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Primeiras Impressões: The Paladin’s Tale

Tem dias que nos sentimos derrotados. Seja porque algo de ruim aconteceu, ou por termos nos frustrados, ficado agoniados, ou no meu caso, ao menos hoje, por estar cansado. Ter de repor horas num emprego que já me toma um tempo excessivo. Uma mudança de rotina brusca, mesmo que previsível. Afinal só ocorreu por eu não ter cumprido com minhas obrigações.

Nessas horas o melhor remédio e buscar diversão rápida. Algo que já lhe deixa com um sorriso instantâneo no rosto. E isso para mim sempre foi ir atrás de uma séria longínqua que acompanho a um bom tempo e que sei que vai me divertir ou então buscar dar aquela risada. Algo raro, que hoje em dia acho que só Gintama me tira, mas enfim. Ainda existe uma terceira opção, meio arriscada, que é buscar algo novo dentro das atividades que eu gosto, sendo a mais certeira aboa e velha leitura.

Nisso, lembrando de um pedido que me veio pelo Facebook eu abri o leitor online Tapas e lá fui eu ler o teaser de The Paladin’s Tale. Um mangá medieval com atualmente 12 páginas, que me foi descrito por seu autor, Raphael Carvalho, como algo épico que surgiu em meio a uma mesa de Tormenta, logo após eu comentar que a arte da ilustradora Karolyne Rocha me lembrava muito aquilo que se via nas páginas da antiga Dragão Brasil. Que, diga-se de passagem, voltou nesses últimos tempos.

E a primeira coisa que se nota nesse capítulo 0, ou teaser como se chama na gringa, é a fenomenal capa com dois combatentes. Logo ali o hype já é setado. O velho, forte, corajoso e persistente leão contra a víbora peçonhenta, sagaz, determinada, mortal. Adjetivos que cabem como uma luva aos dois cavaleiros e os descrevem perfeitamente, como logo se vê nas páginas seguintes.

E aqui vale uma pausa, para colocar em contexto o que direi em seguida. Eu li o teaser duas vezes, primeiramente no celular via app, por ser onde a maioria dos usuários acessam o Tapas, e então depois acessei o site por meio do navegador. Parece irrelevante mencionar isso, mas a minha experiência inicial tem muito a ver com a tela do celular.

Não sei exatamente qual a resolução do meu aparelho, mas é claro que The Paladin’s Tale não foi feito pensando num aplicativo de leitura em celulares, como seria o caso de Tower of God por exemplo. E isso fez com que eu tivesse uma experiência negativa a princípio achando a luta confusa em quadros menores e por ter tido de ampliar a página para ler balões, assim estourando a imagem e perdendo parte da imersão.

Ainda assim o restante da leitura foi super agradável, e a segunda vez foi ainda melhor (ui) visto que eu pude ler num local mais propício. No caso o já mencionado navegador. Não que o mangá tenha sido pensado 100% para o digital em monitor, não. Eu diria que é bem claro que a ideia aqui e posteriormente tentar uma publicação física. E pessoalmente, acharia isto algo fantástico.

Falo assim pois o mangá de fato me conquistou. O que se dá realmente nas páginas seguintes e uma luta épica, que sozinha já faria muito marmanjo ficar apaixonado pela construção de ritmo, movimento e suspense criados pelo traço e enquadramento de Karolyne. Mas Paladin’s não estaria completo sem a narração primorosa de Raphael, que entrega algo tão afiado quanto a espada de Ingroh.

O texto de The Paladin’s Tale é tão épico quanto seu conceito. Poético até, eu diria. E sem medo de usar de termos menos coloquiais, assim presando por algo mais voltado ao medieval. Quase literário. E que cai como uma luva numa situação de batalha. Sem descrever d+. Apenas ilustrando pensamentos e dando o contexto necessário para tal introdução.

No final da leitura eu me senti empolgado e com aquele gostinho de quero mais. Me lembra RPG, Tormenta, Berserk, e tantas outras coisas que gosto tanto. Mas o que realmente me prendeu foi essa correlação com o meu dia. O sentimento de derrota, e cansaço, que superei para escrever essa resenha.

