Arquivos do Blog

O pronunciamento da “GRIPIZINHA” (24/03/2020)

As 22 horas, horário de Brasília, eu comecei a gravar esse vídeo. Terminei as 00:30, não por ser algo difícil de editar, mas sim difícil de dizer. Pois o medo que tenho é colossal.

——————————————————————————————————————

UPDATE

Hoje é dia 31/03/2020. Eu pretendia remover este vídeo quando fosse ocorrer um novo pronunciamento do presidente. Como eu acho que a mensagem sobre o Corana Vírus continua sendo importante eu resolvi deixar o vídeo disponível e adicionei ao título a data na qual o gravei (24/03/2020). Se eu por ventura ver que o vídeo está causando algum tipo confusão nas pessoas, então ai sim irei deletar este.

On the Screen: O Cristal Encantado – A Era da Resistência (Temporada 1)

Também conhecido como The Dark Crystal: Age of Resistance nos EUA, O Cristal Encantado é uma serie norte americana de Tokusatsu, no mais puro significado da palavra. É aquele tipo de show extremamente focado em efeitos especiais, so que mais de que Kamen Rider, Ultraman ou até mesmo Godzilla. Isso por se tratar de algo sem um humano sequer presente. E talvez esse seja o grande chamariz da série.

Isso se dá, pois, os efeitos são em sua maioria feito por meio de marionetes, e o resultado final é sensacional. Isso graças a coprodutora The Jim Henson Company, outrora conhecida como Muppets Inc. E eu sei, e difícil imaginar que uma produtora de filmes e series infantis faria algo tão vale da estranheza, mas na verdade isso não é novidade. Pois Age of Resistence é uma prequel.

Em 1982 a Jim Henson Company criou um filme intitulado The Dark Cristal, também chamado de O Cristal Encantado no Brasil, e dirigido pelo próprio Jim Henson (Família Dinossauros) e Frank Oz (A Pequena Loja dos Horrores). Juntos eles dirigiram o clássico Labirinto – A Magia do Tempo, além de participarem de diversos projetos dos Muppets. Logo podem ver que não é um projeto qualquer.

Visual do filme de 82, O Cristal Encantado.

Sei que a prequel não tem esses 2 talentos, infelizmente, porem muitos membros da antiga Henson retornaram para esse novo projeto. Isso inclui as filhas de Jim, Brian Froud, o artista conceitual original e o restante da família Froud, designers de maquetes e afins. Além de muitos mestres em marionete, sem contar outras incríveis adições.

Quem mais me surpreendeu nisso foi o diretor, Louis Leterrier (Carga Explosiva 1 e 2, Cão de Briga, O Incrível Hulk [2008], Fúria de Titãs [2010] e Truque de Mestre). O nome dele certamente traria ação para o filme, e realmente não faz feio nessa questão. Mas fico estupefato como ele ajudou no roteiro, edição e até mesmo assumiu papel de câmera, mostrando total dedicação ao projeto e se equiparando nesse sentido diria que a todo o cast, do pintor de cenários a quem faz os movimentos dos terríveis Skeksis.

O visual, a fluidez e o mundo recriado de Thra, com a mais perfeita fidelidade é algo de cair o queixo. Isso tudo também graças a notas dos já mencionados Jim e Frank, sobre detalhes mil esse mundo de um imaginário sinistro.

Louis Leterrier e o general Skeksis.

Eu não vi o primeiro filme, algo que desejo fortemente reparar, mas pelas imagens, vídeos e o documentário de produção do Netflix e inegável as similaridades entre os projetos e a paixão de todos os envolvidos. Por ser uma chance única, por ser algo que marcou a infância, por ter sido do crew original. E isso transparece na qualidade do show.

Jamais imaginei ver marionetes tão bem construídas e interpretação tão convincentes saindo delas. Você fica imerso, por mais que exista aquela sensação inicial que mencionei de vale da estranheza. Pois é tudo muito orgânico, por mais que sejam bonecos em tela verde e cenários de isopor.

E falando em tela verde. Existe grande uso de técnicas modernas, de animatrônica a CGI. Em alguns momentos infelizmente isso quebra a imersão, principalmente em cenas de movimentos mistas entre marionetes e modelos 3D e quando os bonecos são completamente removidos em prol de algo mais rápido, por limitações nas articulações e movimento dos próprios ventríloquos.

2 cenas para comparação, do que se vê em tela e de como a serie foi produzida.

Por outro lado, a serie apresenta aumentos no realismo vindos do 3D, como certas movimentações de rosto dos Gelflings, animais e cenários que não destoam nem um pouco, e que só dá para notar vendo o documentário já mencionado. O que me deixa ainda mais boquiaberto.

Fora que muito desse mundo me lembra produções dos anos 80, com um que de H. R. Giger e Abe’s Oddysee. Fascinação, medo e muita nostalgia. E o roteiro não fica atrás. Parece um épico de alta fantasia a lá Senhor dos Anéis, e já foi dito publicamente que o show foi muito inspirado em Avatar: A lenda de Aang e Game of Thrones. Até mesmo na contagem de corpos e elementos políticos.

