Como escrever um review?

Como escrever um review? Pode parecer uma pergunta besta, onda a maioria das pessoas nem ao menos pensaria nisso e iria direto pôr a mão na massa. Afinal, “é so um texto”. E um review ainda por cima. “É minha opinião”, “estou fazendo para mim mesmo” e “é um hobby”. “Para que eu deveria fazer uma resenha seguindo regras?” E assim vai. Eu poderia passar a tarde listando diversas frases que eu escutei a respeito disso ao longo dos anos, incluindo algumas mais “delicadas”. Mas não é bem assim.

Saber escrever um bom review importa, e muito.

Logico que eu não digo isso me achando e falando que eu tenho “o metodo” dos reviews. Longe disso. O que quero com esse texto é pegar e destrinchar como eu escrevo minhas resenhas, pois eu acredito que eu possa ajudar você a melhorar. Sem verdades aqui. Apenas dicas que eu acredito valerem de algo. Se não com certeza escrever por 6 anos sem parar não me valeu de nada.

Muita gente de fato me pergunta “Como escrever um review?”. E a primeira coisa que você tem de saber é como fazer um texto como qualquer outro, seguindo aquelas regras que aprendeu na escola e que reviu, ou vai rever, na faculdade. E eu não falo aqui da ABNT, pelo amor de deus. Eu falo de início, meio e fim.

Colocando de uma forma mais fácil de explicar, o seu texto deve conter uma introdução, a parte central e a conclusão. Super moleza entender isso. Mas para alguns eu ainda vejo dificuldade de aplicar essa estrutura de uma forma que puxe a atenção do leitor e que faça valer a leitura.

Comecemos pela introdução. Os 3 / 4 primeiros parágrafos desse texto são minha introdução para “Como escrever um review”. Eu apresento a ideia central, a qual vai ser destrinchada melhor no meio da resenha, que seria o ponto onde estamos no momento, e explico um pouco do que me levou a escrever essas linhas.

O problema nessa parte é o que algumas pessoas entendem por introdução. Colocando no viés de um review, muitos iniciam seus textos com uma sinopse, resumo, ou ladainha mesmo. Ninguém quer saber o porquê você se apaixonou por One Piece antes de você explicar ao leitor que vai falar sobre One Piece.

Nesse caso eu digo que seria errado algo como:

Mano, eu to lendo um mangá muito foda de piratas e caramba. Eu to apaixonado por esse troço. Os personagens são d+. Amo a arte. E caralho, o Luffy, o Zoro, O Sanji, que homens! So luta foda.

Ladainha. Eu estou usando One Piece de exemplo por ser um mangá bem conhecido, mas peço que imaginem alguém falando isso de um título que você nunca ouviu falar ou que escutou muito pouco a respeito. Você leria esse texto? A resposta provavelmente é não, a não ser que seja um amigo seu que tenha escrito. Talvez nem assim.

Uma introdução de review, ao meu ver, deve conter a ideia central do texto, o porque você vai falar disso ou como chegou nessa ideia, que são coisas que já mencionei. E além disso informações que façam sentido dentro do contexto e que possam vir a deixar o seu texto mais rico. Ainda assim, sem exagerar. Ainda é apenas a introdução.

Um exemplo que dou aqui seria de como eu escreveria a introdução para Devilman Crybaby. Vejamos:

Sempre que eu olho para animes e mangás antigos eu penso “que coisa horrível”. Sim, eu acho o traço feio e datado, e esse certamente é o meu maior empecilho na hora de ler obras clássicas. E acredito que seja assim com a maioria das pessoas.

Os anos 70 mesmo tinham um visual muito único de seu tempo, o qual era copiado quase que a risca por diversos autores. O traço que marcou uma era. Gen Pés Descalços, Ayako, Mars. São todos diferentes quando comparados lado a lado, mas ainda assim muito similares. Não falo do estilo do artista como um todo, mas sim de certos elementos que se repetiam aqui e ali.

E eram esses trejeitos que me mantinham afastado, por mais besta que isso soe. Demorou um tempo para eu remover esse preconceito da minha mente, e um dos mangás que me ajudaram nisso foi Devilman, do mestre Go Nagai. Anos 70 em sua melhor forma, e até o momento uma das melhores obras que li na vida.

Pulando para 2018, a Netflix anuncia mais um projeto de animação original. Dessa vez Devilman Crybaby. Um anime baseado justamente nesse manga que eu gosto tanto e que significa tanto para mim como pessoa. So que dando uma modernizada para cair no gosto da geração atual. Um ponto que me gera um certo medo, mas que ainda assim recebo de braços abertos e me perguntando. Se o anime for bom mesmo, qual seria a melhor porta de entrada para Devilman? Anime ou Mangá? Assistir um anularia a necessidade de ler o outro?

A introdução que você leu é parte de um “protótipo” de texto, que talvez eu ainda venha a publicar, por isso não se atenha muito as informações. Mas é nesse ponto mesmo que ele mostra o que eu disse anteriormente. “Informações que façam sentido dentro do contexto e que possam vir a deixar o seu texto mais rico”.

