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Resenha: Chainsaw Man – O hype que nunca acaba!

Essa resenha é com base nos capítulos de 1 a 79.

Minha experiência com Chainsaw Man começou um tanto quanto estranha. Eu li o começo, mas falo de começo mesmo, talvez menos de 10 capítulos, e então eu deixei o mangá de lado. Isso é algo que eu vinha fazendo constantemente por questões de tempo. De tentar ler algo, não me fisga logo no início, vou fazer outras coisas e esqueço a obra num canto, digamos.

Não chega a ser um problema de atenção. É mais que eu tenho de ver o trabalho o canal e nisso meu foco se desvia. Mas também tem a ver um pouco com o tipo de obra que estou lendo. No caso de Chainsaw Man o mangá começa estourando com zumbis, demônios e o protagonista literalmente morrendo. E muito bom e então esfria.

Isso é algo bem comum na verdade. Você ter algo épico para fisgar e então dar uma desacelerada para poder jogar um interlúdio que alivia a tensão do leitor ou no caso desse começo para explicar melhor o mundo e seus personagens. E aí que entrou o meu problema. Não quero falar mal do mangá como um todo aqui, mas a premissa em si, tirando o que rola com o principal, é bastante genérica.

Personagens que fazem contrato com demônios para caçar demônios para uma organização. Até o Denji, o protagonista, ter meio que se fundindo com um demônio é um tanto genérico. São elementos já vistos em diversas obras, como Blue Exorcist, Soul Eater e Tokyo Ghoul, seja por completo ou parcialmente, com um ou outro detalhe mudando. E eu amo esse tipo de premissa, não me veja mal. So que li tantos títulos assim que não me animou, entende.

Nisso voltei aqui com o blog, perguntei que mangá eu deveria ler para resenhar, até mesmo para fugir um pouco dessa de completar nada e a resposta da maioria foi Chainsaw Man. Eu li mais um pouco e do nada boom, personagens morrendo para tudo que é lado assim sem motivo. Tu é fisgado pela narrativa do autor e do nada um soco no estomago.

Isso é algo bem característico dessa obra. Eu talvez não tenha gostado do início, mas amei como essa ideia de baque e calmaria passou a funcionar. E eu sei, parece que vai ser algo rapidamente saturado. Aquele tipo de gimmik que se repete 500 vezes até ficar previsível. Mas isso nunca acontece. Na verdade, o autor surpreende a cada novo arco, jamais sendo previsível. Você nunca sabe quem vai morrer, como vai morrer, qual o impacto disso, e por mais que soe estranho vai na minha que isso aqui é fenomenal.

Esse tipo de enredo so funciona porque os personagens apresentados são muito bem explorados e você as vezes acaba sendo fisgado mais pela rotina desse cotidiano maluco do que pela ação em si, por mais que ela também seja completamente pirada, engraçada, cheia de coreografias fodas e mais over the top do que tudo.

Mas o que mais ajuda e a mentira. E nesse ponto você me pergunta, mas como assim? Pense em chainsaw man como um grande mistério, cheio de intrigas e reviravoltas, so que sem um detetive buscando desvendar o caso. Nada é o que aparenta ser e nenhum ponto apresentado e algo fixo no enredo dito como regra. O autor lhe engana constantemente e isso é maravilhoso. Ele usa e abusa do leitor, dá um tapa na cara e você pede mais. Woof!

Voltando aos protagonistas, o outro ponto forte aqui é o Denji. Talvez o único ser na obra inteira que eu consideraria um ponto fixo do enredo, e nem isso eu tenho tanta certeza depois de toda essa jornada. Tudo gira em torno dele, mesmo que as vezes não pareça. Mas o legal mesmo é quem ele é e como ele age. Algo que ai sim foge 100% do genérico desde o começo.

Ele é um jovem, mendigo, sem família, sem estudo ou educação. Um paria da sociedade que caiu de paraquedas nesse caos todo após morrer, como disse lá no começo, e ter se juntado a um demônio. Assim ele passa a ser obrigado a virar um caçador do governo ou morrer, mas pra ele isso é ótimo. É tipo férias. Ele vai poder ter um teto, dormir, ver gente, comer coisas boas, fazer um bando de besteira que nunca fez. Tirando estudar e se portar bem. Assim sendo um protagonista boca suja, briguento, sem medo de nada e o escambau. Eu simplesmente adoro ele.

Por conta desse jeito doido dele e de outros personagens o mangá acaba tendo um tom cômico, as vezes no meio de situações tensas onde isso jamais caberia e a surpresa nessas horas e de rachar de rir. Ele e a Power juntos então, puta merda, parece Debi & Loide.

E eu poderia continuar falando um milhão de coisas que adorei nesse mangá. O gore super detalhado, as cenas sexys que tem um proposito, vilões super impactantes e um traço de cair o queixo. Mas acho que se eu continuar escrevendo nesse hipe não vou acabar tão cedo.

Logo eu recomendo que vá ler Chainsaw Man agora! A leitura e super rápida, dá pra ler em um dia, sem zoa, e se tu não gostar das coisas que falei no mínimo vai adorar a ação desenfreada. Tu pode nem entender o que tá rolando que vai ficar embasbacado com cada nova página. Isso eu lhe garanto.

O que determina uma Hidden Gem?

O que é uma Hidden Gem? Sabe, essa é uma pergunta extremamente difícil e eu certamente não tenho a resposta. Mas isso também não impede de haver discussões sobre isso, como bem visto nos recentes vídeos do Glass Reflection, os quais inspiraram esse texto.

Eu sei, esse é um início estranho, um tanto anticlimático, mas que faz um certo sentido. Pois tal qual o GR eu estou fazendo este texto com o propósito de pôr ideias para fora e sair de um pseudo branco de escritor. Basicamente consigo escrever qualquer roteiro sobre jogos para o meu canal, mas o site ficou meio que jogado as moscas por um bom tempo.

Logo outro belo motivo para falar de algo polêmico e que eu não tenho a menor autoridade para dissertar sobre. Vai ter reclamações, discussões, sugestões e todo a com til que tu imaginar. Mas quer saber, isso não importa. Pois a única verdade sobre hidden gems é que isso é algo pessoal.

Botei Houseki no Kuni aqui so pra ilustrar “gems”. =P

Veja bem. A parte Gems do termo se refere a algo bom, e o que é bom é definido por nossos gostos pessoais. Enquanto hidden vem de escondido, e algo escondido é nada mais do que algo pouco comentado em nosso grupo social.

