1 milhão de visualizações em tempo recorde e logo surgiu uma petição para que o Cartoon fizesse o show. Isso tudo ainda em 2016. E parece que a empresa viu o recado e resolveu agradar os fãs, assim lançado Infinity Train em 2019.

Mas nem tudo é tão fácil. Provavelmente queriam uma serie longa, tal qual um Hora de Aventura. So que por mais que a Cartoon tenha sido boazinha, ainda é uma empresa. E nisso Infinity Train foi idealizado como uma minissérie de 10 episódios, cada 1 com 11 minutos. E por mais que isso pareça um problema, sinceramente eu acho que fez o desenho ser ainda melhor.

Sim, eu dei algumas voltas. Pois acho essa “história de origem” bem interessante e porque eu queria chegar nesse ponto da duração. Da forma como isso foi idealizado a primeira conclusão e de que seria um cartoon sem tempo suficiente para apresentar um enredo decente. Porem o que recebemos, graças ao time criativo por trás de Infinity Train, é algo sem furos e com episódios repletos de conteúdo.

Não parece que você está assistindo 11 minutos. Parece que você assiste longos seguimentos que mais parecem um filme Ghibli misturado com algo surreal como Twin Peaks. É um mundo único de fantasia e ficção jamais visto. Mas o melhor mesmo é o mistério interligado diretamente a cada um dos personagens e ao desenvolvimento da protagonista, Tulip.

O trem infinito realmente é um local bizarro, com mundos inteiros em cada vagão e seres ainda mais curiosos. Porem nada é mais intrigante do que a numeração na mão de tulip, que cresce e decresce sem um motivo aparente.  

E acima disso temos vozes misteriosas, monstros tenebrosos e o One-One. Um robozinho com dupla personalidade que busca sua mãe. E sim, até ele é mais um dos mistérios dessa jornada. Com um lado cheio de hype e outro depressivo, que lembra muito O Guia do Mochileiro das Galaxias.

Completando o trio de heróis, temos Atticus, o rei Corgi. Um corajoso e carismático cão que não apenas fala, mas se porta como nobre. E os 3 juntos são simplesmente incríveis, talvez sendo o grupo mais divertido e inusitado que vejo em anos, ao menos se tratando de desenhos. É ótimo ver eles se aventurando em reinos que variam desde montanhas de cristais a um vagão lotado de patos.

Porem a estrela ainda é Tulip e seu drama pessoal. Afinal não começamos no trem, e sim no mundo real com a protagonista fugindo de casa. E esse ponto faz toda a diferença. Um desejo negado, uma família problemática, infância dura, pais separados. Esses e outros detalhes vem a tona constantemente ao decorrer dos episódios, assim tocando em temas bem únicos para algo focado no público infantil.

Além de englobar fantasia, mistério, aventura e sci-fi, Infinity Train é também um coming of age. Uma história de amadurecimento, 100% focada no drama familiar. E eu não poderia enaltecer o quanto isso é importante e como tudo isso transforma a serie numa das melhores coisas que já assisti.

Eu falei acima que é algo para o publico infantil, mas so que de uma forma similar a como as revistas japonesas separam demografias. O foco do Cartoon Network sempre foi crianças, portanto esse é o publico alvo. Porem isso não quer dizer que a obra não possa ressoar com outras faixas etárias.

E eu acredito que Infinity Train é algo para qualquer idade. O roteiro é fenomenal, os personagens são cativantes, o mundo e encantador, e não me faltam elogios aqui. Eu recomendaria essa temporada a qualquer um de olhos fechados, até porque termina. Tudo tem um desfecho, e ai entra a questão de como foi idealizada a temporada 2.

Bem, se você ainda não viu o trailer, fique tranquilo. Eles optaram pela única saída cabível. Em vez de resetar o plot com algum motivo besta eles mantiveram o trem e introduziram um novo personagem, um novo passageiro. E por fim colocaram um secundário da temporada anterior como parte do novo trio central.

Minha única questão mesmo com a temporada 2 vai ser se vão utilizar e como vão utilizar os demais personagens que sobraram. No resto, pode ter certeza de que eu já estou no hype. XD Infinity Train é bom d+.

Picnik e Quadrinhos

picnik

Quem olha esse título no mínimo fica curioso, ainda mais se não for de Brasília é entorno, e logo começa a imaginar coisas como uma toalha estirada na grama, uma cesta de guloseimas e uma pilha de HQs para passar o dia na natureza sem deixar de lado o hobby.

Algo que sem dúvida é atrativo, e que um dia tenho de me pôr a experimentar, mas passa longe do real tema deste texto. Existe sim um amplo local aberto, e se quiser pode levar comida e se aconchegar na grama, apesar de ser preferível conhecer os diversos food trucks do evento e com certeza você não terá paz e sossego para ler ao som da música que contagia o festival. Leia o resto deste post

Indie-A-tom: Pokemon Generations – Melhor que Digimon Tri?

On the Screen: Kung Fury

kungfury Leia o resto deste post

150 Animações que você deveria ver

Vejam so, mas o que é isso? É apenas um chart com 150 animações que eu acho que todo mundo deveria ver, afinal esse é minha “opnião de merda”. Não, falando sério, você deveria retirar o tempo do cafezinho e dar uma olhada nisso, pois me deu bastante trabalho.

A ideia surgiu após eu fazer outro post, intitulado TOP 50 Cartoons, onde coloquei uma lista para dar minha opinião sobre outra lista… internet. Bem, em certa parte do texto disse que so iria por 50 filmes pois seria impossível fazer algo descente com um número maior.

A verdade e que na época meu blog estava morrendo e eu meio que apelei. Fiz um texto rápido, joguei os títulos que ia lembrando e aos poucos fui definindo uma ordem, apenas para gerar visitas. Sim, foi algo bem na coxa.

E isso foi me perseguindo, entende? Pois no fundo eu sabia que tinha filmes que eu deveria ter citado, o que me levou a ideia de criar um chart com 150 títulos. Mas porque não 100 igual a lista do Time Out?

No fundo, no fundo, eu queria superar ela em número. Seria algo que faria para mim mesmo, apenas para aliviar esse sentimento de “fiz merda” e ao mesmo tempo dizer “consegui porra!”. E aqui esta da dita cuja.

Eu realmente ia guardar ela, mas deu tanto trabalho que resolvi compartilhar aqui. Afinal, algum uso ela deve ter para alguém.

top 150- animação!

Curtas #01 – Um show, uma queda, e pequenos cubos

show

Resolvi fazer um post “especial” com vídeos curtos de animação que eu simplesmente adoro. Alguns são filmes mesmo, outros clips, outros besteiras do YouTube, mas o que todos tem em comum e serem realmente fodas. Ai vai minha seleção de 3 vídeos excelentes, espero que gostem. (Não está em ordem de preferência) Leia o resto deste post