E fundamental fazer pesquisas. Para colocar algo em contexto na introdução, e que vai ser puxado mais à frente. Para falar de assuntos interessantes no meio. Para concluir dando informações pertinentes. Para deixar o texto mais rico por inteiro. Ou ao menos eu crio minhas resenhas dessa forma.

De acordo com o canal Errant Signal, o espectro de um texto focado em jogos fica num gráfico de pirâmide que possui Jornalismo / Review ao lado de Critico Cultural / Literário, que por fez fica ao lado de Design / Formalismo. Mas o que exatamente isso quer dizer?

O apresentador do canal por meio desse gráfico tentou dizer que basicamente existem 3 formas de se falar de um jogo. Jornalismo / Review seria criar um texto com foco no consumidor, como se tentasse vender um produto ou convencer a pessoa de uma ideia. E anotem isso, pois estamos falando de review aqui, e review certamente é isso. O ato de convencer.

Na parte de Critico Cultural / Literário ele fala sobre como o texto pode conter informações relacionadas a cultura. Não é difícil entender esse. Voltando a mangás rapidamente, isso seria o meu paragrafo onde escrevo “…Devilman, do mestre Go Nagai. Anos 70 em sua melhor forma…”. Eu estou informando o leitor, mas não de um nível muito técnico e profundo.

Isso seria a parte do Design / Formalismo. Falar de algo de forma mais técnica. Como quando eu faço um review de um game falando “Esse jogo apresenta elementos de Rogue Like, como leveis de geração procedural.” Nisso eu estou sendo mais técnico. Num quadrinho, so para exemplificar melhor, essa parte seria o escritor falar sobre quadros, tipografia ou técnicas de desenho.

E por fim o Errant Signal coloca que não existe uma pessoa que se utilize de todos esses espectros. Sempre vai existir uma inclinação maior para uma das pontas ou uma combinação de dois desses “estilos”. E vai caber a você descobrir qual destes se encaixa melhor na forma como você escreve.

So que já sabemos que se for um review, a gente sempre vai inclinar exatamente para… review. É meio obvio. Então acaba que nesse seguimento, ao menos pela visão do Errant, so poderíamos ser mais culturais ou técnicos. Se não manter apenas no review. E aí eu já discordo um pouco.

Acho que vender um produto, no caso fazer um review, é apenas um estilo de texto. Assim como existe ensaio, cobertura, etc. Mas não descarto ter aquele ponto mais cultural, tirando a parte de critico que ele coloca e anexando junto algo histórico. E também não removo a ideia de algo mais técnico, deixando a parte formal de lado.

Pile of Various newspapers over white background

Formalidade eu vejo como algo necessário apenas para a plataforma a qual você escreve. Um jornal vai exigir uma linguagem mais formal que um blog, por assim dizer. Eu mesmo no meu trabalho IRL faço um roteiro mais casual para o YouTube e outro mais formal para treinamento. Ainda assim ambos os textos são do espectro técnico.

Mas o que colocar no lugar da parte do review? Eu pessoalmente colocaria ali a emoção. Ai já pensando de forma mais “publicitaria”, sabe. Você já deve ter visto que existem propagandas que pegam muito no emocional de quem assiste. Então porque não usar de emocional no seu texto, já que você tecnicamente está vendendo um produto?

A diferença aqui é que você não está fazendo uma propaganda, e sim um review. Logo o emocional que me refiro, e que pode vir a afetar o leitor, seria o emocional vindo de você. Ou em outros termos, falar como se sentiu após consumir a obra é algo totalmente valido.

Então temos aqui Emocional, Cultural / Histórico e Técnico. Não sei se necessariamente nessa ordem, para criar aquela pirâmide perfeita que diz em quais pontas você se encontra como reviewer, pois eu não saberia como equilibrar isso, nem se realmente teria como. Apenas acho que todos esses são fatores relevantes num texto de review, e que certamente você vai se inclinar para algum destes.

Me auto analisando, eu diria que meus textos sobre mangás pegam cultural e emocional, enquanto meus textos sobre games vão mais para o lado cultural e técnico. Isso pois eu entendo mais da parte técnica de jogos enquanto não manjo tanto dos pormenores de um mangá. E se formos para animação, eu entraria nos 3 espectros, porem me utilizando menos da parte cultural.

Isso apenas quer dizer que suas experiências, obviamente, também influenciam na maneira como você escreve. Tanto que acho valido o argumento que alguns reviewers usam. O famoso “consuma tudo”. No caso, leia obras ruins, jogue games chatos, assista filmes vencedores do oscar, corra atrás dos clássicos. Saiba de tudo um pouco, inclusive da parte bosta.

Assim você adquire um conhecimento mais amplo. Eu mesmo joguei diversos jogos de plataforma, e por isso consigo dizer com maior facilidade qual level design é bom e qual é ruim, enquanto um novato do gênero pode achar que o level design de Super Meat Boy é ruim apenas por conta da dificuldade do jogo.

