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Especial: Fazer o review de um jogo metroidvania é complicado

metroidvania

Normalmente quando eu encaro a ideia de analisar um jogo eu gravo entre os 30 minutos iniciais a 2 horas de gameplay. Pois normalmente o que eu pretendo falar em vídeo está presente nessa fração de tempo, uma vez que reviews de 3 a 10 minutos nem se comparam em tamanho.

Isso pois os jogos modernos têm a tendência de mostrar todas as suas mecânicas logo de início. Peguemos Cuphead por exemplo. No primeiro mundo você recebe um tutorial sobre salto, tiro, dash e parry, já sabe que existem fases de chefes e leveis run ‘n gun, além de chefes estilo shoot ‘em up. Adquire moedas, compra itens, descobre que existe um menu, e nele você troca entre passivos, tiros e especiais. Sendo este último obtido nas fases extras que se focam em parry.

Novamente, tudo isso no primeiro mundo. Logo eu so teria de gravar algo mais a frente se eu quisesse mostrar um chefe, fase ou poder especifico. Algo totalmente possível em Cuphead, pois você pode transitar livremente entre os 4 mundos presentes em jogo e refazer o que quiser e em qualquer ordem. Nesse jogo até mesmo os segredos são fáceis de gravar e exemplificar.

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Primeiro mundo de Cuphead, com seus chefes, fases e mausoléu.

Então peguemos Super Metroid, o game que basicamente criou as primeiras regras que definiriam o que é o gênero metroidvania.  Você não recebe um tutorial, algo típico da época, mas que se manteve em muitos títulos futuros. É necessário então testar cada botão. Até mesmo coisas como o esquema de ângulo de tiro, o qual é pouco intuitivo.

Quanto ao mundo de Super Metroid, existe uma certa separação entre áreas, mas você não é obrigado a explorar cada fresta. É possível seguir por um determinado caminho que acabe por fazer você deixar de obter um certo upgrade. Alguns como a morph ball são obrigatórios e servem para mostrar tanto a possibilidade de obtenção, como a não linearidade do mapa, uma vez que é preciso seguir para a direção oposta a qual o jogador se encontra.

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Múltiplos caminhos, chefes e upgrades passáveis e segredos em Super Metroid.

Alguns jogos mais modernos como Bunny Must Die até mesmo brincam com esse fato, fazendo o seu personagem ter apenas o “poder” de andar de costas no início do game. Isso pois no design de um Metroidvania pode quase tudo. E um estilo de jogo famoso por quebrar certas regras outrora definidas por games de plataforma e seus leveis de linearidade absurda.

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Um dos chefes de Bunny Must Die.

No início de Super Metroid é possível se perder, passando pelo primeiro chefe e alguns upgrades, e se vendo preso em Norfair, uma área que so deveria ser acessada muito a frente. Assim demonstrando o quanto o jogo da liberdade ao jogador. Mesmo que essa rota pareça uma falha de design.

Como escapar do reino de lava e fogo de Norfair? Achando um segredo. O qual so pode ser gravado se for feito esse caminho errado e que so pode ser liberado colocando uma bomba numa sala que até então era transitória e aparentemente inquebrável. Algo que ocorre não uma, mas duas vezes em jogo. Sendo a segunda requisito para conseguir terminar de explorar Maridia, a qual por vez e requisito para finalizar o jogo.

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Norfair e Maridia respectivamente.

Isso mostra que os segredos em Metroid são importantes, mas também acrescenta um certo nível de frustração. Algo que vejo como um elemento fundamental a ser mostrado num review. Porem um destes pontos pode ser pulado e o outro demora muito mais que míseras duas horas de gameplay para aparecer em tela.

Da mesma forma chefes demoram a aparecer e certas mecânicas importantes que talvez valham uma menção so vão estar disponíveis muito à frente no jogo. Logo para se fazer o review de um Metroidvania, ou qualquer outro jogo longo que tenha um esquema similar, vide RPGs, é necessário gravar horas de gameplay, se não o jogo inteiro.

Algo que eu fiz para poder analisar Ghost 1.0 e Alwa’s Awakening, e até mesmo jogos de outros gêneros, como Firewatch ou Yooka-Layle. Seja por conta de ter muitas mecânicas, mundos e colecionáveis diversos, bugs específicos ou simplesmente mudanças de enredo muito grandes.

So que os metroidvania aí mencionados são pequenos. Alwa’s demorou 20 horas para ser finalizado 100%. Yooka-Layle, apesar de ser outro gênero, demorou 49 horas para chegar aos 100%. Já Hollow Knight, um jogo que eu estou devendo review a um bom tempo, demorou 80 horas para ser finalizado.

