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On the Screen: Kipo e os Animonstros – Um apocalipse diferente

Kipo e os animonstros (Kipo and the Age of Wonderbeasts) é mais uma série animada da Netflix, encomendada diretamente da Dreamworks. Mas o que me chamou atenção para ler foi o fato de que era baseada num quadrinho online chamado Kipo. E nesse ponto vou nem menti. So quis assistir para ver se gerava material para um “versus” entre a animação e o comic. Um jeito fácil de pegar algo mais atual e juntar com o foco central do blog.

O problema, ao menos para mim, e que o tal webcomic desapareceu da face da terra, salve algumas imagens usadas em matérias de review ou arquivadas em sites como o Pinterest. Logo o máximo que posso dizer em comparação é que alguns personagens tiveram uma leve mudança de design, as cores ficaram mais vivas e que tem certas páginas que parecem um story board para a série em si.

E talvez aí que esteja a resposta. O plano desde de o começo era transformar numa animação ou o conteúdo do quadrinho era tão similar que resolveram desativar o site de leitura. Não sei exatamente qual o passado de Rad Sechrist, criador de Kipo, mas ele trabalhando atualmente para a Dreamworks colabora com essa teoria.

Por um lado, isso pode ser considerado bom para evitar vazamento de roteiro. Mas para mim isso é um completo descaso com o original. Imagina se lançam uma adaptação de um quadrinho ou mangá maior e fazem o mesmo. “Ah, tem 120 capítulos? Não importa. Esconde isso ai.”. O quanto de gente que ia olhar torto e reclamar dessa ação não é brincadeira.

Logo eu realmente torço que isso tenha sido uma escolha do autor. Que ele tenha de fato sempre idealizado isso e preferiu seguir como roteirista e design da série. Pois se foi uma escolha da Netflix, Dreamworks ou estúdio coreano Mir, eu abomino essa decisão.

Não que eu diga isso tentando incentivar o boicote da série. Não.  Eu simplesmente não gosto de ver algo sumindo em prol da criação de outro algo, entende. Mesmo que a peça final seja muito melhor. Não consigo de fato afirmar isso em cima de Animonstros, mas ao menos posso falar que é um desenho bom pra caramba.

No início eu me incomodei. Nem sabia dessa história do comic, mas algo no cartoon tava off pra mim. O mundo era muito legal, com perigos disfarçados a todo canto. Como coelhos gigantes e abelhas beat box. Porem eu não curti os personagens e o enredo era bem besta, talvez simples até demais para mim. Mas o pior eram as músicas.

Não é aquele tipo de show focado em canções a lá Disney, mas constantemente eram colocadas músicas como fundo das cenas, principalmente ação, e puta que pariu… desculpem o jeito que falo, mas não podiam escolher algo pior? Essa era minha reação. A música quebrava completamente as cenas em algo que parecia mais uma playlist pessoal do estúdio que por algum motivo vazou no produto final. Não encaixava.

Fora que eu não gostava da Kipo e seu lado super mega otimista “vamos ser todos amigos”. O desenho logicamente não foi feito pensando na minha faixa etária. Meu deus, eu estou nos meus 30. Mas eu olhei esse começo pensando em como seria o meu eu do passado assistindo isso nas manhãs da TV aberta, e olha… eu ia me incomodar da mesma forma.

O lado bom disso tudo é que é uma primeira impressão. Um inicio fraco, que logo dá lugar a algo realmente bom, como eu já havia mencionado. As músicas começam a se encaixar melhor, ao ponto de ter alguns momentos que ficaram mais épicos por causa delas. E os personagens, não apenas a Kipo, melhoram cada vez mais a cada novo episódio, saindo da impressão inicial e mostrando mais faces de um mesmo personagem. E isso é ótimo.

Fora isso os combates vão ficando muito melhores, apesar deu achar que ainda falta um polimento nessa parte, e o enredo de cada um dos episódios se mostra melhor que o anterior, transformando o plot simples em uma grande jornada de aventura e descobrimento, que no fim puxa assuntos como preconceito, traição, traumas, perda, sexualidade, entre outros. E algo mostrado com uma visão mais leve, mas ainda assim é muito bom ver isso.

No fim Kipo se mostra um show super divertido, que eu agora sim consigo ver o meu eu do passado gostando ao ponto de não perder um episódio. Até porque eu gostei da obra e acabei adorando os personagens. Eu maratonei, e eu, o atual mesmo, quero ver mais temporadas.

Agora sem mais egocentrismo. Por mais que eu ache ruim o lance do quadrinho eu não tenho como não recomendar Kipo. Pode não ser o melhor desenho do mundo, mas me surpreendeu bastante e eu consigo ver um tremendo potencial na obra. Assista você, chame um amigo, apresente para seu filho ou sobrinho e vamos juntos passar o otimismo da Kipo à frente. Sim, no final até isso eu acabei gostando.

On the Nanquim: Supermam: As 4 Estações – O Slice of Life do homem de aço

Inicialmente eu não era fã do Superman. Um herói cheio de poderes, praticamente invencível. Parecia ser uma leitura sem proposito, com final fixo. Ele sempre vence. Por mais que esse seja o padrão de milhares de outras histórias, de outros personagens. O famoso clichê. Eu olhava aquilo e não acreditava no potencial. Igual a Lois Lane descreve seus primeiros encontros com o homem de aço em Superman: As Quatro Estações (For All Seassons).

