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Tragicomicidade

tragi
Francisco Teixeira de Souza Pontes é um selerepe que faz uso de quaresmas para ganhar o pão do dia seguinte. Protagonista de um dos meus contos preferidos do Monteiro Lobato, e por que não, herói trágico, leva a vida nessa comicidade eterna, deflagrando gargalhadas dos conhecidos só com a evocação de seu último nome. Ao cabo de um incidente, ele decide mudar de vida, resigna-se em ser levado a sério. Não obstante, os camaradas não compram a sua seriedade e Pontes se vê tentado a política como única alternativa. Ele conhece o major Bentes e arma uma para lhe suceder ao descobrir que o dito cujo é incorruptível pela graça, sobretudo por um problema interno. No estopim do seu estratagema ele mata o major, estourando uma de suas artérias de tanto rir duma anedota feita por encomenda unicamente para ele. Mas por razões que opto por omitir, Pontes não sucede o major. Com medo da consequência de seus atos, suicida-se, e, recebe como redenção, nas palavras do narrador, “[…] meia dúzia de ‘quás’ — único epitáfio que lhe deu a sociedade.” Leia o resto deste post

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