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O coliseu de Hollow Knight. Um dos desafios mais difíceis do jogo.

E o que esse tempo tem a ver com ser difícil fazer um review? Primeiro, o tamanho dos arquivos. Yooka-Layle com suas 49 horas gravadas lotou o meu HD a ponto deu ter de sair limpando ele para fazer o review e eu não poderia fazer mais nada no PC até terminar de editar e renderizar.

Um vídeo de 1 hora tem cerca de 2,30 GB (Gigas). Logo um vídeo de 80 horas teria 184 GB. Num HD de 1 TB (Tera), sendo que 1 TB são 1000 GB, esse número pode parecer insignificante, ainda mais que 20 horas de gravação, o que daria 46 GB, costuma ser um tempo alto para se finalizar um jogo. Logo 80 horas pode ser visto como um tempo absurdo. Isso se tratando de jogos em geral. Mas pegando coisas como Metroidvanias, RPGs ou jogos mais hardcore, afinal dificuldade influencia, esse pode ser um tempo bem próximo de um padrão.

Agora imagine ter de fazer o review de 5 metroidvanias de 80 horas. Isso dá 920 GB. 5 jogos e seu HD está quase lotado e sem uso. Mas isso é que estamos fazendo a conta ignorando todo o resto que estaria no seu HD. O sistema operacional, diversos programas, o jogo a ser gravado e possivelmente os vídeos anteriores que fez para o canal e que quis arquivar.

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Mas esse não é o único problema. Olhar horas e horas de vídeo para achar o momento que exemplifica melhor o roteiro pode ser bem hard, ainda mais se for algo que ocorre poucas vezes em jogo, como o já mencionado caso de Norfair e Maridia em Super Metroid. Momentos estes ainda que possivelmente não seriam mostrados caso não houvesse a gravação do jogo inteiro.

Pior ainda quando certos extras necessitam de múltiplas runs ou realizar certos eventos para poderem ser liberados. Exemplos disso são o enredo da Grimm Troupe em Hollow Knight e o castelo invertido em Castlevania: Symphony of the Night. Ambos conteúdos que inclusive so podem ser acessados ao final do jogo.

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Grimm Troupe e o castelo invertido.

Portanto, como podem ver, fazer um review de um metroidvania é realmente complicado e trabalhoso. E isso que ainda tem de se levar em conta o tanto de informação que deve ser resumida em um vídeo curto e de fácil entendimento para o espectador.

Mais complicado so tentar fazer algo num HD com apenas 7GB. XD Acho que salvar gameplay de várias coisas para editar depois não foi lá uma boa ideia. =P

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Review: Made in Abyss – Uma aventura para adultos!

Chegou a vez de analisar Made in Abyss, um dos animes mais marcantes de 2017! E o melhor, sem spoilers. Então senta ai e confira o nosso mais novo review. Não vai se arrepender!

On the Nanquim – Batman: Elmer Fudd

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Esse review foi solicitado por um dos membros do nosso grupo no Discord. Segue a gente lá também! https://discord.gg/C23m628

Recentemente foi anunciado que a DC estaria trazendo novos crossovers com personagens icônicos do passado, porém não o clássico HQ vs HQ, e sim historias envolvendo personagens de desenhos matutinos. Dessa vez é o turno dos Looney Tunes, e muitos associaram o “trazendo novos crossovers com personagens icônicos” como uma referência aos HQs mais modernos e adultos envolvendo personagens da Hanna Barbera, como o indispensável Future Quest, mesmo estes não sendo crossovers e sim uma nova interpretação.

Digo, o já mencionado Future Quest e sim um crossover, mas acaba aí. É um HQ que junta personagens apenas da Hanna Barbera, e todo o resto, Flintstones, Scooby-Doo, Corrida Maluca, entre outros, se mantem num universo próprio. Enquanto esses novos crossovers misturam personagens da DC com os Looney Tunes.

Ainda assim, se o texto não referência Hanna Barbera e afins, o que seria esse antigo crossover? Algo mais do passado? Afinal já vimos o Superman contra Muhammad AliBatman teve aventuras com Hellboy e Starman e o Coringa em certo momento foi o possuidor da Máscara. O histórico da DC é cheio de crossovers, mas nesse caso se trata de algo bem recente. Batman: Elmer Fudd, de 2017.