E esse talvez seja o ponto mais legal da obra. Esse é um HQ do Superman, obvio, mais é muito mais sobre Clark Kent. O menino da fazenda de Smallville. Narrado por aqueles mais próximos do herói, assim demonstrando de forma fantástica o lado humano do homem mais poderoso da terra.

Tal qual o nome 4 estações, o quadrinho separa seus capítulos pelas mesmas. Tudo começa na primavera, com Jonathan Kent, o pai de Clark, narrando o enredo. Mostrando uma história onde o superman ainda não existe. É o começo de tudo, de maneira bem crível, sobre um jovem descobrindo seus poderes e decidindo seu destino. So que visto pelos olhos de um pai apreensivo, que enxerga o super somente como seu garoto que está em mais uma fase da vida.

Nos demais capítulos, ou estações se preferir, temos alguns saltos no tempo para mostrar momentos chaves da vida do herói, cada um com um propósito de mostrar o fantástico e trazer isso a terra, humanizar o personagem. Tanto que por mais que tenhamos o homem de aço fazendo atos incríveis, como parar um trem ou apagar incêndios, o quadrinho seque com um teor mais de slice of life com uma bela pitada de drama. E isso é super gostoso de ler.

Cada um desses capítulos também é narrado por outro personagem. Começamos com Jonathan, e vamos a Lois Lane escrevendo um artigo emotivo, e disso vai direto pra Lex Luthor e suas tramoias, terminando com Lana Lang, a amiga de infância, e eventualmente temos os pensamentos do próprio Clark, terminando com um monologo de um coadjuvante que não vou mentir, e de bater palmas. E tudo perfeito, muito bem encaixado, e por mais que cada capítulo, cada estação, funcione de forma individual como leitura, o correto e certamente apreciar essas ligações e enxergar cada vez mais o super como mundano.

O meu favorito pessoal é o Outono, o capítulo 3. Você não dá nada pro Lex Luthor quando e a narração da Lois, talvez por ela o enxergar assim. Mas quando e a vez dele narrar, ai nos aprofundamos mais do passado do personagem e entramos um pouco na sua mente. Tudo isso culminando num momento extremamente desumano. É dialogo atrás de diálogo de tirar o folego. Algo que, ao menos para mim, joga esse Lex lá no topo, como uma das versões mais bem escritas e assustadoras do personagem.

E é isso. Um texto curto, eu sei. Mas acredito que não precise dizer mais que isso sobre As 4 Estações. Os personagens são muito bem escritos, os diálogos arrasam e a arte cai como uma luva, elevando cada momento.

Eu amo como como o talento artístico de Tim Sale (Batman: O Longo Dia das Bruxas, Mulher-Gato. Cidade Eterna) e Bjarne Hansen (B.P.R.D., Starman) se combinam criando belos por-do-sol e riscos de velocidade. E elogios, como deu para se ver, não me faltam para o roteiro de Jeph Loeb (Batman: O Longo Dia das Bruxas, Smallville). Se você ainda não leu esse quadrinho, vá atrás. Pois é um deleite para qualquer fã do super e uma das obras mais fantásticas de heróis que eu pude ler.

TOP 100 – Melhores quadrinhos e mangás!

Para quem perdeu, lá pela metade de 2019 eu lancei o TOP 50 – Melhores quadrinhos e mangás!”. Então se quiserem podem se ater aquela lista de forma individual, como se fossem os 50 quadrinhos definitivos de acordo com o Mangatom. Ou melhor, de acordo comigo.

Afinal essas listas são sempre algo pessoal, e enquanto eu poderia parar ali e deixar so nos 50 eu senti uma urge de ir atrás de fazer algo maior. Até como uma forma de me auto incentivar a ler mais mangás e HQs, principalmente HQs.

Uns 6 meses e tanto a mais e eu consegui listar mais 50 títulos, totalizando 100. Alguns que esqueci na primeira vez, outros que se mostraram novidades surpreendentes. Mas acima de tudo, uma leva de obras que me marcaram pra caramba no decorrer desses meus anos como leitor.

E eu poderia continuar esse texto, falando e falando cada vez mais o quanto me dá orgulho trazer essa seleção ampliada e explicando regras pessoais e afins. Mas vou acabar por aqui, até para não me repetir com o que falei no post do TOP 50.

Com vocês, o TOP 100 do Mangatom!

1 ao 50 – Click aqui para ver na resolução máxima

51 ao 100 – Click aqui para ver na resolução máxima

E é isso. Torço para que realmente tenham curtido esse top, sem colocação, no qual mostro alguns favoritos. Sei que nenhuma lista desse tipo é perfeita ou definitiva, mas eu apenas espero que com isso você encontre algo novo para ler. ^^

Resenha: Lore Olympus

Resenha com base nos capítulos de 1 a 98

Se você tem o aplicativo WebToon deve estar familiarizado com esse nome. Lore Olympus é um dos maiores sucessos desse app de quadrinhos online, ao ponto de ficar incontestável nos tops de romance e no próprio top de melhores do aplicativo. É literalmente o número 1, o mais popular com 99,999 likes em cada um dos capítulos, sem exceção.