Sei que existem algumas exceções para esse último. Os populares. Mas mesmo algo popular pode vir a ser um título escondido se nossos amigos e, principalmente na atualidade, influencers conhecidos não mencionarem a obra.

Ainda nessa questão algo que hoje em dia é popular pode vir a ser menos popular no futuro com o passar do tempo e o inverso também é verdade. Algo popular no passado pode vir a ser desconhecido pelo público mais novo. Sem contar que até mesmo seu país, renda e acessibilidade, dentre outros, podem vir a influenciar nessa questão.

Lupin III. Um clássico que merece ser visto.

Por exemplo, Lupin é uma hiddem gem? O anime é extremamente popular no Japão, e pode até ser conhecido no Brasil, mas não é tão difundido assim se você parar para pensar. E ainda tem a questão das temporadas, principalmente com algo tão longo. A primeira pode ser escondida, mas é quanto à ultima que saiu em 2018? Ou o filme do Miasaki? Ou será que o simples fato de este ser considerado um clássico anula ser hidden gem, por mais que não sejam todos os títulos da franquia possuidores desse status?

O que é um clássico na verdade. Não vou entrar muito nisso, mas ser clássico é igual a ser popular? E ai puxamos também cult, que é escondido, mas ressurge em popularidade, as vezes apenas em nichos, o que por vez não torna tecnicamente popular, mas sim menos desconhecido. Portanto, pode algo clássico ou cult ser hidden gem?

Essas e outras milhares de perguntas surgem feito um turbilhão na minha mente. Por isso ainda prefiro voltar aquele início e simplificar o processo. Hidden Gem é algo desconhecido em um grupo social e que é considerado bom por quem recomendou OU que você achou por acaso, achou bom e nunca viu comentarem. Sim, é quase a mesma coisa essas minhas duas definições toscas, mas é algo que acredito facilitar no processo.

Portanto eu posso considerar Lupin um puta clássico mega popular e você nunca ter ouvido falar do anime. Ou simplesmente ter visto e achado uma merda, e seu direito, sua opinião, e qualquer uma das duas alternativas anula metade do termo.

O anime de Viewtful Joe. Henshin a Go-Go, baby!

Porem mesmo nessa minha definição simplificada ainda entra um problema, que talvez seja mais meu do que qualquer outra coisa. Eu deveria contar a parte do Gem, do bom, com simplesmente tudo que eu gosto ou apenas os melhores? Para mim essa é uma escolha entre Gankutsuou e Viewtiful Joe. Algo que acho quase perfeito e um show que tem muitas falhas, mas que eu gostei. Novamente viajando na onda da subjetividade.

Realmente não sei essa. Como reviewers eu gostaria de recomendar todos, mas pessoalmente eu indicaria apenas os 9 e 10 que raramente atribuo. Mas enquanto tomo essa decisão, por que não listar alguns nomes de animes e mangás que considero hidden gems? Acho que é a forma perfeita de finalizar esse texto. Mostrando o meu gosto.

Lembrando que essas obras nunca foram comentadas no meu grupo social ou até foram, mas ultimamente vejo ninguém falando sobre. Sim, to te lembrando pela milésima vez o que significa escondido. Enfim, bora lá.

ANIMES (series)

Gankutsuou. A adaptação sci-fi de O Conde de Monte Cristo.
  1. Gankutsuou
  2. Gungrave
  3. Wolf’s Rain
  4. Plastic Memories
  5. Hanebado!
  6. Nichijou
  7. Dororon Enma-kun Meeramera
  8. Ergo Proxy
  9. Ima, Soko ni Iru Boku
  10. Kokkoku
  11. Lovely★Complex
  12. Michiko to Hatchin
  13. Noir
  14. Phantom: Requiem for the Phantom
  15. Senjou no Valkyria: Gallian Chronicles
  16. Basilisk: Kouga Ninpouchou
  17. Devil May Cry
  18. Gakkou Gurashi!
  19. Viewtiful Joe
  20. Katanagatari

ANIMES (FILMES / OVAS / ONAS / CURTAS)

Bounen no Xamdou. O anime do PS3.
  1. Bounen no Xamdou
  2. Freedom
  3. Tsumiki no Ie
  4. Dead Leaves
  5. Uchuu Show e Youkoso
  6. 11-nin Iru!
  7. Colorful
  8. Layton Kyouju to Eien no Utahime
  9. Doukyuusei
  10. Highlander: The Search for Vengeance
  11. Jumping
  12. Steamboy
  13. Stranger: Mukoh Hadan
  14. Giant Robo the Animation: Chikyuu ga Seishi Suru Hi
  15. Karas
  16. FLCL
  17. Rain Town
  18. Chainsaw Maid
  19. Higepiyo
  20. A Drifting Life

MANGÁS

Adolf. Uma das masterpieces de Osamu Tezuka.
  1. Adolf ni Tsugu
  2. Ibara no Ou
  3. Sanctuary
  4. Kokou no Hito
  5. Baka to Gogh
  6. Kanojo wo Mamoru 51 no Houhou
  7. Kokuhaku: Confession
  8. Kiss Wood
  9. Kongou Banchou
  10. Black Paradox
  11. Deep Love: Ayu no Monogatari
  12. Shoujo Manga
  13. Doing Time
  14. Dragon Head
  15. Genkaku Picasso
  16. Plastic Girl
  17. Shissou Nikki
  18. DoseI Mansion
  19. Sayonara ga Chikai no de
  20. Chidaruma Kenpou – Onorera ni Tsugu

É isso, essas são minhas hidden gems. As obras que menos vejo falarem sobre. E provavelmente você já pegou alguma dessas ai pra ver ou ler ou escutou sobre e acha que tá nem perto desse status. E sabe, tudo bem. Eu listei tantos nomes exatamente para dar esse efeito. E se não conhece a obra, bem, que tal ir atrás? Vai que não é sua próxima hidden gem.

Mangatom ressurge das cinzas! – Porque fiquei tanto tempo sem escrever?

Então gente, é, eu dei uma sumida boa. Isso aqui chega já está empoeirado. Passei a focar muito no canal, pois querendo ou não lá eu tenho um feedback melhor. Não é somente números de visitas, mas likes, deslikes, inscritos e aquilo que mais dá prazer, comentários.

E se não bastasse isso eu consegui um emprego por conta do canal, depois outro e outro, e hoje posso dizer que trabalho com YouTube e vídeos num geral. Logo existe uma certa urge de ir lá e fazer mais, pois além de ser divertido o processo de criação eu estou me aprimorando na minha função e ainda de quebra serve como um portfólio.