 O Cristal Encantado: A Era da Resistência é um show tenebroso, que não tem medo de exaltar questões adultas em algo de classificação baixa. A todo momento achei que alguém iria morrer, principal ou não, o que gera tensão. E os momentos trágicos por morte, traição ou o que seja não são poucos. É um mundo muito mágico, distante, mas ainda assim crível nos momentos certos.

Os terríveis Skeksis.

E se eu não falei nada do enredo até agora é porque ele é basicamente isso. A descoberta de um mundo fantástico para o espectador e a urge de ver o que vai mudar na solene canção de Thra. Um mundo está caindo, coberto pela escuridão e clãs da mesma espécie se veem separados sobre o domínio dos malévolos e imortais skeksis. O resto e o resto, pois tem certos caminhos que so você pode ver, como diria a carismática Aughra.

Sei que estou jogando nomes difíceis a torto e a direto, como Thra ou Gelflings. Mas isso é porque a lore da série é tão fantástica que decorei o nome das raças e o nome de cada personagem. Algo que ao menos comigo não acontecia a um bom tempo.

Elogios para a série não me faltam, como podem ver. Mas por mais que isso tudo seja surpreendentemente fantástico, o destaque pra mim fica com os antagonistas Skeksis. Cada um deles animado por um mestre e dublados por nomes como Benedict Wong, Jason Isaacs, Simon Pegg, Awkwafina e Mark Hamill.

Poderia ficar horas sem fim falando de Dark Crystal, mas vou encerrar aqui com um sonoro ASSISTAM. Não é todo dia que falo de series aqui no blog, logo podem ver o quanto gostei dessa bagaça.

On the Nanquim: O Canto das Ondas

O Canto das Ondas

No início de 2018 começamos a resenhar as obras da editora Shockdom. Mais precisamente os títulos que iniciam a linha Timed. Um universo de histórias cuja as temáticas giram em torno de poderes fantásticos que alteraram o mundo como conhecemos, assim gerando uma quase distopia, do subgênero de ficção cientifica de história alternativa. Algo que comentei ao analisar Rio 2031 em fevereiro. Um HQ que também explica muito bem os poderes “mutantes” e a redução do tempo de vida atribuído a esses “novos seres”. Leia o resto deste post

On the Nanquim: Tê Rex

tê rex.png

Cara, tenho uma pergunta para você. Tu é nerd? Tem quadrinhos na sua vida desde que se viu por gente? Talvez tenha começado a ler a 10 anos atrás, talvez 20, quem sabe mais. Pode ter começado por influência dos amigos, ou por compartilhar da paixão com pais e avós, mães e tias, quem sabe primos. Recebeu de herança uma coleção, ou comprou o primeiro gibi com o troco da merenda. Se tornou o que é por acompanhar paródias na TV, por se ver intrigado pelo universo Marvel e DC nos cinemas, ou simplesmente por seguir a modinha? Na real, nada disso importa. So importa a resposta. Tu é nerd.

Se for mesmo o caso, e deve ser, caso contrário você não estaria aqui, eu lhe apresento Tê Rex. Uma série de tiras que aborda o lado nerd, otaku, geek da força. Use o termo que preferir. São tiras simplesmente fenomenais, com um lado cômico e crítico maravilhoso, abordando temas desde política, bullying e racismo a spoilers, decisões editoriais e conservação de quadrinhos.

Logo como pode ver Tê Rex é um pouco mais amplo do que fiz parecer, tendo tiras que podem sim ser apreciadas por pessoas fora do meio nerd ou que curtam cultura pop, como por exemplo Planeta dos Macacos. Porém você ser nerd lhe possibilita não apenas ler toda a obra, como também faz você entender mais detalhes que estão presentes em tiras mais cítricas, seja sobre política ou sobre spoiler.

Tê Rex 04 - te-rexhq.blogspot.com

Fora isso, a sacada mais genial em Tê Rex e sua protagonista, a própria Teresa, ou Tê Rex. Uma dinossaura que é meio que um alter ego da ilustradora e colorista Marcelli Ibaldo (Closed Window), de 10 anos. O que, não acredita? Numa pessoa nova e ainda por cima mulher desenhando um HQ de maneira tão espetacular? Amigo, a Marcelli e a Tê iam te dar um puxão de orelha de outro mundo se escutam uma dessas.

O que torna a protagonista tão interessante é a junção de todas essas características. Mulher, jovem, nerd e dinossaura. O fato dela ser um ser jurássico é utilizado para ilustrar desvantagens, como os pequenos braços de um Tê Rex, para mostrar força, afinal é uma criatura dita como feroz, e para brincar com o lance do rugido. Ah, e o mundo pré-histórico aqui presente acaba servindo de paralelo pro nosso de forma fenomenal.

O lado mulher também é bastante pertinente, tocando em questões feminista de maneira espetacular e fácil de digerir, enquanto ela ser criança traz um certo tom de ingenuidade, esperteza e nostalgia, tudo misturado, fazendo com que Tê lembre bastante um certo garotinho loiro. Um tal de Calvin. Pois é uma criança falando de maneira sagaz de diversos tópicos exatamente pertinentes e atemporais.