E eu não queria ler. Sabe, eu não sou o maior fã de histórias de romance e segui lá no aplicativo procurando coisas mais de ação, indo em obras questionáveis como Elf & Warrior, até que fiquei de saco cheio. Pois nessa minha de ir atrás das coisas evitando gêneros e buscando por conta própria eu so achei 3 obras sequenciais boas.

Ai na falta do que ler fui em cada um dos tops e abri o primeiro capítulo de cada para dar uma espiada rápida. E o primeiro ponto que me conquistou em Lore foi a arte. Aquela mescla de cores cheias de simbolismo, cenas mais artísticas e belos personagens. Julguei pela capa sim, e nessa vez foi algo bom eu ter feito isso.

Talvez não caia no gosto de todos esse estilo, com os personagens fugindo muito do manhwa, que é o principal do app, e caindo mais para uma mescla de mangá com quadrinhos alternativos americanos, mas é justamente nessa diferença que eu vejo a beleza no traço.

Para completar isso, esse HQ traz uma mescla de mitologia grega com os tempos modernos, e ver esses personagens adaptados para esse traço e essas condições é algo fenomenal e um prato cheio para todos os amantes de história. Sendo esses dois fatores os primeiros que me cativaram na obra.

Era muito gostoso deitar na cama e pegar meu celular para ler cada vez um pouco mais antes de dormir. Eu queria ver o mundo adaptado expandir e apreciar a arte deslumbrante. As cores mesmo, como bem disse, entregam um certo simbolismo, e não para nelas. É tudo muito dedicado ao contexto de cada entidade do panteão grego.

E falando nelas, o terceiro ponto chave foi o carisma. Primeiro vem a fisgada mostrando coisas como deuses em balada ou uma Artemis meio punk, e então por meio desse chamariz conhecemos cada vez mais cada um dos personagens e não da outra. Nesse ponto já não tem volta, você vai quer ler tudo de Lore Olympus, principalmente se gostar de Hades e Persephone.

É uma história de romance, como eu falei no começo. Baseada no mito de Persephone. Você não precisa realmente conhecer toda a história, mas existe genialidade nessa escolha. No tal mito Hades sequestra Persephone, coisas ocorrem em desagrado ao ato, mas no fim ambos acabam se casando.

A parte do sequestro em si obviamente e removida, junto do fato de Hades ser Tio da deusa entre outros, mas a escolha se dá mais por conta de Hades so ter tido amante. Ou em outros termos, ele era o fiel em meio a um mar de deuses promíscuos. E eu particularmente gosto dessa escolha, pois novamente entra naquilo de adaptar as entidades, mas sem remover trejeitos mais marcantes.

E o lance entre Hades e Persephone se dá de maneira bem mais light, apesar de não tão delicada. Tudo começa numa balada, simplesmente por Hades dizer “Persephone é mais bela que Aphrodite”. E então Eros, filho de Aphrodite, leva Persephone a beber demais e a joga na traseira do carro de Hades. Logico que o intuito era causar um confronto entre ambos, porém Hades a conduz para o quarto de hospedes de sua casa, ela eventualmente acorda e em vez de briga, devido a maneira como o deus do submundo se porta, ambos passam a se conhecer numa tranquila conversa.

Voltando novamente ao mito de Persephone, dizem que Hades se apaixonou à primeira vista. E certamente foi o caso, tanto que poderia acabar ali. Porem nesse enredo Hades tem uma namorada Ninfa e vive ocupado com sua empresa, enquanto Persephone faz parte de um grupo de deusas do celibato. Ou seja, que se abstém de relações sexuais. E que caso caia em tentação vai perder a chance de permanecer no olimpo e na universidade.

Com isso o enredo de Lore Olimpus segue num estilo Slice of Life com pitadas de romance e aquele drama bem encaixado. E devo dizer, com diálogos sensacionais e tocando em assuntos bem polêmicos. Como sexo, traição, estupro, difamação e o próprio celibato, entre outros. E de quebra mete alguns mistérios, como o fato de Persephone antigamente se chamar Kore e a relação entre Aphrodite, Eros e uma mortal, em outra história de relacionamento.

E está aí uma palavra que se encaixa muito bem nessa trama. Relacionamento. Não apenas amoroso, mas entre amigos, familiares e colegas de trabalho. Novamente caindo no Slice of Life e abrindo brecha para explorar todos os personagens. E diria mais, não tem um deus que seja apresentado que é mal utilizado e toda a trama flui perfeitamente, como se tudo já tivesse sido bolado a décadas.

No fim Lore Olympus é um quadrinho extremamente agradável e digno de estar no topo de um site tão prestigiado. Uma obra sem igual, em todos os aspectos, com um romance que vai fazer até mesmo o mais enrrustido no gênero apreciar a obra e torcer pelo o casal, por mais que o destino deles esteja escrito em pedra.

On the Nanquim: DCeased – Os zumbis da DC

Sagas de zumbis podem ser um completo desastre. Começa já com você sabendo que todos vão morrer ou da alguma esperança, joga uns personagens legais na trama e depois se perde. Afinal, todo mundo deve morrer? Deve ser achada uma cura? E assim vai… parece que não existe uma resposta satisfatória, apenas a chance de contar uma boa história mediante ao fim. E ainda assim, continuamos atraídos por tais historias, como os próprios zumbis sedentos por sangue.