Sem contar que eu recebo apoio de desenvolvedoras e editoras. Não que eu nunca tenha recebido algo aqui no blog. Na verdade, eu devo ter mais de 10 títulos, incluindo edições autografadas de agradecimento e HQ com quote meu atrás.

Eu tenho, ou tinha, feedback aqui. Comentários principalmente em redes sociais, mas ainda assim poucos comentários. Nada disso era regra. A diferença entre o canal e o blog era gigantesca, sendo um projeto novo contra um algo de 10 anos. E muito provavelmente isso se deu por conta dos blogs terem caído no esquecimento e o YouTube ser uma plataforma em continua ascensão.

Tanto que eu tentei ir para o YouTube no meio otaku. Criei o Nanquim Animado, postei lá alguns vídeos que receberam um número absurdo de viés em pouco tempo. Nada de milhares, não, nem perto disso. Mas para algo recém criado passar de 50 views é um tanto surpreendente.

So que canal de anime no YouTube é muito, mas muito merda de se fazer. Você leva flag e strike por absolutamente tudo. Bots fazem isso, tratantes, estúdios e até mesmo detentores dos diretos da obra em outros países, que nem ao menos é Brasil ou Japão.

Mas sabe qual o pior? Você passa horas fazendo o trampo, com pesquisa, roteiro, narração e edição, vai publicar o vídeo e opa, vem o flag. Ai tem um sistema bosta para reivindicar, você pesquisa leis BRs, assiste vídeos sobre o assunto, estuda como é no pais da empresa que lhe atacou, digamos, e chega numa solução. Mas é uma resposta que existe apenas na sua cabeça de algo que deveria dar 100% certo.

So que você envia a mensagem para o YouTube e quem resolve se te libera ou não e quem fez a denúncia. E eles não liberam, mesmo que você esteja certo. Logo 90% dos meus vídeos foram bloqueados de serem exibidos e eu caguei pro canal. Morreu. Fim. Tchau. E eu até poderia contatar diretamente as empresas, so que isso é um processo demorado, difícil e sem garantia de resposta. Sem contar que ainda tem aquelas que bloqueiam qualquer acesso de brasileiros, limando completamente a possibilidade.

Cof Cof Funanimation Cof Cof.

E foi assim no meio dessas aventuras e desventuras que eu fui aos poucos me desvencilhando do blog, mas não completamente. No início até o canal se chamava Mangatom, mas troquei para Indie-A-tom após preferir setar um brand. Continuei escrevendo, mas com canal e emprego juntos o processo começou a ficar complicado.

Sem contar a questão de tempo, eu não estava conseguindo pensar no que escrever ou começava a fazer outra coisa, assim parando na metade simplesmente porque não dava vontade ou não sabia como prosseguir. E em outro meio eu redigia texto após texto de roteiro. O que me volta a pensar que o resultado favorável do canal influenciou nesse bloqueio criativo.

Sabe, eu fico ansioso para fazer o próximo vídeo. Eu realmente adoro de paixão o meu canal, edição, narração, jogos e afins. Já aqui eu so escrevia algo quando entrava num estado de completo hype. Não podia ser algo apenas interessante, eu tinha de falar de algo foda. Que me impressionou num nível acima do normal.

Meu ultimo “hype” – Allegro Non Troppo

A proposta do blog foi sempre tentar focar no que eu gosto, evitando falar mal de obras, a não ser dentro de um determinado espectro da análise. Sim, eu gostei de Tokyo Ghoul, apesar de tantos de vocês odiarem meu review e foi no mínimo interessante analisar Gamma. Logo, ao menos na minha cabeça, isso ainda não é “detonar” a obra. Mas sim mostrar os pontos bons e ruins, pois nada é 100% perfeito.

Tirando esses, teve outros fatores externos que me prejudicaram muito. Os piores foi eu ter perdido o e-mail no qual eu tinha o contato de diversas editoras e deu ter convivido com certas pessoas que menosprezavam o meu trabalho, sempre me colocando para baixo, pois nada era bom o suficiente. Não uma, mas várias. E não estranhos. Amigos e familiares, e isso dói. Ou melhor dizendo, pessoas com as quais agora me afastei.

Mas voltando ao blog em si. Depois de tudo isso eu queria dizer que vou voltar a escrever, para valer dessa vez. Nada de promessa. É uma verdade, afirmação. Se não esse texto aqui nunca teria sido publicado. Eu estou com essa urge de por o que penso no papel e é isso que vou fazer, mas preciso de um pouco de paciência de vocês e talvez uma certa ajuda.

Hora de festejar! UHUL!

Eu não to 100% ainda. Voltar a postar e manter um ritmo consistente são 2 coisas completamente diferentes. Meu maior problema é como fazer isso. Eu quero escrever sobre mangás principalmente, mas mangás são muito longos e me pergunto quanto tempo eu demoraria para ler algo digno de receber analise.

Então a parte da ajuda vem de recomendações. Vocês podem me indicar coisas para ir atrás. É uma mão dupla. Fala algo que quer um review e eu dou uma olhada e possivelmente escrevo sobre. Ou no mínimo vocês podem me ajudar comentando mais, compartilhando ou se for o caso indicando uma nova plataforma, melhor que o wordpress para interação.

É isso, acho que já falei d+. Me desejem forças para fazer esse retorno ser triunfante!

TOP 100 – Melhores quadrinhos e mangás!

Para quem perdeu, lá pela metade de 2019 eu lancei o TOP 50 – Melhores quadrinhos e mangás!”. Então se quiserem podem se ater aquela lista de forma individual, como se fossem os 50 quadrinhos definitivos de acordo com o Mangatom. Ou melhor, de acordo comigo.

Afinal essas listas são sempre algo pessoal, e enquanto eu poderia parar ali e deixar so nos 50 eu senti uma urge de ir atrás de fazer algo maior. Até como uma forma de me auto incentivar a ler mais mangás e HQs, principalmente HQs.

Uns 6 meses e tanto a mais e eu consegui listar mais 50 títulos, totalizando 100. Alguns que esqueci na primeira vez, outros que se mostraram novidades surpreendentes. Mas acima de tudo, uma leva de obras que me marcaram pra caramba no decorrer desses meus anos como leitor.

E eu poderia continuar esse texto, falando e falando cada vez mais o quanto me dá orgulho trazer essa seleção ampliada e explicando regras pessoais e afins. Mas vou acabar por aqui, até para não me repetir com o que falei no post do TOP 50.