Eu vejo assim Ingroh, o personagem principal. Um cara que se vê derrotado, pelas circunstâncias de seu mundo, e cansado devido as incontáveis batalhas. Mas que ainda assim não desistiu e busca seguir em frente mesmo que contra todas as probabilidades. Um espirito de herói nato. Ou ao menos espero que se de dessa forma a construção do personagem.

Quanto ao futuro da série, eu espero que se mantenha o visto nesse começo. Ação e narrativa. Mas também espero mais diálogos, enredo, desenvolvimento de personagem e lore. Quero ver um mundo que atraia leitores, personagens carismáticos e aquele enredo de guerra ou fantasia bem fodas mesmo, sem deixar cair para o lado infantil. E nisso novamente me vem aquela lembrança de Berserk. Afinal, quem não desejaria um Guts BR?

Eu acho que tanto o Raphael Carvalho e a Karolyne Rocha estão de pé para esse trabalho, e eu so espero coisas boas vindo dessa dupla que tanto me surpreendeu. Que venha logo 2019, e com ele o real capitulo 1 da série e o começo dessa incrível jornada.

Você pode ler o teaser nesse link, bastando se registrar no Tapas e clicar em Show Me para ver a obra na integra. A mensagem que aparece no caso é referente a ter conteúdo maduro, focado em adultos. Porem esse começo não tem nada de pesado, e acredito que qualquer um consiga ler sem problemas. Ah, e caso você prefira ler em inglês, no mesmo link tem a versão americana traduzida por João Mazzei.

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Picnik e Quadrinhos

picnik

Quem olha esse título no mínimo fica curioso, ainda mais se não for de Brasília é entorno, e logo começa a imaginar coisas como uma toalha estirada na grama, uma cesta de guloseimas e uma pilha de HQs para passar o dia na natureza sem deixar de lado o hobby.

Algo que sem dúvida é atrativo, e que um dia tenho de me pôr a experimentar, mas passa longe do real tema deste texto. Existe sim um amplo local aberto, e se quiser pode levar comida e se aconchegar na grama, apesar de ser preferível conhecer os diversos food trucks do evento e com certeza você não terá paz e sossego para ler ao som da música que contagia o festival. Leia o resto deste post

Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 8 [FINAL]

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E é isso gente, após 8 posts “consecutivos” chegamos ao fim da cobertura da Jam Nerd Festival, mais precisamente da BRING. Eu realmente não achava que isso fosse se estender tanto, e acreditem teria material para continuar por um bom tempo.

Resolvi encerrar neste texto pois acredito que isso se prolongou muito e seria maçante para os leitores, fora que estamos a basicamente 1 mês focados inteiramente nesta matéria. E ai vem a pergunta, se a pressa era tão grande porque demorou a vir a oitava parte?

Como falei eu tinha muito material em mãos e tive de passar um pente fino, digamos, para selecionar que games apresentar no grand finale. E ai estão, os 3 últimos jogos desse evento incrível. Aproveitem.

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#INTERNETJUSTA – Um Problema Chamado Anatel

Sem Título-1 Leia o resto deste post

Cobertura da Jam Nerd Festival / BRING – Parte 2

jnf2
Começamos então a segunda parte da cobertura do evento Jam Nerd Festival, agora num ponto que eu admito já não saber qual a ordem em que visitei os estandes, e certamente posso ter errado a mesma na postagem anterior.

Mas chega de papo, e vamos ao que interessa, os jogos indie! Leia o resto deste post

Resenha: Endless

endless Leia o resto deste post

Postagem informativa sobre a Editora Hanabi

Boa noite, alguns de vocês devem estar achando estranho este título e pensando que eu aderi ao “movimento” de blogs que postam notícias, mas não é bem isso. Apesar de ser uma novidade, estou aqui para apresentar a vocês um projeto pessoal. Sim, eu abri uma editora, como podem ver.

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