DCeased, um péssimo trocaralho entre DC e deceased, do inglês “falecido”, e um título da DC, ACREDITEM SE QUISER, que segue mais o menos esse rumo. Já tivemos a minissérie intitulada apenas Deceased, com 6 volumes e um final até que aceitável, estamos tendo o spin-off DCeased: A Good Day to Die e já foi anunciado para 2020 DCeased: UNKILLABLES. E por mais que os zumbis DC ainda tenham muito chão para correr, resolvi vir aqui hoje falar o porquê essa obra é tão boa, por mais que tenha no fim rolado um gostinho de decepção.

Acho que o primeiro ponto contra é ser justamente uma mini-serie. E não digo isso me posicionando contra a obra. É que como tal, com os 6 volumes já definidos de entrada, o tempo e limitado e por conta disso existem alguns saltos no tempo, ou cortes digamos, para aproveitar melhor o número limitado de capítulos. Fora o inevitável personagem X ou Y que so aparece de fundo ou é muito mal aproveitado.

E eu reclamo disso pois acho que se tivesse dado mais espaço, o autor Tom Taylor (Injustice: Gods Among Us / All-New Wolverine) teria sem dúvida alguma criado uma saga de arrepiar os cabelos. Não que não já tenha, ou que ainda vá fazer algo melhor nas sequencias e spin-offs, mas acho que dava para transformar o ótimo em memorável, por mais que isso soe como papo de maluco. Aqui atestando mais uma vez como eu gostei da minissérie e das ideias nela implementadas.

Para começo de conversa, não são zumbis. São algum tipo de criatura surgida devido a corrupção da equação da anti-vida. E no momento que eu disse essa frase um monte de gente que nunca leu DC saiu correndo. Mas na real? Não importa. Você não precisa saber o que é anti-vida, apenas que é um troço de um planeta aliem. E diria que não precisa nem conhecer muito dos heróis para gostar da obra, por mais que seja um prato cheio de fanservice.

Mas se quiser entender um mínimo, eu recomendo ver o filme Justice League: War. E a forma mais fácil e rápida, ao meu ver, de ser introduzido a origem do herói Cyborg e entender um pouco que seja sobre o vilão Darkside e o planeta Apokolips.

Mas voltando ao que eu ia dizendo. A equação da anti-vida estava incompleta, com metade dela no corpo de Darkside. Aí descobriu-se que o resto da equação estava no corpo do Cyborg. Rola umas conversas, nada muito relevante, e termina tudo com o Darkside enfiando uma mangueira na morte e introduzindo parte dela a equação. E olha, não precisa ser um gênio para saber que ia dar merda. E se deu merda viu.

Nisso o paciente zero, o hospedeiro do vírus criado nesse acidente cósmico, se torna o Cyborg. E para evitar a contaminação de Apokolips, o homem máquina e enviado de volta à terra e se conecta a internet. E eis a sacada genial da porra toda. Wi-fi, redes sociais e toda essa bagaça. Tu tá lendo isso e já pode ter sido infectado e nem percebeu.

Mas relaxa. Não tem vírus aqui, baixa a paranoia. Porém é exatamente assim que se deu o apocalipse zumbi da DC. O sangue ainda é um fator muito importante na contaminação, então o clássico não é completamente excluído, porem a grande ameaça e olhar informações da equação anti-vida em qualquer tipo de tela de aparelhos com acesso à internet. Sim, o vírus e digital e transfere para a mente das pessoas por meio de um simples olhar. E como a internet já está na casa de bilhões de pessoas, imaginem a velocidade de contagio.

À primeira vista essa ideia de usar a internet para contaminar é algo absurdo e bem idiota, e eu mesmo não quis ler o comic por um bom tempo por conta disso. Mas basta deixar de lado o ridículo, que aí sim dá para ver o quão assustador é esse meio de infecção. E digo mais. Lhe garanto que a cada nova página o autor vai justificar cada vez melhor o terror aqui apresentado, e essa é a magia do HQ. Ao menos no começo…

É meio obvio que fazer uma obra, mesmo que somente com 6 capítulos, inteiramente baseada no medo de telas não ia dar muito certo. Aí entra a fase de lutas de heróis. É obvio que alguém relevante seria infectado. E se no início nos apegamos a obra para saber mais sobre o vírus e quem morreu, no restante nos vemos presos pensando quem vai aparecer, quem vai morrer e como vão escapar. As lutas são muito boas, algumas com soluções bem boladas, mas são segundo plano perto do restante da trama. O foco é a tensão.

O problema mesmo é como tudo termina. O jeito de resolver a situação é muito fora de qualquer enredo de zumbis, o que é ótimo, mas é algo previsível dentro do mundo DC. E ao mesmo tempo que a obra termina, muito fica em aberto, e no fim nem mesmo o final realmente deixa aquele gosto de conclusão. Ou talvez seja eu querendo algo épico d+, tal qual eu deixei claro nos primeiros parágrafos.

É ótimo ver o caminho até esse fim e depois, por meio dos spin-offs, acompanhar outros sobreviventes. As sacadas, como já mencionei, são muito fodas. Desde o lance da internet a quem sobrevive e morre. Além de como coisas banalizadas pelo uso continuo em outras obras, como o sangue, podem vir a ser algo colossalmente desastroso apenas por se tratar do mundo da DC.