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Mas o que ou quem seria Elmer Fudd? No Brasil conhecemos o personagem como Hortelino Troca-Letras. Um caçador careca que fala errado e adora perseguir coelhos, sendo o arqui-inimigo do próprio Pernalonga. E é seguindo exatamente a clássica premissa de Temporada de Caça que começa o enredo dessa sombria graphic novel.

Hortelino, ou Elmer Fudd se preferir, anda pelas ruas de Gotham refletindo sobre acontecimentos passados, sempre trocando seus Ls e Rs por Ws de forma a fazer até mesmo o Cebolinha confuso, e ao chegar o bar do Gaguinho, ou Porky, aos poucos entendemos melhor as nuances desse personagem modernizado, além de nos maravilharmos com diversos fanservices e entendermos melhor o porquê de tanta reflexão.

Elmer era casado, com ênfase no ERA. Apaixonado por Silver St. Cloud, antiga paixão de Bruce Wayne por meados dos anos 70, ainda em época de Detetive Comics. Uma personagem sexy, que por algum motivo não consigo deixar de associar a Lola Bunny. Mas voltando ao “ERA”, a temporada de caça ao coelho estava aberta. Silver foi assassinada, e tudo indica que Bugs Bunny, nosso querido Pernalonga, foi o culpado.

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Assim se inicia uma conversa de mesa de bar, com dois velhos rivais em tom depressivo conversando sobre o passado, presente e fim. Ninguém nega nada. Um assassinato ocorreu e outro viria a ocorrer. Um clima bem tenso, sombrio, moderno e maduro para algo que antes era galhofa. Mas ainda assim certas características se mantem. Mesmo humanizado o coelho ainda tem seus dentes, fome por cenouras e rotas erradas. Algumas dessas coisas se tornam piadas, mas algo se sobressai. Pernalonga sempre foi o astuto, e com seu jeito de malandro solta “quem me contratou foi Bruce Wayne”.

Tal qual no desenho basta palavras para mudar a mente de Elmer, e assim começa a temporada de caça ao morcego. Uma brilhante exploração de um personagem meio desaparecido em anos recentes, mas que ainda está no panteão de mais famosos Looney Toones. E um enredo dark sem dúvida, mas tem muito espaço para fazer os fãs sorrirem, seja com os já mencionados fanservices, o embate de 2 ícones ou o dialogo fantástico.

Sem dúvida um enredo com uma boa dose de suspense e reviravoltas, que surpreende bastante devido à natureza do crossover e se mostra até mesmo mais maduro e moderno que as já mencionadas HQs da Hanna Barbera. Ainda assim minha parte favorita e como o papel do Hortelino e do Pernalonga se invertem, fazendo você pensar quem realmente é o herói, se é que existe um. Tudo isso culminando num final excepcional que promete derrubar até o cavaleiro das trevas.

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Únicos pontos negativos para mim são a fala do Elmer, já que li a versão americana e é necessário um bom conhecimento em inglês e muita atenção para poder entender os diálogos e fazer tudo ser mais fluido, e a duração do enredo, pois tudo acaba num piscar de olhos e te deixa querendo mais. Elmer Fudd seria um ótimo personagem para uma serie, investigando e distorcendo o mundo dos Looney Toones, mas infelizmente esse é apenas um especial. Uma graphic novel de ocasião única que deixara muitos órfãos, tal como eu.

E destoando um bocado do clima que acabei de descrever, ao final da história principal temos uma pequena homenagem ao curta mais famoso do Hortelino, onde com humor impecável e ajuda da burrice do principal combinada com a astucia do Pernalonga e intrusão do Batman temos a mais hilária temporada de caça ao morcego que você possa imaginar. Não chega aos pés da parte central do HQ, mas ainda assim é uma boa adição.

Tudo isso escrito por nada mais do que Tom King, e ilustrado de forma realista e fluida pelo fenomenal Lee Weeks. Tom também escreve a parte mais cômica, porem o lápis passa para Byron Vaughns que traz algo mais cartoon para a mesa.

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Batman: Elmer Fudd recentemente foi republicado nos EUA na coletânea DC Meets Looney Tunes, junto dos crossovers Legion of Super-Heroes / Bugs Bunny, Martian Manhunter / Marvin the Martian, Lobo / Road Runner, Jonah Hex / Yosemite Sam e Wonder Woman/Tasmanian Devil. Histórias que envolvem respectivamente os Looney Tunes Pernalonga, Marvin: O Marciano, Papa-Léguas, Eufrazino e Taz: O Demônio da Tasmânia como principais.