Com vocês, o TOP 100 do Mangatom!

1 ao 50 – Click aqui para ver na resolução máxima

51 ao 100 – Click aqui para ver na resolução máxima

E é isso. Torço para que realmente tenham curtido esse top, sem colocação, no qual mostro alguns favoritos. Sei que nenhuma lista desse tipo é perfeita ou definitiva, mas eu apenas espero que com isso você encontre algo novo para ler. ^^

Resenha: Lore Olympus

Resenha com base nos capítulos de 1 a 98

Se você tem o aplicativo WebToon deve estar familiarizado com esse nome. Lore Olympus é um dos maiores sucessos desse app de quadrinhos online, ao ponto de ficar incontestável nos tops de romance e no próprio top de melhores do aplicativo. É literalmente o número 1, o mais popular com 99,999 likes em cada um dos capítulos, sem exceção.

E eu não queria ler. Sabe, eu não sou o maior fã de histórias de romance e segui lá no aplicativo procurando coisas mais de ação, indo em obras questionáveis como Elf & Warrior, até que fiquei de saco cheio. Pois nessa minha de ir atrás das coisas evitando gêneros e buscando por conta própria eu so achei 3 obras sequenciais boas.

Ai na falta do que ler fui em cada um dos tops e abri o primeiro capítulo de cada para dar uma espiada rápida. E o primeiro ponto que me conquistou em Lore foi a arte. Aquela mescla de cores cheias de simbolismo, cenas mais artísticas e belos personagens. Julguei pela capa sim, e nessa vez foi algo bom eu ter feito isso.

Talvez não caia no gosto de todos esse estilo, com os personagens fugindo muito do manhwa, que é o principal do app, e caindo mais para uma mescla de mangá com quadrinhos alternativos americanos, mas é justamente nessa diferença que eu vejo a beleza no traço.

Para completar isso, esse HQ traz uma mescla de mitologia grega com os tempos modernos, e ver esses personagens adaptados para esse traço e essas condições é algo fenomenal e um prato cheio para todos os amantes de história. Sendo esses dois fatores os primeiros que me cativaram na obra.

Era muito gostoso deitar na cama e pegar meu celular para ler cada vez um pouco mais antes de dormir. Eu queria ver o mundo adaptado expandir e apreciar a arte deslumbrante. As cores mesmo, como bem disse, entregam um certo simbolismo, e não para nelas. É tudo muito dedicado ao contexto de cada entidade do panteão grego.

E falando nelas, o terceiro ponto chave foi o carisma. Primeiro vem a fisgada mostrando coisas como deuses em balada ou uma Artemis meio punk, e então por meio desse chamariz conhecemos cada vez mais cada um dos personagens e não da outra. Nesse ponto já não tem volta, você vai quer ler tudo de Lore Olympus, principalmente se gostar de Hades e Persephone.

É uma história de romance, como eu falei no começo. Baseada no mito de Persephone. Você não precisa realmente conhecer toda a história, mas existe genialidade nessa escolha. No tal mito Hades sequestra Persephone, coisas ocorrem em desagrado ao ato, mas no fim ambos acabam se casando.

A parte do sequestro em si obviamente e removida, junto do fato de Hades ser Tio da deusa entre outros, mas a escolha se dá mais por conta de Hades so ter tido amante. Ou em outros termos, ele era o fiel em meio a um mar de deuses promíscuos. E eu particularmente gosto dessa escolha, pois novamente entra naquilo de adaptar as entidades, mas sem remover trejeitos mais marcantes.

E o lance entre Hades e Persephone se dá de maneira bem mais light, apesar de não tão delicada. Tudo começa numa balada, simplesmente por Hades dizer “Persephone é mais bela que Aphrodite”. E então Eros, filho de Aphrodite, leva Persephone a beber demais e a joga na traseira do carro de Hades. Logico que o intuito era causar um confronto entre ambos, porém Hades a conduz para o quarto de hospedes de sua casa, ela eventualmente acorda e em vez de briga, devido a maneira como o deus do submundo se porta, ambos passam a se conhecer numa tranquila conversa.

Voltando novamente ao mito de Persephone, dizem que Hades se apaixonou à primeira vista. E certamente foi o caso, tanto que poderia acabar ali. Porem nesse enredo Hades tem uma namorada Ninfa e vive ocupado com sua empresa, enquanto Persephone faz parte de um grupo de deusas do celibato. Ou seja, que se abstém de relações sexuais. E que caso caia em tentação vai perder a chance de permanecer no olimpo e na universidade.

Com isso o enredo de Lore Olimpus segue num estilo Slice of Life com pitadas de romance e aquele drama bem encaixado. E devo dizer, com diálogos sensacionais e tocando em assuntos bem polêmicos. Como sexo, traição, estupro, difamação e o próprio celibato, entre outros. E de quebra mete alguns mistérios, como o fato de Persephone antigamente se chamar Kore e a relação entre Aphrodite, Eros e uma mortal, em outra história de relacionamento.

E está aí uma palavra que se encaixa muito bem nessa trama. Relacionamento. Não apenas amoroso, mas entre amigos, familiares e colegas de trabalho. Novamente caindo no Slice of Life e abrindo brecha para explorar todos os personagens. E diria mais, não tem um deus que seja apresentado que é mal utilizado e toda a trama flui perfeitamente, como se tudo já tivesse sido bolado a décadas.

No fim Lore Olympus é um quadrinho extremamente agradável e digno de estar no topo de um site tão prestigiado. Uma obra sem igual, em todos os aspectos, com um romance que vai fazer até mesmo o mais enrrustido no gênero apreciar a obra e torcer pelo o casal, por mais que o destino deles esteja escrito em pedra.

On the Nanquim: DCeased – Os zumbis da DC

Sagas de zumbis podem ser um completo desastre. Começa já com você sabendo que todos vão morrer ou da alguma esperança, joga uns personagens legais na trama e depois se perde. Afinal, todo mundo deve morrer? Deve ser achada uma cura? E assim vai… parece que não existe uma resposta satisfatória, apenas a chance de contar uma boa história mediante ao fim. E ainda assim, continuamos atraídos por tais historias, como os próprios zumbis sedentos por sangue.

DCeased, um péssimo trocaralho entre DC e deceased, do inglês “falecido”, e um título da DC, ACREDITEM SE QUISER, que segue mais o menos esse rumo. Já tivemos a minissérie intitulada apenas Deceased, com 6 volumes e um final até que aceitável, estamos tendo o spin-off DCeased: A Good Day to Die e já foi anunciado para 2020 DCeased: UNKILLABLES. E por mais que os zumbis DC ainda tenham muito chão para correr, resolvi vir aqui hoje falar o porquê essa obra é tão boa, por mais que tenha no fim rolado um gostinho de decepção.