Ou seja, é inegável dizer que o HQ é muito bem escrito. Mas ainda me senti um tanto mal com a conclusão abrupta e o uso mínimo de certos personagens e tramas. É o típico caso de perspectiva quebrada. Eu desejava que tudo, sem ponta solta alguma, acaba-se ali. Fim. The End. Pois eu também tenho um certo medo de que com tantos spin-offs aquela conclusão ainda permaneça por um bom tempo, estagnada, ou pior, que nunca venha a surgir uma sequência.

Eu torço muito para que DCeased continue divertido nos spin-offs e vou aguardar com gosto uma continuação. Mas ao mesmo tempo torço para que não seja mais um mundo morto, que existe apenas para gerar mais historias gore de heróis morrendo. Ao menos não mais do que já é.

Vlog: Tenho um quote atrás de um quadrinho! Conheça Tê Rex.

Nesse vídeo você confere o quadrinho que eu tenho um quote atrás! Sim, uma frase minha de um texto de review saiu numa publicação brasileira. Não tenho nem palavras pra descrever!

Nesse vídeo você confere o quadrinho que eu tenho um quote atrás! Sim, uma frase minha de um texto de review saiu numa publicação brasileira. Não tenho nem palavras pra descrever tal emoção!

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TOP 50 – Melhores quadrinhos e mangás!

Queria começar esse texto falando que o top não é definitivo, mas algo mutável, tal qual nossos gostos que mudam ao decorrer dos anos. Novas obras aparecem e se mostram superiores ou somente paramos de achar que algo que antes nos alegrava era tão bom assim. E me colocando aqui como exemplo, eu não gostava de sci-fi quando novo, sobrenatural então nem se fala, e hoje em dia acho que são gêneros fantásticos.

E parte deu querer fazer essa lista é exatamente essa mudança. Talvez um certo amadurecimento. Eu fiz 30 anos em novembro do ano passado, e narcisista como sou pensei, bem, tá na hora deu deixar algo de impacto nesse mundo, nem que afete apenas um grão de areia. Daí a ideia de uma lista com 1001 títulos para ler, ou quase.

O intuito aqui e listar todos os meus favoritos e ir postando aqui em determinados marcos, como 50 melhores, 100, 500 e assim vai até ver onde chego. Por quantos anos eu ainda vou carregar esse apreço pela mídia dos quadrinhos. E ao mesmo tempo serve também como uma forma de buscar novas leituras e não me deixar levar pro comodismo da vida adulta de so trabalhar pra um dia eu ter 80 anos e poder fazer o que eu quiser, entre grandes aspas, por conta da idade avançada e a tal mudança de gostos que já falei.

Sempre fui a favor da filosofia de “Faça no mínimo um algo bom no seu dia, para que no fim do dia esse algo bom seja o seu dia”. Então porque não essa parte boa ser ler, minha atividade favorita? Eu quero realmente me forçar nesse ponto, pois eu tenho jogado muito, visto filmes, series e animes, e deixado a parte de ler meio que para escanteio, e isso não é bom.

Meses sem ler algo, talvez desde o início desse ano, e então eu resolvi pegar Whatersnakes, que inclusive esta nesses 50 primeiros, e cara, eu so me pergunto pq eu sou tão imbecil de ficar sem fazer nada, ansioso, e então pular no Netflix, entende? Eu poderia aproveitar o meu tempo melhor, descobrindo coisas novas, e eu espero que vocês encarem essa lista dessa forma.

Para mim é um exercício, mas para você leitor, eu espero que seja um meio de descobrir novas leituras, talvez um novo favorito ou quem sabe se desafiar também desbravando um gênero que nunca leu, mas tá lá, super chamativo num top.

Enfim, ai está o meu top 50 inicial, feito completamente com meus gostos, opiniões e o que eu tinha lembrado até o momento de salvar o arquivo. Haha. Divirta-se.

Link para ver a imagem em resolução máxima:
https://mangatom.files.wordpress.com/2019/05/best-comics.jpg

Agora alguns pequenos adendos sobre a lista. Encare eles como quiser.

  1. Lista pessoal. Eu já falei, e reafirmo aqui. Se você tem outros favoritos, acha a lista ruim, incompleta, detesta um dos escolhidos e assim vai, então se sinta livre para comentar educadamente apresentando os seus gostos, sem tentar impor eles acima dos meus ou de outra pessoa que tenha comentado aqui. Ainda porque eu não to falando que sou melhor que você. É so uma lista.
  2. Eu li e me recordo bem de todos os títulos aqui listados, então não precisa sugerir que eu releia. A única exceção é Hulk: Futuro Imperfeito, a qual vou sim reler, e que se for ruim sai na próxima lista. Eu coloquei esse so por nostalgia de ser o título que me fez gostar de heróis, mesmo que eu hoje em dia não seja um aficionado.
  3. So obras sequenciais finalizadas foram listadas, por mais que eu quisesse colocar One Piece ali. =x Obras episódicas, como Blacksad ou Garfield, entrarão na lista mesmo que incompletas, desde que eu ache a maior parte boa.
  4. Sim, eu aceito sugestões. Acredito ter o suficiente para chegar no mínimo aos 100 melhores, mas não custa nada ouvir o que os outros tem a dizer. Afinal a ideia aqui é ir o mais longe possível.