Tê Rex 34 - te-rexhq.blogspot.com

Sendo assim, não poderia dar outra. Eu recomendo a todos os nerds de plantão a leitura da série em tiras Tê Rex. Marcelli Ibaldo surpreende muito e domina a obra com suas cores aquareladas, traço firme e paixão por dinossauros, enquanto seu pai Marcel Ibaldo (The Hype, Múltipla Escolha) dá as graças no roteiro, assim adaptando momentos vividos por Marcelli e colocando no papel o conhecimento dos dois desse fantástico mundo nerd que tanto amamos. Uma dupla sem igual.

Mas espere, o texto não para por aqui. Sim, você pode acessar o blog da Tê Rex e ler todas as tiras de graça. É uma opção sua. Não se trata de algo ilegal como buscar scans, mas ainda assim peço um investimento de sua parte. Pois desde 15 de maio de 2017 pai e filha se esforçam para dar vida a Tê Rex. Você nota a paixão deles pelo projeto. E apesar de ser ótimo ver o reconhecimento, ainda resta um sonho a ser realizado. O financiamento do HQ.

Dia 26 de Março de 2018 foi aberto no Catarse uma campanha de financiamento para um livro coletando todas as 60 e poucas tiras que os 2 publicaram ao decorrer desse ano. E para atingir a meta eles precisam do seu apoio. Contribuindo com 25 reais você já garante o livro em PDF e impresso, com autográfo dos 2 autores, nome nos agradecimentos e frete incluso. Contribuindo cima disso você leva tudo isso mais extras, como marca textos, arte em aquarela ou até mesmo uma tira inédita da Marcelli feita exclusivamente para você.

Tê_Rex_59_-_te-rexhq.blogspot.com

E então, tá esperando o que? O projeto se encontra no Cartase até dia 25/05/2018, e você pode ver ele clicando aqui. Eu mesmo já contribui e reservei meu exemplar.

Resenha: Nigeru Otoku (O Homem que Foge)

nigeru-otoko

Existem certas obras que você lê, curte algum detalhe, detesta outro, e por mais que lhe agrade se chegar alguém para lhe perguntar “E então, o que achou?” você trava. Não sabe exatamente o que comentar a respeito. E foi assim que terminei minha leitura de Nigeru Otoku, O Homem que Foge. Sem conseguir me expressar.

Leia o resto deste post

Primeiras Impressões: Calexit

calexit

Antes de iniciarmos o review propriamente dito vale entrar em mais detalhes sobre o título da obra, Calexit, e explicar um pouco do contexto sobe o qual essa ficção especulativa foi construída. Lembrando que como crítico e não cidadão estadunidense eu faço esse texto com o intuito de julgar apenas a obra e não me posiciono de forma política. Por isso peço que evitem discussões fervorosas sobre o tema nos comentários.

Calexit é um dos muitos nomes populares dados a Yes California Independence Campaign, ou “SIM. Campanha por uma Califórnia Independente. ” Uma campanha que visa a secessão, ou separação se preferir, do estado da Califórnia do restante da região estadunidense. O nome original “Yes” vem do movimento “Yes Scotland” que visa a separação da Escócia do Reino Unido, enquanto o popular “Calexit” é derivado do mais conhecido “Brexit”, o qual separou o Reino Unido da União Europeia. Leia o resto deste post

Mito do Inferno

hell

Ali, muito, quase tudo, era vermelho; exceto o rio de fogo cujas vezes cuspia pro alto e o homem que conversava com o demônio; bom, ele não era, mas gradativamente ficava vermelho conforme os dois desciam numa estrada em círculo. Leia o resto deste post

Resenha em Massa: 3 Obras da Black Mask

BM

“O que caralhos devo analisar aqui?”

Antes de confirmar com Matthew Rosenberg de que eu iria escrever sobre We Can Never Go Home, muito antes de acompanhar projetos fantásticos como The Disciple, Toe Tag Riot ou Transference, veio Ballistic. Leia o resto deste post

[Corrente de Reviews 2013] Resenha: Centaur Worries

centaur

Bem vindos a essa nova edição da Corrente de Reviews onde o Judeu Ateu do blog Mangas Undergrounds, justo ele que e sempre bonzinho com todo mundo, teve a cara de pau de me indicar um Moe! Ok, zuera, conheço bem o Judeu, o cara já tinha me indicado mais de uma vez o manga no Twitter (junto do Rubio, obvio), e assim que recebi o e-mail do Diogo falando o que deveria ser resenhado eu já tinha certeza de quem era a culpa.

Minha única alegria e que o Judeu esta tendo de resenhar sobre Genshiken, e se não falar algo bom sobre o manga e capaz dos caras do Anikenkai comerem o nariz dele frito na manteiga!

Ok, agora vamos ao post desse belo manga!

Leia o resto deste post

Resenha: Kongou Banchou

kongou

Após o termino do manga pelos scanlator eu não poderia deixar de fazer uma resenha digna para uma obra tão fantástica como essa, não e? Então aqui esta a resenha definitiva de Kongou Banchou.

Leia o resto deste post