Acho que o primeiro ponto contra é ser justamente uma mini-serie. E não digo isso me posicionando contra a obra. É que como tal, com os 6 volumes já definidos de entrada, o tempo e limitado e por conta disso existem alguns saltos no tempo, ou cortes digamos, para aproveitar melhor o número limitado de capítulos. Fora o inevitável personagem X ou Y que so aparece de fundo ou é muito mal aproveitado.

E eu reclamo disso pois acho que se tivesse dado mais espaço, o autor Tom Taylor (Injustice: Gods Among Us / All-New Wolverine) teria sem dúvida alguma criado uma saga de arrepiar os cabelos. Não que não já tenha, ou que ainda vá fazer algo melhor nas sequencias e spin-offs, mas acho que dava para transformar o ótimo em memorável, por mais que isso soe como papo de maluco. Aqui atestando mais uma vez como eu gostei da minissérie e das ideias nela implementadas.

Para começo de conversa, não são zumbis. São algum tipo de criatura surgida devido a corrupção da equação da anti-vida. E no momento que eu disse essa frase um monte de gente que nunca leu DC saiu correndo. Mas na real? Não importa. Você não precisa saber o que é anti-vida, apenas que é um troço de um planeta aliem. E diria que não precisa nem conhecer muito dos heróis para gostar da obra, por mais que seja um prato cheio de fanservice.

Mas se quiser entender um mínimo, eu recomendo ver o filme Justice League: War. E a forma mais fácil e rápida, ao meu ver, de ser introduzido a origem do herói Cyborg e entender um pouco que seja sobre o vilão Darkside e o planeta Apokolips.

Mas voltando ao que eu ia dizendo. A equação da anti-vida estava incompleta, com metade dela no corpo de Darkside. Aí descobriu-se que o resto da equação estava no corpo do Cyborg. Rola umas conversas, nada muito relevante, e termina tudo com o Darkside enfiando uma mangueira na morte e introduzindo parte dela a equação. E olha, não precisa ser um gênio para saber que ia dar merda. E se deu merda viu.

Nisso o paciente zero, o hospedeiro do vírus criado nesse acidente cósmico, se torna o Cyborg. E para evitar a contaminação de Apokolips, o homem máquina e enviado de volta à terra e se conecta a internet. E eis a sacada genial da porra toda. Wi-fi, redes sociais e toda essa bagaça. Tu tá lendo isso e já pode ter sido infectado e nem percebeu.

Mas relaxa. Não tem vírus aqui, baixa a paranoia. Porém é exatamente assim que se deu o apocalipse zumbi da DC. O sangue ainda é um fator muito importante na contaminação, então o clássico não é completamente excluído, porem a grande ameaça e olhar informações da equação anti-vida em qualquer tipo de tela de aparelhos com acesso à internet. Sim, o vírus e digital e transfere para a mente das pessoas por meio de um simples olhar. E como a internet já está na casa de bilhões de pessoas, imaginem a velocidade de contagio.

À primeira vista essa ideia de usar a internet para contaminar é algo absurdo e bem idiota, e eu mesmo não quis ler o comic por um bom tempo por conta disso. Mas basta deixar de lado o ridículo, que aí sim dá para ver o quão assustador é esse meio de infecção. E digo mais. Lhe garanto que a cada nova página o autor vai justificar cada vez melhor o terror aqui apresentado, e essa é a magia do HQ. Ao menos no começo…

É meio obvio que fazer uma obra, mesmo que somente com 6 capítulos, inteiramente baseada no medo de telas não ia dar muito certo. Aí entra a fase de lutas de heróis. É obvio que alguém relevante seria infectado. E se no início nos apegamos a obra para saber mais sobre o vírus e quem morreu, no restante nos vemos presos pensando quem vai aparecer, quem vai morrer e como vão escapar. As lutas são muito boas, algumas com soluções bem boladas, mas são segundo plano perto do restante da trama. O foco é a tensão.

O problema mesmo é como tudo termina. O jeito de resolver a situação é muito fora de qualquer enredo de zumbis, o que é ótimo, mas é algo previsível dentro do mundo DC. E ao mesmo tempo que a obra termina, muito fica em aberto, e no fim nem mesmo o final realmente deixa aquele gosto de conclusão. Ou talvez seja eu querendo algo épico d+, tal qual eu deixei claro nos primeiros parágrafos.

É ótimo ver o caminho até esse fim e depois, por meio dos spin-offs, acompanhar outros sobreviventes. As sacadas, como já mencionei, são muito fodas. Desde o lance da internet a quem sobrevive e morre. Além de como coisas banalizadas pelo uso continuo em outras obras, como o sangue, podem vir a ser algo colossalmente desastroso apenas por se tratar do mundo da DC.

Ou seja, é inegável dizer que o HQ é muito bem escrito. Mas ainda me senti um tanto mal com a conclusão abrupta e o uso mínimo de certos personagens e tramas. É o típico caso de perspectiva quebrada. Eu desejava que tudo, sem ponta solta alguma, acaba-se ali. Fim. The End. Pois eu também tenho um certo medo de que com tantos spin-offs aquela conclusão ainda permaneça por um bom tempo, estagnada, ou pior, que nunca venha a surgir uma sequência.

Eu torço muito para que DCeased continue divertido nos spin-offs e vou aguardar com gosto uma continuação. Mas ao mesmo tempo torço para que não seja mais um mundo morto, que existe apenas para gerar mais historias gore de heróis morrendo. Ao menos não mais do que já é.

Vlog: Tenho um quote atrás de um quadrinho! Conheça Tê Rex.

Nesse vídeo você confere o quadrinho que eu tenho um quote atrás! Sim, uma frase minha de um texto de review saiu numa publicação brasileira. Não tenho nem palavras pra descrever!

Nesse vídeo você confere o quadrinho que eu tenho um quote atrás! Sim, uma frase minha de um texto de review saiu numa publicação brasileira. Não tenho nem palavras pra descrever tal emoção!

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TOP 50 – Melhores quadrinhos e mangás!

Queria começar esse texto falando que o top não é definitivo, mas algo mutável, tal qual nossos gostos que mudam ao decorrer dos anos. Novas obras aparecem e se mostram superiores ou somente paramos de achar que algo que antes nos alegrava era tão bom assim. E me colocando aqui como exemplo, eu não gostava de sci-fi quando novo, sobrenatural então nem se fala, e hoje em dia acho que são gêneros fantásticos.