GOTH VS GOTH: Love of Death

GOTH não é lá essas coisas. Aquele típico mangá de 5 capítulos com cara de cancelado, mas que na verdade adapta outra mídia. Nesse casso mais uma das milhares de novels japonesas que nunca vão dar as caras por aqui no ocidente, a não ser que tenha o nome Haruki Murakami no meio.

O livro é assinado por Otsuichi (Hirotaka Adachi), um autor que se especializa em histórias curtas de terror e mistério, e que tem exatamente como sua obra mais famosa Goth, a qual foi amplamente premiada e adaptada. O que me deixa com uma pulga atrás da orelha quanto a qualidade integra da obra, sendo que só pude ir atrás do mangá, ao menos a princípio.

Veja bem, existem diversos pontos positivos na publicação da Shounen Ace. O traço de Kenji Ooiwa é muito bom, perfeito para cenas de gore. Mesmo que muito pouco do mangá se utilize dessa apresentação mais macabra. Culpa do estilo dos casos, eu diria. Ao invés de descobrir quem criou uma abominação de carne e sangue, quase que como apresentando uma obra de arte deturpada, foi escolhido aqui que as histórias subsequentes teriam como foco apenas o sequestro de uma das principais, Yuro Morino. E é aí que começa os problemas.

Por um lado, eu entendo a parte do gore ter sido colocado a escanteio. Era um desejo do autor não mostrar os detalhes das mortes por achar que isso retiraria o gosto da leitura. Ainda assim fica muito estranho terem aprovado cenas tão grotescas a nível de Hannibal logo no início de um shounen. Sim, eu ter mencionado a Shounen Ace não foi à toa, e o pior, nada disso e especulação. O próprio autor do livro publicou uma carta a respeito disso após o último capítulo.

E foi nesse mesmo posfácio que ele explicou a ideia por trás da obra e da natureza dessa mudança de um mistério sobre corpos para um focado nos sequestros de Yuro. Talvez tenha ocorrido uma divergência na tradução, e a parte sobre o gore se refere a tal mudança, visto que as histórias subsequentes mal criam um cenário para uma apresentação mais grotesca. Porém o que mais se destaca nessa fala do autor e o seguinte trecho, que coloco a seguir adaptado para o português.

“O enredo de GOTH tem um conceito simples. A heroína e sempre sequestrada pelo monstro e o herói vai salvá-la. Essa ideia já foi usada amplamente em histórias mais antigas do gênero fantasia. Porem na minha história, personagens como espectros, demônios, vampiros e lobisomens foram substituídos por criminosos inusitados e cruéis.”

Eu entendo a ideia de querer mudar algo a muito estabelecido, porem isso acabou sendo o ponto mais fraco da obra. Colocando Yuro para ser sequestrada e deixando Itsuki Kamiyama como apenas o cara que aparece na hora H, estraga demais o clima da obra. Isso pois tudo acaba sendo ainda mais previsível, o que consequentemente gera certas soluções inconcebíveis para que ocorra o tal resgate “romântico” seguido de uma explicação a lá Sherlock Holmes.

Um clichê continua sendo clichê, independentemente de você alterar um elemento aqui e ali, e o resgate da princesa e um dos mais manjados, seja em livros, mangas, filmes ou até mesmo jogos. Normalmente quando a obra funciona não é porque o clichê foi “reformulado”. Ela funciona, pois, o autor soube escrever o restante do enredo de forma que o clichê teve um bom uso. Foi bem aproveitado por assim dizer.

Enquanto em Goth o tal clichê da princesa e basicamente tudo. Todo capitulo Yuro vai ser sequestrada e Itsuki vai salvar ela no momento H, como já bem falei. Não existe desenvolvimento de mais nada. E o pior, a Yuro so tem alguma evolução no final do mangá, enquanto Itsuki foi muito bem apresentado no capitulo 1, com um enredo que foge desse clichê e que foi bem mais interessante, para então ser descartado em prol da ideia mirabolante do autor. Palmas para isso, só que não.

E eu acredito que nem preciso tocar no quão machista tudo isso soa. Alguns vão dizer que isso é normal na sociedade japonesa ou que não devo ligar pois se trata de um título de 2003. Porem fica difícil defender o autor quando além dele colocar Yuro como fraca, física e mentalmente, e deixar diversos homens como os alfas que pensam e manipulam, ele taca a protagonista em uma das capas de capítulo num traje erótico de sadomasoquismo.

Itsuki, como já bem falei, é o personagem mais interessante, sendo um tipo de detetive mórbido, frio, e que aparenta ele próprio ser um assassino. E os mistérios não são de todo mal. Existem momentos bem intrigantes, principalmente no porquê de cada vilão ter feito o que fez. E a arte realmente ajuda, dando o tom gótico que a obra necessitava.

Ou seja, parece que faltou adaptar melhor ou expandir mais o apresentado. Talvez evoluir a figura de Yuro transformando ela posteriormente numa espécie de sucessora de Itsuki, ou quem sabe criar algo menos episódico e mais sequencial, com um clima de intriga, explorando essa suspeita de que Itsuki pode ser um assassino, criando assim um clima e talvez ritmo mais próximos de algo como Death Note, que acredito ter uma ambientação gótica muito boa.

