Arquivos do Blog

GOTH VS GOTH: Love of Death

GOTH não é lá essas coisas. Aquele típico mangá de 5 capítulos com cara de cancelado, mas que na verdade adapta outra mídia. Nesse casso mais uma das milhares de novels japonesas que nunca vão dar as caras por aqui no ocidente, a não ser que tenha o nome Haruki Murakami no meio.

O livro é assinado por Otsuichi (Hirotaka Adachi), um autor que se especializa em histórias curtas de terror e mistério, e que tem exatamente como sua obra mais famosa Goth, a qual foi amplamente premiada e adaptada. O que me deixa com uma pulga atrás da orelha quanto a qualidade integra da obra, sendo que só pude ir atrás do mangá, ao menos a princípio.

Veja bem, existem diversos pontos positivos na publicação da Shounen Ace. O traço de Kenji Ooiwa é muito bom, perfeito para cenas de gore. Mesmo que muito pouco do mangá se utilize dessa apresentação mais macabra. Culpa do estilo dos casos, eu diria. Ao invés de descobrir quem criou uma abominação de carne e sangue, quase que como apresentando uma obra de arte deturpada, foi escolhido aqui que as histórias subsequentes teriam como foco apenas o sequestro de uma das principais, Yuro Morino. E é aí que começa os problemas.

Por um lado, eu entendo a parte do gore ter sido colocado a escanteio. Era um desejo do autor não mostrar os detalhes das mortes por achar que isso retiraria o gosto da leitura. Ainda assim fica muito estranho terem aprovado cenas tão grotescas a nível de Hannibal logo no início de um shounen. Sim, eu ter mencionado a Shounen Ace não foi à toa, e o pior, nada disso e especulação. O próprio autor do livro publicou uma carta a respeito disso após o último capítulo.

E foi nesse mesmo posfácio que ele explicou a ideia por trás da obra e da natureza dessa mudança de um mistério sobre corpos para um focado nos sequestros de Yuro. Talvez tenha ocorrido uma divergência na tradução, e a parte sobre o gore se refere a tal mudança, visto que as histórias subsequentes mal criam um cenário para uma apresentação mais grotesca. Porém o que mais se destaca nessa fala do autor e o seguinte trecho, que coloco a seguir adaptado para o português.

“O enredo de GOTH tem um conceito simples. A heroína e sempre sequestrada pelo monstro e o herói vai salvá-la. Essa ideia já foi usada amplamente em histórias mais antigas do gênero fantasia. Porem na minha história, personagens como espectros, demônios, vampiros e lobisomens foram substituídos por criminosos inusitados e cruéis.”

Eu entendo a ideia de querer mudar algo a muito estabelecido, porem isso acabou sendo o ponto mais fraco da obra. Colocando Yuro para ser sequestrada e deixando Itsuki Kamiyama como apenas o cara que aparece na hora H, estraga demais o clima da obra. Isso pois tudo acaba sendo ainda mais previsível, o que consequentemente gera certas soluções inconcebíveis para que ocorra o tal resgate “romântico” seguido de uma explicação a lá Sherlock Holmes.

Um clichê continua sendo clichê, independentemente de você alterar um elemento aqui e ali, e o resgate da princesa e um dos mais manjados, seja em livros, mangas, filmes ou até mesmo jogos. Normalmente quando a obra funciona não é porque o clichê foi “reformulado”. Ela funciona, pois, o autor soube escrever o restante do enredo de forma que o clichê teve um bom uso. Foi bem aproveitado por assim dizer.

Enquanto em Goth o tal clichê da princesa e basicamente tudo. Todo capitulo Yuro vai ser sequestrada e Itsuki vai salvar ela no momento H, como já bem falei. Não existe desenvolvimento de mais nada. E o pior, a Yuro so tem alguma evolução no final do mangá, enquanto Itsuki foi muito bem apresentado no capitulo 1, com um enredo que foge desse clichê e que foi bem mais interessante, para então ser descartado em prol da ideia mirabolante do autor. Palmas para isso, só que não.

E eu acredito que nem preciso tocar no quão machista tudo isso soa. Alguns vão dizer que isso é normal na sociedade japonesa ou que não devo ligar pois se trata de um título de 2003. Porem fica difícil defender o autor quando além dele colocar Yuro como fraca, física e mentalmente, e deixar diversos homens como os alfas que pensam e manipulam, ele taca a protagonista em uma das capas de capítulo num traje erótico de sadomasoquismo.

Itsuki, como já bem falei, é o personagem mais interessante, sendo um tipo de detetive mórbido, frio, e que aparenta ele próprio ser um assassino. E os mistérios não são de todo mal. Existem momentos bem intrigantes, principalmente no porquê de cada vilão ter feito o que fez. E a arte realmente ajuda, dando o tom gótico que a obra necessitava.

