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Comida do passado

Comida do passado
Já dizia o meu professor de história há muito tempo: o que não muda está morto. E a comida do congelador é como um gato de Schrödinger: viva porque tende à própria morte, o apodrecimento, e morta porque, afinal, é o pedaço de um animal morto. Mas tal como um gato que está morto e vivo, ou vivo e morto, não sei que estado em que ela está no momento que escrevo isto. Pergunto-a, mas ela é muda. Ouço só o som da entidade a que chamam de frio, um zumbido na verdade que se trata do compressor. A comida está parada no seu canto, congelada, como um gelo. Mas quem para, para em algum lugar, e se parada ela está, parada exatamente onde? No espaço, óbvio. Mas só no espaço?

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