E parte deu querer fazer essa lista é exatamente essa mudança. Talvez um certo amadurecimento. Eu fiz 30 anos em novembro do ano passado, e narcisista como sou pensei, bem, tá na hora deu deixar algo de impacto nesse mundo, nem que afete apenas um grão de areia. Daí a ideia de uma lista com 1001 títulos para ler, ou quase.

O intuito aqui e listar todos os meus favoritos e ir postando aqui em determinados marcos, como 50 melhores, 100, 500 e assim vai até ver onde chego. Por quantos anos eu ainda vou carregar esse apreço pela mídia dos quadrinhos. E ao mesmo tempo serve também como uma forma de buscar novas leituras e não me deixar levar pro comodismo da vida adulta de so trabalhar pra um dia eu ter 80 anos e poder fazer o que eu quiser, entre grandes aspas, por conta da idade avançada e a tal mudança de gostos que já falei.

Sempre fui a favor da filosofia de “Faça no mínimo um algo bom no seu dia, para que no fim do dia esse algo bom seja o seu dia”. Então porque não essa parte boa ser ler, minha atividade favorita? Eu quero realmente me forçar nesse ponto, pois eu tenho jogado muito, visto filmes, series e animes, e deixado a parte de ler meio que para escanteio, e isso não é bom.

Meses sem ler algo, talvez desde o início desse ano, e então eu resolvi pegar Whatersnakes, que inclusive esta nesses 50 primeiros, e cara, eu so me pergunto pq eu sou tão imbecil de ficar sem fazer nada, ansioso, e então pular no Netflix, entende? Eu poderia aproveitar o meu tempo melhor, descobrindo coisas novas, e eu espero que vocês encarem essa lista dessa forma.

Para mim é um exercício, mas para você leitor, eu espero que seja um meio de descobrir novas leituras, talvez um novo favorito ou quem sabe se desafiar também desbravando um gênero que nunca leu, mas tá lá, super chamativo num top.

Enfim, ai está o meu top 50 inicial, feito completamente com meus gostos, opiniões e o que eu tinha lembrado até o momento de salvar o arquivo. Haha. Divirta-se.

Link para ver a imagem em resolução máxima:
https://mangatom.files.wordpress.com/2019/05/best-comics.jpg

Agora alguns pequenos adendos sobre a lista. Encare eles como quiser.

  1. Lista pessoal. Eu já falei, e reafirmo aqui. Se você tem outros favoritos, acha a lista ruim, incompleta, detesta um dos escolhidos e assim vai, então se sinta livre para comentar educadamente apresentando os seus gostos, sem tentar impor eles acima dos meus ou de outra pessoa que tenha comentado aqui. Ainda porque eu não to falando que sou melhor que você. É so uma lista.
  2. Eu li e me recordo bem de todos os títulos aqui listados, então não precisa sugerir que eu releia. A única exceção é Hulk: Futuro Imperfeito, a qual vou sim reler, e que se for ruim sai na próxima lista. Eu coloquei esse so por nostalgia de ser o título que me fez gostar de heróis, mesmo que eu hoje em dia não seja um aficionado.
  3. So obras sequenciais finalizadas foram listadas, por mais que eu quisesse colocar One Piece ali. =x Obras episódicas, como Blacksad ou Garfield, entrarão na lista mesmo que incompletas, desde que eu ache a maior parte boa.
  4. Sim, eu aceito sugestões. Acredito ter o suficiente para chegar no mínimo aos 100 melhores, mas não custa nada ouvir o que os outros tem a dizer. Afinal a ideia aqui é ir o mais longe possível.

GOTH VS GOTH: Love of Death

GOTH não é lá essas coisas. Aquele típico mangá de 5 capítulos com cara de cancelado, mas que na verdade adapta outra mídia. Nesse casso mais uma das milhares de novels japonesas que nunca vão dar as caras por aqui no ocidente, a não ser que tenha o nome Haruki Murakami no meio.

O livro é assinado por Otsuichi (Hirotaka Adachi), um autor que se especializa em histórias curtas de terror e mistério, e que tem exatamente como sua obra mais famosa Goth, a qual foi amplamente premiada e adaptada. O que me deixa com uma pulga atrás da orelha quanto a qualidade integra da obra, sendo que só pude ir atrás do mangá, ao menos a princípio.

Veja bem, existem diversos pontos positivos na publicação da Shounen Ace. O traço de Kenji Ooiwa é muito bom, perfeito para cenas de gore. Mesmo que muito pouco do mangá se utilize dessa apresentação mais macabra. Culpa do estilo dos casos, eu diria. Ao invés de descobrir quem criou uma abominação de carne e sangue, quase que como apresentando uma obra de arte deturpada, foi escolhido aqui que as histórias subsequentes teriam como foco apenas o sequestro de uma das principais, Yuro Morino. E é aí que começa os problemas.

Por um lado, eu entendo a parte do gore ter sido colocado a escanteio. Era um desejo do autor não mostrar os detalhes das mortes por achar que isso retiraria o gosto da leitura. Ainda assim fica muito estranho terem aprovado cenas tão grotescas a nível de Hannibal logo no início de um shounen. Sim, eu ter mencionado a Shounen Ace não foi à toa, e o pior, nada disso e especulação. O próprio autor do livro publicou uma carta a respeito disso após o último capítulo.

E foi nesse mesmo posfácio que ele explicou a ideia por trás da obra e da natureza dessa mudança de um mistério sobre corpos para um focado nos sequestros de Yuro. Talvez tenha ocorrido uma divergência na tradução, e a parte sobre o gore se refere a tal mudança, visto que as histórias subsequentes mal criam um cenário para uma apresentação mais grotesca. Porém o que mais se destaca nessa fala do autor e o seguinte trecho, que coloco a seguir adaptado para o português.

“O enredo de GOTH tem um conceito simples. A heroína e sempre sequestrada pelo monstro e o herói vai salvá-la. Essa ideia já foi usada amplamente em histórias mais antigas do gênero fantasia. Porem na minha história, personagens como espectros, demônios, vampiros e lobisomens foram substituídos por criminosos inusitados e cruéis.”