E falando em algo gótico, talvez esse seja o ponto mais interessante do mangá. Apresentar a ideia de que se vestir de preto e usar certas maquiagens não e ser propriamente gótico. Mas sim que o gótico seria aquela pessoa que se sente atraída por coisas mórbidas. Tanto que os personagens da obra não se vestem espalhafatosamente, seja seguindo a moda gótica americana ou japonesa.

Mas enfim, me repetindo aqui. Interessante no mínimo, sendo uma possível diversão rápida para alguns, mas nada que vai mudar sua vida. E foi esse ponto de ser interessante, e talvez bom, caso apresentado de outra maneira, que me fez ir atrás do filme de 2008, intitulado GOTH: Love of Death. Ao menos a parte de romance dos protagonistas seria aprofundada se tem um título desses, certo? CERTO?

Na real não, e eu pouco me importo. XD Falei mais por brincadeira. Existe um certo tom de romance platônico presente nas duas obras, so que de forma que a parte platônica está para ambos, o que não faz muito sentido. Acredito que Yuro e Itsuki estejam juntos mais por conta de seus interesses incomuns. Algo que certamente é melhor explorado no filme.

E sabe o que é melhor no filme? Yoru, ao menos ao meu ver, entra mais como uma principal, mas sem roubar o tempo de tela de Itsuki, assim parecendo que os 2 se complementam, ao invés de gerar aquela sensação de que o garoto apenas usa da menina. E eu particularmente gostei muito de ver eles juntos assim.

So que aí vem a pergunta chave. O filme é melhor que o mangá? Mesmo com essa presença maior de Yoru e a “correção” do personagem Itsuki, a resposta é um grande TALVEZ. E eu digo isso pois este é um daqueles filmes “ame ou odeie”. E não é por conta do roteiro ou atuação.

Aqui o ritmo que dita se você vai ver até o fim ou tacar um foda-se. Pois é uma película extremamente lenta e com diversos momentos mais parados de reflexão. Como se o intuito desde o início fosse apresentar algo leve e charmoso, quase que corriqueiro, trazendo aquele tom de slice of life real. Imitando a vida mesmo.

So que ainda assim com uma atmosfera bem surreal e com alguns momentos de pura loucura que são complementados com a estranha forma de agir de cada um dos personagens e pelo cenário gótico / macabro de algumas localidades.

As mortes por outro lado foram muito amenizadas, assim seguindo bem a visão original do autor. Porém, perde-se impacto nelas e o uso de manequins, que são bem óbvios, chega um pouco ao ridículo. Eu particularmente não me importo tanto, visto que a produção cheira a baixo orçamento. Mas acredito que dava para se fazer algo melhor com efeitos práticos.

E falando em efeitos. O filme usa alguns jogos de câmera bem interessante, incluindo one-shot, que é basicamente filmar algo mais longo sem cortes. Melhor que isso eu diria que são as partes que se filma a luz, o que parece ser um puto descuido. Mas que no fim tem um proposito muito grande que não posso entrar em muitos detalhes. Mas resumindo, e verão no Japão.

A parte mais bem trabalhada, porem, e o final quando se descobre o assassino. A cena inteira é muito surreal e com base certeira no livro. Algo que digo aqui por ser uma cena bem similar a do mangá em diversos aspectos. So que com pequenos detalhes sutis que tornam tudo mais fluido. E então no desfecho disso temos uma música foda tocando, efeitos de luz e vento. Papeis se rasgam, segredos são revelados, e tudo o que Itsuki faz e andar em câmera lenta, numa cena incrivelmente bela e marcante.

Da para ver claramente que Gen Takahashi tentou ao máximo transformar GOTH em um filme arte, mesmo com o baixo orçamento. E eu particularmente gostei mais do filme. Juntar os melhores trejeitos de cada vilão em um, mais detalhes de cada um dos mistérios e acrescentar pontos de ligação, tornando sequencial como eu bem queria, foi perfeito.

Ainda assim volto a reforçar, o roteiro de nenhum dos dois é algo de outro mundo. Particularmente eu recomendaria o filme, mesmo sendo raro de achar. Mas vai depender se você quer algo rápido para passar o tempo ou algo lento e que tenta ser mais artístico. A escolha é sua, e sinceramente não ir atrás de nenhum dos dois também é uma ótima opção.

Primeiras Impressões: The Paladin’s Tale

Tem dias que nos sentimos derrotados. Seja porque algo de ruim aconteceu, ou por termos nos frustrados, ficado agoniados, ou no meu caso, ao menos hoje, por estar cansado. Ter de repor horas num emprego que já me toma um tempo excessivo. Uma mudança de rotina brusca, mesmo que previsível. Afinal só ocorreu por eu não ter cumprido com minhas obrigações.

Nessas horas o melhor remédio e buscar diversão rápida. Algo que já lhe deixa com um sorriso instantâneo no rosto. E isso para mim sempre foi ir atrás de uma séria longínqua que acompanho a um bom tempo e que sei que vai me divertir ou então buscar dar aquela risada. Algo raro, que hoje em dia acho que só Gintama me tira, mas enfim. Ainda existe uma terceira opção, meio arriscada, que é buscar algo novo dentro das atividades que eu gosto, sendo a mais certeira aboa e velha leitura.

