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Resenha: Nigeru Otoku (O Homem que Foge)

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Existem certas obras que você lê, curte algum detalhe, detesta outro, e por mais que lhe agrade se chegar alguém para lhe perguntar “E então, o que achou?” você trava. Não sabe exatamente o que comentar a respeito. E foi assim que terminei minha leitura de Nigeru Otoku, O Homem que Foge. Sem conseguir me expressar.

Obvio que isso não se iguala a ficar estupefato com a obra a ponto de não ter palavras, ser tão ruim que não vale comentar ou tão curto que não existe algo para se dizer. E só que é um título difícil de se formular uma opinião e aflorar as ideias logo após o termino.

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Nigeru Otoku conta a história de um homem que foge para uma floresta intocada. Parte da população não arrisca ir ao local por conta de diversos desaparecimentos, enquanto crianças são atraídas devido a um conto mais o menos assim. Apenas os mais novos podem enxergar um urso entre as arvores, e se você passar uma noite com o urso seu desejo será realizado. Porem de noite a fera se torna homem.

Com um enredo assim seria fácil criar um título de terror ou mistério. Porem por mais que o motivo do homem ter fugido seja o clímax da história, aqui o que temos é um leve drama, o qual eu diria que é bem pessoal. Não para o autor, mas para o homem que fugiu. O que acaba dando a história um pouco de romance ali, política aqui, um tico de slice of life, e nada disso no final.

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Cada um desses elementos e cada um dos personagens, historias e situações, estão ali presentes para passar uma lição. Logo o mangá se auto intitular como uma fabula é perfeito, pois este é sem dúvida um título que nos deixa em reflexão. Não tem como ler as últimas páginas e não repensar sua vida adulta, talvez jovem. Infantil certamente não.

Logo, só posso dizer que… é, eu gostei. O enredo começa de um jeito estranho, mas logo as pontas se juntam e o ritmo acelera. Quando não está perto do clímax a leitura também vai rápido, por ter poucas falas. Sendo assim minhas ressalvas são de que o mangá parece curto demais, incompleto, mesmo tendo passado a lição. E a arte só piora esse sentimento por serem rascunhos mal finalizados. Nem parece a Natsume Ono desenhando.

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Então sendo bem sincero aqui, eu recomendaria a obra apenas para quem procura exatamente o que eu descrevi. Uma fabula com uma lição que pode vir ou não lhe agradar, e que é focada mais na vida adulta. Se não busca isso, ignore que tem política, romance, mistério e slice of life. Sério, nada disso realmente importa, com exceção do drama.

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Primeiras Impressões: Calexit

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Antes de iniciarmos o review propriamente dito vale entrar em mais detalhes sobre o título da obra, Calexit, e explicar um pouco do contexto sobe o qual essa ficção especulativa foi construída. Lembrando que como crítico e não cidadão estadunidense eu faço esse texto com o intuito de julgar apenas a obra e não me posiciono de forma política. Por isso peço que evitem discussões fervorosas sobre o tema nos comentários.

Calexit é um dos muitos nomes populares dados a Yes California Independence Campaign, ou “SIM. Campanha por uma Califórnia Independente. ” Uma campanha que visa a secessão, ou separação se preferir, do estado da Califórnia do restante da região estadunidense. O nome original “Yes” vem do movimento “Yes Scotland” que visa a separação da Escócia do Reino Unido, enquanto o popular “Calexit” é derivado do mais conhecido “Brexit”, o qual separou o Reino Unido da União Europeia. Leia o resto deste post

Mito do Inferno

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Ali, muito, quase tudo, era vermelho; exceto o rio de fogo cujas vezes cuspia pro alto e o homem que conversava com o demônio; bom, ele não era, mas gradativamente ficava vermelho conforme os dois desciam numa estrada em círculo. Leia o resto deste post

Resenha em Massa: 3 Obras da Black Mask

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“O que caralhos devo analisar aqui?”

Antes de confirmar com Matthew Rosenberg de que eu iria escrever sobre We Can Never Go Home, muito antes de acompanhar projetos fantásticos como The Disciple, Toe Tag Riot ou Transference, veio Ballistic. Leia o resto deste post

[Corrente de Reviews 2013] Resenha: Centaur Worries

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Bem vindos a essa nova edição da Corrente de Reviews onde o Judeu Ateu do blog Mangas Undergrounds, justo ele que e sempre bonzinho com todo mundo, teve a cara de pau de me indicar um Moe! Ok, zuera, conheço bem o Judeu, o cara já tinha me indicado mais de uma vez o manga no Twitter (junto do Rubio, obvio), e assim que recebi o e-mail do Diogo falando o que deveria ser resenhado eu já tinha certeza de quem era a culpa.

Minha única alegria e que o Judeu esta tendo de resenhar sobre Genshiken, e se não falar algo bom sobre o manga e capaz dos caras do Anikenkai comerem o nariz dele frito na manteiga!

Ok, agora vamos ao post desse belo manga!

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Resenha: Kongou Banchou

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Após o termino do manga pelos scanlator eu não poderia deixar de fazer uma resenha digna para uma obra tão fantástica como essa, não e? Então aqui esta a resenha definitiva de Kongou Banchou.

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