Eu entendo a ideia de querer mudar algo a muito estabelecido, porem isso acabou sendo o ponto mais fraco da obra. Colocando Yuro para ser sequestrada e deixando Itsuki Kamiyama como apenas o cara que aparece na hora H, estraga demais o clima da obra. Isso pois tudo acaba sendo ainda mais previsível, o que consequentemente gera certas soluções inconcebíveis para que ocorra o tal resgate “romântico” seguido de uma explicação a lá Sherlock Holmes.

Um clichê continua sendo clichê, independentemente de você alterar um elemento aqui e ali, e o resgate da princesa e um dos mais manjados, seja em livros, mangas, filmes ou até mesmo jogos. Normalmente quando a obra funciona não é porque o clichê foi “reformulado”. Ela funciona, pois, o autor soube escrever o restante do enredo de forma que o clichê teve um bom uso. Foi bem aproveitado por assim dizer.

Enquanto em Goth o tal clichê da princesa e basicamente tudo. Todo capitulo Yuro vai ser sequestrada e Itsuki vai salvar ela no momento H, como já bem falei. Não existe desenvolvimento de mais nada. E o pior, a Yuro so tem alguma evolução no final do mangá, enquanto Itsuki foi muito bem apresentado no capitulo 1, com um enredo que foge desse clichê e que foi bem mais interessante, para então ser descartado em prol da ideia mirabolante do autor. Palmas para isso, só que não.

E eu acredito que nem preciso tocar no quão machista tudo isso soa. Alguns vão dizer que isso é normal na sociedade japonesa ou que não devo ligar pois se trata de um título de 2003. Porem fica difícil defender o autor quando além dele colocar Yuro como fraca, física e mentalmente, e deixar diversos homens como os alfas que pensam e manipulam, ele taca a protagonista em uma das capas de capítulo num traje erótico de sadomasoquismo.

Itsuki, como já bem falei, é o personagem mais interessante, sendo um tipo de detetive mórbido, frio, e que aparenta ele próprio ser um assassino. E os mistérios não são de todo mal. Existem momentos bem intrigantes, principalmente no porquê de cada vilão ter feito o que fez. E a arte realmente ajuda, dando o tom gótico que a obra necessitava.

Ou seja, parece que faltou adaptar melhor ou expandir mais o apresentado. Talvez evoluir a figura de Yuro transformando ela posteriormente numa espécie de sucessora de Itsuki, ou quem sabe criar algo menos episódico e mais sequencial, com um clima de intriga, explorando essa suspeita de que Itsuki pode ser um assassino, criando assim um clima e talvez ritmo mais próximos de algo como Death Note, que acredito ter uma ambientação gótica muito boa.

E falando em algo gótico, talvez esse seja o ponto mais interessante do mangá. Apresentar a ideia de que se vestir de preto e usar certas maquiagens não e ser propriamente gótico. Mas sim que o gótico seria aquela pessoa que se sente atraída por coisas mórbidas. Tanto que os personagens da obra não se vestem espalhafatosamente, seja seguindo a moda gótica americana ou japonesa.

Mas enfim, me repetindo aqui. Interessante no mínimo, sendo uma possível diversão rápida para alguns, mas nada que vai mudar sua vida. E foi esse ponto de ser interessante, e talvez bom, caso apresentado de outra maneira, que me fez ir atrás do filme de 2008, intitulado GOTH: Love of Death. Ao menos a parte de romance dos protagonistas seria aprofundada se tem um título desses, certo? CERTO?

Na real não, e eu pouco me importo. XD Falei mais por brincadeira. Existe um certo tom de romance platônico presente nas duas obras, so que de forma que a parte platônica está para ambos, o que não faz muito sentido. Acredito que Yuro e Itsuki estejam juntos mais por conta de seus interesses incomuns. Algo que certamente é melhor explorado no filme.

E sabe o que é melhor no filme? Yoru, ao menos ao meu ver, entra mais como uma principal, mas sem roubar o tempo de tela de Itsuki, assim parecendo que os 2 se complementam, ao invés de gerar aquela sensação de que o garoto apenas usa da menina. E eu particularmente gostei muito de ver eles juntos assim.

So que aí vem a pergunta chave. O filme é melhor que o mangá? Mesmo com essa presença maior de Yoru e a “correção” do personagem Itsuki, a resposta é um grande TALVEZ. E eu digo isso pois este é um daqueles filmes “ame ou odeie”. E não é por conta do roteiro ou atuação.

Aqui o ritmo que dita se você vai ver até o fim ou tacar um foda-se. Pois é uma película extremamente lenta e com diversos momentos mais parados de reflexão. Como se o intuito desde o início fosse apresentar algo leve e charmoso, quase que corriqueiro, trazendo aquele tom de slice of life real. Imitando a vida mesmo.

So que ainda assim com uma atmosfera bem surreal e com alguns momentos de pura loucura que são complementados com a estranha forma de agir de cada um dos personagens e pelo cenário gótico / macabro de algumas localidades.

As mortes por outro lado foram muito amenizadas, assim seguindo bem a visão original do autor. Porém, perde-se impacto nelas e o uso de manequins, que são bem óbvios, chega um pouco ao ridículo. Eu particularmente não me importo tanto, visto que a produção cheira a baixo orçamento. Mas acredito que dava para se fazer algo melhor com efeitos práticos.

E falando em efeitos. O filme usa alguns jogos de câmera bem interessante, incluindo one-shot, que é basicamente filmar algo mais longo sem cortes. Melhor que isso eu diria que são as partes que se filma a luz, o que parece ser um puto descuido. Mas que no fim tem um proposito muito grande que não posso entrar em muitos detalhes. Mas resumindo, e verão no Japão.

A parte mais bem trabalhada, porem, e o final quando se descobre o assassino. A cena inteira é muito surreal e com base certeira no livro. Algo que digo aqui por ser uma cena bem similar a do mangá em diversos aspectos. So que com pequenos detalhes sutis que tornam tudo mais fluido. E então no desfecho disso temos uma música foda tocando, efeitos de luz e vento. Papeis se rasgam, segredos são revelados, e tudo o que Itsuki faz e andar em câmera lenta, numa cena incrivelmente bela e marcante.

Da para ver claramente que Gen Takahashi tentou ao máximo transformar GOTH em um filme arte, mesmo com o baixo orçamento. E eu particularmente gostei mais do filme. Juntar os melhores trejeitos de cada vilão em um, mais detalhes de cada um dos mistérios e acrescentar pontos de ligação, tornando sequencial como eu bem queria, foi perfeito.