Colocando isso agora na área dos mangás. Eu leio poucas obras de romance, então se surgir algo de romance que me agrade, eu provavelmente vou idolatrar o título, mesmo que seja medíocre. Pois minha falta de experiência com o gênero me faz enxergar aquele enredo simplório como algo de outro mundo. Tá ai o porquê tanta gente ama o Adam Slanders, ou ao menos gosto de pensar que é por conta de algo assim.

E com isso terminamos a introdução e o meio. E ai você se me diz “Mas como assim, falou nada sobre o meio do texto”. E na boa, nessa parte você pode escrever o que bem entender. Você vai ter de analisar a obra, observando os pontos mais importantes, e então escrever sobre o enredo, personagens, mundo, mecânicas, visual, musica, efeitos especiais, abertura, etc. Vai depender do que estiver sendo criticado e não tem problema algum excluir a menção de um elemento ou outro se achar necessário. Por exemplo, se o som ambiente é quase imperceptível, o que você vai falar em cima disso?

Por fim, a conclusão. Ou quase fim. No caso desse texto, pois ainda tenho mais coisas a falar depois disso. Em fim, falemos do fim. Seja claro. Não enrole. A introdução pode ser um pouco maior do que você imaginou, mas a conclusão continua sendo curta e direta ao ponto. Agora sim algo mais voltado a um resumo do texto.

No geral Hataraku Saibou é um anime com ótimas ideias e ótimos personagens, mas que não soube se utilizar bem de seus próprios recursos, o que por fim resultou numa experiência extremamente maçante ao se ver maratonando. É aquele caso de serie a qual é melhor ver um episódio por semana e aproveitar ao máximo aqueles que se sobressaem.

É bem isso, não tem segredo. No máximo coloque junto informações de onde encontrar a obra, ou caso você esteja fazendo um texto antes do lançamento, quando vai sair, quem é o autor, editora, etc. Lembrando de nesse caso fazer o texto de acordo com o especificado no trato, caso concordado por ambas as partes. E por favor, não se venda como reviewer.

Falando ainda disso, respeite o embargo. Não publique antes do combinado nem vaze informações sem ter permissão. Fazer algo para um grupo e não cumprir te fere muito e pode acabar com o seu projeto.

Por fim, preste atenção no seu público. Não tenha medo de fazer perguntas, ler comentários e principalmente de olhar analytics. Eu por exemplo sei que meu público gosta de obras mais adultas e voltadas para o sobrenatural / terror, além dos insuperáveis shounens de porrada padrão. Ah, e tente manter seu texto em 2 páginas, no máximo 3. Não faça um textão igual esse aqui, e por favor se for colocar algo técnico e cultural, deixe mastigado para que quem não tem conhecimento da matéria consiga entender.

E pelo amor de deus, não seja pessoal demais colocando EU toda hora e falando so da SUA experiência a cada linha. Não existe de fato algo 100% imparcial, mas tente apresentar o texto de forma que não entregue tanto que se trata da sua opinião, por mais que realmente seja sua opinião. Sim, coisa de doido, mas funciona. Faça o leitor querer o produto já pensando que queria ele antes de ler, por mais vago que isso soe.

E não faça parágrafos gigantes com tudo junto e embaralhado. E assim vai. Eu poderia passar horas escrevendo mais e mais aqui. Falando como você deve evitar repetir palavras num mesmo parágrafo, e sim optar por sinônimos. Mas ia ficar chato entende. No final, não existe realmente uma regra absoluta de como fazer um bom review. Falei um pouco do meu processo e dei dicas, que podem vir ou não a lhe ajudar. Crie o seu próprio processo. Veja outros sites e tente entender a maneira como os reviews deles foram construídos. Pode até copiar se achar necessário, mas mescle com outros estilos, evolua, crie o seu próprio. Seja um reviewer.

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3 Tiras – Blue Chair, Lunarbaboon, Safely Endangered

Hoje em dia eu leio muita coisa por meio do celular, mas já foi um tempo em que existia um certo preconceito de minha parte, ou até ignorância eu diria, que me impedia de ir atrás de obras longas, sequenciais, feitas para a leitura especificamente no app. Como é o caso de Gosu, Tower of God, Elf & Warrior e tantas outras obras.

Ainda assim por algum motivo eu não via da mesma forma a leitura das chamadas tirinhas. Não pensava que cansaria a vista, ou que seria difícil de enxergar, ou que tomaria muito de meu tempo. E olha que meu celular não tem uma tela muito ampla. E lá fui eu baixar o app Webtoon.

Meu objetivo inicial era simplesmente passar o tempo do metrô lendo o famoso Blue Chair, mas logo expandi esse “universo” com os títulos Lunarbaboon e Safely Endangered, pois queria um pouco mais de variedade ao passar túnel após túnel dentro de uma lata de sardinha. E é sobre esses três títulos que gostaria de falar brevemente nesse texto. Então vamos lá.