Para agosto de 2018 a DC promete repetir o feito trazendo crossovers com Mulher-Gato, Harley Quinn, Coringa e Lex Luthor encontrando Piu-Piu e Frajola, Gossamer, Patolino e Gaguinho.

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Review: Hakata Tonkotsu Ramens – O novo Durarara!?

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Review: Juuni Taisen – O battle Royale de Nisio Isin

Curte animes? Tá atrás de um novo canal sobre esse assunto? Então confere ai no link o primeiro review do ! Espero que gostem. ^^

Review: Juuni Taisen – O battle Royale de Nisio Isin

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Gameplay: Diehard Dungeon – Não tão hard assim…

Primeiras Impressões: Gigantic Army – Jogando CONTRA com mechas!

On the Nanquim: RIO 2031

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Recentemente fomos reapresentados a serie O Homem do Castelo Alto, um dos originais da Amazon Prime, o qual adapta o clássico livro de Philip K. Dick e que apresenta uma história alternativa onde os nazistas venceram segunda guerra mundial guerra. Os heróis brasileiros ganharam um pouco mais de destaque nacional, com obras como Alfa e Dias de Horror. E o ilustrador Gabriel Picolo fechou contrato com a DC comics para fazer uma serie dos Jovens Titãs. E apesar disso tudo, porque ninguém fala da Shockdom?

Sei que nada disso parece ter ligação, mas vou chegar lá. Primeiro deixe-me apresentar vocês a Shockdom. Uma editora italiana, que para a alegria dos brasileiros, chegou ao Brasil em 2017. E logo de cara já foi publicando obras nacionais, como a serie em tiras Razão e Emoção, além da inédita série de heróis Timed.

E é justamente de Timed que vamos falar aqui, começando com Rio 2031. Um ponto de partida para toda uma linha de histórias fantásticas, a qual vamos resenhar título por título aqui no Mangatom.

CAPA RIO

Mas o que tem de tão especial em Rio 2031. E a resposta está justamente no parágrafo inicial desse texto. Num futuro não muito distante o mundo vê um súbito surgimento de super seres, porém não naquela ideia de Marvel e DC onde poucos são dotados, e sim algo que se assemelha a My Hero Academia, fazendo assim com que super-humanos superem em número os sem poderes, porem com um twist.

Em My Hero Academia quando os primeiros poderosos surgiram existiu conflito, mas é algo pouco mencionado, pois não diz respeito ao enredo, o qual mostra um mundo de heróis muito depois do surgimento. Enquanto em Rio 2031 os heróis, aqui chamados Timed, surgiram a pouco tempo, e em números alarmantes, o que acabou encadeando na Guerra Fria. Pois no mundo de Timed esse evento nunca havia ocorrido, e quando surge vem de maneira similar ao ocorrido no já mencionado O Homem do Castelo Alto, assim criando uma linha de história alternativa.

A Guerra Fria de Timed é um conflito pela supremacia entre os Estados Unidos e a Rússia, com a visão de ser a guerra para acabar com todas as outras guerras. Porem ao invés de se focar em investimentos na tecnologia, se trata de uma corrida para ver quem tem os melhores super-humanos e que pode utilizar das forças deles para mudar cenários ao redor do mundo, e assim assimilar tais localidades como aliados.

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E na frente dessas duas superpotências temos duas megacorporações, a Newstate, nos estados unidos, e a Thenation na Rússia. Sendo assim não temos um embate entre capitalismo e comunismo, e sim entre duas formas distintas de capitalismo. Algo que infelizmente é mal explorado na trama, e acaba caindo mais como uma ferramenta para o autor discutir problemas sociais, assim fazendo de Rio 2031 mais uma ficção social do que cientifica, mesmo tendo mechas e carros voadores em segundo plano.

Uma perda imensa, mas que acaba destacando o ponto alto da trama. Apesar do HQ ser de heróis, eles não são lá essas coisas. As personalidades são legais, mas não temos tempo de nos sentirmos atraídos por eles, e os poderes são basicamente o seu típico time dos X-Men, com algumas mudanças interessantes que logo falo. Menciono eles, pois é justamente essa abordagem social que dá charme a trama e não os poderosos.

Para alguns isso vai soar como algo escroto, mas pense nos Timed como recursos narrativos para se passar não uma mensagem, mas um questionamento. Com dois grupos em conflito, mesmo tendo um lado vencedor e um perdedor, acabamos acompanhando por igual a visão de ambos, junto do ponto de vista de cada personagem, por mais ínfimo que seja, assim nos fazendo tomar um lado, mesmo que inconscientemente. Ou seja, temos uma rara história sem protagonistas, com um enredo bem trabalhado e uma boa construção de mundo, daqueles que faz você querer mais ao final da trama.

