Kuramada e JBC se unem para trazer o Kanzenban da decepção

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Em 1994 a falecida Rede Manchete exibe pela primeira vez Cavaleiros do Zodíaco, uma animação japonesa originalmente lançada em 86 que já havia infectado a mente dos franceses e que faria um estrago ainda maior no Brasil.

Nos anos seguintes o anime foi exibido em 9 emissoras, isso sem contar as diversas reprises. Algo que indica uma formula certa para o lucro e uma nação que idolatra um programa quase a nível de religião, se é que já não tem uns malucos rezando para Athena por ai.

E devo admitir, a ideia de se criar cavaleiros místicos com base na mitologia greco-romana e basear os mais famosos em constelações é algo muito interessante e atrativo, ao ponto de eu ter assistido a serie inúmeras vezes quando mais novo.

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Porem graças a formula da época os episódios se alongavam muito devido ao uso de diálogos inúteis em meio ao combate e reutilização de animações, sendo o exemplo mais famoso disso o principal Seiya apanhando diversas vezes com a desculpa de que eventualmente descobriria o segredo do ataque inimigo ou alcançaria o raro 7º sentido pela milésima vez.

Algo que me incomodou até quando garoto, mas não impediu a criação de uma forte fanbase, a qual fez com que o produto que originou tudo isso, um mangá de 86 lançado na famosa Shounen Jump, viesse para o Brasil pelas mãos da editora Conrad, a qual o relançou várias vezes até a peteca ser passada para a JBC, a “vilã” em questão.

Acontece que com tantos relançamentos e inúmeros spin-offs, os quais obviamente também foram usados e abusados em terras tupiniquins, a grande fanbase acabou com o tempo gerando outros dois vértices, os haters e os nostálgicos.

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Haters como todos sabem detestam um produto do fundo do coração, o oposto perfeito para os nostálgicos. Porem quem normalmente vive de nostalgia eventualmente volta a fonte, e assim um novo hater e criado via decepção. Uma massa negra composta por odiadores de todas as idades.

Isso porque tanto o anime como o mangá, e até mesmo alguns spin-offs, estão datados e essa reciclagem não ajuda. Se de um lado temos o crescimento dos haters, do outro temos aqueles que até apreciam a obra, mas estão cansados de ver ela em todos os cantos.

Nisso a JBC tem a ideia de atiçar a curiosidade dos leitores em pleno 2016 com um NOVO LANÇAMENTO, assim se utilizando de sua típica campanha, se é que podemos chamar assim, composta de dicas as quais normalmente entregam bem pouco da obra.

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Dias construindo um hype, ao mesmo tempo que irrita os fãs, provocando dando “dicas” que na verdade mascaram uma falta de saco quando se trata de pedidos constantes de títulos como Jojo, sem contar aquelas que significam absolutamente nada e não remente ao re-re-re-re-lançamento de CDZ.

A essa altura do texto é obvio que Cavaleiros do Zodíaco voltaria mais uma vez, contribuindo para nossa insatisfação, e fazendo uma jogada editorial que cheira a desespero para sobreviver a mais um ano da crise brasileira.

Algo obvio pelo uso de papel inferior e aumento de preços, mas será que realmente foi algo tão ruim?

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Logico que estamos com raiva, queríamos algo diferente, mas é inevitável um lucro nas vendas, sem contar que não foi algo inteiramente igual as outras vezes, pois se trata de uma versão nova, de luxo e nos padrões japoneses. Um kanzenban.

Enquanto meio mundo está bravo e pensando que boicotar a compra vai dar em algo, pois sejamos francos, a maioria que tá puta já não torraria um centavo, a vinda de um Kanzenban para o Brasil pode significar algo benéfico, nem que a longo prazo.

Outras editoras certamente observam nesse instante as ações da JBC, cuidadosamente, pensando numa maneira de contra-atacar essa decisão inédita. Conrad lançou Kanzenban de Dragon Ball antes? Foda-se. Estamos falando de outra época aqui.

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A vinda de um Kanzenban enquanto o mercado de mangás no Brasil está em alta pode significar a vinda de outras edições especiais para o brasil por outras editoras, ou até mesmo a própria JBC. O sonho de qualquer colecionador.

Então sim, é permitido ficar com raiva e xingar, eles fizeram algo que não deveriam, e certamente vão sofrer algum retalhamento por isso. Mas devemos agradecer pela tentativa de ser diferente, de inovar, mesmo que trazendo o Kuramada de volta as bancas.

“Se fosse Ring no Kakero ao menos eu poderia comprar completo, encher um saco de pancada com os pedaços, e descontar minha raiva do autor.”

Indie-A-tom: Clustertruck

Neste vídeo falamos de Clustertruck, um estranho jogo de plataforma digno de gameplays bisonhos e que eu constantemente confundo com o belo termo Clusterfuck em momentos de raiva.

Atom Vlog – O maldito sininho e a importância das notificações

Hoje o assunto é sobre uma recente mudança que ocorreu nas notificações do YouTube, ou em outros termos a necessidade de se clicar no sininho.

Indie-A-tom: RIVE

Neste vídeo falamos de RIVE, um platform shooter extremamente hardcore que não deixa a desejar a nenhum bullet hell.

Suicídio Pensado

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Vocês já pararam para pensar como é a vida de um ser depressivo movido pela lógica? Parece uma pergunta estranha, mas é assim que me sinto constantemente. Um homem adulto sem emprego, amores ou amizades, e uma urge tremenda de acabar com este sofrimento.

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Intermitência intermitente

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— Alô. Sofrimento?
— Não. Ligou errado. Aqui quem fala é a Inspiração.  Leia o resto deste post

Atom 5: Os Melhores Rogue Likes

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Um grupo de pessoas se reúne a noite e ateiam fogo numa vasta planície, a qual ganha um serpenteado de cor purpura incandescente e fosforo branco. Sete pessoas, um começo, um mistério.

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Indie-A-tom: Neon Drive

Neste vídeo falamos de Neon Drive, um jogo de ritmo que nos faz embarcar numa viagem psicodélica através do glamour dos anos 80.

On the Nanquim: Bem melhor agora

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Então, no finzinho do mês passado resenhei “3 Histórias Curtas”, uma quase nova coluna que pretendo manter com certa periodicidade se der, e dentre as HQs escolhidas estava Terezinha, do autor Isaac Tiago. Ele gostou bastante de fazer parte do post e perguntou se eu não gostaria de escrever sobre sua primeira obra, “Bem melhor agora”, e porque não?

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