Blue Chair

Se você gosta de tiras e bem capais de já ter se deparado com o garoto de cabelo alaranjado, blusa amarela e calça azul chamado Shen. Ou Shenanigansen, se preferir. O @ que ele vem utilizando a anos no Twitter. Rede social onde me deparei pela primeira vez com o que viria a ser o estilo de Blue Chair.

Voltando ao Webtoon, inicialmente as tiras tinham a proposta de apresentar uma ideia que deveria ser comum, mas que possui uma interpretação maluca, assim gerando o twist que leva a risada. É aquele lance da comedia do imprevisível. Algo tão absurdo que você não tem para onde ir se não rir. E é daí também que surge o título, a cadeira azul. Pois tudo se inicia meio que como uma conversa no divã onde o próprio protagonista se analisa e se auto responde, levando a toda essa doideira que me agrada tanto.

Com o tempo a cadeira passou a ser personagem, outros personagens foram criados, o próprio shen virou diversas entidades, e no fim a cadeira meio que sumiu, e para o melhor. Foi meio que removida a limitação causada pelo objeto e pela ideia de pensamento e questionamento, assim dando a liberdade necessária para extravasar ainda mais e romper limites, até mesmo transitando entre gêneros.

Comedia, ação, terror, drama. Um pouco de cada, mas na dose certa para causar alguma reação. Eu fiquei empolgado, tive medo e me emocionei fortemente. Blue Chair e algo realmente a parte, e faz jus ao próprio sucesso. Sendo minha parte favorita o conto do pequeno bombeiro. Quando chegar lá você vai entender.

Lunarbaboon

Eu ter ido ler Lunarbaboon se deve graças a um amigo meu. Eu via ele compartilhando momentos desse HQ e fui atrás na primeira oportunidade. Aqui a comedia continua tendo um foco muito grande, mas o clima é definitivamente outro se comparado a Blue Chair.

Lunarbaboon é um nome estranho, não é? Parece algo criado por uma criança. E talvez seja. Pois essa tira tem como foco conversar com o leitor sobre o cotidiano de um adulto, casado, pai de 2 crianças. Não é para todos, eu sei. Mas talvez devesse ser, meio que como uma receita de remédio.

Eu gosto bastante desse diferencial de ver o lado positivo de ser adulto e criar um filho, por mais que isso se afaste da minha realidade. Mas acho que a parte que mais me anima nessa tira e ela sempre ser positiva e trazer o melhor de mim à tona. Novamente, é algo que me anima d+. Que parece trazer uma energia extra que eu guardava lá no fundo.

Mas Lunar brilha mesmo é quando toca em assuntos mais abrangentes, e um tema recorrente aqui é a depressão, que parece crescer junto com a gente, como um monstro prestes a tomar nossa vida. Sim, é algo sombrio so de pensar. Mas pensar nisso e ver uma luz ao final do túnel, por mais que em algo desenhado, e possivelmente fictício, faz uma boa diferença. Ainda mais quando se nota que os sentimentos do autor realmente estão ali, em cada traço, em cada dialogo.

Safely Endangered

Esse é o mais maluco dos três. Se Blue Chair extrapola naquilo da comedia do imprevisível, então Safely Endangered vai a níveis cósmicos e transcende ao infinito. Lembra daquele episódio de Os Simpsons em que Homer estica a mão para uma borboleta e o inseto se fecha todo e entra na pele dele? É bem nesse nível. Você realmente não tem como prever o desfecho, e isso que faz dessa tira tão boa.

Ainda assim, ao menos para mim, o ponto alto da obra foi quando o narrador do título, o que “grita” Safely Endangered ao início de cada tira, tomou consciência e quebrou a quarta barreira, tendo seu próprio arco em meio as já malucas tiras semanais.

E eu sinto falta disso, dessa criação de um universo próprio. Algo bem utilizado em Blue Chair. Mas ainda assim não me arrependo de continuar acompanhado essa besteirada magnifica que o cara cria a cada novo capitulo. Eu rio alto lendo esse, e as vezes é bem esse momento, de você cair na gargalhada, que faz o seu dia.

E é isso gente, essas foram as 3 tiras que me fizeram entrar com gosto no mundo dos webtoons, e as primeiras dessa nova serie intitulada “3 tiras”. Falar de tirinhas assim num texto grande, tendo apenas uma como o ponto central e difícil. A não ser que seja algo como Calvin e Haroldo ou Valente, que tem aquele conteúdo a mais para refletir ou que realmente possui um enredo.

So que isso é raro, e eu mesmo não tenho esse entusiasmo todo para pegar e fazer 2 ou 3 páginas sobre uma tirinha, a não ser que o material me surpreenda tanto quanto Tê Rex, a qual eu resenhei solo aqui no blog. E mesmo falar de Tê foi difícil, acreditem. Não por ser ruim, longe disso, é ótimo. É mais uma limitação que vejo em mim mesmo quando se trata de obras nesse estilo e que pretendo quebrar, nem que parcialmente, com essa ideia de falar de 3 tiras simultaneamente.