Ainda assim volto a reforçar, o roteiro de nenhum dos dois é algo de outro mundo. Particularmente eu recomendaria o filme, mesmo sendo raro de achar. Mas vai depender se você quer algo rápido para passar o tempo ou algo lento e que tenta ser mais artístico. A escolha é sua, e sinceramente não ir atrás de nenhum dos dois também é uma ótima opção.

3 Tiras – Blue Chair, Lunarbaboon, Safely Endangered

Hoje em dia eu leio muita coisa por meio do celular, mas já foi um tempo em que existia um certo preconceito de minha parte, ou até ignorância eu diria, que me impedia de ir atrás de obras longas, sequenciais, feitas para a leitura especificamente no app. Como é o caso de Gosu, Tower of God, Elf & Warrior e tantas outras obras.

Ainda assim por algum motivo eu não via da mesma forma a leitura das chamadas tirinhas. Não pensava que cansaria a vista, ou que seria difícil de enxergar, ou que tomaria muito de meu tempo. E olha que meu celular não tem uma tela muito ampla. E lá fui eu baixar o app Webtoon.

Meu objetivo inicial era simplesmente passar o tempo do metrô lendo o famoso Blue Chair, mas logo expandi esse “universo” com os títulos Lunarbaboon e Safely Endangered, pois queria um pouco mais de variedade ao passar túnel após túnel dentro de uma lata de sardinha. E é sobre esses três títulos que gostaria de falar brevemente nesse texto. Então vamos lá.

Blue Chair

Se você gosta de tiras e bem capais de já ter se deparado com o garoto de cabelo alaranjado, blusa amarela e calça azul chamado Shen. Ou Shenanigansen, se preferir. O @ que ele vem utilizando a anos no Twitter. Rede social onde me deparei pela primeira vez com o que viria a ser o estilo de Blue Chair.

Voltando ao Webtoon, inicialmente as tiras tinham a proposta de apresentar uma ideia que deveria ser comum, mas que possui uma interpretação maluca, assim gerando o twist que leva a risada. É aquele lance da comedia do imprevisível. Algo tão absurdo que você não tem para onde ir se não rir. E é daí também que surge o título, a cadeira azul. Pois tudo se inicia meio que como uma conversa no divã onde o próprio protagonista se analisa e se auto responde, levando a toda essa doideira que me agrada tanto.

Com o tempo a cadeira passou a ser personagem, outros personagens foram criados, o próprio shen virou diversas entidades, e no fim a cadeira meio que sumiu, e para o melhor. Foi meio que removida a limitação causada pelo objeto e pela ideia de pensamento e questionamento, assim dando a liberdade necessária para extravasar ainda mais e romper limites, até mesmo transitando entre gêneros.

Comedia, ação, terror, drama. Um pouco de cada, mas na dose certa para causar alguma reação. Eu fiquei empolgado, tive medo e me emocionei fortemente. Blue Chair e algo realmente a parte, e faz jus ao próprio sucesso. Sendo minha parte favorita o conto do pequeno bombeiro. Quando chegar lá você vai entender.

Lunarbaboon

Eu ter ido ler Lunarbaboon se deve graças a um amigo meu. Eu via ele compartilhando momentos desse HQ e fui atrás na primeira oportunidade. Aqui a comedia continua tendo um foco muito grande, mas o clima é definitivamente outro se comparado a Blue Chair.

Lunarbaboon é um nome estranho, não é? Parece algo criado por uma criança. E talvez seja. Pois essa tira tem como foco conversar com o leitor sobre o cotidiano de um adulto, casado, pai de 2 crianças. Não é para todos, eu sei. Mas talvez devesse ser, meio que como uma receita de remédio.

Eu gosto bastante desse diferencial de ver o lado positivo de ser adulto e criar um filho, por mais que isso se afaste da minha realidade. Mas acho que a parte que mais me anima nessa tira e ela sempre ser positiva e trazer o melhor de mim à tona. Novamente, é algo que me anima d+. Que parece trazer uma energia extra que eu guardava lá no fundo.

Mas Lunar brilha mesmo é quando toca em assuntos mais abrangentes, e um tema recorrente aqui é a depressão, que parece crescer junto com a gente, como um monstro prestes a tomar nossa vida. Sim, é algo sombrio so de pensar. Mas pensar nisso e ver uma luz ao final do túnel, por mais que em algo desenhado, e possivelmente fictício, faz uma boa diferença. Ainda mais quando se nota que os sentimentos do autor realmente estão ali, em cada traço, em cada dialogo.

Safely Endangered

Esse é o mais maluco dos três. Se Blue Chair extrapola naquilo da comedia do imprevisível, então Safely Endangered vai a níveis cósmicos e transcende ao infinito. Lembra daquele episódio de Os Simpsons em que Homer estica a mão para uma borboleta e o inseto se fecha todo e entra na pele dele? É bem nesse nível. Você realmente não tem como prever o desfecho, e isso que faz dessa tira tão boa.

Ainda assim, ao menos para mim, o ponto alto da obra foi quando o narrador do título, o que “grita” Safely Endangered ao início de cada tira, tomou consciência e quebrou a quarta barreira, tendo seu próprio arco em meio as já malucas tiras semanais.

E eu sinto falta disso, dessa criação de um universo próprio. Algo bem utilizado em Blue Chair. Mas ainda assim não me arrependo de continuar acompanhado essa besteirada magnifica que o cara cria a cada novo capitulo. Eu rio alto lendo esse, e as vezes é bem esse momento, de você cair na gargalhada, que faz o seu dia.

E é isso gente, essas foram as 3 tiras que me fizeram entrar com gosto no mundo dos webtoons, e as primeiras dessa nova serie intitulada “3 tiras”. Falar de tirinhas assim num texto grande, tendo apenas uma como o ponto central e difícil. A não ser que seja algo como Calvin e Haroldo ou Valente, que tem aquele conteúdo a mais para refletir ou que realmente possui um enredo.

So que isso é raro, e eu mesmo não tenho esse entusiasmo todo para pegar e fazer 2 ou 3 páginas sobre uma tirinha, a não ser que o material me surpreenda tanto quanto Tê Rex, a qual eu resenhei solo aqui no blog. E mesmo falar de Tê foi difícil, acreditem. Não por ser ruim, longe disso, é ótimo. É mais uma limitação que vejo em mim mesmo quando se trata de obras nesse estilo e que pretendo quebrar, nem que parcialmente, com essa ideia de falar de 3 tiras simultaneamente.

Eu acho que vai dar bom, ou assim espero. E você, curtiu a ideia? Tem sugestão de alguma tira para a gente olhar? Vai fundo e comenta ae!