Nisso, lembrando de um pedido que me veio pelo Facebook eu abri o leitor online Tapas e lá fui eu ler o teaser de The Paladin’s Tale. Um mangá medieval com atualmente 12 páginas, que me foi descrito por seu autor, Raphael Carvalho, como algo épico que surgiu em meio a uma mesa de Tormenta, logo após eu comentar que a arte da ilustradora Karolyne Rocha me lembrava muito aquilo que se via nas páginas da antiga Dragão Brasil. Que, diga-se de passagem, voltou nesses últimos tempos.

E a primeira coisa que se nota nesse capítulo 0, ou teaser como se chama na gringa, é a fenomenal capa com dois combatentes. Logo ali o hype já é setado. O velho, forte, corajoso e persistente leão contra a víbora peçonhenta, sagaz, determinada, mortal. Adjetivos que cabem como uma luva aos dois cavaleiros e os descrevem perfeitamente, como logo se vê nas páginas seguintes.

E aqui vale uma pausa, para colocar em contexto o que direi em seguida. Eu li o teaser duas vezes, primeiramente no celular via app, por ser onde a maioria dos usuários acessam o Tapas, e então depois acessei o site por meio do navegador. Parece irrelevante mencionar isso, mas a minha experiência inicial tem muito a ver com a tela do celular.

Não sei exatamente qual a resolução do meu aparelho, mas é claro que The Paladin’s Tale não foi feito pensando num aplicativo de leitura em celulares, como seria o caso de Tower of God por exemplo. E isso fez com que eu tivesse uma experiência negativa a princípio achando a luta confusa em quadros menores e por ter tido de ampliar a página para ler balões, assim estourando a imagem e perdendo parte da imersão.

Ainda assim o restante da leitura foi super agradável, e a segunda vez foi ainda melhor (ui) visto que eu pude ler num local mais propício. No caso o já mencionado navegador. Não que o mangá tenha sido pensado 100% para o digital em monitor, não. Eu diria que é bem claro que a ideia aqui e posteriormente tentar uma publicação física. E pessoalmente, acharia isto algo fantástico.

Falo assim pois o mangá de fato me conquistou. O que se dá realmente nas páginas seguintes e uma luta épica, que sozinha já faria muito marmanjo ficar apaixonado pela construção de ritmo, movimento e suspense criados pelo traço e enquadramento de Karolyne. Mas Paladin’s não estaria completo sem a narração primorosa de Raphael, que entrega algo tão afiado quanto a espada de Ingroh.

O texto de The Paladin’s Tale é tão épico quanto seu conceito. Poético até, eu diria. E sem medo de usar de termos menos coloquiais, assim presando por algo mais voltado ao medieval. Quase literário. E que cai como uma luva numa situação de batalha. Sem descrever d+. Apenas ilustrando pensamentos e dando o contexto necessário para tal introdução.

No final da leitura eu me senti empolgado e com aquele gostinho de quero mais. Me lembra RPG, Tormenta, Berserk, e tantas outras coisas que gosto tanto. Mas o que realmente me prendeu foi essa correlação com o meu dia. O sentimento de derrota, e cansaço, que superei para escrever essa resenha.

Eu vejo assim Ingroh, o personagem principal. Um cara que se vê derrotado, pelas circunstâncias de seu mundo, e cansado devido as incontáveis batalhas. Mas que ainda assim não desistiu e busca seguir em frente mesmo que contra todas as probabilidades. Um espirito de herói nato. Ou ao menos espero que se de dessa forma a construção do personagem.

Quanto ao futuro da série, eu espero que se mantenha o visto nesse começo. Ação e narrativa. Mas também espero mais diálogos, enredo, desenvolvimento de personagem e lore. Quero ver um mundo que atraia leitores, personagens carismáticos e aquele enredo de guerra ou fantasia bem fodas mesmo, sem deixar cair para o lado infantil. E nisso novamente me vem aquela lembrança de Berserk. Afinal, quem não desejaria um Guts BR?

Eu acho que tanto o Raphael Carvalho e a Karolyne Rocha estão de pé para esse trabalho, e eu so espero coisas boas vindo dessa dupla que tanto me surpreendeu. Que venha logo 2019, e com ele o real capitulo 1 da série e o começo dessa incrível jornada.

Você pode ler o teaser nesse link, bastando se registrar no Tapas e clicar em Show Me para ver a obra na integra. A mensagem que aparece no caso é referente a ter conteúdo maduro, focado em adultos. Porem esse começo não tem nada de pesado, e acredito que qualquer um consiga ler sem problemas. Ah, e caso você prefira ler em inglês, no mesmo link tem a versão americana traduzida por João Mazzei.

Resenha: Gamma – E o porquê fanservice nem sempre é a escolha certa

gamma

Esse review foi solicitado por shoucobo, um dos membros do nosso grupo no Discord. Segue a gente lá também! LINK: https://discord.gg/pr2Uhu

No início Gamma me deixou com uma pulga atrás da orelha. Eu não sabia se lia, se não lia. Pois veja bem, por mais que seja indicação de alguém, e por mais que eu deva respeitar tal indicação por ter solicitado ela, o mangá tem um traço que não me agrada muito, além de gêneros que eu não tenho o costume de ler, e existe fanservice na obra, algo pelo qual eu tomei um certo desgosto com o passar dos anos. Fora ter poucos volumes e cara de cancelamento. Leia o resto deste post