Eu acho que vai dar bom, ou assim espero. E você, curtiu a ideia? Tem sugestão de alguma tira para a gente olhar? Vai fundo e comenta ae!

On the Screen: Hataraku Saibou

Hataraku Saibou foi… algo. E não digo isso no sentido de que eu não gostei da série. Esse foi o anime que eu usei para me acalmar depois de um dia estressante, e isso particularmente e um ponto positivo, por mais que essas coisas sejam pessoais. Afinal muita gente faz o mesmo vendo animes moe, daqueles de garotas fofas fazendo coisas fofas, e que rola mais nada. Acabou, essa é a premissa. Muitos gostam, eu detesto.

Porém, dá para se fazer uma comparação dessas também com Hataraku Saibou, e muitos outros animes que fogem da tag moe, diga-se de passagem. Mas vamos nos focar no review. Hataraku encaixaria num exemplo similar aos animes de monstro da semana, ao menos em boa parte da série. Eu trocaria por algo mais abrangente, como problema da semana, mas o argumento não mudaria tanto.

A cada novo episódio de Hataraku nós acompanhamos uma célula vermelha e uma célula branca, ambas sem nome, apenas uma espécie de número de série que não vale mencionar. Isso pois tudo ocorre dentro de um corpo humano, numa premissa similar a Ozzy & Drix, onde vemos um mundo fictício muito curioso, mas ainda assim com aspectos reais. Existe um certo fator educativo, mas no fim o que fisga o telespectador e a curiosidade de ver como cada função do corpo, germes, vírus, remédios, doenças e afins vão ser reinterpretados nessa visão mais altruísta e voltada para ação e comedia.

“Bem, para chegar aos pulmões eu devo ter de virar bem aqui”

E aí eu volto naquilo de problema da semana. Nos episódios iniciais, por ter de deixar as 2 células mais próximas e apresentar simultaneamente suas funções, o anime mostra vermes e vírus invadindo o corpo. Os tais “monstros da semana”. E isso se repete sim diversas vezes. Porem existem diversos episódios focados em doenças que não são ocasionadas por outros “seres”, mas sim por algum outro fator externo ou interno, como hemorragia por exemplo. E dependendo da doença, aqui exemplificando o que quis dizer com “problema da semana”, os germes e vírus invadem o corpo também devido a fraqueza do organismo. Aquele lance de baixa no sistema imunológico.

E apesar de esse ser o maior ponto a favor de Hataraku, também é o seu maior problema. O que eu falei do Moe lá no começo ser chato não é regra, obvio, e cai muito no meu gosto pessoal. Se eu colocar de uma forma mais fácil de se entender e que eu não gosto de repetição, e tem muito show moe que é episódico com cada episódio sendo quase que um ctrl+c / ctrl+v do anterior, ao menos no estilo, tema, etc. Estão compreendendo onde quero chegar?

Hataraku é isso. Um anime episódico que com o tempo parece uma grande repetição. Pois apesar do tema ser interessante e muito abrangente, muitas doenças vão acabar sendo interpretadas de uma forma similar. Um germe invadiu, um vírus invadiu, qual a diferença se ambos são monstros apenas com design diferente? E é nesse ponto que eu digo que faltou ação num anime de ação. Holy shit.

A célula branca é um ótimo personagem, diria que o melhor da série. Mas quando se trata de combate ele se utiliza quase sempre de um golpe letal rápido ou então fica lá sofrendo até chegar um novo tipo de combatente que representa outra célula que vence num único golpe. Pois infelizmente o anime se importa d+ em tentar mostrar o lado educativo da coisa.

Nada contra você dar explicações para deixar algo dentro do contexto, ainda mais quando isso contribui para a construção de um mundo rico em “lore”, que é o ponto forte tão falado aqui. Mas ao mesmo tempo existem algumas explicações muito grandes, em sequência, que atrapalham o ritmo. Isso sem contar quando o texto se repete em outro episódio, o que considero tremendamente desnecessário. Ocupa d+ o tempo em tela que já é limitado. Fizeram um ótimo trabalho colocando esses elementos do mangá, mas faltou ser melhor.

É uma adaptação, e podem até falar que eu to sendo um chato aqui, não ligo. Mas como tal deveria ser feita certas mudanças para que a obra se encaixe melhor em outro formato. E fizeram, obvio. Mas eu não consigo deixar de lado esse pensamento de que sim, podia ter sido melhor. E a parte das lutas, da ação, entra bem no meio disso.

Se fosse apresentada toda a “lore”, e desse mais tempo para que os invasores e as células entrassem em combate, em algo mais shounem mesmo, criando uma grande diferenciação entre poderes, tirando o lance de sempre ser um ataque mortal, o anime se beneficiaria tremendamente. Tanto que o melhor episódio é o do Câncer, pois foram 2 episódios seguidos e com um grande foco nessa parte que era tão ausente. A criação de uma luta boa de se assistir.