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E nesse momento acho que me precipitei, pois já deixei bem claro que gostei imensamente da proposta de Rio 2031 e da série Timed, porem a resenha não acabou, pois chegou a hora de tocar no porque esse é um HQ interessante sobre heróis, mesmo eu tendo posto eles meio que de escanteio. O que obviamente complementa boa parte do que falei.

Enfim, Timed. Porque Timed? Sim, existe um motivo por trás do nome. Conhecem o Homen-Hora ou anime Tiger & Bunny? Se não, deixa eu explicar. Em ambos os exemplos o herói possui um poder incrível que pode ser utilizado por apenas uma hora. Mas e se, após essa uma hora de ativação, o herói morrer? Esses são os Timed. Heróis que tiveram seus poderes despertados e que desde então sabem o tempo que tem nesse mundo. Porem nada de 1 hora, e sim espaços como 5 ou 7 anos de vida.

É muito? Sim e não. Esse é o tempo que nos é apresentado em Rio 2031. Porém é deixado claro que esse tempo vai variar de pessoa para pessoa, sem contar que você não precisa ser um gênio para saber que isso pode ser usado para afetar a psique de um personagem. Algo que não foi explorado em Rio #1, mas que pode causar um impacto fantástico em edições futuras ou em outras series da linha Timed. Sendo este, ao menos para mim, um chamariz imenso para ir atrás dos outros títulos da Shockdom.

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Voltando rapidamente aos heróis de Rio 2031, apesar deu ter comparado a X-Men, existe um outro detalhe, além do tempo de vida, que separa este da série da Marvel. E por incrível que pareça também tem ligação com os poderes. Pois aqui um personagem com super velocidade não tem apenas super velocidade. Ele possui um poder complementar de super resistência para aguentar o atrito durante a movimentação. E na mesma ótica uma heroína com intangibilidade também possui levitação, assim evitando que ela atravesse o chão indeterminadamente. Ainda são Mercúrio e Lince Negra, porem com uma lógica maior aplicada em cima dos poderes.

E eles ganham vida graças ao Brasileiro Gabriel Picolo, o qual mencionei no começo. Um ilustrador de mão cheia, super gente fina, que tem ideias incríveis, como desenhar os Titãs em roupa casual, o que lhe garantiu o trampo na DC, desenhar a famosa série 365 Days of Doodles e criar o “romance moderno” Ícaro e o Sol. Uma serie de ilustrações que coloca o mito clássico como dois jovens apaixonados. Um favorito pessoal meu. Mas que não menciono atoa. Pois a personagem Sol serve claramente de base para a heroína Magick. O que me leva a pergunta, onde ele enfiou o gato preto em Rio 2031? Vou deixar essa solta para os fãs do Picolo responderem.

E junto dele temos o italiano Giuseppe Andreozzi, o que torna essa uma obra Ítalo-brasileira. Você provavelmente ouviu pouco dele, pois é um cara focado mais em estudo, sendo fundador e professor de roteiro da Creativ Art School, e antes de ir para a Shockdom trabalhou apenas em um projeto, a série de zumbis Mors tua. Sua primeira obra na editora foi Black Screen, a qual ainda não tem previsão de sair no Brasil.

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Com isso temos juntos 2 quadrinista bem experientes, que vieram polindo suas habilidades ao longo dos anos, mesmo que não fazendo HQ em si. O que não é um demérito, pelo contrário. Falo de um ilustrador fantástico de longa data e um roteirista que ensina milhares sua arte. Um time extremamente competente que trouxe uma das HQs de heróis mais interessantes dos últimos anos.

É algo excepcional? Não. Mas é um quadrinho de herói muito bom! E isso que vale as vezes saca. Ignore os clichês de um gênero saturado e busque enxergar o diferencial. Eu tenho certeza que você verá isso em RIO 2031, e quem sabe nas outras series da Timed. Tá curioso? Pois bem, já dou uma canja. Pois nos dias seguintes eu vou resenhar aqui justamente os títulos que dão continuidade a ideia desse mundo, os quais são Vidas de Papel e O Canto das Ondas. Ainda não li essas, mas estou empolgadíssimo!

E você, o que achou de Rio 2031? Animou para ler? Achou uma ideia batida? O que acha que é necessário para um HQ de herói decolar? Comenta aí para a gente nos comentários. Ah, é não deixa de curtir! Tem dessas no WordPress também. =P

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