Ou seja, parece que faltou adaptar melhor ou expandir mais o apresentado. Talvez evoluir a figura de Yuro transformando ela posteriormente numa espécie de sucessora de Itsuki, ou quem sabe criar algo menos episódico e mais sequencial, com um clima de intriga, explorando essa suspeita de que Itsuki pode ser um assassino, criando assim um clima e talvez ritmo mais próximos de algo como Death Note, que acredito ter uma ambientação gótica muito boa.

E falando em algo gótico, talvez esse seja o ponto mais interessante do mangá. Apresentar a ideia de que se vestir de preto e usar certas maquiagens não e ser propriamente gótico. Mas sim que o gótico seria aquela pessoa que se sente atraída por coisas mórbidas. Tanto que os personagens da obra não se vestem espalhafatosamente, seja seguindo a moda gótica americana ou japonesa.

Mas enfim, me repetindo aqui. Interessante no mínimo, sendo uma possível diversão rápida para alguns, mas nada que vai mudar sua vida. E foi esse ponto de ser interessante, e talvez bom, caso apresentado de outra maneira, que me fez ir atrás do filme de 2008, intitulado GOTH: Love of Death. Ao menos a parte de romance dos protagonistas seria aprofundada se tem um título desses, certo? CERTO?

Na real não, e eu pouco me importo. XD Falei mais por brincadeira. Existe um certo tom de romance platônico presente nas duas obras, so que de forma que a parte platônica está para ambos, o que não faz muito sentido. Acredito que Yuro e Itsuki estejam juntos mais por conta de seus interesses incomuns. Algo que certamente é melhor explorado no filme.

E sabe o que é melhor no filme? Yoru, ao menos ao meu ver, entra mais como uma principal, mas sem roubar o tempo de tela de Itsuki, assim parecendo que os 2 se complementam, ao invés de gerar aquela sensação de que o garoto apenas usa da menina. E eu particularmente gostei muito de ver eles juntos assim.

So que aí vem a pergunta chave. O filme é melhor que o mangá? Mesmo com essa presença maior de Yoru e a “correção” do personagem Itsuki, a resposta é um grande TALVEZ. E eu digo isso pois este é um daqueles filmes “ame ou odeie”. E não é por conta do roteiro ou atuação.

Aqui o ritmo que dita se você vai ver até o fim ou tacar um foda-se. Pois é uma película extremamente lenta e com diversos momentos mais parados de reflexão. Como se o intuito desde o início fosse apresentar algo leve e charmoso, quase que corriqueiro, trazendo aquele tom de slice of life real. Imitando a vida mesmo.

So que ainda assim com uma atmosfera bem surreal e com alguns momentos de pura loucura que são complementados com a estranha forma de agir de cada um dos personagens e pelo cenário gótico / macabro de algumas localidades.

As mortes por outro lado foram muito amenizadas, assim seguindo bem a visão original do autor. Porém, perde-se impacto nelas e o uso de manequins, que são bem óbvios, chega um pouco ao ridículo. Eu particularmente não me importo tanto, visto que a produção cheira a baixo orçamento. Mas acredito que dava para se fazer algo melhor com efeitos práticos.

E falando em efeitos. O filme usa alguns jogos de câmera bem interessante, incluindo one-shot, que é basicamente filmar algo mais longo sem cortes. Melhor que isso eu diria que são as partes que se filma a luz, o que parece ser um puto descuido. Mas que no fim tem um proposito muito grande que não posso entrar em muitos detalhes. Mas resumindo, e verão no Japão.

A parte mais bem trabalhada, porem, e o final quando se descobre o assassino. A cena inteira é muito surreal e com base certeira no livro. Algo que digo aqui por ser uma cena bem similar a do mangá em diversos aspectos. So que com pequenos detalhes sutis que tornam tudo mais fluido. E então no desfecho disso temos uma música foda tocando, efeitos de luz e vento. Papeis se rasgam, segredos são revelados, e tudo o que Itsuki faz e andar em câmera lenta, numa cena incrivelmente bela e marcante.

Da para ver claramente que Gen Takahashi tentou ao máximo transformar GOTH em um filme arte, mesmo com o baixo orçamento. E eu particularmente gostei mais do filme. Juntar os melhores trejeitos de cada vilão em um, mais detalhes de cada um dos mistérios e acrescentar pontos de ligação, tornando sequencial como eu bem queria, foi perfeito.

Ainda assim volto a reforçar, o roteiro de nenhum dos dois é algo de outro mundo. Particularmente eu recomendaria o filme, mesmo sendo raro de achar. Mas vai depender se você quer algo rápido para passar o tempo ou algo lento e que tenta ser mais artístico. A escolha é sua, e sinceramente não ir atrás de nenhum dos dois também é uma ótima opção.

Indie-A-tom: She Wants Me Dead

Neste vídeo falamos de She Wants me Dead, um jogo de plataforma de ritmo que certamente lhe fara desejar estar morto.

Me desculpem pelo atraso no vídeo.

Já publicamos a resenha no blog a um bom tempo, sobe exigência dos desenvolvedores, porem na mesma postagem foi dito que o vídeo sairia em pouco tempo. E por isso que peço perdão.