Isso que a gente está falando apenas da célula branca e do mundo. Ainda tem a célula vermelha, que é a real protagonista da série. O único personagem que passa por alguma evolução que não seja algo mostrado em flashback. Ela começou agora o seu serviço, e eu entendo que é por isso que existe uma evolução substancial, mas ainda assim você limita muito a obra colocando que apenas a célula nova, inexperiente, que passa por algo que a molde. Afinal porque não fazer a célula branca ter algum conflito maior com experiências como morte, derrota, inferioridade, etc? Fica a pergunta, pois vendo o anime isso claramente era possível.

E talvez seja. Talvez ocorra mais à frente. Eu falo muito aqui de anime isso, anime aquilo, mas sempre vale lembrar que Hataraku surgiu nos mangás. E eu obviamente não conferi tudo antes de vir escrever esse texto. Um bom episódio que mostra uma evolução, apesar de não ser da célula vermelha, e um que mostra o treinamento do Killer T por meio de um Flashback. Pois, apesar das doideiras, e com certeza o mais crível dentro dos episódios. Você consegue se conectar de certa forma com os personagens. E talvez esse seja outro ponto negativo no contexto geral da série, visto que isso nunca se repete.

“Vou treinar até conseguir derrotar qualquer inimigo com um único golpe!”

E voltando as células vermelha e branca. A vermelha no começo da série é muito dependente e isso dá margem de mostrar o restante dos personagens, ao mesmo tempo que a faz evoluir, como já bem mencionei. E o lance dela ser desatenta é fantástico. Isso faz com que ela não circule apenas nas veias seguindo sempre o mesmo trajeto, e acaba sendo um recurso para mostrar o restante do corpo humano.

Já a célula branca, devido ao seu exagero, entusiasmo e lado brutal nas lutas, mais o completo oposto na hora das conversas, gera algumas situações bem engraçadas. Ele e a célula vermelha fazem uma ótima dupla. Porem com a evolução da vermelha, a branca, justamente o melhor personagem, vai sendo posto para escanteio, e o tempo de cena passa todo a vermelha.

Isso nos últimos episódios transformam o anime numa espécie de slice of life bem maçante. Fica chato, repetitivo, e inclusive muitas animações são reutilizadas nesse ponto, o que me fez inclusive ter de pausar e ver se eu realmente estava no episódio certo. Foi algo tão ruim que o impacto do último arco, que é legal até, foi quase que nulo para mim.

No geral Hataraku Saibou é um anime com ótimas ideias e ótimos personagens, mas que não soube se utilizar bem de seus próprios recursos, o que por fim resultou numa experiência extremamente maçante ao se ver maratonando. É aquele caso de serie a qual é melhor ver um episódio por semana e aproveitar ao máximo aqueles que se sobressaem.

Acima da média, mas nem tanto para ser algo relevante. Quem sabe em outra temporada ou lendo o mangá.

Primeiras Impressões: The Paladin’s Tale

Tem dias que nos sentimos derrotados. Seja porque algo de ruim aconteceu, ou por termos nos frustrados, ficado agoniados, ou no meu caso, ao menos hoje, por estar cansado. Ter de repor horas num emprego que já me toma um tempo excessivo. Uma mudança de rotina brusca, mesmo que previsível. Afinal só ocorreu por eu não ter cumprido com minhas obrigações.

Nessas horas o melhor remédio e buscar diversão rápida. Algo que já lhe deixa com um sorriso instantâneo no rosto. E isso para mim sempre foi ir atrás de uma séria longínqua que acompanho a um bom tempo e que sei que vai me divertir ou então buscar dar aquela risada. Algo raro, que hoje em dia acho que só Gintama me tira, mas enfim. Ainda existe uma terceira opção, meio arriscada, que é buscar algo novo dentro das atividades que eu gosto, sendo a mais certeira aboa e velha leitura.

Nisso, lembrando de um pedido que me veio pelo Facebook eu abri o leitor online Tapas e lá fui eu ler o teaser de The Paladin’s Tale. Um mangá medieval com atualmente 12 páginas, que me foi descrito por seu autor, Raphael Carvalho, como algo épico que surgiu em meio a uma mesa de Tormenta, logo após eu comentar que a arte da ilustradora Karolyne Rocha me lembrava muito aquilo que se via nas páginas da antiga Dragão Brasil. Que, diga-se de passagem, voltou nesses últimos tempos.

E a primeira coisa que se nota nesse capítulo 0, ou teaser como se chama na gringa, é a fenomenal capa com dois combatentes. Logo ali o hype já é setado. O velho, forte, corajoso e persistente leão contra a víbora peçonhenta, sagaz, determinada, mortal. Adjetivos que cabem como uma luva aos dois cavaleiros e os descrevem perfeitamente, como logo se vê nas páginas seguintes.

