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Resenha: Chainsaw Man – O hype que nunca acaba!

Essa resenha é com base nos capítulos de 1 a 79.

Minha experiência com Chainsaw Man começou um tanto quanto estranha. Eu li o começo, mas falo de começo mesmo, talvez menos de 10 capítulos, e então eu deixei o mangá de lado. Isso é algo que eu vinha fazendo constantemente por questões de tempo. De tentar ler algo, não me fisga logo no início, vou fazer outras coisas e esqueço a obra num canto, digamos.

Não chega a ser um problema de atenção. É mais que eu tenho de ver o trabalho o canal e nisso meu foco se desvia. Mas também tem a ver um pouco com o tipo de obra que estou lendo. No caso de Chainsaw Man o mangá começa estourando com zumbis, demônios e o protagonista literalmente morrendo. E muito bom e então esfria.

Isso é algo bem comum na verdade. Você ter algo épico para fisgar e então dar uma desacelerada para poder jogar um interlúdio que alivia a tensão do leitor ou no caso desse começo para explicar melhor o mundo e seus personagens. E aí que entrou o meu problema. Não quero falar mal do mangá como um todo aqui, mas a premissa em si, tirando o que rola com o principal, é bastante genérica.

Personagens que fazem contrato com demônios para caçar demônios para uma organização. Até o Denji, o protagonista, ter meio que se fundindo com um demônio é um tanto genérico. São elementos já vistos em diversas obras, como Blue Exorcist, Soul Eater e Tokyo Ghoul, seja por completo ou parcialmente, com um ou outro detalhe mudando. E eu amo esse tipo de premissa, não me veja mal. So que li tantos títulos assim que não me animou, entende.

Nisso voltei aqui com o blog, perguntei que mangá eu deveria ler para resenhar, até mesmo para fugir um pouco dessa de completar nada e a resposta da maioria foi Chainsaw Man. Eu li mais um pouco e do nada boom, personagens morrendo para tudo que é lado assim sem motivo. Tu é fisgado pela narrativa do autor e do nada um soco no estomago.

Isso é algo bem característico dessa obra. Eu talvez não tenha gostado do início, mas amei como essa ideia de baque e calmaria passou a funcionar. E eu sei, parece que vai ser algo rapidamente saturado. Aquele tipo de gimmik que se repete 500 vezes até ficar previsível. Mas isso nunca acontece. Na verdade, o autor surpreende a cada novo arco, jamais sendo previsível. Você nunca sabe quem vai morrer, como vai morrer, qual o impacto disso, e por mais que soe estranho vai na minha que isso aqui é fenomenal.

Esse tipo de enredo so funciona porque os personagens apresentados são muito bem explorados e você as vezes acaba sendo fisgado mais pela rotina desse cotidiano maluco do que pela ação em si, por mais que ela também seja completamente pirada, engraçada, cheia de coreografias fodas e mais over the top do que tudo.

Mas o que mais ajuda e a mentira. E nesse ponto você me pergunta, mas como assim? Pense em chainsaw man como um grande mistério, cheio de intrigas e reviravoltas, so que sem um detetive buscando desvendar o caso. Nada é o que aparenta ser e nenhum ponto apresentado e algo fixo no enredo dito como regra. O autor lhe engana constantemente e isso é maravilhoso. Ele usa e abusa do leitor, dá um tapa na cara e você pede mais. Woof!

Voltando aos protagonistas, o outro ponto forte aqui é o Denji. Talvez o único ser na obra inteira que eu consideraria um ponto fixo do enredo, e nem isso eu tenho tanta certeza depois de toda essa jornada. Tudo gira em torno dele, mesmo que as vezes não pareça. Mas o legal mesmo é quem ele é e como ele age. Algo que ai sim foge 100% do genérico desde o começo.

Ele é um jovem, mendigo, sem família, sem estudo ou educação. Um paria da sociedade que caiu de paraquedas nesse caos todo após morrer, como disse lá no começo, e ter se juntado a um demônio. Assim ele passa a ser obrigado a virar um caçador do governo ou morrer, mas pra ele isso é ótimo. É tipo férias. Ele vai poder ter um teto, dormir, ver gente, comer coisas boas, fazer um bando de besteira que nunca fez. Tirando estudar e se portar bem. Assim sendo um protagonista boca suja, briguento, sem medo de nada e o escambau. Eu simplesmente adoro ele.

Por conta desse jeito doido dele e de outros personagens o mangá acaba tendo um tom cômico, as vezes no meio de situações tensas onde isso jamais caberia e a surpresa nessas horas e de rachar de rir. Ele e a Power juntos então, puta merda, parece Debi & Loide.

E eu poderia continuar falando um milhão de coisas que adorei nesse mangá. O gore super detalhado, as cenas sexys que tem um proposito, vilões super impactantes e um traço de cair o queixo. Mas acho que se eu continuar escrevendo nesse hipe não vou acabar tão cedo.

Logo eu recomendo que vá ler Chainsaw Man agora! A leitura e super rápida, dá pra ler em um dia, sem zoa, e se tu não gostar das coisas que falei no mínimo vai adorar a ação desenfreada. Tu pode nem entender o que tá rolando que vai ficar embasbacado com cada nova página. Isso eu lhe garanto.

Primeiras Impressões: The Dregs – A Sarjeta de Vancouver

thedregs

Eu pretendia começar esse texto brincando com o que as pessoas poderiam entender pelo título da obra, citando RuPaul’s Drag Race e perguntando se alguém conhece uma HQ que aborde drag queens de um ângulo mais dramático, talvez com uma pegada meio Hourou Musuko. Leia o resto deste post

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