Inicialmente os atrasos foram por conta da minha internet, a qual demorava muito para fazer os uploads e teve de ser trocada. Porém, logo em seguida, foi abatido por uma doença. Começou com uma simples indisposição, foi piorando, até que 2 dias atrás (eu, Zigfrid) quase morro sufocado.

Com a troca de medicamentos após a crise já me sinto melhor, ao menos o suficiente para voltar a trabalhar com o blog e o canal. Espero que dure. No mais, dentro de 60 dias estarei indo para a mesa de cirurgia. Torçam por mim.

Primeiras Impressões: AD After Death

AD

Para você o que seria a pós morte? Um templo no céu? Uma clareira com frutas silvestres? Um calabouço sombrio? Rochas derretidas pelo magma? Seja algo bom ou ruim, existem milhares de visões sobre o que pode vir a ocorrer depois do falecimento, mas a única coisa em comum entre todas estás e que se trata de ficção. Ninguém de fato sabe, e jamais saberá, a resposta para este mistério. Leia o resto deste post

Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 8 [FINAL]

jnf8

E é isso gente, após 8 posts “consecutivos” chegamos ao fim da cobertura da Jam Nerd Festival, mais precisamente da BRING. Eu realmente não achava que isso fosse se estender tanto, e acreditem teria material para continuar por um bom tempo.

Resolvi encerrar neste texto pois acredito que isso se prolongou muito e seria maçante para os leitores, fora que estamos a basicamente 1 mês focados inteiramente nesta matéria. E ai vem a pergunta, se a pressa era tão grande porque demorou a vir a oitava parte?

Como falei eu tinha muito material em mãos e tive de passar um pente fino, digamos, para selecionar que games apresentar no grand finale. E ai estão, os 3 últimos jogos desse evento incrível. Aproveitem.

Leia o resto deste post

Indie-A-tom: One Finger Death Punch

ofdp Leia o resto deste post

Top 50 (Hitsusen)

50hit

Boa tarde! Hitsusen falando!
Meu post de estreia!!! <o/

Quando o Zig chegou me dizendo que ia fazer esse TOP eu pensei ‘Why not?’ e cá estou com o meu próprio TOP50 de anime que curti! Alguns estão na lista pois me diverti horrores assistindo outros por terem prendido minha atenção total, mas no final os títulos escolhidos e suas posições acredito que representam quase que com perfeição o que cada um representou para mim. Bom é isso que tenho para dizer, fiquem agora com meu Super TOP50!!!!

Leia o resto deste post

Top 50 animes (Zigfrid)

50zig

Bem galera, apesar de não parecer, eu já vi muito mais animes do que li mangas, chegando a ultrapassar 300 animes assistidos. Provavelmente essa época que tive de animefag que me fez abandonar os animes e pular de vez para os mangas.

Eu me sobrecarreguei de conteúdo animistico ate dizer chega nos 2 anos que fiquei trancado em casa sem sair. Serio…eu era tipo um hikikomori ultra depressivo pois  sofria bulling dos meus colegas, meus “amigos” e do meu professor, que carinhosamente me xingava de filho da puta e mandava eu me fuder. Amava muito tudo isso ❤

Fora essa época de consumo exagerado que tive, não nego que em parte deixei os animes por causa dos fillers, cortes, mudanças, etc, que quase todos os animes sofrem, e que uma hora ou outra vai fazer você desistir dos animes, acredito eu.

Obviamente não parei 100% de ver animes, outro dia mesmo tava maratonando uns filmes Ghibli. Porem, a quantidade que assisto diminuiu de maratonas exaustantes de 24h para um anime ou outro por ano.

“Porra zig, para de enrolar e fala logo do que e o post”. Eu queria desabafar um pouco, mas borá la. Alienados de plantão, para vocês que não sabem o que e um top, neste post estarei colocando as 50 aberturas dos animes que mais curti assistir.

Apesar de hoje em dia eu ter uma pequena aversão pela mídia, existem muitas obras boas, e obviamente não falo so de coisas antigas, pois o mercado sempre vai se reciclando, e em uma temporada ou outra pode realmente vir a surgir um novo “clássico do futuro”. (ou talvez seja so eu hipando uma merda, igual muitos fazem)

Bem, então abaixo seque a lista dos 50 animes que eu mais curti assistir ate o momento, espero que gostem. Leia o resto deste post

Melhores de 2012!

2012

Eae, fala ai galerinha gente boa. Pra quem não ta sabendo, este e um post especial de Ano Novo, Natal, e seila mais o que XD

Convidei vários amigos para vir aqui e falar quais os animes e mangas que marcaram o ano de 2012, seja este um manga/anime lançado nesse ano ou não.

Os textos estão bem pessoais, então por favor nada de “Ain, não gostei desse, X e melhor, Ain”. Isso aqui e so uma brincadeira entre amigos.

Mas nada impede de você comentar e falar quais foram para você os melhores de 2012 (apesar que ninguém nunca comenta…)

Então vamos logo aos melhores de 2012 começando pelo gostosão aqui (podem vomitar)

Leia o resto deste post