E aqui vale uma pausa, para colocar em contexto o que direi em seguida. Eu li o teaser duas vezes, primeiramente no celular via app, por ser onde a maioria dos usuários acessam o Tapas, e então depois acessei o site por meio do navegador. Parece irrelevante mencionar isso, mas a minha experiência inicial tem muito a ver com a tela do celular.

Não sei exatamente qual a resolução do meu aparelho, mas é claro que The Paladin’s Tale não foi feito pensando num aplicativo de leitura em celulares, como seria o caso de Tower of God por exemplo. E isso fez com que eu tivesse uma experiência negativa a princípio achando a luta confusa em quadros menores e por ter tido de ampliar a página para ler balões, assim estourando a imagem e perdendo parte da imersão.

Ainda assim o restante da leitura foi super agradável, e a segunda vez foi ainda melhor (ui) visto que eu pude ler num local mais propício. No caso o já mencionado navegador. Não que o mangá tenha sido pensado 100% para o digital em monitor, não. Eu diria que é bem claro que a ideia aqui e posteriormente tentar uma publicação física. E pessoalmente, acharia isto algo fantástico.

Falo assim pois o mangá de fato me conquistou. O que se dá realmente nas páginas seguintes e uma luta épica, que sozinha já faria muito marmanjo ficar apaixonado pela construção de ritmo, movimento e suspense criados pelo traço e enquadramento de Karolyne. Mas Paladin’s não estaria completo sem a narração primorosa de Raphael, que entrega algo tão afiado quanto a espada de Ingroh.

O texto de The Paladin’s Tale é tão épico quanto seu conceito. Poético até, eu diria. E sem medo de usar de termos menos coloquiais, assim presando por algo mais voltado ao medieval. Quase literário. E que cai como uma luva numa situação de batalha. Sem descrever d+. Apenas ilustrando pensamentos e dando o contexto necessário para tal introdução.

No final da leitura eu me senti empolgado e com aquele gostinho de quero mais. Me lembra RPG, Tormenta, Berserk, e tantas outras coisas que gosto tanto. Mas o que realmente me prendeu foi essa correlação com o meu dia. O sentimento de derrota, e cansaço, que superei para escrever essa resenha.

Eu vejo assim Ingroh, o personagem principal. Um cara que se vê derrotado, pelas circunstâncias de seu mundo, e cansado devido as incontáveis batalhas. Mas que ainda assim não desistiu e busca seguir em frente mesmo que contra todas as probabilidades. Um espirito de herói nato. Ou ao menos espero que se de dessa forma a construção do personagem.

Quanto ao futuro da série, eu espero que se mantenha o visto nesse começo. Ação e narrativa. Mas também espero mais diálogos, enredo, desenvolvimento de personagem e lore. Quero ver um mundo que atraia leitores, personagens carismáticos e aquele enredo de guerra ou fantasia bem fodas mesmo, sem deixar cair para o lado infantil. E nisso novamente me vem aquela lembrança de Berserk. Afinal, quem não desejaria um Guts BR?

Eu acho que tanto o Raphael Carvalho e a Karolyne Rocha estão de pé para esse trabalho, e eu so espero coisas boas vindo dessa dupla que tanto me surpreendeu. Que venha logo 2019, e com ele o real capitulo 1 da série e o começo dessa incrível jornada.

Você pode ler o teaser nesse link, bastando se registrar no Tapas e clicar em Show Me para ver a obra na integra. A mensagem que aparece no caso é referente a ter conteúdo maduro, focado em adultos. Porem esse começo não tem nada de pesado, e acredito que qualquer um consiga ler sem problemas. Ah, e caso você prefira ler em inglês, no mesmo link tem a versão americana traduzida por João Mazzei.

Vou voltar a escrever sobre animações

Review de anime no YouTube não rola.


Alguns dos vídeos publicados no Nanquim Animado

Então, eu já avisei no Twitter, mas deixando claro a todos, eu resolvi desistir do Nanquim Animado. Para quem estava por fora, o NaAn, como gosto de chamar, era um canal focado em animes que eu criei esse ano. E no começo foi tudo às mil maravilhas. Eu acho que daria certo, não nego. Mas por mais que eu fosse elogiado ou recebesse um “sempre fui fã” eu não sabia como escapar dos flags e strikes.

Colocando em contexto, quando se faz o upload de um vídeo ao YouTube, a plataforma analisa o seu vídeo para ver se está de acordo com as regras. Simultaneamente bots analisam o vídeo em busca de conteúdo que possa ferir direitos autorais. Coisas como anime, música, e até imagens ou logomarcas podem ferir esses direitos. E uma vez detectado você pode receber um flag ou um strike, dependendo da gravidade.

O flag pode gerar diversas repercussões. Pode proibir o vídeo de ser exibido em certos países, pode reivindicar a monetização, assim pegando todo o dinheiro de dito vídeo, pode remover o áudio por completo, e assim vai. Já o strike remove o vídeo por completo e fica marcado na sua conta. Três strikes e o seu canal inteiro e removido do YouTube.

Como enganar um bot. A ultima solução?

Renderização 3D de um robô tentando solucionar um cubo de madeira

Nos últimos meses, mais precisamente desde Julho, eu venho tentando criar conteúdo pro NaAn. Sakura, Violet Evergarden, Batman, Capitão Cueca, etc. Eu tentei fazer review de tudo que você possa imaginar, mas sempre vinha o maldito flag. Mais precisamente dois. Proibida a exibição e monetização reivindicada. Mas enfim, existem maneiras de passar disso.

A mais conhecida e você contestar o que foi marcado pelo bot com seus próprios argumentos, e por mais que eu saiba como funciona as leis de direitos autorais brasileira e americana, além de regulamentos do próprio YouTube, a minha resposta era sempre negada, digamos. Então sobrava tentar se utilizar de métodos menos ortodoxos.  

Para enganar o bot você pode diminuir o vídeo, espelhar, mudar o tempo, fazer cortes, etc. Eu tentei de tudo até que so me sobrou coisas como deixar o vídeo muito torto ou simplesmente gravar estilo vlog sem algo para ilustrar, e eu realmente não to afim de fazer isso ou buscar mais soluções. Muito menos descartar todo o trabalho que eu fiz e pular para o próximo vídeo. É algo muito frustrante isso.

O blog se chama M A N G A tom, não YouTube.

Algumas das resenhas de mangás que publicamos ao longo dos anos.

Simultâneo a essa minha tentativa falha de virar “influencer de anime” eu vinha tacando para a frente, diria que até nas coxas, o meu canal de jogos indie, o Indie-A-tom. Aos poucos eu consegui recuperar o ritmo, e passei a investir mais em games retro e green content, como é o caso dos vídeos de top.

Porem como vocês devem ter notado isso criou um novo problema. O blog aqui, o Mangatom, virou a casa da mãe joana. Tem de tudo nessa joça, menos conteúdo otaku. No blog chamado M A N G A tom. Onde já se viu isso né? Perdeu-se a identidade do site por completo. Isso pois eu vinha me focando em 3 canais, se contar o canal para o qual trabalho IRL. E sendo um destes um local praticamente inativo.

Ai no final de outubro eu resolvi acabar com essa ideia de vídeo de anime ao mesmo tempo que resolvi me focar mais em leituras de mangás usando do tempo que eu gastava em vão com o NaAn. So que eu to trabalhando, o Indie-A-tom ainda dá um trabalho do caramba e querendo ou não muitos dos mangás bons tem volumes a rodo e eu sou um cara que lê bem devagar.

Porem anime, ou melhor, não so anime, como desenhos e filmes. Seja animação americana, live action ou simplesmente coisa de weebo. São bem mais fáceis de acompanhar e de se chegar ao final, já dando margem para um bom review. Fora ser um conteúdo bem mais popular que mangá.

Eu não vou desistir de escrever sobre mangás. Hello, M A N G A tom. Mas fazer reviews de animes e todo esse resto ae me dá tempo de focar em ler com calma as obras que eu realmente quero trazer para o blog. E é pensando assim que eu oficialmente retomo o quadro On the Screen.

Espero que estejam tão ansiosos quanto eu, e espero que finalmente de certo essa bagaça. Eu mesmo já cansei de ver apenas vídeo embutido na página inicial. Da um nervoso viu.

Alguns dos poucos reviews de anime resenhados no blog

Retro Bits: Bomberman Quest (GBC)

Nesse vídeo apresentamos o game Bomberman Quest, um dos muitos clones de Zelda criados pela Hudson Soft, porem aqui com seu mais icônico personagem no papel principal. O inconfundível Bomberman!.

Indie-A-tom: Fluffy Horde – RTS com coelhos assassinos!

Nesse vídeo você confere o review de Fluffy Horde, um jogo de estratégia em tempo real onde você deve defender moinhos, princesas e vacas de uma horda de coelhos assassinos que se multiplicam mais rápido que zumbis! Vai encarar esse desafio?

Retro Bits: Bomb Jack (GB)

Nesse vídeo apresentamos o game Bomb Jack de GB, de 1992. Um port de um clássico dos árcades de 84, onde você guia um herói que deve coletar bombas enquanto desvia de dinossauros, aliens e criaturas marinhas. Uma espécie de mistura entre Pac-Man e Qix.

Retro Bits: Vigilance (PC)

Nesse vídeo apresentamos o game Vigilance de PC, de 1998. Um jogo de tiro em terceira pessoa que se assemelha bastante a 007 GondenEye, mas que ao mesmo tempo apresenta elementos novos, como o fato de ter diversos operativos que podem de fato morrer.

Atom 5: Os melhor jogos indie estilo Zelda!

Nesse vídeo separamos para você 5 jogos indie no estilo Zelda! São action adventures cheios de puzzles, inimigos interessantes, ótimos chefes e aquele gostinho de Hyrule.